Translate

Mostrando postagens com marcador vicio em redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vicio em redes sociais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Discord, inteligência artificial e o dever de proteger quem mais precisa

Não é a tecnologia que comete crimes. São pessoas. Mas nenhuma plataforma pode fechar os olhos quando sua estrutura é utilizada para aliciar crianças, manipular vulneráveis e destruir famílias

Não é a tecnologia que comete crimes. São pessoas. Mas nenhuma plataforma pode fechar os olhos quando sua estrutura é utilizada para aliciar crianças, manipular vulneráveis e destruir famílias

Durante muito tempo acreditamos que o perigo estivesse do lado de fora de casa. Trancamos os portões, reforçamos as portas, instalamos câmeras de segurança. Fizemos tudo para proteger quem amamos.

Enquanto isso, uma nova porta foi aberta silenciosamente.

Ela cabe na palma da mão. Está no celular que nossos filhos levam para o quarto, no computador da sala, no videogame conectado à internet e nas plataformas digitais que passaram a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros.

É justamente por essa porta que organizações criminosas vêm tentando alcançar o bem mais precioso de qualquer família: a confiança de crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade emocional.

É importante fazer uma distinção logo no início.

Não é a tecnologia que comete crimes. São pessoas.

Assim como uma estrada não provoca acidentes sozinha e um telefone não aplica golpes por conta própria, plataformas digitais também não possuem vontade própria. Elas são ferramentas.

Mas isso não encerra o debate.

Quando uma plataforma passa a ser utilizada de forma recorrente para aliciamento de menores, incentivo à automutilação, maus-tratos contra animais, extorsão, pornografia infantil ou outras práticas criminosas, surge uma pergunta que interessa a toda a sociedade:

Qual é a responsabilidade de quem administra essa infraestrutura?

Quando o crime invade a sala de casa

Nos últimos anos, operações da Polícia Federal, das polícias civis e investigações conduzidas por autoridades brasileiras e estrangeiras revelaram comunidades virtuais utilizadas para manipular psicologicamente adolescentes, compartilhar material criminoso, incentivar violência extrema e recrutar novos participantes.

O tema deixou de ser um assunto restrito às delegacias especializadas.

Entrou definitivamente na pauta nacional por meio de reportagens jornalísticas, investigações do Ministério Público e decisões do Poder Judiciário.

Em muitos desses casos, a violência não começa com uma ameaça.

Começa com uma conversa aparentemente inocente.

Alguém oferece amizade. Dá atenção. Escuta. Conquista confiança. Aos poucos surgem desafios, chantagens emocionais e exigências cada vez mais graves.

É um processo de manipulação cuidadosamente construído.

E as vítimas preferenciais costumam ser justamente quem mais precisa de proteção: crianças, adolescentes, pessoas neurodivergentes, jovens que enfrentam depressão, ansiedade, isolamento social ou qualquer outra forma de fragilidade emocional.

Quando a inteligência artificial é usada para o mal

Especialistas em segurança digital alertam que criminosos também passaram a utilizar ferramentas de inteligência artificial para tornar seus golpes ainda mais convincentes.

Hoje já é possível criar vozes sintéticas semelhantes às de crianças, produzir vídeos manipulados por meio de deepfakes, fabricar identidades falsas e desenvolver estratégias sofisticadas para enganar vítimas.

Mais uma vez, o problema não está na tecnologia.

Está nas mãos de quem a utiliza para praticar crimes.

A inteligência artificial, assim como qualquer outra ferramenta criada pelo ser humano, pode servir para construir ou para destruir.

Da idade da pedra ao algoritmo

A história da humanidade também é a história da evolução da escrita.

Antes das palavras vieram as pinturas rupestres.

Depois surgiram os hieróglifos gravados na pedra, os tabletes de argila, o papiro, o pergaminho, a pena mergulhada em tinta nanquim, a caneta-tinteiro, a esferográfica, a máquina de escrever, o computador, os editores de texto e a internet.

Agora chegamos à inteligência artificial.

Ela não substitui o jornalista.

Ela é apenas mais uma ferramenta criada para ampliar a capacidade humana de pesquisar, organizar informações e acelerar processos de trabalho.

Este artigo, por exemplo, utilizou o ChatGPT como ferramenta de pesquisa, organização de informações e apoio editorial.

A apuração, a seleção das fontes, a checagem dos fatos, a análise crítica e a responsabilidade jurídica pelo conteúdo continuam sendo integralmente deste jornalista.

Voltar a escrever em pedras seria tão improdutivo quanto imaginar que o jornalismo deva abrir mão dos computadores.

A inteligência artificial representa mais um capítulo dessa longa evolução tecnológica.

O desafio não é rejeitá-la.

É aprender a utilizá-la com ética.

O jornalismo diante de uma transformação irreversível

Quem ainda acredita que a inteligência artificial desaparecerá provavelmente está olhando para o futuro com os olhos voltados para o passado.

As redações mudaram inúmeras vezes ao longo da história.

Mudaram com a prensa de Gutenberg.

Mudaram com a máquina de escrever.

Mudaram com o computador.

Mudaram com a internet.

Agora voltam a mudar com a inteligência artificial.

Isso não reduz a importância do jornalista.

Pelo contrário.

Num ambiente inundado por desinformação, o profissional que sabe verificar fatos, ouvir diferentes versões, contextualizar informações e assumir responsabilidade pelo que publica torna-se ainda mais indispensável.

A responsabilidade das plataformas

Nenhuma empresa consegue impedir todos os crimes praticados por seus usuários.

Mas a sociedade tem o direito de exigir que plataformas digitais cooperem efetivamente com as autoridades, aperfeiçoem seus mecanismos de prevenção, preservem provas quando determinado pela Justiça e atuem com rapidez diante de denúncias fundamentadas.

Isso não significa censura.

Também não significa criminalizar milhões de usuários honestos que utilizam essas ferramentas para estudar, trabalhar, jogar ou conversar com amigos.

Significa reconhecer que liberdade e responsabilidade caminham juntas.

Especialmente quando estão em jogo crianças e adolescentes.

É hora de agir

O Brasil não pode tratar cada operação policial como um caso isolado.

Quando diferentes investigações apontam padrões semelhantes, cabe ao Estado aprofundar as apurações, identificar organizações criminosas, responsabilizar seus integrantes e exigir cooperação das plataformas digitais.

Se houver indícios concretos de utilização desses ambientes para campanhas coordenadas de ódio, desinformação ou qualquer outra prática ilícita, inclusive em períodos eleitorais, essas situações também devem ser investigadas com rigor, sempre respeitando a Constituição Federal e o devido processo legal.

O combate ao crime não pode ser seletivo.

Nem tardio.

Uma escolha da nossa geração

A tecnologia continuará evoluindo.

As plataformas digitais também.

A inteligência artificial fará parte, cada vez mais, da rotina de jornalistas, professores, médicos, pesquisadores, advogados e trabalhadores das mais diversas áreas.

O verdadeiro desafio não será impedir o avanço tecnológico.

Será garantir que ele permaneça a serviço da sociedade.

Porque não é a tecnologia que destrói famílias.

São pessoas.

E justamente por isso nenhuma plataforma pode fechar os olhos quando sua estrutura é utilizada por organizações criminosas para espalhar violência, manipular vulneráveis e transformar a internet em instrumento de sofrimento.

Defender crianças, adolescentes e famílias brasileiras nunca será censura.

Será sempre um dever coletivo.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A Internet é capaz de distorcer a percepção de tempo



Você abre o Facebook só para dar uma espiadinha e, quando se dá conta, está ali há horas. 

Como isso aconteceu?

Psicólogos da Universidade de Kent, no Reino Unido, fizeram uma pesquisa e descobriram que, quando pessoas navegam na internet ou usam a rede social, elas têm uma “percepção prejudicada do tempo”. E mais: a criação de Mark Zuckerberg é quem mais causa isso.

No estudo, intitulado de Internet and Facebook Related Images Affect the Perception of Time, cientistas tentaram entender como a “atenção” e a “excitação”, sentimentos que permanecem em primeiro plano durante os períodos em que estamos conectados, influenciam a nossa percepção das horas.

A conclusão foi que o Facebook faz com que as pessoas percam a noção do tempo – muito mais do que o resto da internet. Mas ambos são capazes de distorcer o tempo.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores monitoraram 44 pessoas. Elas foram expostas a 20 imagens: cinco fotos eram associadas ao Facebook (como imagens do dia a dia de alguém, de casamentos, de viagens etc), outras cinco eram de coisas genéricas da internet (como sites de interesse específico) e as demais eram neutras. Os participantes tinham que auto-avaliar o tempo que passaram olhando para cada uma das fotos.

Fonte: Fãs da Psicanálise

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Está com alguém? Cuidado com as redes sociais!




Quando foi a última vez que você ficou frustrado quando viu seu namorado disponível no WhatsApp e ele não te respondeu? A tecnologia tem sido definitivamente um benefício para o casal, principalmente para aqueles que namoram à distância, mas muitas vezes acaba complicando ainda mais...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Redes Sociais :: 8 motivos pra deletar o Facebook


Oito motivos para deletar a conta do Facebook (mas nunca deletamos)



1. A pessoa postou uma foto no Facebook. Minha amiga, distraída e despretensiosamente, “curtiu” a foto. Sem querer, a pessoa deletou a foto. Posta de novo. E escreve para minha amiga: “Oi, fulana, tudo bem? Deletei sem querer aquela foto que você tinha curtido. Será que você poderia curtir de novo, por favor?


2. A pessoa adiciona todo mundo que vê pela frente no Facebook. Atinge a capacidade máxima de amigos. Cria um segundo perfil, com os avisos, em letras garrafais: MEU OUTRO PERFIL ESTOUROU A CAPACIDADE MÁXIMA DE AMIGOS! CRIEI ESTE NOVO PERFIL. ME ADICIONE POR AQUI TAMBÉM. Quer que estoure de novo e tenha que criar um terceiro perfil...


3. Eu era amiga da mulher, que era amiga de um cara, que namorava a menina. Num belo dia, os quatro se reuniram, numa mesa onde havia outros tantos. Facebooks foram adicionados, sabe-se lá por quê. Uns dois anos depois, meio esquecida de quem era a menina, eu a deletei. No mesmo dia, ela veio tirar satisfações, chateadíssima: “O que eu te fiz pra você me deletar do seu Facebook?????


4. A pessoa deixa o perfil inteiro aberto no Facebook. Em 5 minutos de fuçação, é possível que qualquer um saiba onde ela mora, quantos filhos têm, onde eles estudam. Faço um post usando a pessoa de desexemplo. Mando uma mensagem para a pessoa, alertando para o perigo. E ela ignora e mantém tudo aberto.


5. A pessoa, que você mal conhece, fica te cutucando no Facebook. Manda mil mensagens a cada vez que está online. Recomenda “amigos” que você tampouco conhece. Fica brava se você não responde na hora. Outra fica te marcando em vídeos ou textos que nada têm a ver com você, junto a outras centenas de pessoas marcadas, que você tem que ocultar de sua linha do tempo e “(desfazer) seguir”, se não quiser ser “convocado” a todo instante.


6. Fulano entra no Facebook pra dar “bom dia a todos”. Não raro, acompanhado de fotos de cachorrinhos fofos ou mensagens da Bíblia. Beltrano entra no Facebook pra avisar: “Estou no dentista”. E o quico? A outra manda foto de shortinho e avisa: “Vou malhar!” E o quico? E tem as pessoas que entram para lançar indiretas sobre outras, que ninguém mais vai entender (e talvez nem o próprio alvo). Não conhece o e-mail?


7. Sujeito avisa: “Vou bloquear todo mundo que postar sobre isso-isso-e-aquilo. Não aguento mais!” Por que não bloqueia, simples e silenciosamente?


8. Convites para aplicativos. Convites para jogos. Convites para eventos. No auge das manifestações, oito convites, de pessoas diferentes, para 15 protestos diferentes ou repetidos.


Particularmente acho o Facebook excelente pra reencontrar gente, manter contatos que não falamos por telefone ou presencialmente no dia-a-dia, falar com quem mora longe... agora, no mais é uma rede de fofoca, intriga, responsável hoje por divórcios, veículo que permite se espalhar calúnia e difamação. 

Por que não deleto? Justamente pra manter contatos que não tenho acesso telefônico ou pessoas que moram longe. Nem tenho a grande maioria dos meus parentes e amigos(as) adicionados ao meu perfil. Além do mais, cuidado, Facebook vicia!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Segurança online :: Golpes no Facebook



As 10 principais iscas para golpes no Facebook
via Olhar Digital - em 27/08/2014 às 10h10

A empresa de segurança Bitdefender emitiu hoje um alerta sobre as 10 principais iscas para golpes de cibercriminosos no Facebook. "Em redes com grande número de usuários, estas postagens aparentemente ingênuas acabam contaminando todo o ambiente", analisa o diretor Eduardo D´Antona.

Confira abaixo as ameaças listadas pela empresa e evite dar atenção a elas:

1 - O falso livro de visitas - Um dos principais posts virais, que já ronda as redes sociais há muito tempo, é o famoso aplicativo para ver quem visitou o seu perfil, em muitos casos prometendo até estatísticas de perfis divididos por sexo. Diferentemente do quase extinto Orkut, o Facebook não oferece esse recurso, portanto, o melhor é não ceder à tentação de baixar aplicativos maliciosos no computador.

2- Não tente mudar a cor de sua página - Outro golpe já bastante conhecido é o que promete a mudança da cor do Facebook por meio de um aplicativo. Na melhor das hipóteses, essa falsa promessa levará o usuário a baixar vários "add-nos" no computador, fazendo com que este passe a enxergar a sua página com outra cor ou estilo. No entanto, como não provém de fontes confiáveis, a atitude mais sensata é resistir à aparente mudança.

3 - O fim do Facebook? - Uma popularíssima circular alerta os usuários para o fim do Facebook ou início das cobranças para a utilização da rede social. Mas é apenas outra isca bastante utilizada pelos cibercriminosos. Tal como o fim do mundo, também é impossível prever quando será o fim do Facebook. E sobre as supostas cobranças, a resposta está no próprio termo na página da rede social. Com essa informação em mente, a orientação é que o usuário simplesmente ignore qualquer mensagem do gênero.

4- Botão "Descurtir" só para desfazer a ação de clicar em "curtir" - A adição de novos botões, tais como os tão esperados "descurtir" (como alternativa ao botão curtir, e não de desfazer a respectiva ação) ou "love", definitivamente, são capazes de despertar a curiosidade dos usuários. Mas, infelizmente, a tradição do facebook parece agradar a maioria dos seguidores, basta lembrar-se das decepções que sucederam a mudança da aparência da timeline. Então, o mais provável é que qualquer notícia sobre tais funções não tenha procedência lícita. Em todo caso, uma breve pesquisa no google pode dirimir a dúvida.



5 - Recuse "presentes" do eBay - Vale-presentes ou brindes legais gratuitos para os primeiros 10 mil participantes realmente parecem irresistíveis, mas dar 10 mil cartões, a US$200 cada, totalizando US$ 2 milhões, não parece uma atitude muito verossímil da parte do e-Bay. Se tal iniciativa fosse real, seria merecedora de ao menos uma manchete nos principais meios de comunicação. Como tal manchete não existiu, então com certeza é uma farsa.

6 - Fuja das mutilações em público - Curtir e compartilhar vídeos com imagens atrozes de animais mutilados e sofrimento de crianças infelizmente são ações comuns no facebook e demais redes sociais. Movimentos sociais e sensibilização de causas são instrumentos poderosos nas mãos de cibercriminosos que conseguem despertar falsas ideias de solidariedade ao disseminarem imagens desse tipo. Felizmente, uma rápida pesquisa online acerca do conteúdo proposto, facilmente poderá ajudar o usuário a distinguir o verdadeiro do falso.

7 - Não tente assistir ao que ninguém consegue - Aquela máxima de que "quanto menos pessoas viram, mais interessante se torna" também é levada em conta para a criação de mensagens maliciosas. Vídeos com a chamada "X porcento de pessoas não conseguiram assistir a esse vídeo por mais de xx segundos" continuam fazendo muito sucesso na rede social. Geralmente, vêm acompanhados de uma imagem pornográfica para atiçar o interesse da vítima. O ideal é manter-se longe dessas pegadinhas.

8 - O perigo mora com as estrelas - Não é de hoje que as celebridades servem de pano de fundo para a disseminação de diversos tipos de campanhas, sejam elas lícitas ou ilícitas. E quando esses nomes vêm atrelados a temas como sexo ou morte, tornam-se ainda mais poderosos. Curiosidade, nesse caso, é o nome da praga que pode fazer com que o usuário coloque sua rede em risco. É melhor dizer NÃO.

9 - Esqueça vídeos íntimos das celebridades - A mesma reposta vale para os vídeos de sexo e imagens nuas dessas mesmas celebridades. Na maioria das vezes, elas vêm acompanhadas de uma solicitação para instalar um arquivo ou uma extensão a fim de que você tenha acesso a arquivos inéditos e não divulgados. Também não é necessário dizer que esses arquivos são apenas truques que comprometerão a segurança dos seus dados.

10 - Atualizações arriscadas - E, por fim, as velhas e falsas atualizações de Java, Flashplayer, navegadores, e afins não acabam até que o usuário instale algo, de preferência algo não autorizado, ou simplesmente um phishing. Se o estrago já estiver feito, basta desinstalar as falsas extensões do navegador. Para ver o passo a passo do Firefox, acesse a página. Ou aqui, no caso do Chrome.

fonte: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/43768/43768