Translate

Mostrando postagens com marcador aumento da atividade solar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aumento da atividade solar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Astrônomos russos identificam um “iceberg” em mancha solar que pode explicar sequência de erupções

O Sol voltou a chamar a atenção dos astrônomos. Em apenas 24 horas, 19 erupções solares foram registradas, em um aumento repentino da atividade que intrigou pesquisadores russos. O responsável pelo comportamento incomum parece ser um novo grupo de manchas solares, identificado como 4513, que surgiu na borda esquerda do disco solar observado da Terra.

À primeira vista, a região 4513 não impressiona. Ela aparece relativamente pequena nas imagens da superfície do Sol. Mas os pesquisadores do Laboratório de Astronomia Solar do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências levantam uma possibilidade interessante: a estrutura que vemos pode representar apenas a parte superior de uma configuração magnética muito maior escondida sob a superfície, numa situação que lembra a lógica de um iceberg — aquilo que aparece é apenas uma fração do que realmente existe.

A comparação não significa que exista literalmente uma estrutura semelhante a um iceberg dentro do Sol. Trata-se de uma metáfora para descrever uma característica importante das manchas solares: seus campos magnéticos se estendem profundamente para o interior da estrela. Segundo a análise divulgada pelos pesquisadores russos, a origem dessas estruturas pode estar a aproximadamente 200 mil quilômetros de profundidade.

O que torna a mancha solar tão importante?

As manchas solares são regiões mais escuras e relativamente mais frias da fotosfera. Elas aparecem justamente onde os campos magnéticos do Sol são extremamente intensos. Esses campos podem ficar distorcidos, torcidos e comprimidos à medida que o plasma solar se movimenta.

Quando a configuração magnética se torna instável, ocorre a chamada reconexão magnética: linhas do campo magnético se reorganizam e liberam rapidamente uma enorme quantidade de energia. O resultado pode ser uma erupção solar, ou solar flare.

É justamente por isso que uma mancha aparentemente discreta pode esconder um potencial de atividade muito maior do que sua aparência sugere.

No caso da região 4513, os dados do laboratório russo mostram que ela vem sendo acompanhada como uma área ativa. Na atualização mais recente, a região apresentava área de cerca de 180 unidades de área solar e classificação magnética beta.

De onde vieram as 19 erupções?

A sequência chamou atenção porque ocorreu em um período relativamente curto. A reportagem baseada nos dados do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências informou que 19 eventos foram observados em 24 horas, incluindo uma erupção de classe M — a primeira desse nível registrada em várias semanas, segundo a fonte russa.

É importante entender que nem todas as erupções solares possuem a mesma intensidade. Os eventos são classificados principalmente pela intensidade dos raios X observados por satélites de monitoramento do clima espacial. A escala começa nas classes A e B, passa por C e M e chega à classe X, a mais intensa.

Assim, 19 erupções não significam necessariamente 19 grandes explosões capazes de provocar impactos na Terra. O número elevado indica uma região magneticamente ativa, mas a intensidade individual de cada evento é fundamental para determinar seus possíveis efeitos.

Um Sol que ainda está sendo observado

Outro detalhe importante é a posição da região 4513. Como ela está surgindo pela borda do disco solar, os astrônomos ainda não conseguem observar toda a estrutura diretamente. À medida que a rotação do Sol levar a região para uma posição mais favorável à observação, será possível obter uma visão mais completa de sua configuração.

Essa é justamente a razão para a metáfora do “iceberg” ser tão interessante. O que os telescópios enxergam agora pode não revelar toda a complexidade magnética existente por baixo.

Os pesquisadores russos avaliam, porém, que a região pode estar chegando ao seu pico de intensidade, e não necessariamente entrando em uma fase de crescimento indefinido. A previsão permanece cautelosa: será necessário acompanhar a evolução da mancha enquanto ela emerge completamente no lado visível do Sol.

Devemos nos preocupar com a Terra?

A resposta, por enquanto, é: não há motivo para transformar o episódio em motivo de pânico.

Erupções solares podem produzir radiação capaz de provocar perturbações nas comunicações de rádio, enquanto algumas explosões também podem estar associadas a ejeções de massa coronal (CMEs). Quando uma CME é direcionada à Terra, partículas e campos magnéticos podem interagir com a magnetosfera e produzir tempestades geomagnéticas, além de auroras em latitudes mais elevadas.

A situação precisa ser avaliada evento por evento. Uma erupção ocorrida perto da borda do Sol, por exemplo, não necessariamente representa uma ameaça direta ao nosso planeta. Além disso, uma erupção solar e uma ejeção de massa coronal são fenômenos relacionados, mas não são sinônimos.

O verdadeiro mistério está sob a superfície

O episódio da região 4513 é mais uma demonstração de como o Sol pode enganar nossos olhos. Uma pequena mancha escura na superfície pode ser a manifestação visível de uma gigantesca estrutura magnética que se estende para o interior da estrela.

E é justamente essa característica que torna o fenômeno tão fascinante.

O “iceberg” solar não é feito de gelo, mas de magnetismo. A parte que conseguimos enxergar é apenas a assinatura superficial de processos que acontecem em uma estrela com cerca de 1,4 milhão de quilômetros de diâmetro e que libera continuamente enormes quantidades de energia.

Por isso, os próximos dias serão importantes. Conforme a região 4513 avance pelo disco solar, os telescópios poderão revelar se a discreta mancha realmente esconde uma estrutura magnética muito mais complexa — e se a sequência excepcional de erupções observada agora foi apenas um episódio passageiro ou o começo de uma fase mais ativa.

O Sol, mais uma vez, mostra que aparência e realidade podem ser coisas muito diferentes quando observamos uma estrela de perto.

Fontes: Laboratório de Astronomia Solar do IKI RAS, NASA e NOAA.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A pior tempestade solar de todos os tempos




por Space.com *

Em 2 de setembro de 1859, uma incrível tempestade de partículas carregadas enviadas pelo sol bateu na atmosfera da Terra, dominou-a e causou estragos no solo. Os fios de telégrafo, o material de alta tecnologia da época, entraram em curto-circuito repentinamente nos Estados Unidos e na Europa, provocando incêndios generalizados. A aurora boreal, normalmente visível apenas nas regiões polares, era vista tão ao sul quanto Cuba e Havaí.

O campo magnético da Terra normalmente protege a superfície do planeta de algumas tempestades. Em 1859, as defesas do planeta estavam totalmente sobrecarregadas. Durante a última década, tempestades semelhantes, mas menos poderosas, também se espalharam, dando aos cientistas uma visão do que eventualmente acontecerá novamente.

A perspectiva não é rósea

A tempestade solar de 1859 foi três vezes mais poderosa do que uma que cortou a energia de toda uma província canadense em 1989. Especialistas dizem que, se acontecesse hoje - e poderia - o resultado poderia ser impensável.

Se uma tempestade tão grave ocorrer hoje, poderia causar até US$ 2 trilhões em danos iniciais por incapacitar as comunicações na Terra e alimentar o caos entre os moradores e até governos em um cenário que exigiria de quatro a dez anos para recuperação, segundo um relatório da Academia Nacional de Ciências. Em comparação, o furacão Katrina infligiu algo entre US$ 80 bilhões e US$ 125 bilhões em danos.

A boa notícia é que os astrônomos sabem com o que estão lidando um pouco mais hoje em dia e têm a capacidade de prever tempestades solares, com a ajuda de naves espaciais que observam o sol. 

As tempestades se originam - ainda em grande parte imprevisivelmente - de manchas solares. Uma vez que as manchas entrem em erupção, uma onda inicial de radiação atinge a Terra em apenas alguns minutos. As piores erupções desencadeiam outra nuvem de partículas carregadas que se projetam para fora do sol e levam de 18 a 36 horas para chegar até nós; elas podem ser observadas e avaliadas no caminho, permitindo previsões relativamente precisas do tempo de chegada e potência.

Avisos antecipados permitem que as principais estações de comutação da rede elétrica sejam desligadas para proteção. Satélites que poderiam ser eliminados por um curto-circuito são colocados no modo de suspensão.

Temos que agradecer a tempestade de 1859 por inaugurar a era da previsão de tempestades solares.

"A causa de tudo isso [em 1859] foi uma extraordinária explosão solar testemunhada no dia anterior pelo astrônomo britânico Richard Carrington", segundo a Spaceweather.com. "Seu avistamento marcou a descoberta de explosões solares e prenunciou um novo campo de estudo: o clima espacial".

O sol opera em um ciclo de atividade de 11 anos... mas o sol é imprevisível, e mesmo durante um período leve de atividade - como agora - as grandes erupções podem provocar tempestades colossais.
____
Fonte: Space.com | 150 Years Ago: The Worst Solar Storm Ever - Imagem: SOHO/NASA/ESA

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Ejeção de Massa Coronal (EMC)



Ejeções de massa coronal (EMC) são grandes erupções de gás ionizado a alta temperatura, provenientes da coroa solar. 

O gás expelido constitui parte do vento solar e, quando atinge o campo magnético terrestre, pode causar tempestades geomagnéticas, prejudicando os meios de comunicações e estações elétricas.

Veja abaixo uma animação da formação da Aurora: 

Como uma EMC (Ejeção de Massa Coronal) cria as auroras ...



terça-feira, 13 de março de 2012

Solar Storms: The Threat To Planet Earth





There is a new kind of weather to worry about, and it comes from our nearest star.

Scientists are expecting a fit of violent activity on the sun which will propel billions of tonnes of superheated gas and pulses of energy towards our planet. They have the power to close down our modern technological civilization - e.g. in 1989, a solar storm cut off the power to the Canadian city of Quebec.

Horizon meets the space weathermen who are trying to predict what is coming our way, and organizations like the National Grid, who are preparing for the impending solar storms.


- NOAA* Space Weather Scale:

* for Geomagnetic Storms
* for Solar Radiation Storms
* for Radio Blackouts


Solar Storms, the threat to planet Earth. Solar Alert App from Genial Apps on Vimeo.

+++++++

DISCLAIMER: I DO NOT OWN ANY OF THE CONTENT IN THIS VIDEO:
All the content belong to their respectful owners.
I do not earn any money with this video.
This video is for education purposes only.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O segundo Sol - Nassim Haramein




Em 2003 existiam mais manchas solares no sol como nunca houve antes!!! Registaram-se mais de 200 manchas solares. Nunca houve tantas no sol! Desde Galileu, que não vimos nada assim. O Sol não está a acalmar. O último ciclo solar foi em 2001, e mais 11 anos quer dizer que, o próximo ciclo solar será em 2012. O FIM do Calendário Maia!!!! Que nos diz que estamos a chegar ao tempo em que nos vamos mudar para o 6º Sol.

Lembrem-se das dinâmicas que falámos no início: buracos negros, que geram buracos negros mais pequenos que são partículas subatómicas, que fazem dinâmicas de plasma ao seu redor; que quando acumula muito plasma começa a abrandar, torna-se instável e cospe algum desse plasma e começa a rodar outra vez. Eu acho que nos estamos a aproximar à altura de cuspir fora! Também acho que o Sol já passou por isto antes.

Para além disto, o Sol começou a Pulsar. Começou uma enorme emissão de pulsos electromagnéticos. Observei a quantidade de iões negativos produzidos pelo Sol, e estão a atingir o pico. Quando estes pulsos electromagnéticos ocorrem, a produção de iões negativos aumenta. O normal é, numa escala de 1 a 9,  estarem entre 2 a 3. Mas, recentemente, estavam no 9.

Um objecto do tamanho do Sol, assim de repente, mudar a sua quantidade de radiação, quase dobrar a quantidade de Raios X...estamos a falar de muita energia. Ao ver as imagens da Sonda SOHO, parece que está sempre a disparar flashes. Impressionante. Isto não é normal, porque nunca aconteceu antes.

A forma como o percebemos aqui na Terra? O mundo nunca viu um calor como este!!!! A China atingiu os 52º ISTO NÃO É O RESULTADO DO AQUECIMENTO GLOBAL O aquecimento global não acontece assim tão rapidamente. Isto é o resultado de algo muito mais dramático. O Sol está a chegar ao limite.

Ouviram falar este ano das Auroras Boreais? Essas cores que vemos no céu são os iões que foram atirados fora pelo Sol. O plasma expelido pelo Sol, a ser apanhado pelo Campo Electromagnético da Terra, o que faz um funil no Pólo Norte e Sul da Terra. E quando entram na atmosfera da Terra, criam estas radiações a que chamamos de Auroras Boreais.

Bem, isto também acontece nos outros planetas. Não é normal que, Júpiter tenha neste momento tanta atividade vinda do Sol. Neste momento na Terra, as auroras Boreais estão a estender-se até ao Equador! Têm visto auroras Boreais no México. E no Pólo Norte, as Auroras Boreais que normalmente duram semanas, agora duram meses e não desaparecem. Há tanta actividade solar, que o Sol está a atirar fora tanta coisa, e por isso há tantos iões na atmosfera.

Mas em Júpiter, neste momento estão a detectar zonas extremamente quentes do tamanho da Terra, no Pólo Norte de Júpiter. Há tanta actividade solar, que todos estes iões quentes a entrar em Júpiter, está a fazer com que a sua superfície esteja a começar a inflamar-se. Júpiter tem exactamente a mesma composição que o Sol. No Sexto Sol das tradições Maias, Incas e muitos outros, falam sobre a Próxima Evolução.

ONDE HAVERÁ 2 SÓIS? E, destas tradições, qual é o nome desse Sol? Arthur C. Clarke fez um filme em 2010, onde a atmosfera de Júpiter se inflama e se transforma num novo sol. É o nascimento de um novo Sol. Achei isto interessante.



Recomendado para você