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quarta-feira, 11 de julho de 2018

A pior tempestade solar de todos os tempos




por Space.com *

Em 2 de setembro de 1859, uma incrível tempestade de partículas carregadas enviadas pelo sol bateu na atmosfera da Terra, dominou-a e causou estragos no solo. Os fios de telégrafo, o material de alta tecnologia da época, entraram em curto-circuito repentinamente nos Estados Unidos e na Europa, provocando incêndios generalizados. A aurora boreal, normalmente visível apenas nas regiões polares, era vista tão ao sul quanto Cuba e Havaí.

O campo magnético da Terra normalmente protege a superfície do planeta de algumas tempestades. Em 1859, as defesas do planeta estavam totalmente sobrecarregadas. Durante a última década, tempestades semelhantes, mas menos poderosas, também se espalharam, dando aos cientistas uma visão do que eventualmente acontecerá novamente.

A perspectiva não é rósea

A tempestade solar de 1859 foi três vezes mais poderosa do que uma que cortou a energia de toda uma província canadense em 1989. Especialistas dizem que, se acontecesse hoje - e poderia - o resultado poderia ser impensável.

Se uma tempestade tão grave ocorrer hoje, poderia causar até US$ 2 trilhões em danos iniciais por incapacitar as comunicações na Terra e alimentar o caos entre os moradores e até governos em um cenário que exigiria de quatro a dez anos para recuperação, segundo um relatório da Academia Nacional de Ciências. Em comparação, o furacão Katrina infligiu algo entre US$ 80 bilhões e US$ 125 bilhões em danos.

A boa notícia é que os astrônomos sabem com o que estão lidando um pouco mais hoje em dia e têm a capacidade de prever tempestades solares, com a ajuda de naves espaciais que observam o sol. 

As tempestades se originam - ainda em grande parte imprevisivelmente - de manchas solares. Uma vez que as manchas entrem em erupção, uma onda inicial de radiação atinge a Terra em apenas alguns minutos. As piores erupções desencadeiam outra nuvem de partículas carregadas que se projetam para fora do sol e levam de 18 a 36 horas para chegar até nós; elas podem ser observadas e avaliadas no caminho, permitindo previsões relativamente precisas do tempo de chegada e potência.

Avisos antecipados permitem que as principais estações de comutação da rede elétrica sejam desligadas para proteção. Satélites que poderiam ser eliminados por um curto-circuito são colocados no modo de suspensão.

Temos que agradecer a tempestade de 1859 por inaugurar a era da previsão de tempestades solares.

"A causa de tudo isso [em 1859] foi uma extraordinária explosão solar testemunhada no dia anterior pelo astrônomo britânico Richard Carrington", segundo a Spaceweather.com. "Seu avistamento marcou a descoberta de explosões solares e prenunciou um novo campo de estudo: o clima espacial".

O sol opera em um ciclo de atividade de 11 anos... mas o sol é imprevisível, e mesmo durante um período leve de atividade - como agora - as grandes erupções podem provocar tempestades colossais.
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Fonte: Space.com | 150 Years Ago: The Worst Solar Storm Ever - Imagem: SOHO/NASA/ESA

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Nave espacial do tempo irá monitorar erupções solares




Espaçonave do tempo irá monitorar enormes erupções solares que irradiam do Sol por Sarah Knapton, Editora de Ciências, The Telegraph¹ - A Agência Espacial do Reino Unido está financiando uma nave espacial meteorológica para monitorar enormes explosões solares que irradiam do Sol, o que poderia acabar com as comunicações na Terra.

A nave Lagrange ficará estacionada entre a Terra e o Sol monitorando as ejeções solares. CRÉDITO: ESA

A Grã-Bretanha está desempenhando um papel importante na missão da Agência Espacial Europeia (ESA), que dará alertas dias antes de uma tempestade solar perigosa.

As tempestades ocorrem quando o Sol expulsa material radioativo super-aquecido que pode interromper a tecnologia moderna, causando tempestades geomagnéticas que afetam a operação e navegação de satélites, sistemas de comunicação e redes elétricas.

Um recente estudo da ESA estimou que o potencial impacto socioeconômico na Europa, a partir de um único evento de clima espacial extremo, poderia chegar a 15 bilhões de euros. No entanto, grande parte desse dano poderia ser evitado através de previsões precisas.


Pontos de Lagrange - a nave da ESA será posicionada no L5
CREDITO: ESA
A missão, batizada de "Lagrange", terá uma nave espacial colocada em um ponto fixo entre o Sol e a Terra. Nos chamados "pontos de lagrange", que são áreas entre dois grandes corpos onde as forças gravitacionais se equilibram, permitindo que um objeto permaneça "estacionado" entre eles.

Três, das quatro equipes que desenvolvem a espaçonave e os instrumentos, são da Grã-Bretanha; University College London, Airbus UK e o Science & Technology Facilities Council.

"O tempo espacial é ranqueado como o quinto risco mais relevante, no último Registro Nacional de Riscos do Reino Unido, como sendo de alta probabilidade e de risco médio para a vida cotidiana do Reino Unido", disse o Dr. Jonny Rae (UCL Mullard Space Science Laboratory) que está ajudando a projetar os monitores de vento solar.

"Mas, ao mesmo tempo, estamos expandindo significativamente o número de satélites operacionais através de novas tecnologias e serviços para aplicações como telefones celulares, TV, navegação, serviços financeiros e seguros, bem como a observação da Terra, por isso é cada vez mais importante configurarmos sistemas de alerta com antecedência".


A imagem do Sol mostra as ejeções coronais, que
podem afetar as comunicações na Terra.

CRÉDITO: ESA
A atividade solar pode afetar os serviços de navegação por satélite, como o Galileo, devido aos efeitos do tempo espacial na atmosfera superior. Isso, por sua vez, pode afetar a aviação, o transporte rodoviário, o transporte marítimo e quaisquer atividades que dependam do posicionamento preciso.

Na Terra, as companhias aéreas comerciais também podem sofrer danos em componentes eletrônicos de aeronaves e aumentar as doses de radiação para tripulações em altitudes de longo curso. Os efeitos do tempo espacial no solo podem incluir danos e interrupções nas redes de distribuição de energia, aumentar a corrosão em tubulações e degradação das transmissões de rádio.

No passado, houve várias grandes tempestades geomagnéticas que causariam hoje danos significativos ao nosso mundo eletrônico moderno. Em 1989, a costa leste dos EUA e do Canadá ficou sem energia por nove horas.

Em 2003, a Suécia sofreu um apagão elétrico e estimou-se que 10% da frota mundial de satélites possuía algum tipo de anomalia ou mau funcionamento.

Em 1859, uma enorme tempestade solar, denominada "Carrington Event", derrubou sistemas de telégrafo em todo o mundo, em alguns casos, dando choques elétricos nos operadores. Era tão poderoso que alguns sistemas de telégrafo continuaram funcionando, embora o fornecimento de eletricidade tivesse sido interrompido.


As auroras boreais, capturadas esta semana
na Islândia, por Ollie Taylor, fotógrafo britânico
CRÉDITO: OLLIE TAYLOR
As tempestades solares também são responsáveis ​​pelas auroras espectaculares, vistas perto dos polos.

A Agência Espacial do Reino Unido comprometeu 22 milhões de euros, ao longo de 4 anos, para o programa Space Situational Awareness (SSA) da ESA.

A ESA planeja selecionar o projeto final para a nave espacial e seus instrumentos em cerca de 18 meses.

O Ministro da Ciência inglês, Sam Gyimah, afirmou: "Este projeto tem potencial, para especialistas em espaço e engenharia do Reino Unido, para ajudar a assegurar que as redes vitais de comunicação, navegação e energia sejam protegidas e é um excelente exemplo do que podemos conseguir através da colaboração científica contínua com nossos parceiros europeus."

Fonte: 1- The Telegraph: Weather spacecraft will monitor huge solar flares erupting from the Sun (tradução livre)


terça-feira, 13 de março de 2012

Solar Storms: The Threat To Planet Earth





There is a new kind of weather to worry about, and it comes from our nearest star.

Scientists are expecting a fit of violent activity on the sun which will propel billions of tonnes of superheated gas and pulses of energy towards our planet. They have the power to close down our modern technological civilization - e.g. in 1989, a solar storm cut off the power to the Canadian city of Quebec.

Horizon meets the space weathermen who are trying to predict what is coming our way, and organizations like the National Grid, who are preparing for the impending solar storms.


- NOAA* Space Weather Scale:

* for Geomagnetic Storms
* for Solar Radiation Storms
* for Radio Blackouts


Solar Storms, the threat to planet Earth. Solar Alert App from Genial Apps on Vimeo.

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DISCLAIMER: I DO NOT OWN ANY OF THE CONTENT IN THIS VIDEO:
All the content belong to their respectful owners.
I do not earn any money with this video.
This video is for education purposes only.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Armas do Futuro ☀ Pulso Eletromagnético ☀ EMP




Pulso Eletromagnético (PEM), em inglês Electromagnetic Pulse (EMP), é um pulso de alta energia de largo espectro que se propaga pelo espaço que gera um campo elétrico defasado de um campo magnético, cuja frente de onda pode danificar componentes eletrônicos de estado sólido inseridos no campo em questão.


Os pulsos eletromagnéticos conhecidos podem ser produzidos por fenômenos naturais (explosões solares ou explosões estelares) ou pela ação humana. Neste caso, são produzidos geralmente de forma relativamente descontrolada, como durante a explosão de armas nucleares. 

Alguns tipos de armas convencionais, como as bombas de pulso, também podem produzir um pulso eletromagnético de alcance reduzido, capaz de destruir equipamentos microeletrônicos sólidos, como computadores e meios de comunicação.






Fonte: wikipédia / YouTube

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