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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projeto "Escola sem Homofobia"

Projeto "Escola sem Homofobia"

O kit anti-homofobia que a presidente Dilma Rousseff mandou suspender a distribuição, após pressão da bancada religiosa, ainda não havia sido aprovado pelo MEC já que estava sendo alvo de deliberação. O material sequer havia sido produzido ainda. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Educação, os kits não seriam distribuídos aos alunos, como chegou a ser divulgado, mas apenas para professores de seis mil escolas do ensino médio onde houvesse ocorrência de bullyings ou violência homofóbica. Todo o kit "Escola sem homofobia" custou R$ 1,9 milhão, e o convênio entre o MEC e a entidade não governamental foi assinado em 2008. O recurso foi destinado por uma emenda da Câmara, da Comissão de Legislação Participativa.

Leia o artigo original, na íntegra, publicado no blog do Paulo Rocha:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Poder Legislar: Iniciativa Popular e o Lobby


Este vídeo descreve o passo-a-passo para a criação de uma Lei de Iniciativa Popular no Brasil e dá algumas dicas do que se fazer ao longo desse processo para garantir a realização da sua ideia em lei.

A Iniciativa Popular é um direito garantido na constituição federal (art. 61, Parágrafo 2), e pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Como conferir as assinaturas pode levar bastante tempo, é possível encurtar o caminho mobilizando deputados que sejam amigos da causa, e encaminhem o Projeto de Lei, enquanto uma Lei de Iniciativa Parlamentar. Assim aconteceu com a Lei 9.840 (contra a compra de votos) e a Lei Ficha Limpa.

Uma outra forma de encaminhar as ideias e anseios da sociedade em lei é através das Comissões de Legislação Participativa. Somente organizações da sociedade civil podem enviar ideias e propostas de projeto de lei, com exceção dos partidos políticos. Essas propostas podem ser enviadas inclusive por email:

Na Câmara dos Deputados, é possível enviar propostas através do e-mail: clp@camara.gov.br

No Senado, o contato da C.D.H. e Legislação Participativa é: scomcdh@senado.gov.br

Após entregar seu Projeto de Lei na Câmara dos Deputados é preciso acompanhar a tramitação do PL para garantir que ele não seja convertido em algo totalmente diferente daquilo que você imaginava. Para isso, é preciso fazer lobby.

O lobby é uma forma legítima de defender o que você acha importante, e prática regulamentada em vários países.

Para fazer lobby é preciso marcar presença, participar de reuniões e estar sempre em sintonia com o Congresso e a tramitação de seu projeto de Lei, influenciando pessoas, articulando grupos e comunidades da rede, e fazendo com que sua mobilização se expanda.

Este é o caminho! Se você tem uma boa proposta de lei pra sua cidade, pra seu estado, ou para o país: mãos a obra! A iniciativa popular é isso: uma forma de poder legislar, com pessoas fazendo leis.



Créditos:
A realização desse vídeo só foi possível com o apoio de CAFOD (Catholic Agency for Overseas Development) - http://www.cafod.org.uk/
Animação: Fábio Cacossi Picarelli
Trilha e Edição de Som: João Victor dos Santos
Direção: Afonso Cappellaro
Narração: Paulo Markun
Realização: ESFERA
Agradecimentos: Leandro Cacossi Salema e Gabriela Agustini

Mais informações: http://www.poderlegislar.com.br/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Motivation

Here is an interesting video on motivation. The three keys to motivating people are, according to the video 1)autonomy 2)mastery 3) purpose, and not monetary rewards. I think that this argument should be used in union negotiations, especially with the teachers' union, which regularly threatens to go on strike here in Vancouver.

On a more serious note, I believe that these three elements are important motivators, especially when it comes to language learning.



Source: http://thelinguist.blogs.com/how_to_learn_english_and/2011/05/motivation.html

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Kymatica - Full Movie



As perguntas que ficaram sem resposta adequada, ao longo do tempo foram se evaporando com o transcorrer da história. As respostas às questões mais importantes, pelas quais sempre procuramos naturalmente, foram deixadas à própria sorte. Não foram apenas as mensagens deixadas nas Escrituras, nos vestígios arqueológicos, nas tradições xamânicas, filosofia, arte, poesia e música...

Conforme nos aproximamos de um ápice de informação tecnológica e intelectual, através de uma sociedade conectada em rede, parece algumas vezes que nos encontramos cada vez mais longe de sentir qualquer conforto ou a totalidade dentro de nossos corações e almas.

Entretanto o conceito de espiritualidade poderia ter sido pulverizado há muito tempo, mas agora, estamos vendo um despertar entre as pessoas e um crescente desejo pela verdade. Os que procuram, e não desistem de procurar, a verdade, começam a ouvir, perceber as respostas vindas não da internet, mas dentro de seu próprio ser.

Pela primeira vez na história estamos percebendo que não existem salvadores ou profetas para nos guiar, mas sim uma raça inteira acordando de um sono que outrora trouxe este mundo à beira da destruição. Em um mundo onde as catástrofes apocalípticas parecem inevitáveis, temos de olhar para as soluções de uma forma totalmente nova.

Como a mecânica quântica e a metafísica estão apenas, neste momento, sendo descobertas, pode parecer que não estamos avançando, mas o que acontece realmente é o retorno a uma consciência una, que os antigos xamãs, místicos e sábios deixaram para nós no transcorrer de muitos séculos.

É uma nova era. Uma idade direcionada à redescoberta responsável, através da auto-administração e auto-conhecimento, do consciente coletivo que existe comumente dentro de todos nós. E quando começamos a procurar estas respostas no mundo interior, o mundo se reflete em nossa consciencia. Nesta nova era, estamos descobrindo que somos todos uma só mente, um organismo e um só espírito. Nós somos o salvador do qual temos estado à espera por tanto tempo.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Educação à distância




Neste vídeo, que já tem por volta de 10 anos, o filósofo da informação, Pierre Lévy, já fazia suas considerações sobre a educação à distância que, gradativamente, deve migrar de unicamente presencial, cara-a-cara, para um modelo híbrido, multimídia e interativo. Hoje já podemos ver este modelo de educação funcionando com sucesso nas instituições de ensino superior e inclusive em agumas escolas...

Para uma boa educação a distância, de fato, cremos que se deve antes ser desinstalada esta forma linear de educação atual. A cibercultura apresenta novas formas de aprendizagem, nas quais a construção do conhecimento é realizada de forma mais livre, seguindo a demanda, de acordo com as necessidades individuais e intelectuais de cada pessoa.



Sugerimos seguir o grupo "APRENDER SEM ESCOLA", no Facebook: http://www.facebook.com/home.php?sk=group_151574384889157 - ou para mais informações: aprendersemescola@groups.facebook.com  (falar com Mary Zanon)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Mercantilização do Medo



por Izaías Almada* - via Carta O Berro e Blog da Boitempo

Desde os primórdios da humanidade, daquilo que nos é dado a conhecer, pelo menos, o sentimento do medo é inerente a ação e ao comportamento humano. O confronto com a natureza, a proteção mística contra o desconhecido, a luta pela sobrevivência, o inevitável desejo de posse, a tentativa de suplantar a dor física e o sofrimento, para ficarmos com alguns exemplos, são atitudes que caracterizam o relacionamento entre o homem e a sensação de medo.

Muito já terão os pensadores e cientistas sociais discorrido sobre o tema, em particular historiadores, sociólogos e psicólogos. O atual estágio de desenvolvimento humano, contudo, que para o bem e para o mal se confunde com o atual estágio do capitalismo, agregou a essa relação um componente perverso: transformou o medo numa mercadoria.

Que o digam a indústria farmacêutica, a indústria armamentista, os bancos e o capital financeiro especulativo, as grandes seguradoras, os grandes conglomerados midiáticos ao redor do mundo.

Apoiado numa monumental e cínica campanha de marketing, a mercantilização do medo está presente nas páginas dos jornais diários, dos grandes telejornais, nas histórias em quadrinhos, nos filmes de catástrofe e terror, nas novelas de televisão, nos programas de rádio, quando uma sucessão de tragédias, sejam elas individuais ou coletivas, ganharam e ganham destaque em nível nacional ou internacional.

A história da guerra no Iraque é paradigmática. A invasão desse país pelos EUA, sob premissas falsas de procurar armas de destruição em massa, e o criminoso silêncio do mundo, terceirizou o uso de força, com a contratação de tropas e serviços mercenários. Milhões e milhões de dólares foram gastos com roupas, alimentos, remédios, combustível, armas e munições, colocando nos dois pratos da balança os polpudos cheques públicos nas mãos da empresa privada de um lado e o medo, simplesmente o medo, de outro. Os genocidas do governo Bush, entre eles o vice presidente Dick Cheney e a empresa Halliburton sabem exatamente o que significa essa mercantilização do medo.

O medo ao terrorismo, o medo aos muçulmanos selvagens, o medo aos inimigos internos, o medo a culturas diferentes e à diversidade. O medo, enfim, a tudo que não seja branco e de olhos azuis. E que não fale o inglês do Texas ou da Câmara dos Lordes. Ou ainda, de forma mais prosaica, o medo ao desemprego, o medo ao assalto, o medo à infidelidade, o medo ao bullying, o medo à periferia, o medo aos juros bancários, o medo às enchentes, o medo aos terremotos, o medo, o medo, o medo…

Quanto vale o nosso medo do dia a dia nas bolsas de Nova York, Xangai ou mesmo na Bovespa?

* Izaías Almada, mineiro de Belo Horizonte, escritor, dramaturgo e roteirista, é autor de Teatro de Arena (Coleção Pauliceia da Boitempo) e dos romances A metade arrancada de mim, O medo por trás das janelas e Florão da América. Publicou ainda dois livros de contos, Memórias emotivas e O vidente da Rua 46. Como ator, trabalhou no Teatro de Arena entre 1965 e 1968. Colabora para o Blog da Boitempo quinzenalmente, às quintas-feiras.