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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Telescópio Espacial James Webb será lançado em 2021




Após revisão a NASA redefine o lançamento do Telescópio Webb para 2021, com orçamento de US$ 9,66 bi

por Alan Boyle, via GeekWire*

A Nasa disse que o lançamento de seu carro-chefe, o Telescópio Espacial James Webb, está sendo remarcado para 2021, com um preço total de US$ 9,66 bilhões.

Esse preço inclui um custo de desenvolvimento de US$ 8,8 bilhões, o que excede o teto do custo de desenvolvimento de US$ 8 bilhões determinado pelo Congresso americano em 2011. Essa foi a última vez que o projeto Webb passou por um debate do tipo "faça-ou-morra".

"O Congresso terá que re-autorizar o Webb através deste próximo ciclo de autorização", disse o administrador associado da Nasa, Steve Jurczyk, durante uma teleconferência anunciando a reinicialização.

Oficiais da NASA apoiaram fortemente a ir em frente com o telescópio, que está nos últimos estágios de teste e montagem. Espera-se que o telescópio de uso geral se baseie nas observações pioneiras do Telescópio Espacial Hubble e forneça insights sem precedentes sobre os exoplanetas e as fronteiras mais distantes do universo observável.

“Vale a pena a espera pelo Webb”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA. Esse sentimento foi apoiado pelo administrador da NASA, Jim Bridenstine, em um comunicado.

“O Webb é uma missão de alta prioridade que tem grande importância nacional para a agência e nós vamos seguir em frente ”, disse Bridenstine. “O Webb deixará, nos próximos anos, um legado excepcional de ciência e inovações técnicas de ponta e inspirará futuras gerações de astrônomos, exploradores, cientistas, artistas e engenheiros.”

Nos últimos dois anos, o cronograma de lançamento do Webb, em um foguete Ariane 5 da Agência Espacial Européia (ESA), foi remarcado de 2018 para 2019 e depois para 2020, e agora não acontecerá antes de 30 de março de 2021. A espera mais longa e o custo mais alto estão alinhados com uma avaliação de um conselho de revisão independente, chefiado pelo executivo aeroespacial veterano Tom Young.

Young confirmou que o custo dos atrasos estava aumentando em cerca de US$ 1 milhão por dia. O relatório de seu conselho traçou os empecilhos em cinco fatores, que vão desde erros humanos e problemas embutidos no processo de montagem até falta de experiência, complexidade de sistemas e otimismo excessivo.

Os erros humanos documentados anteriormente incluem o uso de um solvente que arruinou algumas das válvulas no sistema de propulsão do telescópio, a instalação inadequada de fixadores para a tampa da proteção contra o sol do telescópio e um teste de aquecimento conduzido com a voltagem errada.

Young disse que os erros poderiam ter sido evitados com “soluções simples que não foram implementadas”, mas acabou custando ao projeto US$ 600 milhões. O relatório do painel independente definiu 32 etapas para corrigir as falhas do projeto, trazendo mais supervisão e mais etapas de controle de qualidade.

"Estamos totalmente de acordo com 30 delas", disse Zurbuchen. Duas das recomendações se concentram em questões mais complexas e exigem uma revisão adicional, mas “concordamos plenamente com a intenção”, disse ele.

O projeto do Telescópio Espacial James Webb é significativamente mais complexo do que o Hubble porque foi projetado para fazer observações a partir de um ponto de equilíbrio gravitacional a 1,6 milhão de quilômetros da Terra, sem nenhum cenário para manutenção.

O telescópio super-resfriado exigirá um pára-sol que é dobrado em estilo origami para o lançamento, e tem que se desdobrar infalivelmente no espaço. Young disse que não havia “legado significativo” para tal sistema, o que aumenta o risco da missão.

"O sucesso da missão é a principal prioridade", disse ele.

O novo orçamento, de US$ 9,66 bilhões, inclui custos de integração e testes do telescópio, além de financiamento para os primeiros cinco anos de operação. Funcionários da NASA e cientistas prometeram manter o projeto em andamento para 2021, mesmo expressando aborrecimento e frustração por atrasos anteriores.

"Não se enganem", disse Zurbuchen. "Não estou feliz por estar aqui compartilhando esta história. Nós nunca queremos fazer isso. Nós sempre queremos falar sobre os sucessos que temos."
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Fonte: *GeekWire | After review, NASA resets Webb Telescope launch for 2021 with $9.66B price tag (tradução livre) - Imagem: NASA | O espelho do Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, sobe o chão da oficina,  durante a montagem no Goddard Space Flight Center da NASA.

domingo, 6 de maio de 2018

Objeto estranho é encontrado em Marte




Um robô da NASA, a agência espacial americana, descobriu o que pode ser um meteorito metálico na superfície de Marte. Se confirmado, seria o terceiro objeto deste tipo encontrado pelo jeep-robô Curiosity desde agosto de 2012, quando pousou na superfície do planeta. 

O objeto estranho foi encontrado pelo robô Curiosity em 12 de janeiro de 2018 - Foto: Rover Curiosity (NASA)

“O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel”, disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Uma imagem do objeto - feita em 12 de janeiro de 2018 - e disponibilizada no site da Nasa, revela que ele já foi “escaneado” pelo raio laser que o veículo usa para vaporizar parte da superfície de amostras, enquanto um espectrômetro detecta sua composição através da análise da nuvem de plasma provocada pelo raio.

Marte, o planeta vermelho

As imagens sugerem que o suposto meteorito poder ser feito de uma combinação entre ferro e níquel, e se isso for confirmado pela análise dos dados coletados pelo Curiosity, se saberá que ele foi formado a partir do núcleo de um asteroide. As imagens também revelam que o objeto tem sulcos compatíveis com o atrito de entrada na atmosfera de um planeta.


O objeto, batizado de Ames Knob, lembra outro meteorito
examinado pelo Curiosity em novembro, cuja análise
revelou uma composição de ferro e níquel
“O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel”, disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Veículos-robô em Marte já encontraram sete meteoritos metálicos no planeta (pelo menos sete foram localizados por outros veículos americanos, o Opportunity e o Spirit), mas o interessante nisso tudo é essa particularidade de seu perfil. Na Terra, 95% dos meteoritos encontrados são rochosos.

Objeto foi encontrado pelo robô Curiosity. Close-up do objeto mostra marcas deixadas pelo laser do rover Curiosity

Por quê isso ocorreu? Pode ser fruto da diferença de ambientes entre os dois planetas no que diz respeito à erosão. Ou pelo fato de o terreno escarpado de Marte tornar mais difícil a localização de rochas específicas. A ausência de oxigênio e água na atmosfera de Marte impede a oxidação de objetos metálicos, que são erodidos pelo vento e mudanças de temperatura. 

Observações iniciais das imagens sugerem, de acordo com a revista New Scientist, que o meteorito pode ter caído há relativamente pouco tempo, pois sua superfície parece suave e brilhante – ele ainda não teria sido erodido. Só que também pode se tratar de um meteorito antigo que foi polido pelas violentas tempestades de areia que atingem o planeta.

Em outubro do ano passado, o Curiosity encontrou este meteorito na mesma região de Marte  -  Foto: NASA

O Curiosity percorreu mais de 15 km desde que pousou no interior da Cratera Gale, há quatro anos e meio. Os cientistas americanos esperam tentar criar uma linha de tempo para as transformações ambientais sofridas pelo planeta – acredita-se, por exemplo, que a cratera, hoje um imenso deserto assolado por ventos, já foi um imenso lago que poderia ter abrigado algum tipo de vida.
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Fonte: http://www.bbc.com/ | O estranho objeto encontrado pela NASA em Marte - Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch (reprodução)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mineração na Lua e em Asteróides



Mineração Espacial - Há uma equipe de bilionários sonhadores procurando vaga na próxima corrida do ouro e nos trilhões de dólares em potenciais recursos inexplorados. O grupo é liderado pelas estrelas do Google, Larry Page e Eric Schmidt, juntamente com James Cameron e o empresário entusiasta do espaço Peter Diamandis.

 Representação artística de mineração espacial. Crédito/Imagem: spacefactor.com

O autor Brian Caulfield especula que este grupo se uniu para minerar asteróides, procurando metais preciosos, que são essenciais para a eletrônica que passou a dominar o nosso mundo. A NASA já demonstrou capacidade em pousar uma sonda num asteróide.

Juntamente com a busca de metais preciosos, existe uma enorme preocupação sobre como podemos atender a incrível demanda de energia proveniente dos EUA, Europa e China, com a Rússia, a Índia, o Brasil e outros que não estão muito atrás. Estamos obviamente preocupados em fazê-lo de uma maneira limpa e amigável à Terra. Foi cientificamente demonstrado que a queima de carvão, gás e vários combustíveis fósseis  são uma armadilha de calor para a atmosfera terrestre. A energia nuclear na sua forma atual, num processo chamado fissão, produz subprodutos radioativos nocivos que se tornam cada vez mais difíceis de armazenar. Recursos alternativos, como o solar e eólico, são promissores, mas são difíceis de implementar em uma escala global. O espaço pode muito bem conter a chave para o futuro da energia limpa na Terra.


Você pode ou não ter ouvido falar de Hélio-3. Hélio-3 é um gás que é encontrado em quantidades minúsculas na Terra. O Hélio-3 é emitido regularmente pelo sol, mas é ele é incapaz de atravessar nossa atmosfera para a Terra. A Lua não tem uma atmosfera, e tem absorvido Hélio-3 em sua superfície por bilhões de anos. Há uma quantidade insondável de Hélio-3 na Lua. A razão pela qual o Hélio-3 é tão importante é que os cientistas acreditam que é o ingrediente chave de uma reação (fusão) nuclear, o que proporcionaria energia sensacionalmente eficiente na Terra, com praticamente nenhum desperdício ou radiação.

Os cientistas acreditam que existe mais de 1 milhão de toneladas métricas (1 tonelada é igual a 1.000 kg) de Hélio-3 armazenado logo nos primeiros metros da superfície das Luas. É especulado que ao aquecer o solo da Lua a 600 graus Fahrenheit (315ºC), o Hélio-3 pode ser extraído e trazido de volta à Terra. A teoria é que apenas 25 toneladas de Hélio-3 seriam capazes de produzir energia suficiente para alimentar todos os Estados Unidos por um ano inteiro. Isso equivale a mais de 40.000 anos de energia para os EUA. Isso representa também um valor econômico de 3 bilhões de dólares por tonelada. Os EUA não são o único país a tentar obter uma fatia dessa ação. Rússia e China já anunciaram planos para estabelecer bases na Lua na próxima década. Índia, Japão e Alemanha mostraram interesse semelhante.

A idéia de um grupo, de alguns dos seres humanos mais bem sucedidos, que sempre vivem em busca de iniciar uma joint venture com os recursos da mina do espaço deve chamar atenção. A especulação é que eles estão focados em asteróides, mas eles também poderiam estar olhando para a Lua? Quem não estaria interessado em, no que poderia ascender a mais de US$ 3.000.000.000.000.000,00. São 3 quatriliões de dólares orbitando a Terra. Apenas o tempo dirá, mas espera-se ver a mineração espacial começando nos próximos15 anos.

Este tópico traz algumas perguntas inacreditáveis ​​para as quais ninguém parece ter uma resposta clara. O que pode ser afetado e qual efeito pode ter a remoção de Hélio-3 e outros metais na Lua e em outros corpos celestes? Podemos alterar negativamente seu comportamento e sua órbita para sempre? Quem na Terra pode reivindicar legalmente a superfície das Luas como suas? O primeiro a chegar, será o primeiro a se servir? Quando falamos trilhões e trilhões de dólares, haverá ganância. Qual órgão vai fiscalizar todos esses procedimentos? As Nações Unidas? Podemos esperar argumentações de advogados da Lua e da advocacia lunar?

Estamos entrando em uma hora diferente de qualquer outra na história da Via Láctea. Podemos assim esperar ver debates, decisões e ações diferentes de qualquer outras.


Fonte: Mike Awada/ASTOUNDE (tradução livre)


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Pálido Ponto Azul, por Carl Sagan

A foto "The Pale Blue Dot",
tirada a seis bilhões de quilômetros da Terra,
pela Voyager 1, em 6 de junho de 1990.
Crédito: NASA
A imagem ao lado foi enviada à Terra pela sonda Voyager 1, em 1990. Vista a seis bilhões de quilômetros, a Terra é um minúsculo ponto (a mancha azulada-branca que se encontra aproximadamente no meio da faixa marrom) perdida na vastidão do espaço profundo.

Na fotografia, o tamanho aparente da Terra é menor do que um pixel; o planeta aparece como um pequeno ponto na imensidão do espaço, no meio de um raio solar captado pela lente da câmera. A Voyager 1, que tinha completado sua missão principal e estava deixando o Sistema Solar, recebeu comandos da NASA para virar sua câmera e tirar uma última fotografia da Terra em meio a vastidão espacial, a pedido do astrônomo e escritor Carl Sagan.

A imagem faz parte de uma série de imagens do Sistema Solar denominada Retrato de Família. Devido a essa foto, Carl Sagan criou o livro "Pálido Ponto Azul" em 1994. Vale a pena ver um tributo ao eterno Carl Sagan e uma conscientização sobre onde nós estamos:



"A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.

De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.

Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.

Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.

Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul." 

Carl Sagan: em palestra proferida na Universidade de Cornell (13/10/1994)
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Fonte: http://www.planetary.org/explore/space-topics/earth/pale-blue-dot.html (edição e tradução livre)
Bibliografia: Livro "Pálido Ponto Azul" (Português), por Carl Sagan 



domingo, 3 de dezembro de 2017

Estranho portal conecta Terra ao Sol




por Jeanna Bryner , LiveScience*

Como gigantes calhas magnéticas entre a Terra e o Sol, os portais magnéticos se abrem aproximadamente a cada oito minutos  conectando nosso planeta com sua estrela hospedeira.  Quando os portais de abrem, partículas altamente carregadas de energia podem viajar 150 milhões de km através da passagem, dizem os cientistas espaciais.

O fenômeno recebeu o nome “evento de transferência de fluxo” ou FTE (Flux Transfer Event). Ele é real e acontece com o dobro da freqüência do que qualquer pessoa poderia imaginar. “Dez anos atrás eu tinha certeza que eles não existiam, mas agora a evidência é irrefutável”, disse o astrofísico David Sibeck, do Goddard Space Flight Center, em Maryland, EUA.

Este conceito artístico mostra um portal magnético conectando o campo magnético da Terra ao Sol.
A sonda espacial no caminho mede as partículas e os campos de alta energia que fluem pelo portal.
Crédito: NASA

Explosões dinâmicas

Os pesquisadores sabem há muito tempo que a Terra e o Sol devem estar conectados. Por exemplo, partículas solares incidem constantemente sobre a Terra, por causa do vento solar, e freqüentemente seguem as linhas do campo magnético que conectam a atmosfera do Sol com a Terra. As linhas do campo permitem que as partículas penetrem a magnetosfera da Terra; o escudo magnético que envolve nosso planeta.

Uma das hipóteses sobre a formação do evento é que o lado da Terra que está de frente para o Sol pressiona o campo magnético da Terra contra o campo magnético do Sol. E a cada oito minutos os dois campos se conectam brevemente, formando um portal através do qual as partículas podem fluir. O portal toma a forma de um cilindro magnético com a largura da Terra.

Mais de um FTE podem se abrir em um mesmo momento e eles ficam abertos entre 15 e 20 minutos. Algumas medições foram feitas com sondas da ESA (Agência Espacial Européia) e da NASA, que voaram através destes cilindros e nas suas bordas. 

Apesar das sondas terem conseguido medir a largura de um FTE o seu comprimento ainda é incerto. Mas uma medida preliminar concluiu que teria mais de 5 raios da Terra (um raio da Terra tem cerca de 6.400 km).

O astrofísico Jimmy Raeder, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, criou uma simulação de computador com estes dados e concluiu que os portais FTEs cilíndricos tendem a se formar sobre o equador até que em dezembro eles deslizam sobre o Pólo Norte. Em julho eles deslizariam sobre o Pólo Sul.

Sibeck acha que estes eventos ocorrem duas vezes mais do que antes se pensava, propondo dois tipos de eventos de transferência de fluxo. Ativo e passivo. 

Os fluxos ativos permitem que as partículas passem com facilidade, formando dutos de energia importantes para a magnetosfera da Terra, enquanto os cilindros passivos ofereceriam mais resistência para a passagem das partículas. Sibeck calculou as propriedades dos FTEs passivos e espera que ele e seus colegas possam buscar por sinais deles nos dados coletados com as sondas THEMIS e Cluster.

Os cientistas ainda estão empenhados em descobrir porque os portais se abrem a cada oito minutos e como os campos magnéticos em seu interior se torcem e enrolam. 

Fonte: *SPACE.com | "Strange Portal Connects Earth to Sun" by Jeanna Bryner (tradução livre)

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Poeira do Saara fertiliza Amazônia, confirma NASA



Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos



Uma quantidade significativa de poeira do deserto do Saara “viaja” mais de dois mil quilômetros chegando até a Amazônia, é o que mostra um vídeo divulgado recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa). A informação, no entanto, não é exatamente uma novidade.

Os dados da Nasa que mostram a relação entre o deserto e a floresta foram coletados entre 2007 e 2013, apesar de o fato já ser conhecido por muitos cientistas anos antes. Agora se tem mais dados exatos sobre o fenômeno.

Estima-se que cerca de 182 mil toneladas de poeira cruzam o Oceano Atlântico chegando ao continente americano – cerca de 27,7 milhões caem na floresta. Deste total, 0,08% corresponde a fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o que equivale a 22 toneladas.

Esta quantidade de fósforo, ainda segundo o estudo, é suficiente para suprir a necessidade de nutrientes que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.


“Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirma o coordenador do estudo, Hongbin Yu. Ele confirma o que muitos, mesmo sem bases científicas, repetem há tempos: “Este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

A poeira rica em nutrientes sai principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizado no país africano Chade, que foi formada após o maior lago da África secar – há cerca de mil anos.

A maior parte da poeira, entretanto, permanece suspensa no ar, enquanto que 43 milhões de toneladas chegam até o mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças a coleta de dados do satélite Calipso, da Nasa, foi divulgado na revista científica Geophysical Research Letters, veja aqui. A agência divulgou uma animação em 3D que ilustra como tudo acontece, confira:


Fonte: Ciclo Vivo Revista online / http://mundogeografico.com.br/nasa-2/

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Qual o tamanho do Rover Curiosity?



O rover Curiosity, é um veículo do tamanho aproximado de um carro médio destinado a explorar a superfície de Marte como parte da missão Mars Science Laboratory.

A missão contendo o rover Curiosity teve início com o lançamento, efetuado em 26 de novembro de 2011 a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, tendo pousado com sucesso em Marte, mais precisamente em Aeolis Palus na cratera Gale em 6 de agosto de 2012.

Esse ponto de pouso, batizado como Bradbury Landing estava a apenas 1,5 milhas (2,4 quilômetros) do ponto de pouso originalmente previsto, depois de uma jornada de 350.000.000 milhas (560.000.000 quilômetros).


  • Velocidade máxima: 90 m/h 
  • Massa: 899 kg 
  • Altura: 2,2 m 
  • Largura: 2,7 m 
  • Comprimento: 3.0 m



sábado, 3 de dezembro de 2016

Clima :: Rachadura gigante na Antártida




Infelizmente, mais uma má notícia para a Antártida. Os cientistas da NASA fotografaram uma enorme rachadura dentro da plataforma de gelo Larsen, com cerca de 113 km de comprimento, mais de 90 metros de diâmetro e 500 metros de profundidade.
A fenda é semelhante a uma anterior que apareceu na Larsen B, o que fez com que a plataforma de gelo se separasse e se desintegrasse em 2002. Antes desso evento, a Larsen B tinha permanecido inalterada por quase 12.000 anos.

Plataformas de gelo são as partes flutuantes de geleiras na Antártica. Elas não são apenas extensões para o oceano, mas atuam como um apoio crucial para a calota de gelo polar. A maioria do gelo na Antártida não está na água, mas em terra, e sem plataformas de gelo, o gelo continental vai acelerar no oceano e derreter.
A fratura foi fotografada em 10 de novembro como parte da Operação IceBridge, um levantamento aerogeofísico de gelo da Antártida. A pesquisa vem acompanhando a mudança no Pólo Sul devido aos efeitos devastadores do aquecimento global. [IFLS]

sábado, 9 de maio de 2015

Terramoto no Nepal altera atmosfera da Terra



O terramoto no Nepal não só tirou a vida de mais de 7.500 pessoas, deixando mais de 14.000 feridos e destruiu cidades inteiras, mas tem influenciado a atmosfera do nosso planeta, segundo a Nasa. 

Os dados de um 'software' desenvolvido pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA revelam que o terremoto no Nepal em 25 de Abril criou ondas de energia que penetraram a atmosfera superior da Terra, interrompendo a distribuição de elétrons na ionosfera, a região da atmosfera entre cerca de 60 a 1000 km acima da superfície da Terra. Tais perturbações têm sido detectadas pelos sinais transmitidos pelo sistema GPS e foram recebidos por um receptor localizado perto do Nepal.



Como resultado, algumas mudanças foram registradas na ionosfera que estão sendo investigado no momento, assim como outras catástrofes naturais, como erupções vulcânicas ou riscos de tsunamis que estão sendo examinados. 

Os cientistas acreditam que os dados que possuem, podem ajudá-los a desenvolver novos modelos de propagação de ondas, que poderiam fazer parte de sistemas de alerta precoce para tsunamis futuras e outros desastres naturais difíceis de detectar ou prever. 

Fonte: http://issoeciencia6.blogspot.pt/2015/05/terramoto-no-nepal-alterou-atmosfera-da.html

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Motor que poderá nos levar a Marte em apenas 42h é testado com sucesso




O respeitado cientista russo Vladímir Leónov realizou um teste de sucesso de um motor quântico experimental revolucionário, cujas características técnicas são muito superiores aos atuais propulsores de foguetes. Autor da teoria da superunificação, o cientista revelou seu propulsor quântico inovador de decolagem vertical, de apenas 54 kg de peso, que alcançou um impulso de 500 a 700 quilogramas-força, utilizando 1 kW de potência.

…É CAPAZ DE PROPULSIONAR UMA NAVE ESPACIAL A 1000 KM/S, CONTRA OS 18 KM/S DOS FOGUETES ATUAIS.
                                                                                                               ~VLADÍMIR LEÓNOV
“O veículo decola verticalmente através de barras-guias, com uma aceleração de 10 a 12G. Esses testes são uma prova convincente de que a gravidade foi conquistada de forma experimental, provando a teoria da superunificação”, afirmou o especialista russo. Trata-se de uma façanha, se considerarmos que os propulsores modernos de foguetes chegam a um impulso de somente 0,1 quilogramas-força, usando uma potência de 1 kW. Isso significa que são 5 mil vezes inferiores ao motor quântico experimental, que é capaz de propulsionar uma nave espacial a 1000 km/s, contra os 18 km/s dos foguetes atuais.

“Um veículo dotado de um propulsor quântico poderia levar 42 horas para chegar a Marte e apenas 3,6 horas para alcançar a Lua”, ressaltou o cientista. Vladímir Leónov é conhecido por refutar a existência do bóson de Higgs e introduzir a noção de quantum do espaço-tempo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

NASA autoriza construção do sistema de propulsão de missão a Marte




A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) apresentou relatório que autoriza a construção do Space Launch System (ou SLS, sigla em inglês para Sistema de Lançamento Espacial), o projeto que tem por objetivo final levar o Homem a Marte. Este relatório detalhado valida (e autoriza) a progressão do programa, que se prevê estar concluído em 2018 com um custo estimado de 7.024 mil milhões de dólares. O empenho neste projeto foi declarado pela voz de Charles Bolden, administrador da NASA.


O SLS é o sistema de propulsão (ou, em termo mais simples, o foguetão) que permitirá lançar uma nave espacial que um dia transportará os astronautas muito para lá da órbita terrestre. Essa nave chama-se Orion, está a ser construída pela NASA e pela ESA (Agência Espacial Europeia) e terá capacidade para transportar quatro astronautas. Ao contrário do Space Shuttle, que foi uma nave concebida para viagens na órbita terrestre baixa (até 2 mil quilómetros de altitude), a Orion vai permitir o transporte de seres humanos pelo espaço durante longos períodos de tempo. O voo inaugural está agendado já para o final deste ano.


Mas não se pense que chegar ao planeta vermelho é uma tarefa para ser executada de uma só vez. O SLS é configurável e numa primeira fase terá uma capacidade de elevação de “apenas” 77 toneladas. 

Essa força irá transportar a Orion num voo não tripulado além da órbita baixa da Terra. Na sua configuração máxima, conseguirá elevar 143 toneladas (algo sem precedentes), o que significa que será capaz de colocar a Orion para lá da órbita terrestre.

Este projeto é complexo e demorado. O relatório determina que o primeiro teste (com a “versão” 77 toneladas) seja realizado em novembro de 2018. O desenvolvimento e produção começaram no início deste ano e no total vai custar qualquer coisa como 7.024 mil milhões de dólares. 

Mas este valor não será o final, admite o relatório, tendo em conta que as questões de segurança ainda estão a ser equacionadas. Ainda assim, os responsáveis da NASA afirmam que, com o orçamento disponível, têm a ambição de colocar o Homem em Marte em 2030 — mas a empresa privada SpaceX pretende chegar lá primeiro.

Viajar no Espaço é só por si um desafio tremendo, mas o grande problema para a tecnologia é a capacidade de sair da força da gravidade terrestre. Ou seja, a nave que vai levar os astronautas nas longas viagens espaciais é tão importante quanto o sistema capaz de a afastar da gravidade, e por isso este projeto é fundamental.

Veja o vídeo com entrevista (em inglês): 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sonda Curiosity revela grandes descobertas em Marte



Pesquisas feitas há mais de 1 ano foram finalmente reveladas pela Agência Espacial Norte Americana 

Após perfurar o solo de Marte e analisar amostras de seu material, a sonda Curiosity da NASA descobriu compostos orgânicos, os blocos de construção da vida que contém carbono, no subsolo do Planeta Vermelho. E não pára por aí! Além disso, os instrumentos da sonda detectaram água no subsolo de Marte, isso tudo após anunciarem a detecção de um grande pico de gás metano na atmosfera do Planeta Vermelho!

Apesar das grandes descobertas não servirem como prova de que a vida existiu ou existe em Marte, os investigadores afirmam que essa é a primeira vez que orgânicos foram confirmados em rochas do Planeta Vermelho, o que conclui um dos grandes objetivos da missão!

"Este é realmente um grande momento para essa missão", comenta John Grotzinger, cientistas da missão Curiosity, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA.

O instrumento SAM do rover detectou clorobenzeno e vários outros compostos de carbono contendo cloro em amostras de uma rocha chamada "Cumberland", que a sonda havia perfurado em maio de 2013.

O instrumento utiliza um forno minúsculo para "cozinhar" as amostras, e em seguida, analisa os gases que são produzidos. As rochas e o solo marciano são ricos em perclorato, que pode destruir ou alterar os compostos orgânicos durante esse processo de aquecimento, o que complicou a detecção da sonda Curiosity.

"Esta é a primeira detecção de compostos orgânicos em amostras de Marte", comenta Caroline Freissinet, do Goddard Space Flight Center da NASA. Freissinet também é autora principal do artigo que detalha os resultados de Cumberland, publicados no Journal of Geophysical Research.

A presença de perclorato em Marte é tão grande que fica difícil saber se a amostra de Cumberland original continha clorobenzeno e os outros compostos do cloro, ou alguns outros tipos de produtos orgânicos.

No que diz respeito a "vida em Marte", até agora é impossível dizer se os orgânicos detectados em Cumberland foram produzidos por organismos vivos. A NASA está planejando uma nova missão para o Planeta Vermelho, que deverá acontecer em 2020. Ela terá como objetivo a coleta de amostras e um possível retorno à Terra. Em 2020, os cientistas esperam ter amostras de materiais rochosos de Marte, e estudá-las de maneira muito mais profunda.

Sobre as outras grandes descobertas feitas pela sonda Curiosity, a detecção de um pico intrigante e misterioso de gás metano na atmosfera de Marte (observado entre o final de 2013 e o início de 2014) sugere que podem haver formas de vida que produziram essa grande quantidade repentina de metano, porém, até o momento, não há como dizer se essa grande produção de metano tem origem biológica ou não. Outra grande descoberta revelada pela missão trata da proporção de hidrogênio para deutério (também conhecido como "hidrogênio pesado") nas amostras de Cumberland, que fornecem pistas importantes sobre quando o Planeta Vermelho perdeu sua água de superfície.

A sonda Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012, e agora está explorando a região do Monte Sharp, que se eleva a 5,5 km a partir do centro da enorme cratera Gale.

Fonte: NASA
Imagens: NASA / JPL-Caltech / MSSS

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