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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Pálido Ponto Azul, por Carl Sagan




A foto "The Pale Blue Dot",
tirada a seis bilhões de quilômetros da Terra,
pela Voyager 1, em 6 de junho de 1990.
Crédito: NASA
Para iniciar essa semana, na qual será lançado o Falcon Heavy, foguete mais poderoso desde o Saturn V, que tal refletirmos sobre uma das imagens mais marcantes da história da exploração espacial?

A imagem ao lado foi enviada à Terra pela sonda Voyager 1, em 1990. Vista a seis bilhões de quilômetros, a Terra é um minúsculo ponto (a mancha azulada-branca que se encontra aproximadamente no meio da faixa marrom) perdida na vastidão do espaço profundo.

Nessa fotografia, o tamanho aparente da Terra é menor do que um pixel; o planeta aparece como um pequeno ponto na imensidão do espaço, no meio de um raio solar captado pela lente da câmera.

A Voyager 1, que tinha completado sua missão principal e estava deixando o Sistema Solar, recebeu comandos da NASA para virar sua câmera e tirar uma última fotografia da Terra em meio a vastidão espacial, a pedido do astrônomo e escritor Carl Sagan.

A imagem faz parte de uma série de imagens do Sistema Solar denominada Retrato de Família. Devido a essa foto, Carl Sagan criou o livro "Pálido Ponto Azul" em 1994. Vale a pena ver um tributo ao eterno Carl Sagan e uma conscientização sobre onde nós estamos:



"A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.

De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.

Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.

Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.

Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul." 

Carl Sagan: em palestra proferida na Universidade de Cornell (13/10/1994)

Fonte: http://www.planetary.org/explore/space-topics/earth/pale-blue-dot.html (edição e tradução livre)
Bibliografia: Livro "Pálido Ponto Azul" (Português), por Carl Sagan 



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Kymatica - Full Movie



As perguntas que ficaram sem resposta adequada, ao longo do tempo foram se evaporando com o transcorrer da história. As respostas às questões mais importantes, pelas quais sempre procuramos naturalmente, foram deixadas à própria sorte. Não foram apenas as mensagens deixadas nas Escrituras, nos vestígios arqueológicos, nas tradições xamânicas, filosofia, arte, poesia e música...

Conforme nos aproximamos de um ápice de informação tecnológica e intelectual, através de uma sociedade conectada em rede, parece algumas vezes que nos encontramos cada vez mais longe de sentir qualquer conforto ou a totalidade dentro de nossos corações e almas.

Entretanto o conceito de espiritualidade poderia ter sido pulverizado há muito tempo, mas agora, estamos vendo um despertar entre as pessoas e um crescente desejo pela verdade. Os que procuram, e não desistem de procurar, a verdade, começam a ouvir, perceber as respostas vindas não da internet, mas dentro de seu próprio ser.

Pela primeira vez na história estamos percebendo que não existem salvadores ou profetas para nos guiar, mas sim uma raça inteira acordando de um sono que outrora trouxe este mundo à beira da destruição. Em um mundo onde as catástrofes apocalípticas parecem inevitáveis, temos de olhar para as soluções de uma forma totalmente nova.

Como a mecânica quântica e a metafísica estão apenas, neste momento, sendo descobertas, pode parecer que não estamos avançando, mas o que acontece realmente é o retorno a uma consciência una, que os antigos xamãs, místicos e sábios deixaram para nós no transcorrer de muitos séculos.

É uma nova era. Uma idade direcionada à redescoberta responsável, através da auto-administração e auto-conhecimento, do consciente coletivo que existe comumente dentro de todos nós. E quando começamos a procurar estas respostas no mundo interior, o mundo se reflete em nossa consciencia. Nesta nova era, estamos descobrindo que somos todos uma só mente, um organismo e um só espírito. Nós somos o salvador do qual temos estado à espera por tanto tempo.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sessão Pulso de Cinema ◎ One: The Movie



One: The Movie - Somos todos UM - é um documentário independente sobre o sentido da vida, criado e dirigido pelos cineastas Michigan Scott Carter, Ward M. Powers e Diane Powers. 

O filme é estrelado por celebridades como Deepak Chopra, Robert Thurman, Thich Nhat Hahn e Sadhguru Jaggi Vasudev.

Esse documentário foi originalmente lançado nos cinemas dos Estados Unidos, através de centenas de eventos que aconteceram entre 2005 e 2007. Sendo lançado em DVD no ano de 2007.

Os produtores do documentário viajaram os seis continentes colhendo depoimentos de pessoas comuns, personalidades e líderes espirituais que  debatem sobre a conectividade entre todos no Planeta.

Sinopse


Em um mundo dividido pelo evento de 11/09, o cineasta Ward Powers faz perguntas finais sobre a vida a líderes espirituais de renome mundial e pessoas comuns. ONE: O filme entrelaça respostas diversas, explorando temas de guerra e paz, amor e medo, sofrimento, Deus, vida após a morte, e o sentido da vida. As respostas refletem a diversidade global, enfatizando a unidade da humanidade.

O Universo se une quando um grupo de amigos decide caminhar fora das trilhas da existência cotidiana. Com apenas uma câmera de vídeo, uma lista de 20 perguntas e um sonho, estes pais de classe média transformam-se em cineastas independentes em busca do sentido da vida. Milagrosamente, juntam-se a eles em sua busca, muitos dos principais líderes espirituais, autores, ícones e mestres do nosso tempo. O filme entrelaça as aventuras extraordinárias com as respostas às questões cruciais sobre a vida numa jornada que pode transformar sua forma de perceber o mundo... como sendo um.



English


ONE: The Movie is an independent documentary about the meaning of life, created and directed by Michigan filmmakers Scott Carter, Ward M. Powers and Diane Powers, starring Deepak Chopra, Robert Thurman, Thich Nhat Hahn, Sadhguru Jaggi Vasudev, et al. It was originally released in movie theaters and throughout North America via hundreds of community events in late 2005 through 2007. An (English version in US) was released on DVD in 2007.

Ficha Técnica


Título original: ONE: The Movie
Gênero: Documentário
Ano: 2005 (EUA)
Direção e Roteiro: Ward Powers
Edição: Scott Carter e Daniel Gillies
Elenco: Scott Carte - Mantak Chia - Deepak Chopra - Ram Dass - Riane Eisler -Thich Nhat Hahn - Barbara Marx Hubbard - Robert Thurman - Llewellyn Vaughan-Lee
Duração: 2:15:23
Estúdio: Dreamland Filmes

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