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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Cometas já foram mau presságio... Em 2020 vemos o NeoWise

O Cometa NeoWise fotografado durante o amanhecer de 9 de julho de 2020, sobre a Grande Pirâmide de Gizé, próximo a cidade do Cairo, Egito, Crédito da fotografia: Amr Abdulwahab
Cometa NeoWise, em 09/07/20*
Os cometas, que hoje são objetos astronômicos de grande interesse científico e alvo de missões para exploração espacial, já foram considerados sinal de mau agouro.

Durante séculos os cometas foram considerados mensageiros dos céus que anunciavam más notícias. 

Em 2020, embora três cometas promissores: 2I / Borisov, C / 2019 Y4 (ATLAS) e C / 2020 F8 (Swan), já tenham se desintegrado ao passarem próximos ao Sol, os astrônomos e observadores podem agora ver um resultado positivo para outro cometa brilhante, o NeoWise (C / 2020 F3), que em suas aparições tem gerado belas imagens ao redor do mundo.

Durante séculos, civilizações ancestrais alimentaram mitos sobre os cometas.

Na mais antiga mitologia conhecida, a epopéia de Gilgamesh, rei babilônico que viveu por volta de 2.600 a.C., fala-se da chegada de um cometa que fez com que os céus ardessem em chamas, o ar ficasse impregnado de enxofre e a terra, afundasse.

Já as profecias dos romanos nos oráculos de sibilina falam de "uma grande explosão vinda do céu, que atingiria a Terra". Os romanos afirmavam, ainda, ter visto um cometa com cauda no dia do assassinato do imperador Júlio César, no ano 78 a.C..

A lenda de Yakut, na Mongólia, por sua vez, chamava os cometas de "filhas do diabo" e alertava para a ocorrência de tempestades e destruição em sua passagem.

No final da Idade Média, o sábio judeu Moses Ben Nachman, que vivia na Espanha, escreveu sobre um cometa, contando que Deus agarrou duas estrelas do céu e as lançou contra a Terra para causar grandes inundações.

Naquela época, os cometas estavam tão associados a desastres e calamidades que o Papa Calixto II chegou a excomungar o cometa Halley por considerá-lo um instrumento do diabo.

Enquanto isso, na Grã-Bretanha, o Halley foi acusado de semear a peste negra, que devastou a Europa entre 1347 e 1350.

No século XV, a leitura que os sacerdotes do império asteca fizeram de um cometa previu a volta do vingativo deus Quetzalcóatl, representado por uma serpente emplumada. Os habitantes do antigo México o identificaram com a chegada dos navios do conquistador espanhol Hernán Cortéz.

Ao contrário, a passagem do cometa Halley deixou uma boa lembrança em William, o Conquistador: quando se preparava para invadir a Inglaterra, que estava sob o controle de seu irmão, Harold, o cometa apareceu, segundo ele como presságio da vitória decisiva de Hastings, em 1066.

Com a revolução da astronomia iniciada por Nicolau Copérnico (1473-1543), que concluiu que a Terra girava em torno do sol, os cometas começaram a perder a má fama, somando-se ao restante dos corpos celestes.

Mesmo assim, em 1571, o cirurgião e sábio francês Ambroise Paré escreveu que via na cauda dos cometas "espadas, sabres, sangue e monstros".

Na madrugada do dia 18 para 19 de maio de 1910, o cometa Halley visitou mais uma vez a Terra. No ano, notícias divulgadas pela imprensa sobre um gás letal e venenoso presente na cauda do cometa, criaram um clima de pânico no mundo. 

A descoberta científica sobre a composição química dos cometas motivou uma série de superstições, especulações e até exploração comercial sobre o cometa Halley. Alguns anos depois, de 1918 a 1920 o mundo sofreu com a gripe espanhola.

Atualmente os cometas só são temidos por seu poder destrutivo caso algum venha a se chocar com a Terra. O tema foi explorado em 1998 no filme "Impacto Profundo" (Deep Impact), de Steven Spielberg, no qual a Nasa organiza uma expedição para destruir um cometa que se dirige para a Terra com uma bomba nuclear.

Mas ainda em 2020 há quem ligue a passagem do cometa NeoWise à pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2), causador da doença Covid-19.

Através dos séculos o mundo ficou cheio de superstições ligadas às aparições de cometas no céu, associando a passagem destes corpos celestes a maus presságios. Mera superstição.

O Cometa NewWise (C / 2020 F3)


Desde junho de 2020 cometa NeoWise pode ser observado a olho nú e fotografado em sua passagem próximo à Terra. Este é um cometa retrógrado com uma órbita quase parabólica. 

Um objeto de magnitude 17 foi encontrado em 27 de março de 2020 pelo telescópio espacial astronômico de comprimento de onda infravermelho da NASA, chamado NeoWise. 

O objetivo do telescópio espacial NEOWISE é descobrir objetos próximos à Terra, como galáxias infravermelhas luminosas, anãs marrons, cometas e asteróides. O cometa que agora vemos no firmamento foi identificado então como o objeto celeste C / 2020 F3 e batizado com o nome do telescópio que o descobriu.

No hemisfério sul, o Cometa NeoWise será visível a olho nu no final do mês de julho - do dia 22 até final do mês de julho de 2020 -, logo após ao por do sol. Olhando para horizonte, à direita de onde o sol se põe, a partir de aproximadamente 18h30.

Será melhor visível e mais fácil de localizar em lugares mais escuros, sem a iluminação artificial da cidade e sem obstáculos para mirar o horizonte, como árvores e prédios. Aproveite a oportunidade pois o NeoWise só voltará a passar próximo a Terra daqui a 6.800 anos!

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Fonte: adaptação do post da AFP de 01/07/2005: "Por séculos considerados de mau agouro, cometas são estudados pela ciência", e "Conheça o cometa NEOWISE (С / 2020 F3)" de starwalk.space - Imagem: Cometa NeoWise fotografado durante o amanhecer de 9 de julho de 2020, sobre a Grande Pirâmide de Gizé, próximo a cidade do Cairo, Egito (*Crédito da fotografia: Amr Abdulwahab)

        

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Chuvas de Meteoros



Assistir a uma chuva de meteoros em uma noite escura, mas com céu limpo, pode ser uma experiência inesquecível. Este show cósmico faz até mesmo o astrônomo mais endurecido se embevecer com admiração com as milhares de estrias e flashes de luz que perfuram o céu noturno para uma exibição celestial impressionante.

Em 15 de fevereiro de 2013 um meteoro explodiu sobre a região de Chelyabinsk, na Rússia, e apenas a onda de choque
da explosão causou centenas de feridos, destruiu milhares de vidraças em pleno inverno, derrubou paredes de fábricas e o
som da explosão foi ouvido em um raio de dezenas de quilômetros.

As Chuvas de meteoros ocorrem quando a poeira e partículas de asteroides ou cometas, entram e caem na atmosfera da Terra a uma velocidade muito alta. Quando esses detritos atingem a atmosfera, os meteoros se atritam contra partículas de gases existentes na atmosfera e pelo atrito, aquecendo os meteoros que se incendeiam a mais de 3.000 graus Fahrenheit (dependendo do tamanho alguns explodem emitindo muita luz).


O calor gerado pelo atrito com os gases da atmosfera vaporiza a maioria dos meteoros, criando o que chamamos popularmente de estrelas cadentes (a maioria se tornam visíveis à distância de cerca de 60 milhas de altitude – 96 quilômetros). Alguns grandes meteoros explodem, causando um flash brilhante chamado de bola de fogo, que muitas vezes pode ser ouvido muito longe até 30 quilômetros.

O que são meteoros 

A maioria dos meteoros são muito pequenos, alguns tão pequenos quanto um grão de areia, de modo que eles se desintegram no ar. Os maiores que atingem a superfície da Terra são chamados de meteoritos e são mais raros. 

Para um objeto em queda pela atmosfera se romper depende da sua composição, velocidade e ângulo de entrada. Um meteoro mais rápido num ângulo oblíquo sofre maior stress e pressão atmosférica. Os meteoros compostos de ferro (ou outro metal) suportam melhor o stress da entrada na atmosfera do que os que são feitos de outros materiais, como rochas.

Até mesmo um meteoro de ferro geralmente se quebrará quando penetrar na atmosfera mais densa, em torno de 5 a 7 milhas (entre 8 a 11,2 km) de altitude. Grandes meteoros podem explodir acima da superfície, causando danos generalizados a partir da explosão e consequente incêndio.

Isso aconteceu em 1908, sobre a Sibéria, no que é chamado o evento de Tunguska (n.t. e recentemente, de novo na Rússia, em 15 de fevereiro, na região de Chelyabinsk, ferindo centenas de pessoas com estilhaços da explosão provocada pela onda de choque quando o meteoro explodiu ainda em alta altitude). 


Meteoros Eta Aquarids em 06 de maio de 2013.
Stephen Voss enviou esta foto de
Otago Harbour Entrance, em Dunedin, Nova Zelândia
Fatos sobre a chuva de meteoros

Meteoros são muitas vezes vistos caindo do céu sozinhos – um aqui, outro ali. Mas há certas vezes durante o período de um ano, quando dezenas ou até mesmo centenas de meteoros caem por hora iluminando o céu, aparentemente vindo de uma parte específica da abobada celeste, irradiando em todas as direções, e caindo em direção à Terra, um após o outro.

Chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa periodicamente um rastro de detritos e poeira deixados pela passagem de um cometa. Por exemplo, a chuva de meteoros Orionidas acontece quando a Terra passa através de uma nuvem de detritos deixados pelo cometa Halley . Outros são causados por restos de asteróides. Milhares destas pequenas partículas podem entrar na atmosfera da Terra, entrarem em ignição pelo atrito e deixar rastros de fogo na medida em que eles se queimam.

Em média, meteoros podem acelerar através da atmosfera de cerca de 30.000 mph (48.280 kph) e atingem temperaturas de cerca de 3.000 graus F (1.648 graus Celsius). Às vezes, os meteoros podem explodir em bolas de fogo magníficas que às vezes podem ser vistos até durante o dia.

Chuvas de meteoros que merecem ser vistas ao longo do ano

Existem várias chuvas de meteoros periódicas e anuais que os astrônomos e observadores amadores esperam a cada ano:

Lyrids

Eles parecem surgir a partir da brilhante estrela Vega, na Constelação de Lyra: todos os anos, no final de abril a Terra passa pela empoeirada cauda do cometa Thatcher  (C/1861 G1), e o encontro provoca uma chuva de meteoros – chamada de Lyrids.

Este ano de 2018, os picos dessa chuva de meteoros será no sábado de madrugada, dia 21 de abril. Os Meteorologistas do clima espacial esperam queda de 10 a 20 meteoros por hora, embora explosões tão elevadas como a queda de 100 meteoros por hora sejam possíveis com os Lyrids, com pouca ou nenhuma interferência de uma lua crescente nesta madrugada.

A chuva de meteoros Lyrids ocorrerá a partir do dia 21 até 23 de abril de 2018, será visível em todo o hemisfério Sul, incluindo o Brasil, com o melhor momento para a observação sendo quando a estrela mais brilhante dessa constelação de Lyra, Vega  estiver bem alta no céu. Isso pode acontecer entre as 02h30 as 04:30 da manhã. 

Um fato que torna essa chuva particularmente interessante de ser observada é a magnitude do brilho dos meteoros durante sua queda. A magnitude aparente prevista para os meteoros dessa chuva é de 2.0, o que possibilita observá-los até mesmo em grandes cidades, nos locais mais escuros e retirados do centro. 

Leonids

A mais brilhante e mais impressionante é a chuva de meteoros Leonids ou a rainha das Chuvas de meteoros que pode produzir uma tempestade de meteoros que inundam os céus da Terra com milhares de meteoros por minuto em seu pico máximo. Na verdade, o termo chuva de meteoros foi cunhado após os astrônomos, observarem uma  das exibições/exposições dos Leonids das mais impressionantes no ano de 1833.  

A mais linda chuva de meteoros Leonids só acontece em intervalos de aproximadamente 33 anos, sendo a última que iluminou o céu da Terra, em 2002, e não deverá ser repetida até 2028. [Veja: surpreendentes Leonid Meteor Shower Fotos ]

Perseidas

O astronauta Ron Garan fotografou uma “estrela cadente”, durante a chuva de meteoros Perseidas,
em 13 de agosto de 2011 a partir da ISS-Estação Espacial Internacional. (NASA)

Outra combinação que vale a pena se manter acordado durante a noite é a chuva de meteoros Perseidas, que é associado com a passagem do cometa Swift-Tuttle. A Terra passa através da órbita do cometa durante o mês de agosto de cada ano. Não é tão ativo quanto as Leonids, mas é a chuva de meteoros mais vista do ano (no hemisfério norte porque então é o auge do verão), chegando a 12 de agosto, com mais de 60 meteoros por minuto.

Orionids

A chuva de meteoros Orionids, como mencionado antes, é o evento que ocorre quando a Terra passa através dos detritos deixados pelo cometa Halley que orbita o Sol a cada 75 a 76 anos. O chuveiro Orionids acontece todo mês de outubro e pode durar uma semana, tratando observadores pacientes com um show de 50-70 estrelas cadentes por hora em seu pico. As chuvas de meteoros são nomeados com o nome das constelações de onde a chuva parece estar vindo. 

Os Orionids se originam surgindo da constelação de Orion enquanto meteoros Perseids parecem estar vindo da constelação de Perseus. Outras chuvas de meteoros que vale a pena assistir são os Quadrantids, Geminidas e Lyrids. [Veja: meteoros Orionids Meteoros de 2011]

Quadrantids

A chuva de meteoros Quadrantid surge dos restos do asteroide chamado 2003 EH1 que é, provavelmente, uma parte de um cometa que se partiu há séculos atrás. Os detritos entraram na atmosfera da Terra em janeiro de 2012 e ofereceu aos astrônomos e outros observadores da Terra uma breve apresentação, que durou algumas horas. [Veja: Espetacular Quadrantid Meteoro Fotos ]

Geminids

Como os Quadrantids, a chuva de meteoros Geminid também veio de partículas de poeira de um asteroide, desta vez um asteroide próximo à Terra chamado 3200 Phaeton. Chuvas de meteoros são em sua maioria causadas por detritos e poeira de cometas, os Quadrantids e Geminidas são gerados por restos de asteroides, fazendo-os diferente das outras chuvas de meteoros. Os Geminids pulverizam até 40 meteoros por hora surgindo da constelação de Gêmeos em seu pico máximo.

Melhor tempo e lugar para se ver uma chuva de meteoros

As pessoas que vivem no Hemisfério Norte estão na melhor posição para observar as mais belas chuvas de meteoros. Por exemplo, a América do Norte esta logo abaixo da região do céu onde em janeiro a chuva de meteoros Quadrantids aparece.

A presença de uma lua brilhante pode escurecer a perspectiva de se ver uma boa chuva de meteoros, abafando todos, mas deixando os meteoros mais brilhantes. Locais  poluídos de luz artificial (como nas cidades) diminui muito a capacidade de observação, e o melhor lugar para se ver uma chuva de meteoros é fora da cidade, na zona rural.

A maioria das chuvas de meteoros é melhor visualizada nas horas logo imediatamente antes do amanhecer, quando a parte da Terra em que você está fica voltada para a direção da órbita do planeta.

É como os insetos que batem no pára-brisa de um carro. Nos horários noturnos, por outro lado, os meteoros são menos freqüentes – vagamente semelhante a insetos batendo no pára-choque traseiro de um carro.

A Melhor época do ano para chuvas de meteoros

Chuvas de meteoros podem ser vistas em diferentes épocas do ano, dependendo de quando a Terra vai passar pelo rastro dos detritos e poeira de um cometa ou asteroide em seu caminho orbital. Algumas chuvas de meteoros acontecem anualmente, outros só aparecem durante um período de vários anos, enquanto alguns dos melhores shows – tempestades de meteoros – acontecem uma ou duas vezes na vida.

☞ Conheça 10 Hotspots para Observar o Céu Noturno no Brasil 
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Fonte: Com informações de Thoth3126@protonmail.ch, spaceweather.com e Space.com

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Descoberto buraco negro supermassivo gigante



Os astrônomos acabaram de encontrar alguns dos buracos negros mais massivos descobertos em nosso Universo. Os tamanhos superam as previsões quando os buracos negros supermassivos...

Descoberta de buraco negro supermassivo antigo muda a teoria convencional da formação de estrelas e galáxias

Uma recente descoberta de um quasar há 13,1 bilhões de anos-luz da Terra tem feito os físicos se perguntarem “o que estamos perdendo”? O quasar é a assinatura visível de um buraco negro supermassivo que reside em seu centro e emite jatos de partículas polarizadas com brilho 400 trilhões de vezes maior que o do Sol. 

O recém-descoberto gigante, pesando 800 milhões de massas solares (800 vezes a massa do nosso Sol), que é mais de 175 vezes a massa do buraco negro que reside no centro da nossa galáxia Via Láctea. Sagitário A, é agora o buraco negro supermassivo identificado mais antigo. O problema para os físicos é que o modelo convencional de formação de estrelas e galáxias não permite que buracos negros deste tamanho se formem tão cedo - este sendo observado há apenas 690 milhões de anos após o Big Bang.

A teoria padrão diz que buracos negros se formam a partir do colapso de estrelas com pelo menos 25 massas solares ou mais. Isto requer que as grandes estrelas tenham que ser formadas, queimadas através de seus núcleos fusíveis (terminando no elemento ferro), sofrer uma explosão de supernova e deixar para trás um buraco negro de aproximadamente 10 massas solares. O buraco negro teria então de acumular material adicional na taxa ideal (conhecida como taxa de Eddington, dobrando em massa a cada dez mil anos) por pelo menos um bilhão de anos para atingir um tamanho de um bilhão de massas solares. 

O problema é que o buraco negro recentemente observado já estava perto de um bilhão de massas solares em um momento em que as primeiras estrelas (estrelas da População III) estavam apenas se formando, então como ele poderia ter se formado a partir de um remanescente estelar? O que os físicos estão perdendo?

Uma possível explicação vem de uma previsão feita pelo físico Nassim Haramein - que os buracos negros se formam primeiro, e estrelas e galáxias se acumulam em torno do núcleo central do buraco negro. Com a recente observação do antigo quasar deixando poucas alternativas para esta ideia, muitos astrofísicos estão agora adotando o modelo de Haramein. A principal pesquisadora de um estudo para correlacionar o tamanho de uma galáxia com a massa do seu buraco negro central, Mar Mezcua, do Instituto de Ciências Espaciais da Espanha, afirmou:

"Descobrimos buracos negros que são muito maiores e mais massivos que o previsto" - ou eles começaram grandes e depois puxaram uma galáxia ao redor deles, ou estamos perdendo alguma coisa em nosso conhecimento atual sobre como as galáxias produzem buracos negros - "eles são tão grandes porque tiveram uma vantagem inicial ou porque certas condições ideais permitiram que eles crescessem mais rapidamente ao longo de bilhões de anos?" 

Curiosamente, o estudo conduzido por Mezcua parece indicar que quanto mais rápido a taxa de crescimento do buraco negro supermassivo central, mais rápida a taxa de crescimento das estrelas e, portanto, maior a galáxia.

A busca agora é encontrar os primeiros buracos negros, que poderiam ter se formado durante o período inflacionário, a época inicial da cosmogênese em que os buracos negros primordiais poderiam ter se formado em uma variedade de tamanhos - do tamanho de um próton, até várias centenas de massas solares. Uma coisa está ficando clara, a importância dessas estruturas únicas de espaço-tempo é parte integrante da história formativa e do estado atual do universo.

Esta pesquisa foi publicada nas Notícias Mensais da Royal Astronomical Society: the most massive black holes on the Fundamental Plane of black hole accretion
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Fonte: Resonance Science Fundation - Discovery of an Ancient Supermassive Black Hole is Upending Conventional Theory of Star and Galaxy Formation

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Impactos de asteroide na Terra nas últimas três décadas

Perigo real e imediato: Estudo da Nasa revela impactos de asteroide na Terra nas últimas três décadas




De 1988 a 2016, 17 asteroides atingiram a Terra com energia comparável a bomba atômica.


sábado, 8 de novembro de 2014

Pontos de Lagrange Sol-Júpiter e asteróides troianos



O Sol e Júpiter são os dois maiores objetos do sistema solar. Eles criam regiões interessantes de interação gravitacional chamadas de Pontos de Lagrange, que são lugares estáticos relativamente a Júpiter (acompanham o movimento orbital de Júpiter). Os asteróides em verde e os vermelhos do lado oposto da órbita de Júpiter estão concentrados em três pontos de Lagrange, resultando nesse padrão que vemos.



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