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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Satélite perdido nos anos 60, misteriosamente, volta a transmitir



O Satélite LES1 antes do lançamento, em 1965
Abandonado no espaço em 1967, um satélite dos EUA começou a transmitir novamente em 2013 - Depois de saber disso, que um satélite que está em silêncio há décadas de repente começa a enviar novos sinais, você pode, obviamente, suspeitar que o dispositivo foi seqüestrado por alienígenas, agora tentando se comunicar com a Terra. Talvez eles estejam nos avisando de que estão planejando uma invasão!

É possível que tais pensamentos passassem pela mente de Phil Williams, um radioastrônomo amador inglês baseado em Cornwall, que foi a primeira pessoa a captar os sinais estranhos que vinham como “sons fantasmagóricos” em 2013. Acontece que as mensagens transmitidas estavam vindo de um satélite LES1 abandonado, mas os especialistas precisaram de mais três anos para se certificar de que este era de fato o satélite americano que foi "perdido" em 1967.

O LES1 foi uma das várias unidades produzidas e lançadas ao espaço pelo Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), entre 1965 e 1967. Essas unidades, projetadas principalmente para testar novas tecnologias de comunicação via satélite, eram rotuladas com números, em partindo de LES1 até LES9.

Como se viu, o lançamento dos primeiros quatro satélites não foi tão bem assim. O LES1, em particular, não conseguiu atingir a maioria dos objetivos planejados. O contato com o satélite foi completamente perdido dois anos após o seu lançamento, e desde então ele tem orbitado em torno de nosso planeta, permanecendo totalmente fora de contato. As coisas melhoraram para as quatro unidades seguintes, LES5 até LES9; a unidade LES7 foi cancelada quando o programa estava chegando ao fim e não havia mais financiamento para isso.

A Voyager-1, lançada em 5 de setembro de 1977
O que surpreendeu a todos em 2013 é que o LES1 começou a enviar sinais em repetições a cada quatro segundos. Phil Williams sugeriu que uma falha em um dos componentes do dispositivo foi o que talvez fez com que ele começasse a enviar sinais novamente.

A frequência designada do sinal é 237 MHz. No entanto, o satélite consegue enviar as transmissões somente quando seus painéis solares são diretamente expostos à luz. 

O sinal supostamente cessa quando os painéis da nave caem na sombra do próprio corpo do satélite. "A tensão nos painéis solares salta e ele pode emitir o sinal fantasma", afirmou Williams.

É provável que a bateria on-board do satélite esteja totalmente descarregada até agora, então o que potencializa a transmissão dos sinais é um mistério. Quanto a se o LES1 representa alguma ameaça, aparentemente não há nada a temer. Este é apenas mais um pedaço de lixo espacial girando em órbita.

O mais impressionante é que os componentes eletrônicos usados ​​no LES1 foram produzidos cinco décadas atrás e, embora tenham sido expostos às condições severas do espaço, eles ainda parecem estar em algum tipo de ordem de funcionamento. E cinco décadas atrás é muito tempo em termos de tecnologia e seu desenvolvimento.

O LES1 foi lançado mais de uma década antes da sonda Voyager-1 ser lançada ao espaço para explorar os reinos externos do sistema solar. E a eletrônica usada na década de 1960 era muito mais simples do que a usada desde então, talvez, mais durável.

Nave SOHO, Observatório Solar e Heliosférico, da NASA
A notícia desse satélite desatualizado voltando a ficar on-line depois de tanto tempo em silêncio surpreendeu a todos na comunidade científica. O satélite foi lançado em 11 de fevereiro de 1965, do Cabo Canaveral. Deixou de enviar sinais apenas dois anos depois. Ainda assim, este não é o único caso de um satélite ter sido perdido e depois encontrado novamente.

Aconteceu também com a muito mais cara sonda Solar and Heliospheric Observatory spacecraft (SOHO), que desapareceu sem deixar vestígios em 1998. 

A SOHO parou de enviar sinais enquanto seguia em sua missão de observar o sol. Os astrônomos da NASA acabaram localizando a nave perdida e restabeleceram contato com ela, enquanto ela girava impotente no espaço.

No caso do SOHO, foi alegadamente uma falha no software que levou ao mau funcionamento da espaçonave. O satélite foi finalmente recuperado e continuou sua missão. Mas no caso do LES1, tudo parece muito mais estranho e muito mais inesperado, já que é um equipamento antigo que havia sido esquecido há muito tempo.
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Fonte: Vintage News - site - (tradução livre)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Black Knight: satélite extra-terrestre ou detrito espacial?




O que a maioria das pessoas não sabe é que 6.000 satélites foram lançados em órbita terrestre desde que a União Soviética enviou o Sputnik 1 ao espaço em 1957. Esses satélites artificiais têm vários objetivos, como meios de comunicação, navegação e exploração . As estimativas sugerem que cerca de 3.600 até agora permaneceram em órbita, dos quais muito menos ainda está em operação. Uma vez que estes satélites cumprem o seu propósito e atingem a expectativa de vida, eles se tornam nada mais do que lixo espacial.

"Black Knight": Este estranho objeto tem orbitado a Terra há 50 anos

É muito fácil detectar alguns deles, orbitando nos céus, incluindo o maior de todos, a Estação Espacial Internacional. No entanto, nenhum deles corresponde ao Black Knight, um satélite altamente misterioso e muito debatido, com forte narrativa.

Enquanto alguns argumentam que o Black Knight já está em órbita há mais de cinco décadas, outros dizem que é menos tempo do que isso - e há aqueles que argumentam que ele já estava lá há 13.000 anos. Seu propósito e origem permanecem desconhecidos, embora existam indicações que ele já enviou sinais à Terra. Quem deu a esse objeto seu nome sinistro, acrescenta mais um enigma à natureza espinhosa da história, e é incerto quem foi o primeiro a descobri-lo também.


Foto da NASA, de 1998, de restos espaciais, que
- de acordo com alguns teóricos da conspiração -
seria de um satélite extraterrestre, o "Black Knight"
Não surpreendentemente, os teóricos da conspiração vieram à mesa. Como eles explicam, a origem do Black Knight está ligada a extra-terrestres. A comunidade científica e acadêmica descarta todas essas teorias. Então, como explicar o barulho em torno do Black Knight?

A raiz da história começa com Nikola Tesla, que supostamente ouviu sons do espaço em 1899. Ele considerou que os sons eram possivelmente de vida inteligente não na Terra, talvez habitantes de Marte. Décadas depois, em 1968, os astrônomos confirmaram que ele realmente ouviu sinais de rádio, mas eles vieram através de outros objetos naturais no espaço.

Tesla nunca afirmou que ouviu sinais provenientes de um satélite que orbitava a Terra, mas há aqueles que acreditam ainda que ele estava ouvindo transmissões de um satélite em órbita, que não era outro senão o Black Knight.

Em 1954, alguns jornais, incluindo The San Francisco Examiner e St. Louis Post-Dispatch, publicaram algumas opiniões, escritas por Donald Edward Keyhoe, ex-aviador naval da Marinha e famoso pesquisador de OVNIs. Keyhoe continuamente publicou histórias em várias revistas, como Weird Tales, Flying Aces, The Saturday Evening Post e Reader's Digest.

Nos jornais foi publicada a crença de Keyhoe de que os extraterrestres haviam visitado a Terra. Ele também escreveu alguns livros em que afirmou que a Força Aérea dos Estados Unidos detectou dois satélites orbitando a Terra em 1954, quando na verdade, nenhuma tecnologia desse tipo existia.


O "Black Knight"
imagem capturada durante a missão STS-88 (1998)
Por outro lado, nos meados da década de 1950, era um momento em que a ficção científica alcançava seu pico de popularidade.

Os livros de Keyhoe rivalizavam com aqueles escritos por H.G. Wells, Arthur C. Clarke e Issac Asimov. Juntamente com uma série de filmes e programas de televisão, essas histórias alimentaram a imaginação do público sobre viagens espaciais e possíveis encontros com vida extraterrestre. Os céticos afirmam que muito do que escreveu Keyhoe era para ajudar na promoção de seus próprios livros.

No entanto, em 1960, durante a Guerra Fria, a Time Magazine afirmou que a Marinha dos EUA estava ciente de um satélite que tinha uma órbita incomum. Inicialmente, a revista afirmou que era um satélite espião soviético, mas depois declarou que se tratava de um satélite, dos Estados Unidos, fora de órbita.

Ao longo dos anos, os relatórios do satélite Black Knight se acumularam, mas, de acordo com muitos, são o resultado de histórias não confirmadas, repórteres exagerados e fotografias super-interpretadas. Como diz o astronauta da NASA, Jerry Ross, o objeto e todas as especulações sobre isso são simplesmente os resultados de um erro.

Além disso, Martina Redpath, do Planetário Armagh da Irlanda do Norte, duvida que o Black Knight seja qualquer coisa menos de que um "uma confusão de histórias completamente não relacionadas". Redpath também afirmou que muitos dos relatórios relacionados sobre o assunto são "observação científica não usual" que nutrem o mito do Black Knight.

Uma possível explicação para o mistério pode ser encontrada em dezembro de 1998, quando aconteceu uma missão do ônibus espacial à Estação Espacial Internacional (ISS). Durante a missão, que envolveu caminhadas espaciais; o Coronel Ross e o Dr. James Newman tentavam instalar cobertores térmicos, para fazer ajustes que reduziriam a perda de calor e economizariam energia na ISS. Os cobertores estavam presos ao traje espacial do Coronel Ross e, a medida que eram instalados, um deles se perdeu no espaço. Quando ele percebeu que um tinha desaparecido, o cobertor já estava longe dos astronautas e eles não conseguiram recuperá-lo.

Como a NASA explica, detritos, independentemente do seu tamanho, podem escapar da estação em missões que exigem caminhada espacial. Tal como aconteceu em dezembro de 1998, quando alguns itens acabaram se soltando e tornando-se detrito espacial. Geralmente, a maioria desses objetos são oficialmente catalogados pelo US SSN (Space Surveillance Network).

A Estação Internacional, vista pelo ônibus espacial Atlantis, em 23 de maio de 2010, durante a missão STS-132.
Por isso, o objeto fotografado durante a missão em 1998, conhecida como STS-88, amplamente reivindicada como sendo do satélite Black Knight, é, de acordo com o jornalista espacial James Oberg, provavelmente um cobertor térmico que foi relatado como perdido durante a atividade extraveicular conduzida pelo Coronel Ross e pelo Dr. Newman.

Em uma entrevista, concedida em 2014, o Cel. Ross também afirmou que "as teorias da conspiração são divertidas para quem trabalha nelas, mas um desperdício de inteligência valiosa", no contexto de todas as teorias que envolvem o Black Knight. Essas declarações acabarão com a intriga a respeito do Black Knight? A resposta é que provavelmente não.

Fonte: The Vintage News (tradução livre)


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Lua :: The Moon



Você nunca viu a nossa Lua assim:

De pertinho, em todos os detalhes - e girando! 

À medida que gira em torno de seu próprio eixo, nosso satélite natural também gira em torno da Terra e, por isso, exibe sempre a mesma 'face' para nós, mantendo a outra oculta - seu famoso (e erroneamente nomeado) 'lado escuro'. 

Mas essa animação da Nasa, criada com imagens da Nasa's Lunar Reconnaissance Orbiter, sonda que orbita o satélite, nos permite vislumbrar esse movimento completo! Duas novas missões devem explorá-la num futuro próximo: uma, recém-lançada pela Nasa, analisará a fina atmosfera lunar a partir de outubro. Outra, chinesa, deve enviar em breve um veículo robótico para explorar sua superfície. 

Ah, a posição inicial do vídeo retrata a nossa visão aqui da Terra.



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vôo AF 447 enfrentou tempestade antes de cair


Segundo imagens de satélite o Airbus enfrentou uma tempestade de 150 km; o avião teria levado 12 minutos, enfrentando forte turbulência, tentando sair dela antes de cair no mar. 

As buscas pelos desaparecidos continuam, já foi achado um pedaço com 7 m de diâmetro, entre outros destroços, porém até agora nenhum corpo. 

O local onde foram encontrados os pedaços da aeronave, e uma mancha de combustível com 20 km, fica a 150 km do arquipélago São Pedro e São Paulo, distante 1.010 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte, é uma das zonas mais hostis do Oceano Atlântico.