Translate

Mostrando postagens com marcador meteorito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meteorito. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de janeiro de 2019

O maior pedaço de meteorito do mundo




por Katie Vernon/Vintage News*


Praticamente todos os dias, a Terra é bombardeada por cerca de 45 kg de material meteórico. Quando atingem a atmosfera, eles rapidamente se queimam como estrelas cadentes. Partículas grandes o suficiente para sobreviver à viagem através da atmosfera terrestre cairão no chão e se tornarão meteoritos.

O Hoba West, ou o meteorito Hoba, na Namíbia, é o maior pedaço de meteorito do mundo, ele mede 2,7x2,7x0,9 m3 e possuí uma massa estimada em mais de 60 toneladas. É composto principalmente de ferro (84%) e níquel (15%) e é categorizado cientificamente como um  siderito ataxítico, um meteorito com alto teor de níquel.

Apenas 5% do número total de pedaços de meteoritos que caem na Terra têm uma composição semelhante à do Hoba. É um dos exemplos mais notáveis ​​encontrados na superfície da Terra.

A presença de um raro isótopo de níquel radioativo ajudou os especialistas a determinar a idade, estimando-se entre 190 milhões e 410 milhões de anos, enquanto a aterrissagem na Terra ocorreu há cerca de 80.000 anos.

A coisa mais estranha sobre o meteorito Hoba é que ele não deixou nenhuma cratera. Os cientistas sugerem que essa rocha maciça pode ter desacelerado ao penetrar na atmosfera, atingindo um ponto de velocidade terminal antes do impacto com a superfície.

O meteorito Hoba, na Namíbia, é o maior pedaço de meteorito descoberto no mundo até hoje.
Ele nunca foi movido do local aonde caiu.

Há também outra teoria. De acordo com dados arqueológicos e modelos climáticos, há 100 mil anos, a parte sul do continente africano (incluindo o território da Namíbia) estava sob uma espessa camada de gelo.

É possível que, se o meteorito Hoba tivesse caído durante esse período, fizesse uma cratera no gelo. Durante os 15.000 a 20.000 anos seguintes o gelo derreteu e o meteorito foi gentilmente depositado em terra firme.

Ele foi descoberto acidentalmente, em 1920, pelo agricultor Jacobus Hermanus Brits, que trabalhava na fazenda Hoba, daí o nome da rocha de ferro. Em sua declaração, que ainda é mantida no museu da cidade de Grootfontein, Brits descreveu a descoberta do meteorito:
“Num inverno, enquanto caçava na fazenda, Hoba notei uma rocha estranha. Eu me sentei nela. Apenas sua parte superior era visível. A rocha era negra e em toda a volta havia solo calcário. Arranhei a pedra com a faca e vi que havia um brilho sob a superfície. Eu então esculpi um pedaço e o levei para o SWA Maatskappy, em Grootfontein, cujo diretor o classificou como sendo um meteorito”
Desde 1929, quando foi feita a primeira análise científica sobre esse megálito, o meteorito ganhou fama, não apenas entre cientistas, mas também vândalos que inscreveram seus nomes nele.

Para proteger este exemplar único de rocha de ferro, as autoridades locais desenvolveram um centro turístico em torno do Hoba.

É claro que este não é o primeiro lugar que você pensará em visitar ao planejar sua próxima grande jornada... mas ei, onde mais você pode ver a maior rocha de ferro da Terra, se não na Namíbia?


____
Fonte: *The Vintage News: "The Largest Piece of Meteorite in the World" (tradução livre) - Imagem: Meteorito Hoba/Eugen Zibiso (CC-BY-2.0) - Vídeo: World Punjabi News/YouTube

domingo, 6 de maio de 2018

Objeto estranho é encontrado em Marte




Um robô da NASA, a agência espacial americana, descobriu o que pode ser um meteorito metálico na superfície de Marte. Se confirmado, seria o terceiro objeto deste tipo encontrado pelo jeep-robô Curiosity desde agosto de 2012, quando pousou na superfície do planeta. 

O objeto estranho foi encontrado pelo robô Curiosity em 12 de janeiro de 2018 - Foto: Rover Curiosity (NASA)

“O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel”, disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Uma imagem do objeto - feita em 12 de janeiro de 2018 - e disponibilizada no site da Nasa, revela que ele já foi “escaneado” pelo raio laser que o veículo usa para vaporizar parte da superfície de amostras, enquanto um espectrômetro detecta sua composição através da análise da nuvem de plasma provocada pelo raio.

Marte, o planeta vermelho

As imagens sugerem que o suposto meteorito poder ser feito de uma combinação entre ferro e níquel, e se isso for confirmado pela análise dos dados coletados pelo Curiosity, se saberá que ele foi formado a partir do núcleo de um asteroide. As imagens também revelam que o objeto tem sulcos compatíveis com o atrito de entrada na atmosfera de um planeta.


O objeto, batizado de Ames Knob, lembra outro meteorito
examinado pelo Curiosity em novembro, cuja análise
revelou uma composição de ferro e níquel
“O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel”, disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Veículos-robô em Marte já encontraram sete meteoritos metálicos no planeta (pelo menos sete foram localizados por outros veículos americanos, o Opportunity e o Spirit), mas o interessante nisso tudo é essa particularidade de seu perfil. Na Terra, 95% dos meteoritos encontrados são rochosos.

Objeto foi encontrado pelo robô Curiosity. Close-up do objeto mostra marcas deixadas pelo laser do rover Curiosity

Por quê isso ocorreu? Pode ser fruto da diferença de ambientes entre os dois planetas no que diz respeito à erosão. Ou pelo fato de o terreno escarpado de Marte tornar mais difícil a localização de rochas específicas. A ausência de oxigênio e água na atmosfera de Marte impede a oxidação de objetos metálicos, que são erodidos pelo vento e mudanças de temperatura. 

Observações iniciais das imagens sugerem, de acordo com a revista New Scientist, que o meteorito pode ter caído há relativamente pouco tempo, pois sua superfície parece suave e brilhante – ele ainda não teria sido erodido. Só que também pode se tratar de um meteorito antigo que foi polido pelas violentas tempestades de areia que atingem o planeta.

Em outubro do ano passado, o Curiosity encontrou este meteorito na mesma região de Marte  -  Foto: NASA

O Curiosity percorreu mais de 15 km desde que pousou no interior da Cratera Gale, há quatro anos e meio. Os cientistas americanos esperam tentar criar uma linha de tempo para as transformações ambientais sofridas pelo planeta – acredita-se, por exemplo, que a cratera, hoje um imenso deserto assolado por ventos, já foi um imenso lago que poderia ter abrigado algum tipo de vida.
___
Fonte: http://www.bbc.com/ | O estranho objeto encontrado pela NASA em Marte - Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch (reprodução)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Chuvas de Meteoros



Assistir a uma chuva de meteoros em uma noite escura, mas com céu limpo, pode ser uma experiência inesquecível. Este show cósmico faz até mesmo o astrônomo mais endurecido se embevecer com admiração com as milhares de estrias e flashes de luz que perfuram o céu noturno para uma exibição celestial impressionante.

Em 15 de fevereiro de 2013 um meteoro explodiu sobre a região de Chelyabinsk, na Rússia, e apenas a onda de choque
da explosão causou centenas de feridos, destruiu milhares de vidraças em pleno inverno, derrubou paredes de fábricas e o
som da explosão foi ouvido em um raio de dezenas de quilômetros.

As Chuvas de meteoros ocorrem quando a poeira e partículas de asteroides ou cometas, entram e caem na atmosfera da Terra a uma velocidade muito alta. Quando esses detritos atingem a atmosfera, os meteoros se atritam contra partículas de gases existentes na atmosfera e pelo atrito, aquecendo os meteoros que se incendeiam a mais de 3.000 graus Fahrenheit (dependendo do tamanho alguns explodem emitindo muita luz).


O calor gerado pelo atrito com os gases da atmosfera vaporiza a maioria dos meteoros, criando o que chamamos popularmente de estrelas cadentes (a maioria se tornam visíveis à distância de cerca de 60 milhas de altitude – 96 quilômetros). Alguns grandes meteoros explodem, causando um flash brilhante chamado de bola de fogo, que muitas vezes pode ser ouvido muito longe até 30 quilômetros.

O que são meteoros 

A maioria dos meteoros são muito pequenos, alguns tão pequenos quanto um grão de areia, de modo que eles se desintegram no ar. Os maiores que atingem a superfície da Terra são chamados de meteoritos e são mais raros. 

Para um objeto em queda pela atmosfera se romper depende da sua composição, velocidade e ângulo de entrada. Um meteoro mais rápido num ângulo oblíquo sofre maior stress e pressão atmosférica. Os meteoros compostos de ferro (ou outro metal) suportam melhor o stress da entrada na atmosfera do que os que são feitos de outros materiais, como rochas.

Até mesmo um meteoro de ferro geralmente se quebrará quando penetrar na atmosfera mais densa, em torno de 5 a 7 milhas (entre 8 a 11,2 km) de altitude. Grandes meteoros podem explodir acima da superfície, causando danos generalizados a partir da explosão e consequente incêndio.

Isso aconteceu em 1908, sobre a Sibéria, no que é chamado o evento de Tunguska (n.t. e recentemente, de novo na Rússia, em 15 de fevereiro, na região de Chelyabinsk, ferindo centenas de pessoas com estilhaços da explosão provocada pela onda de choque quando o meteoro explodiu ainda em alta altitude). 


Meteoros Eta Aquarids em 06 de maio de 2013.
Stephen Voss enviou esta foto de
Otago Harbour Entrance, em Dunedin, Nova Zelândia
Fatos sobre a chuva de meteoros

Meteoros são muitas vezes vistos caindo do céu sozinhos – um aqui, outro ali. Mas há certas vezes durante o período de um ano, quando dezenas ou até mesmo centenas de meteoros caem por hora iluminando o céu, aparentemente vindo de uma parte específica da abobada celeste, irradiando em todas as direções, e caindo em direção à Terra, um após o outro.

Chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa periodicamente um rastro de detritos e poeira deixados pela passagem de um cometa. Por exemplo, a chuva de meteoros Orionidas acontece quando a Terra passa através de uma nuvem de detritos deixados pelo cometa Halley . Outros são causados por restos de asteróides. Milhares destas pequenas partículas podem entrar na atmosfera da Terra, entrarem em ignição pelo atrito e deixar rastros de fogo na medida em que eles se queimam.

Em média, meteoros podem acelerar através da atmosfera de cerca de 30.000 mph (48.280 kph) e atingem temperaturas de cerca de 3.000 graus F (1.648 graus Celsius). Às vezes, os meteoros podem explodir em bolas de fogo magníficas que às vezes podem ser vistos até durante o dia.

Chuvas de meteoros que merecem ser vistas ao longo do ano

Existem várias chuvas de meteoros periódicas e anuais que os astrônomos e observadores amadores esperam a cada ano:

Lyrids

Eles parecem surgir a partir da brilhante estrela Vega, na Constelação de Lyra: todos os anos, no final de abril a Terra passa pela empoeirada cauda do cometa Thatcher  (C/1861 G1), e o encontro provoca uma chuva de meteoros – chamada de Lyrids.

Este ano de 2018, os picos dessa chuva de meteoros será no sábado de madrugada, dia 21 de abril. Os Meteorologistas do clima espacial esperam queda de 10 a 20 meteoros por hora, embora explosões tão elevadas como a queda de 100 meteoros por hora sejam possíveis com os Lyrids, com pouca ou nenhuma interferência de uma lua crescente nesta madrugada.

A chuva de meteoros Lyrids ocorrerá a partir do dia 21 até 23 de abril de 2018, será visível em todo o hemisfério Sul, incluindo o Brasil, com o melhor momento para a observação sendo quando a estrela mais brilhante dessa constelação de Lyra, Vega  estiver bem alta no céu. Isso pode acontecer entre as 02h30 as 04:30 da manhã. 

Um fato que torna essa chuva particularmente interessante de ser observada é a magnitude do brilho dos meteoros durante sua queda. A magnitude aparente prevista para os meteoros dessa chuva é de 2.0, o que possibilita observá-los até mesmo em grandes cidades, nos locais mais escuros e retirados do centro. 

Leonids

A mais brilhante e mais impressionante é a chuva de meteoros Leonids ou a rainha das Chuvas de meteoros que pode produzir uma tempestade de meteoros que inundam os céus da Terra com milhares de meteoros por minuto em seu pico máximo. Na verdade, o termo chuva de meteoros foi cunhado após os astrônomos, observarem uma  das exibições/exposições dos Leonids das mais impressionantes no ano de 1833.  

A mais linda chuva de meteoros Leonids só acontece em intervalos de aproximadamente 33 anos, sendo a última que iluminou o céu da Terra, em 2002, e não deverá ser repetida até 2028. [Veja: surpreendentes Leonid Meteor Shower Fotos ]

Perseidas

O astronauta Ron Garan fotografou uma “estrela cadente”, durante a chuva de meteoros Perseidas,
em 13 de agosto de 2011 a partir da ISS-Estação Espacial Internacional. (NASA)

Outra combinação que vale a pena se manter acordado durante a noite é a chuva de meteoros Perseidas, que é associado com a passagem do cometa Swift-Tuttle. A Terra passa através da órbita do cometa durante o mês de agosto de cada ano. Não é tão ativo quanto as Leonids, mas é a chuva de meteoros mais vista do ano (no hemisfério norte porque então é o auge do verão), chegando a 12 de agosto, com mais de 60 meteoros por minuto.

Orionids

A chuva de meteoros Orionids, como mencionado antes, é o evento que ocorre quando a Terra passa através dos detritos deixados pelo cometa Halley que orbita o Sol a cada 75 a 76 anos. O chuveiro Orionids acontece todo mês de outubro e pode durar uma semana, tratando observadores pacientes com um show de 50-70 estrelas cadentes por hora em seu pico. As chuvas de meteoros são nomeados com o nome das constelações de onde a chuva parece estar vindo. 

Os Orionids se originam surgindo da constelação de Orion enquanto meteoros Perseids parecem estar vindo da constelação de Perseus. Outras chuvas de meteoros que vale a pena assistir são os Quadrantids, Geminidas e Lyrids. [Veja: meteoros Orionids Meteoros de 2011]

Quadrantids

A chuva de meteoros Quadrantid surge dos restos do asteroide chamado 2003 EH1 que é, provavelmente, uma parte de um cometa que se partiu há séculos atrás. Os detritos entraram na atmosfera da Terra em janeiro de 2012 e ofereceu aos astrônomos e outros observadores da Terra uma breve apresentação, que durou algumas horas. [Veja: Espetacular Quadrantid Meteoro Fotos ]

Geminids

Como os Quadrantids, a chuva de meteoros Geminid também veio de partículas de poeira de um asteroide, desta vez um asteroide próximo à Terra chamado 3200 Phaeton. Chuvas de meteoros são em sua maioria causadas por detritos e poeira de cometas, os Quadrantids e Geminidas são gerados por restos de asteroides, fazendo-os diferente das outras chuvas de meteoros. Os Geminids pulverizam até 40 meteoros por hora surgindo da constelação de Gêmeos em seu pico máximo.

Melhor tempo e lugar para se ver uma chuva de meteoros

As pessoas que vivem no Hemisfério Norte estão na melhor posição para observar as mais belas chuvas de meteoros. Por exemplo, a América do Norte esta logo abaixo da região do céu onde em janeiro a chuva de meteoros Quadrantids aparece.

A presença de uma lua brilhante pode escurecer a perspectiva de se ver uma boa chuva de meteoros, abafando todos, mas deixando os meteoros mais brilhantes. Locais  poluídos de luz artificial (como nas cidades) diminui muito a capacidade de observação, e o melhor lugar para se ver uma chuva de meteoros é fora da cidade, na zona rural.

A maioria das chuvas de meteoros é melhor visualizada nas horas logo imediatamente antes do amanhecer, quando a parte da Terra em que você está fica voltada para a direção da órbita do planeta.

É como os insetos que batem no pára-brisa de um carro. Nos horários noturnos, por outro lado, os meteoros são menos freqüentes – vagamente semelhante a insetos batendo no pára-choque traseiro de um carro.

A Melhor época do ano para chuvas de meteoros

Chuvas de meteoros podem ser vistas em diferentes épocas do ano, dependendo de quando a Terra vai passar pelo rastro dos detritos e poeira de um cometa ou asteroide em seu caminho orbital. Algumas chuvas de meteoros acontecem anualmente, outros só aparecem durante um período de vários anos, enquanto alguns dos melhores shows – tempestades de meteoros – acontecem uma ou duas vezes na vida.

☞ Conheça 10 Hotspots para Observar o Céu Noturno no Brasil 
___
Fonte: Com informações de Thoth3126@protonmail.ch, spaceweather.com e Space.com

sábado, 7 de outubro de 2017

OVNI explode meteoro no céu de Portugal




O registo do momento em que o meteorito aparece
Imagens capturadas na na região central do litoral português, entre as cidades de Nazaré e Leiria, mostram um meteorito rasgando a atmosfera superior da Terra e explodindo antes de chegar a superfície do planeta. 

O vídeo, que está se viralizando na internet, mostra o que talvez seja uma intervenção alienígena, protegendo nosso planeta de uma possível ameaça cósmica à vida na Terra.

Contato imediato ou ilusão de ótica?

No filme, disponibilizado logo baixo, vemos que o brilho do meteorito aumenta a medida que ele se queima na atmosfera, quando, talvez um OVNI (Objeto Voador Não Identificado) dispara o que parece ser um pulso de energia, que destrói o objeto cadente. Por outro lado há gente que afirme ser apenas uma ilusão de ótica, apenas o reflexo do próprio meteorito na lente da câmera.

As imagens do meteorito se queimando e explodindo ao entrar em nossa atmosfera foram feitas cerca das 3h25m, da madrugada do dia 27 de setembro de 2017, pelo youtuber português Euclides Santana.  Veja



Recomendado para você

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Impactos de asteroide na Terra nas últimas três décadas

Perigo real e imediato: Estudo da Nasa revela impactos de asteroide na Terra nas últimas três décadas




De 1988 a 2016, 17 asteroides atingiram a Terra com energia comparável a bomba atômica.


domingo, 17 de abril de 2016

Chuva de Meteoros: Terra passará por dentro da cauda Halley



Terra passará por dentro da cauda do cometa Halley no próximo mês



Nós, simples terráqueos, iremos presenciar um verdadeiro show nas próximas semanas quando a Terra passar pela cauda do famoso cometa Halley.

O Halley é, certamente, o mais famoso entre as pessoas. Ele apareceu pela primeira vez em 240 a.C. Além disso, ele foi o primeiro astro a ser classificado como periódico, ou seja, onde foi registrado que, de tempos em tempos, ele passa perto do nosso planeta. Essa constatação foi dada pelo inglês Edmond Halley, em 1705. Sua órbita é tão grande que ele passa pela Terra apenas a cada 76 anos, em média!

A última vez que o famoso cometa passou próximo de nós foi em 1986. Isso quer dizer que teremos o “ar da graça” de sua presença apenas no ano de 2061 – não esqueça de marcar no seu calendário. Mas apesar disso, ele não desaparece completamente. Como assim?

Sua cauda é extremamente longa, tão longa que a Terra passa por dentro dela todos os anos, nos meses de abril e outubro. Ao passar, o meteoro acaba deixando várias partículas e pequenos meteoros, que queimam na atmosfera terrestre quando passamos por ela. Ao passar por ela, ocorrem verdadeiras chuvas de meteoros, gerando um espetáculo no céu.




As chuvas de meteoros que ocorrem em abril são classificadas como Eta Aquáridas e as de outubro são as Oriônidas. Estes nomes são derivados das constelações de Aquário e Órion.

Neste ano, as chuvas ocorreram entre 19 de abril e 28 de maio. Acredita-se que o grande ápice, onde os meteoros ficam mais visíveis, ocorrerá dia 5 e 7 maio. A boa notícia é que os países do hemisfério sul terão maiores chances de observar o fenômeno. Cerca de 30 meteoros caem por hora nos dias considerados ápices. Os países do hemisfério norte também poderão assistir, embora só ocorra, em média, queda de 10 meteoros por hora.

Os melhores momentos para visualizar o fenômeno são nas primeiras horas da manhã, antes do Sol amanhecer. Você não precisará usar nenhum equipamento para visualizar, sendo possível observar completamente a olho nu. Mas, evidentemente, se você estiver em uma grande cidade com muita iluminação, poderá não observar bem. Já o pessoal que mora nas chácaras ou no campo, verá com plenitude.

Foto: Reprodução / Mega Curioso / Science Alert (David Kingham / Flickr)

terça-feira, 24 de março de 2015

O que foi isto passando na frente do Sol durante o Eclipse?



Alguns astrônomos amadores passam horas apenas olhando para o céu estrelado; outros preferem fotografar planetas; uma outra parcela adora observar a Lua e suas crateras.... mas para Thierry Legault, astrofotógrafo francês, a atividade mais interessante em sua opinião é observar trânsitos de satélites que passam na frente dos grandes astros: o Sol e a Lua. E como ele é um especialista na astrofotografia (para a nossa sorte), ele registra todos esses grandes eventos.

O registro que ele fez do Eclipse Solar do dia 20 de março de 2015. foi mais um dos "furos" de Thierry. Ele conseguiu capturar a Estação Espacial Internacional (ISS) enquanto ela passava na frente do Sol... e o mais impressionante é que isso aconteceu durante o eclipse!

Mas não pense que foi uma tarefa fácil, tampouco sem querer. Thierry teve que viajar até o sul da Espanha pra conseguir completar sua tarefa "à la James Bond".

"O clima no sul da Espanha sempre é muito limpo sem nuvens e de céu aberto, exceto nos dias de eclipse", comentou Thierry. "Eu tive que dirigir horas e horas até encontrar um lugar onde o céu estava aberto... mas finalmente eu consegui registrar a passagem da Estação Espacial Internacional na frente da Lua e do Sol ao mesmo tempo", completou.

Pra conseguir fazer essas imagens, Thierry precisa calcular o local preciso em que a passagem será visível, e além disso, se movimentar em um raio de 5 ou 10 km até conseguir ver o céu sem nuvens... e como essas passagens duram poucos instantes, ele precisa estudar os mapas com muita atenção e paciência, e contar com a ajuda de seu relógio sincronizado via rádio, assim ele garante que não estará nem um segundo atrasado...

Clique aqui para ler a postagem na íntegra...

Recomendado para você

sábado, 8 de novembro de 2014

Pontos de Lagrange Sol-Júpiter e asteróides troianos



O Sol e Júpiter são os dois maiores objetos do sistema solar. Eles criam regiões interessantes de interação gravitacional chamadas de Pontos de Lagrange, que são lugares estáticos relativamente a Júpiter (acompanham o movimento orbital de Júpiter). Os asteróides em verde e os vermelhos do lado oposto da órbita de Júpiter estão concentrados em três pontos de Lagrange, resultando nesse padrão que vemos.



Recomendado para você

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Asteróide 2014 UR116 vai cair na Europa

O meteorito Chlyabinsk, em 2013, rasgando os céus da Rússia
Rússia - Mais um asteróide, com possível rota de colisão com a Terra, foi detectado por cientistas. Desta vez é o 2014 UR116, que foi descoberto por astrônomos russos, segundo informou o jornal 'Izvestia'. 

Segundo a reportagem, o corpo celeste cairia sob o continente europeu, mas sem uma data ainda precisa. O tamanho do asteróide é de 370 metros, isto é, é 20 vezes maior do que o de meteorito Chelyabinsk (foto), que atingiu a região da Sibéria em fevereiro do ano passado. 

Devido ao seu tamanho, o 2014 UR116 será incluído na lista de “potencialmente perigosos”. Até agora, é impossível determinar a data exata da possível colisão com a Terra, uma vez que o asteroide foi descoberto apenas recentemente. 

No mais, as órbitas desses corpos celestes costumam mudar de curso muitas vezes. Os cientistas russos garantes, no entanto, que não haveria a Terra estaria livre de risco pelos próximos dois anos. Este é o terceiro asteroide desse tipo descoberto pela rede russa de telescópios robóticos Máster, que opera desde 2010. Os outros dois asteróides, 2013 UG1 e 2013 SW24, têm tamanhos de 250 e 125 metros, respectivamente. 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Meteoro filmado no céu da Irlanda




Um meteoro iluminou o céu noturno da Irlanda na quarta-feira (3/02/10), aproximadamente as 18h00 GMT. "A bola era de uma cor muito verde brilhante com cauda alaranjada e movia-se ao norte a uma velocidade fantástica, muito alto no céu", declarou Joss Scott que testemunhou o fenômeno.