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terça-feira, 16 de maio de 2017

Radiação de supernova pode destruir o Planeta?



Novo estudo revela a distância necessária para uma supernova nos matar

Se você olhasse para o céu cerca de 2 milhões de anos atrás, você teria visto uma estrela morrer em um evento impressionante.

Há muito tempo se discute se essa explosão de supernova teria sido suficientemente próxima para impactar a vida na Terra, e agora os físicos mostraram que, embora provavelmente não teria desencadeado extinções em massa, teria sido um dia muito ruim para os terráqueos.

O estudo também atualiza a distância em que uma supernova pode ser mortal para a vida na Terra – anteriormente se pensava que uma supernova deveria estar a cerca de 25 anos-luz de distância para desencadear extinções em massa, mas o novo artigo sugere que até mesmo uma supernova estando a 50 anos-luz pode ser mortal.

Em 2016, cientistas anunciaram ter descoberto traços do isótopo ferro-60 em sedimentos oceânicos antigos e no solo lunar, confirmando uma série de supernovas que iluminaram o céu entre 3,2 e 1,7 milhões de anos atrás. Essas estimativas aproximam as supernovas em cerca de 100 parsecs, ou cerca de 330 anos-luz de distância, sugerindo que elas teriam sido visíveis durante o dia e eram tão brilhantes quanto a Lua.


Mas desde então, os novos estudos de acompanhamento quase cortaram essa distância pela metade, colocando as estrelas moribundas a cerca de 60 parsecs, ou 195 anos-luz de distância na época.

Supernovas ocorrem quando estrelas maciças ficam sem combustível e colapsam, resultando em uma onda de energia que explode em uma onda de choque de radiação e partículas através do espaço interestelar.

O espaço é muito grande, então o nosso Sistema Solar raramente se aproxima o suficiente de tais eventos estelares impressionantes para que um banho de radiação de alta velocidade seja um problema para a bioquímica delicada na superfície do nosso planeta.

“As pessoas estimaram em 2003 que a distância necessária para uma supernova nos matar era de cerca de 25 anos-luz da Terra”, disse Adrian Melott, pesquisador da Universidade do Kansas. “Agora pensamos que talvez seja um pouco maior do que isso”, concluiu ele.

Melott e seus colegas agora acreditam que uma supernova precisa estar a distância de 40 ou 50 anos-luz de distância para causar algo sério a nós. [ScienceAlert]

Fonte: Mistérios do Espaço | Science Alert

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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ciência :: Os efeitos do Sol na pele humana




A prova de que o excesso de sol faz envelhecer mais rápido. Este senhor tem 69 anos, e foi caminhoneiro por 28 anos. 

Devido á sua profissão, recebeu muito mais luz solar do lado esquerdo, resultando em envelhecimento precoce daquele lado. Sua condição é chamada de dermatoheliosis unilateral e é resultado da exposição crônica á ação dos raios UVA e UVB do sol.

O caso foi descoberto e estudado por Jennifer R. S. Gordon e Joaquim C. Brieva, dermatologistas da Universidade de Northwestern, e publicado no New England Journal of Medicine:

“Um homem de 69 anos foi apresentado com um histórico de 25 anos de espessamento e enrugamento gradual e assintomático da pele no lado esquerdo do seu rosto. O exame físico mostrou hiperqueratose com com múltiplos e amontoados comedões abertos e áreas de elastose nodular. A análise  histopatológica mostrou um acúmulo de material de elastolítica na derme e a formação de milia dentro dos folículos capilares. As descobertas foram consistentes com a síndrome de Favre-Racouchot de pele fotodanificada, conhecida como dermatoheliosis.

O paciente relata que dirigiu um caminhão por 28 anos. Raios Ultravioletas A (UVA) transmitidos através do vidro da janela penetravam a epiderme e as camadas superiores da derme. A exposição crônica a UVA pode resultar no espessamento da epiderme e estrato córneo, bem como na destruição das fibras elásticas. Esse efeito de fotoenvelhecimento do UVA é contrastado com a fotocarcinogênese.”

Como o UVB e o UVA podem causar mutações que levam ao câncer de pele, os doutores recomendaram ao paciente usar protetor solar e retinóides tópicos, bem como um monitoramento regular para um eventual surgimento de câncer de pele.

O verão ainda está longe, mas é sempre bom lembrar dos efeitos negativos que o excesso de exposição ao Sol causa. Se o risco de câncer de pele não é o bastante para você, talvez saber que o Sol acelerará o seu envelhecimento em uma ou duas décadas o faça ser mais cuidadoso. Lembre-se: se você não tem como fugir para uma sombra (ainda que não esteja na praia ou em uma piscina), use o protetor solar. 

fonte: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMicm1104059

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Espaço :: Bolhas cósmicas

Astrônomos descobrem bolhas gigantescas na Via Láctea

Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/11/2010

De uma extremidade a outra,
as bolhas de raios gama estendem-se por 50.000 anos-luz,
metade do diâmetro da Via Láctea.
[Imagem: Goddard Space Flight Center]

Usando dados do Telescópio Fermi, uma equipe de astrônomos e astrofísicos identificou uma gigantesca estrutura que abrange mais da metade do céu visível, espalhando-se a partir do eixo central da Via Láctea. A partir do centro da galáxia, as duas bolhas prolongam-se em direções opostas, cobrindo da constelação de Virgem até a constelação de Grus.

Mas como é que algo tão grande nunca havia sido visto antes?

A chave é o Telescópio Espacial Fermi, da NASA, o mais sensível detector de raios gama já lançado ao espaço. Raios gama são a forma mais energética da luz.

Outros astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu. Essa neblina de alta energia surge quando partículas se movendo perto da velocidade da luz interagem com a luz e com o gás interestelar na Via Láctea. A equipe do telescópio refina constantemente seus modelos, de forma a descobrir novas fontes de raios gama obscurecidas por esta emissão difusa.

Emissão de raios gama

Usando várias estimativas da neblina de raios gama, Doug Finkbeiner e seus colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, nos Estados Unidos, foram capazes de "soprá-la" das imagens, desvendando as bolhas gigantes.

Agora falta descobrir o que exatamente são as bolhas: "Nós não entendemos completamente nem sua natureza e nem a sua origem," diz Finkbeiner. A equipe está realizando mais análises para entender melhor como a estrutura pode ter sido formada. As emissões das bolhas são muito mais energéticas do que o nevoeiro de raios gama visto em outras partes da Via Láctea.

As bolhas também parecem ter bordas bem definidas. A forma da estrutura e as emissões sugerem que ela se formou como resultado de uma liberação de energia grande e relativamente rápida - cuja origem continua um mistério.

Em muitas outras galáxias, os astrônomos já observaram jatos de partículas alimentados pela matéria que cai dentro de um buraco negro central. Embora não haja evidências de que o buraco negro da Via Láctea tenha um jato assim na atualidade, ele pode ter tido no passado. As bolhas também podem ter-se formado como resultado da ejeção de gás de uma explosão de formação de estrelas, talvez a que produziu muitos aglomerados de estrelas maciças no centro da Via Láctea, vários milhões de anos atrás.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bolhas-via-lactea-raios-gama&id=010130101110