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terça-feira, 24 de abril de 2018

Submarino Titan, da OceanGate, fará expedições ao Titanic



O submarino Titan, da OceanGate, passa em seus testes iniciais e é enviado para mais testes nas Bahamas - depois seu destino será o Titanicpor Alan Boyle - GeekWire¹

O Titan, da OceanGate, deixa a marina em Everett, Washington, para o teste final em Puget Sound.
(Foto: OceanGate)

A OceanGate terminou de colocar seu submersível Titan em sua primeira rodada de testes de águas rasas em Puget Sound e está fazendo as malas para testes em águas profundas nas Bahamas. Depois irá para o Titanic. A equipe da OceanGate personalizou a embarcação, de 22 pés de comprimento, para levar até 5 pessoas a uma profundidade de 13.000 pés, com o objetivo de estudar, a partir de junho, um dos mais famosos naufrágios do mundo.

A construção foi concluída em janeiro e, nas últimas semanas, a empresa tem retirado o Titan de sua marina em Everett, Washington, para mergulhos de até 30 metros. "Está indo bem", disse Stockton Rush, CEO da OceanGate e piloto de testes chefe do Titan. 

O Titan reúne uma série de inovações de alta tecnologia - incluindo um casco composto de carbono, um sistema de direção no estilo de videogame e um conjunto complexo de controles computadorizados. "Não estamos desafiando o casco", explicou Rush. "O que temos que fazer antes de irmos às Bahamas e essas profundezas maiores é garantir que todos os outros sistemas estejam funcionando."

Rush disse que a sincronização de todos os componentes eletrônicos do Titan - incluindo seu sistema de navegação GPS, sistema de medição inercial, quatro computadores, sensores de bordo e uma rede Wi-Fi - levou mais tempo do que ele esperava. Mas esses problemas já foram resolvidos.

Recentemente a equipe terminou de embalar o submersível, sua plataforma móvel, uma embarcação de apoio e outros equipamentos, em três caminhões para a viagem terrestre até a Flórida. Enquanto isso, um navio está sendo preparado para transportar, os equipamentos da OceanGate, de Fort Lauderdale para Marsh Harbour, nas Bahamas.

A OceanGate planeja testar o Titan em profundezas próximas as do Titanic por várias semanas, nas Bahamas. Quando esses testes em águas profundas estiverem concluídos, um navio de abastecimento chamado Island Pride pegará todos os equipamentos e navegará para uma localização ao largo da costa de Newfoundland, Atlântico Norte.

Esse local servirá como ponto de partida para uma série de mergulhos até o túmulo do Titanic. Os pesquisadores vão documentar o que está acontecendo com o naufrágio, que aconteceu em 1912 e só foi encontrado em 1985. Cada tripulação também incluirá especialistas em missões que pagaram mais de 100.000 dólares para participar da aventura.

O cronograma determina que o Titan visite o sítio repetidamente durante este verão do hemisfério norte, ao longo de 6 ou 7 semanas, capturando imagens em 3D e outros dados. Outra rodada de mergulhos já foi programada para o ano que vem. Há uma chance de que a programação tenha que ser ajustada, com base nos resultados dos testes nas Bahamas. Mas Rush disse que os passageiros pagantes estão aproveitando essa possibilidade.

"Metade dos nossos especialistas em missões também são 'Futuros Astronautas' da Virgin Galactic, então estão acostumados com a possibilidade de atrasos técnicos", disse ele. "Se a equipe tiver que atrasar um ano, que seja."

Rush vê muitas semelhanças entre os clientes da OceanGate e os clientes da Virgin Galactic, alguns dos quais esperaram mais de uma década para voar no espaço. Não é apenas sobre alcançar fronteiras, ele disse. É também sobre fazer parte de uma comunidade que está na jornada a cada passo do caminho.

"Não estamos interessados ​​apenas em levar os glóbulos oculares para o Titanic", disse Rush. "Estamos tentando mudar a forma como a humanidade explora o oceano".

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Fonte: GeekWire - OceanGate’s Titan sub passes initial tests, gets set for Bahamas – then the Titanic (trad. livre)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O nível do mar está subindo mais rápido na Antártica

Pesquisadores, da Universidade britânica de Southampton, realizaram um estudo com base no acompanhamento de mais de um milhão de quilômetros quadrados de território antártico e, concluiram que o nível do mar está 2 centímetros mais alto na Antártida do que a média de 6 centímetros observados no resto o planeta.

O estudo foi publicado pela revista "Nature Geoscience"

via EL UNIVERSAL (reprodução sin permisso)
segunda-feira 1 de setembro de 2014 10:06


PARIS: A observação da Antártica nas últimas duas décadas, revela que as geleiras causaram um aumento do nível do mar, nas costas do Continente Gelado, 2 centímetros mais alto do que no resto do planeta, de acordo com um estudo divulgado pela AFP.

Pesquisadores da Universidade britânica de Southampton conduziram o estudo, publicado domingo pela "Nature Geoscience", baseado no monitoramento de mais de um milhão de quilômetros quadrados de território antártico, a partir de satélites de observação da Terra, nos últimos 19 anos.

Os cientistas advertiram que o aumento do nível do mar é 2 centímetros mais alto na Antártida do que a média de 6 centímetros observada no resto do planeta.

A pesquisa foi conduzida em estreita colaboração com pesquisadores do Centro Nacional de Oceanográfico, e Observatório Antártico Britânico.

O derretimento da camada de gelo da Antártida, e do gelo flutuante, ajudou a formar um excesso de 350 gigatoneladas de água doce nos oceanos adjacentes. Isto levou a uma redução da salinidade, verificada nas medições de navios que navegam na região.

"A água doce é menos densa que a salgada e, portanto, em regiões onde há um excesso de água doce é esperado um aumento no nível do mar", disse Craig Rye, que lidera a equipe de pesquisa, em um comunicado.

Além das observações de satélites, os cientistas realizaram simulações de computador sobre o efeito do derretimento de geleiras no Oceano Antártico.

Os resultados da simulação refletem com precisão o que é observado em imagens reais fornecidas por satélites.

"O modelo de computador confirma a nossa teoria, de que o nível do mar que observamos nos dados coletados pelo satélite, são quase inteiramente resultado de uma dessalinização, resultante da fusão do gelo", disse Craig.

De acordo com o especialista, "a interação entre o ar, mar e gelo, nestes mares, é um fator determinante para a estabilidade da casca polar antártica de gelo, e, do nível do mar, bem como outros processos ambientais, tais como a geração de águas profundas da Antártida, que esfriam e renovam uma boa parte das profundezas oceânicas do planeta".