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quarta-feira, 13 de março de 2019

Extinção dos Dinossauros: Asteróide ou Vulcão Gigante?




Um enorme asteróide ou um vulcão antigo - o que realmente acabou com os dinossauros? - The Vintage News*


Cerca de 66 milhões de anos atrás, um evento catastrófico ocorreu na Terra - um asteroide superpotente que se deslocava a 40.000 milhas por hora atingiu o Golfo do México.

O impacto causou a devastação de valores sem precedentes. Teria deixado uma cratera no meio da crosta terrestre com mais de 185 quilômetros,  causando o desaparecimento de milhares de milhas cúbicas de rocha, segundo a National Geographic. Com o desenrolar do desastre natural, mais de dois terços da vida no planeta - incluindo os dinossauros - pereceram posteriormente.

Os dinossauros aviários que sobreviveram evoluíram para pássaros. Isto é, há décadas, a principal teoria para explicar como os dinossauros desapareceram entre os vivos. A teoria começou a ganhar força durante os anos 80 e 90, após a descoberta da cratera Chicxulub no Golfo do México.

Permaneceu uma peça de evidência convincente para apoiar a teoria do asteróide sobre o vulcanismo, talvez até agora. Antigos mega-vulcões no território da Índia moderna tiveram um papel de apoio ou mesmo importante no declínio e desaparecimento final das populações de dinossauros, argumentam os pesquisadores.

Como relatórios da National Geographic, dois grupos de pesquisa diferentes - um apoiado por Berkeley, outro de Princeton - buscaram mais respostas sobre o assunto e produziram dois estudos, publicados na revista Science em fevereiro de 2019.

As equipes de pesquisa, que analisaram antigos depósitos de rochas e usaram dois métodos de datação diferentes, tentaram responder exatamente quando aquelas antigas erupções vulcânicas ocorreram e como elas podem ter afetado a vida.

A cratera Chicxulub, no Golfo do México
As Armadilhas Deccan (Deecan Traps), como os mega-vulcões foram chamados, surgiram pela primeira vez cerca de 400.000 anos antes do impacto do grande asteróide no México, concordaram os pesquisadores. 

Sua atividade cessou cerca de 600 mil anos após o fim do período Cretáceo (que é quando a vida dos dinossauros chegou a um fim abrupto). 

Da lava total entrou em erupção dentro desse período de tempo, tão pouco quanto a metade descarregou após o impacto do asteroide.

Um dos estudos ainda diz que as Armadilhas Deccan foram significativamente mais ativas no período anterior ao impacto. Ativo o suficiente para antes comprometer ecossistemas inteiros e espécies, finalmente, o evento de extinção em massa foi apressado pelo asteróide.

Em contraste, o outro estudo reduz um pouco o papel dos vulcões, dizendo que a maior parte da lava foi derramada após o asteróide cair, o impacto do qual também causou um terremoto colossal, inundações e fortes rajadas de vento - um fenômeno nunca sentido pelos seres humanos.

Nas palavras do geocronólogo Blair Schoene, autor principal do estudo de Princeton, a sobreposição de ambos os achados ainda é uma “grande melhoria” comparada a “20 anos atrás, ou mesmo 15 anos atrás, quando [os métodos de datação das duas equipes] poderiam concordar melhor que algumas porcentagens, que aqui seriam milhões de anos ”, relata a National Geographic.

Ambas as equipes realizaram pesquisas na cordilheira de Ghats Ocidental, na Índia, onde as armadilhas de Deccan prosperaram, para chegarem a suas conclusões. Os antigos vulcões teriam sido esmagadoramente enormes. A quantidade total de lava produzida ao longo de seus milhões de anos de atividade, seria suficiente para cimentar todo o planeta com uma camada de rocha espessa e sólida.

Armadilhas Deccan nas Grutas Ajanta, Índia
Se a maior parte do material de Deccan Traps fosse liberada antes do asteroide, então alguns dos gases emitidos - como o dióxido de carbono - poderiam facilmente ter criado um significativo aquecimento das temperaturas.

Neste caso, os últimos 400.000 anos do período Cretáceo teriam sido marcados por um aumento significativo das temperaturas globais em cerca de 14.4 graus Fahrenheit. Algumas espécies talvez se adaptaram aos recém-criados ambientes quentes, mas teriam sido chocadas até a morte por um efeito de inverno nuclear desencadeado pelo asteróide gigante.

Esse cenário precisa ser corrigido se a maior porção de lava de Deccan Traps tiver sido descarregada após o impacto. Mais do que isso, é possível que as catástrofes coincidentes tenham sido intercambiáveis ​​em relação à extinção em massa. São os detalhes que permanecem um assunto de discussão. Mega vulcões como os da antiga Índia ainda são capazes de produzir um efeito semelhante ao que o asteróide teria feito. Outro aspecto é que o impacto do asteroide poderia ter fortalecido o vulcanismo.

“A grande questão é: a extinção teria acontecido sem o impacto, dado o vulcanismo, ou, inversamente, a extinção teria acontecido sem o vulcanismo, dado o impacto? Eu não acho que nós sabemos essa resposta ”, disse Schoene à AFP. Enquanto o debate entre asteróides e os vulcões ainda precisa de suas conclusões finais, ele ainda é muito melhor do que algumas das coisas mais antigas e às vezes bizarras propostas como uma resposta ao que aconteceu com os dinossauros.

Só para citar um: uma teoria dos anos 60 afirmava que a Terra naquela época era tão invadida por lagartas que os insetos comiam a maior parte da vegetação disponível - e isso, não um vulcão ou um asteróide - deixou os dinossauros morrerem de fome.
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Fonte: *por Stefan Andrews/The Vintage News:  "A Huge Asteroid or Ancient Volcano – What Really Wiped Out the Dinosaurs?" (tradução livre) - Imagem: Wikimedia Commons/Shaikh Munir – CC BY SA 4.0

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Desmistificando o Fim do Mundo: "O Apocalipse Escondido"



Texto de PAULO URBAN, publicado na Revista Planeta, edição nº 339*

...Vivemos o tempo insólito em que a humanidade ousou enfrentar seus deuses, e aprendeu segredos terríveis que, pouco a pouco, foram sendo subtraídos da mãe-natureza. Aonde chegaremos? Há de fato uma data apocalíptica, destinada a interromper a volúpia desenfreada da evolução da espécie humana?

O leitor bem se lembra de que muitos esperavam o fim do mundo para 11 de agosto de 1999. Coitado de Nostradamus, injustamente acusado de charlatanice por conta da frustração geral que se abateu sobre o planeta quando não houve fim algum! Analistas incautos das Profecias puseram na boca do sábio o vaticínio de que nesta data o mundo sofreria profundo abalo. 

Elegeram a fatídica quadra 72 de sua décima centúria como anúncio de inevitável cataclismo; astrólogos frisaram o perigo de certas conjunções para o momento, e toda a civilização ocidental foi instigada a preparar-se para o fim dos tempos. 

Outros intérpretes foram buscar no Apocalipse a confirmação para suas funestas teorias. Por fim, para eximirem-se da responsabilidade de ter sido aquele 11 de agosto menos grave que quaisquer das mais simples sextas-feiras 13, fizeram de Nostradamus bode expiatório para o erro de previsão; afinal, quem mandou ser ele assim tão hermético e complicado ao escrever?

Michel de Notredame (1503-1566)
Verdade é que prever o apocalipse já é tradição na humanidade, não importando época nem lugar para que o medo do fim sobrevenha, geralmente atrelado ao arquétipo das transformações súbitas, da renovação pela morte intempestiva. Nenhum exegeta bíblico, entretanto, por mais que se aprofunde no tema, consegue distinguir a raiz original destes mitos que pregam uma data para o descansar definitivo dos relógios, para o dia do Juízo Final, quando a humanidade será então julgada por suas atitudes.

As fontes bíblicas desta concepção apocalíptica são incertas. Sabe-se que na Antigüidade, quando o Antigo Testamento foi escrito, os profetas eram vistos como personificações do divino, o que lhes conferia poderes, por exemplo o de guiar espiritualmente seus povos e prever os seus desígnios. Suas palavras eram sempre revelações, e suas mensagens, advertências de Deus do gênero “arrependei-vos ou sereis punidos”, o que contribuiu para criar o mito da compensação divina para as injustiças praticadas entre os homens, em caráter individual e coletivo, ocasião em que o joio pode ser separado do trigo e almas puras encontram a salvação.

Há três apocalipses bíblicos. Os dois primeiros encontram-se no Antigo Testamento, são os livros de Ezequiel e Daniel, que respectivamente datam dos séc. VI e II a.C., historicamente situados em época de dominação dos judeus por povos inimigos, razão esta que fundamenta o sentido libertário destes textos, a prometer às almas dos subjugados o advento do messias portador da paz e da justiça que em toda vida nunca puderam experimentar. A passagem em Ezequiel aceita como uma antevisão do Armagedon (a batalha final entre Deus e o demônio, a luta derradeira entre o bem e o mal), possivelmente referia-se à tomada de Israel pelas hordas dos cifemos, considerados ímpios e cruéis, violadores dos mandamentos de Deus, que nunca souberam honrar seus pais nem seus casamentos.

Frontispício do Livro de Ezequiel,
Bíblia de Winchester, 1160-1170
Similarmente, o Apocalipse de João, no Novo Testamento, datado do século I d.C., foi compilado durante o período em que os cristãos da Ásia Menor sofriam torturas impostas pelos romanos. Em nossos dias, praticamente é consenso que o anticristo descrito por João seja uma alusão ao imperador romano Nero (37-68 d.C.), que incendiou Roma aos 27 anos de idade, e que, culpando os cristãos pelo sinistro, iniciou a primeira grande perseguição da história contra os mesmos. Nero terminaria por suicidar-se, aos 31 anos, enlouquecido, atirando-se sobre a lâmina de sua própria espada. Vários são os mitos, entretanto, que narram sua volta, ressurgido do mundo dos mortos com a missão de perseguir seus inimigos.

Cumpre dizer que os primeiros discípulos de Jesus também estavam seguros de que o Mestre voltaria após a ressurreição para a redenção final. Tal expectativa tanto garantiu a sobrevivência dos cristãos em tempos adversos de perseguição romana, como fez gerar toda uma teologia a alimentar a crença na salvação final das almas. Embora o próprio Cristo houvesse dito que ninguém saberia nem o dia nem a hora de seu retorno, nada impediu que a Igreja interpretasse os sinais para prever quando o advento se daria. Com base nisso foi que Montanus, profeta da Frígia, Ásia Menor, em 172 d.C., dizendo-se o Espírito Santo encarnado, anunciou que o Dia do Juízo estava próximo. Hipólito, teólogo romano, na passagem para o terceiro século previu, com base nas medidas da arca de Noé, que Jesus voltaria no ano 500 de nossa era!

Já no século IV, com a conversão de Constantino, a Igreja ficou melhor assentada sobre o Império Romano, e as profecias apocalípticas perderam um pouco sua função. O monge cristão Augustino, desta época, ainda que esperasse ele próprio pela volta do Cristo, advertia contra a fé cega em profecias que vulgarizavam a idéia do fim do mundo. Suas teses foram aceitas pela Igreja no Concílio de Éfeso, em 431, a partir do que as crenças apocalípticas arrefeceram-se um pouco.


Mas no ano de 960, Bernardo da Turíngia, antigo Estado germânico, afirmaria que no ano em que o dia da Anunciação da Virgem coincidisse com a Sexta-feira da Paixão, o mundo acabaria. A profecia perturbou de modo crescente a Europa até o ano de 992, quando ocorreu sem qualquer prejuízo o tal cruzamento. Já a passagem para o ano 1000 não causou maiores temores. Embora livros apócrifos tivessem espalhado a crença de que o Juízo ocorreria mil anos após o nascimento do Cristo, o fato é que a passagem de milênio se deu despercebidamente.

O milésimo ano, representado pelos romanos por um simples M, não parecia guardar qualquer significado cabalístico. Aliás, datas numéricas do calendário eram o que menos importava; a sociedade àquela época era regrada pelos dias santos, ritos e jejuns da Igreja, festas como a Páscoa, Pentecostes, Natal, etc… A idéia de que no 31 de dezembro de 999 a humanidade tenha temido histericamente por seu fim nada mais é que outra lenda, desta vez criada pelos escritores da França iluminista que tudo faziam para criticar a Igreja e seus costumes medievais.

No século XVI, novamente ganharam força algumas profecias fatalistas. Astrólogos ingleses previam a tragédia final para 1o de fevereiro de 1524. Milhares de londrinos abandonaram seus lares, mudando-se em polvorosa para terras mais altas, procurando assim escapar do fim do mundo. Como nada ocorreu, os videntes admitiram ter cometido pequeno erro de cálculo: o fim seria em 1624!

A Europa, dentre tantas profecias, aguardaria ainda pelo fim dos tempos em 1528 por conta de um dilúvio; esperaria pelo Cristo em 1533 conforme crença dos anabatistas; e deveria ter sido destruída por um impacto em 19 de maio de 1719, segundo previsão do francês Jacques Bernoilli em seu Tratado dos Cometas.


Cristóvão Colombo
Cristóvão Colombo (1451- 1506) também acreditava, conforme sua formação cabalista e templária, que o mundo acabaria em 1650. Delirantemente, dizia que a descoberta do Novo Mundo era peça de um plano maior destinado a nos levar às portas do Paraíso: “Deus fez de mim um mensageiro do novo céu e da nova Terra, dos quais Ele falou no Apocalipse de São João”, registrou em seu diário.

Fim dos mais curiosos, entretanto, foi previsto por Mary Bateman, taverneira em Leeds, Inglaterra. Em 1806 mostrou a seus clientes um ovo de galinha cuja casca trazia a inscrição: “Cristo voltará”. Logo sua galinha botou outro ovo com igual inscrição, o que causou rebuliço no local. Mary disse então ter recebido uma revelação de Deus e cobrou 1 penny dos presentes para que pudessem ouvi-la. Todos pagaram. Contou então que tão logo o 12° ovo igual aqueles fosse botado, o mundo acabaria. Até lá, somente os que comprassem por 1 xelim um papel timbrado que ela preparava com as iniciais J.C. entrariam no reino de Deus. De novo pagaram pelo documento, e a notícia se espalhou pela cidade. Mary vendeu centenas de passaportes para o céu. No dia em que o último ovo seria botado, autoridades religiosas a flagraram fraudando previamente a mágica que se repetiria. Mary Bateman acabou sendo presa e enforcada.

Nomes de peso também se entretiveram com o tema do Juízo. O filósofo alquimista John Dee (1527-1608), por exemplo, acreditava piamente que o fim da Europa se daria no ano de 1842. No final do século XIX, intérpretes matemáticos juravam ler as profecias veladas nas medidas da pirâmide de Queóps, e atestaram que o mundo terminaria em 1881. A data foi depois corrigida para 1936, e quando de novo não se deu o vaticínio, o fim do mundo ficou postergado para 1953. Antes disso, em 1910, registrara-se o pandemônio da passagem do cometa de Halley, quando boatos científicos afirmavam que os gases tóxicos da cauda do cometa matariam por asfixia a população do planeta. Tal idéia fora lançada em 1839 pelo escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849) num romance de ficção intitulado Conversa de Eiros com Charmion, que alcançou grande repercussão.

A total destruição da Terra era por muitos temida por ocasião da passagem…


…do Cometa de Halley, em 1910, cuja cauda envolveria nosso planeta com seus gases tóxicos e mortais.


Nosso século igualmente assistiu a inúmeras promessas apocalípticas afiançadas por várias seitas fatalistas. Exemplo ainda recente são os 911 mortos do suicídio em massa ocorrido em novembro de 1978 em Jonestown, Guiana Inglesa, onde o reverendo Jim Jones, 47 anos, suicidou-se com um tiro na testa após servir veneno a seus seguidores, que o sorveram certos de que assim estariam encontrando o Paraíso. Em 1997, a seita Portal do Paraíso promoveu suicídio coletivo semelhante numa mansão da Califórnia. Os fanáticos religiosos propuseram-se a morrer em momento precisamente oportuno, durante a passagem de um cometa pela órbita da Terra, de modo que suas almas pegassem carona na cauda do astro errante, rumo ao Paraíso.

Além do que pregam as seitas apocalípticas, certezas científicas fazem ver que, como tudo no Universo, também nosso sistema solar tem seu ciclo de nascimento, desenvolvimento e envelhecimento, seguido de morte. Ora, o Sol, crêem os cientistas, tem 5 bilhões de anos de existência, e deverá queimar ainda por outro tanto. Muito antes disso, porém, a vida no planeta Terra já não mais será possível, já que o astro-rei, desgastado, não poderá aquecer a Terra a ponto de garantir a vida orgânica em sua superfície. 

Também sabemos que, paradoxalmente, o último bilhão de anos de vida do Sol será o seu período de maiores explosões, gerador de um calor devastador, capaz de cozinhar nosso planeta e evaporar os oceanos. Além disso, pode o Sol a qualquer momento expelir uma protuberância gigante capaz de varrer a Terra com seus raios cósmicos. Uma explosão solar extraordinária poderia ser intensa a ponto de produzir radiações nocivas à vida, e induzir a mutações genéticas capazes de decretar o fim de nossa espécie.

Terra sendo atingida por meteoro / Getty Images
Chances de colisão com algum bólido que penetre em nossa órbita também existem. Embora remota esta chance, acredita-se que fenômeno semelhante tenha extinguido os dinossauros há 65 milhões de anos, já que o impacto teria levantado por anos a fio uma nuvem de poeira em torno da Terra, obstruindo a luz do Sol e resfriando o planeta. Ainda que a possibilidade de isso se repetir seja a de uma em 400 milhões, a NASA prefere manter um programa com astrônomos amadores distribuídos pelo mundo todo na tarefa de patrulhar o céu. Nossa tecnologia já permite explodir tais corpos a uma distância segura.

Mas se estas teorias parecem remotas demais para trazer à tona a realidade de nossa breve existência, por que não falarmos um pouco acerca das possibilidades reais, que estão ao nosso alcance, capazes de acabar com a vida no planeta? É por estupidez de nossa parte que a Terra corre seus maiores riscos! Isto porque o planeta sobre o qual vivemos é também efêmero. Da mesma forma que tudo no Universo se transforma, tudo no sistema solar é finito. E vivemos nos esquecendo de que a Terra ela própria não passa de friável grão de poeira galáctica, um pontinho virtual do Universo, que durante bilhões de anos se esfriou a ponto de permitir agasalhar a vida orgânica...


Entretanto, quanto mais segue inconsciente de si mesma, menos a humanidade presume que seu fim possa estar próximo, e comete atos impensados, vergonhosos, capazes de comprometer as gerações vindouras. Citemos três dados de relevância: (2000)

1°. A região Ártica tem recebido violentos golpes devido ao processo de degelo. Barreiras polares vêm se soltando e produzindo novos icebergs. Tais plataformas polares são imprescindíveis, servem como sorvedouro do calor terrestre, e colaboram para o equilíbrio térmico atmosférico.

. O salmão está morrendo no Pacífico Norte. Na Baía de Bristol, uma de suas maiores áreas pesqueiras, sua pesca foi metade do esperado em 1998, a menor nos últimos 20 anos.

. Os recifes de coral do Oceano Índico estão se desfazendo; 90% deles já foram branqueados devido à morte das algas que lhes servem de alimento e lhes conferem sua cor.

O que está por trás de tudo isso? Evidentemente é o processo de aquecimento gradativo de nossa temperatura, o chamado efeito estufa. O 1° trimestre de 1998 foi o mais quente já registrado no mundo, confirma o Centro Hadley de Londres, que desde 1860 faz estas medições. Conclui que desde 1983 ocorreram nove dos dez anos mais quentes, e que a temperatura média do planeta tende a subir mais 1,5°C até 2050.

Em 1997 realizou-se a Conferência Mundial do Clima de Kyoto, Japão, para que os 169 países participantes se comprometessem a controlar suas emissões de CO2, gás implicado no aquecimento da atmosfera. Paradoxalmente, o mesmo carbono que se constitui em matéria-prima para a vida orgânica é o elemento capaz de se comportar feito cavaleiro do apocalipse, já que traz em si o potencial para o extermínio completo da vida no planeta, bastando para tanto que se rompa seu equilíbrio em proporção aos demais gases existentes em nossa atmosfera. 

Isto quer dizer: somos habitantes de um grãozinho de areia, e vivemos protegidos por fina redoma de gases, tão resistente em termos astronômicos quanto uma bolha de sabão! Para mantermos o CO2 em níveis aceitáveis na atmosfera, sem prejuízo para o planeta, seria preciso diminuir imediatamente sua emissão em 60%! 

Mas as nações não estão dando ouvidos a isso. Com o aquecimento da atmosfera e o degelo daí decorrente, vários países litorâneos correm risco de invasão pelas águas do mar, alguns dos quais, deverão desaparecer, submersos. Espera-se ainda que ocorra a salinização de grande parte da água do planeta, contaminando-a, tornando este recurso vital ainda mais escasso do que já é.

Fiquemos por aqui! Poderíamos citar inúmeros outros riscos que nos assombram nesta virada de milênio, mas o desequilíbrio ecológico decorrente do efeito estufa é o melhor exemplo de como a humanidade segue levianamente seu caminho, não pensando no amanhã. Tecnologicamente, vamos avançando brilhantemente a cada dia, mas insistimos em esquecer o mais simples, que é cuidar da própria casa.

A propósito, a palavra apocalipse vem do grego e significa “revelar, descobrir”. Algo bem distante da idéia de fim dos tempos ou fatalidade. Por isso o Apocalipse é também chamado de “Livro das Revelações”. Fica uma lição: caso não aprendamos a nos conhecer melhor e mais profundamente a cada dia, corremos o risco de manter nosso apocalipse escondido, guardado feito potência não aproveitada. 

Não deveríamos estar responsabilizando Nostradamus pelos excessos de nosso comportamento. Se há salvação, ela é fruto de uma conscientização ecológica associada à busca por uma espiritualidade compromissada com os destinos do planeta. E se as futuras gerações pudessem ser incluídas em nossos pensamentos tudo seria bem melhor. A pequenez humana, porém, não está acostumada a pensar no tempo que ultrapasse a brevidade de uma existência.

É possível sobreviver em meio a tantos sinais concretos de fins dos tempos? Tudo depende; afinal, de nossa harmonia pessoal resulta a harmonia ecológica do planeta. Decerto há um apocalipse escondido dentro de nós mesmos. Nossa missão é desvendá-lo!

Fonte: * Amigo da Alma / O APOCALIPSE ESCONDIDO (reprodução)

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Asteróide 2014 UR116 vai cair na Europa

O meteorito Chlyabinsk, em 2013, rasgando os céus da Rússia
Rússia - Mais um asteróide, com possível rota de colisão com a Terra, foi detectado por cientistas. Desta vez é o 2014 UR116, que foi descoberto por astrônomos russos, segundo informou o jornal 'Izvestia'. 

Segundo a reportagem, o corpo celeste cairia sob o continente europeu, mas sem uma data ainda precisa. O tamanho do asteróide é de 370 metros, isto é, é 20 vezes maior do que o de meteorito Chelyabinsk (foto), que atingiu a região da Sibéria em fevereiro do ano passado. 

Devido ao seu tamanho, o 2014 UR116 será incluído na lista de “potencialmente perigosos”. Até agora, é impossível determinar a data exata da possível colisão com a Terra, uma vez que o asteroide foi descoberto apenas recentemente. 

No mais, as órbitas desses corpos celestes costumam mudar de curso muitas vezes. Os cientistas russos garantes, no entanto, que não haveria a Terra estaria livre de risco pelos próximos dois anos. Este é o terceiro asteroide desse tipo descoberto pela rede russa de telescópios robóticos Máster, que opera desde 2010. Os outros dois asteróides, 2013 UG1 e 2013 SW24, têm tamanhos de 250 e 125 metros, respectivamente. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O fim está próximo?



CIÊNCIA CONFIRMA: FIM DO MUNDO SERÁ ENTRE HOJE E 80 ANOS – VOCÊ ESTÁ PREPARADO?
Postado em 09/09/2014, por Daniel Kaltenbach


Ao longo da história, inúmeras civilizações já previram o fim do mundo. Atualmente, existem duas versões mais comuns: o planeta destruído por bombas nucleares ou atingido por meteoros. Há ainda quem defenda maremotos, vulcões, falta de água e graves alterações do clima como resposta à gratuita e impensada violência humana contra a natureza.

Em muitos países, em especial nos Estados Unidos, há pessoas temerosas que construíram verdadeiros bunkers caseiros, revestidos de chumbo, capazes de conter radiações nucleares e com estoque de água e alimentos para suportar meses escondidos sob a terra, aguardando o fim dos efeitos nocivos de uma pós hecatombe.

Por erro de cálculo, ou por sorte, as datas anteriormente previstas para o Juízo Final não se confirmaram, de maneira que nós continuamos vivos.

Mas a verdade, é que não deveríamos nos preocupar com isto, pois o Fim do Mundo ocorrerá, COM CERTEZA, entre HOJE e 80 anos, de maneira muito mais simples: uma doença, um acidente, velhice…. morreremos sozinhos, a qualquer instante, por um motivo extremamente besta, que nem havíamos imaginado.

E que diferença faz se o mundo acabará para TODOS de uma só vez ou apenas para VOCÊ em determinado dia? Se a conclusão final é exatamente a mesma: você estará morto, sem ter para quem contar a história?


Resta então a pergunta: porque ficamos tão impressionados ao falarmos de uma catástrofe global mas nos esquecemos do fatal destino pessoal? Não deveríamos, da mesma maneira, estar focados em nos preparar para este momento íntimo? Perdoar o próximo? Viver melhor? Aproveitar a vida? Ou só faremos isso no dia em que passar na TV que um asteroide se aproxima inexoravelmente em direção a Terra?

Não podemos nos esquecer que a morte é um processo natural. “Começamos a morrer” desde o dia em que nascemos. E ela, é importantíssima para a nossa espiritualidade. Sim, pois apenas ela tem o poder de colocar nossas mentes em confronto com a VIDA e tem a força de realmente nos fazer pensar sobre o quê estamos fazendo aqui.

Infelizmente, evitamos pensar nisso. Muitas pessoas vão ainda mais longe: parecem sequer acreditar que um dia morrerão. Tocam a vida insensíveis, egoístas e egocêntricas, como se SEMPRE houvesse amanhã.

Mas o certo é que refletir na morte é um ato saudável. Deveríamos lembrar dela a cada instante de nossa existência neste planeta, pois a grandeza da morte tem o dom de nos reportar ao gigantismo da vida.  Com o fim do mundo próximo (para todos nós), por que acordarmos sem disposição nas manhãs de segunda-feira? Por que desperdiçarmos tanto tempo com futilidades? Por que não acreditar nos sonhos e desejos? Por que dar tanta importância aos pequenos aborrecimentos do dia a dia? Por que viver deprimido? A vida é uma benção e, não se preocupe, acabará já, já. Por isso, aproveite!

No final, a morte não existe para ser temida, muito menos esquecida, mas sim, para permitir o nosso crescimento íntimo e nos fazer lembrar da jóia mais preciosa do mundo: A ALEGRIA DE VIVER!!