domingo, 20 de agosto de 2017

As 10 Ilhas mais bizarras da Terra



A vida é estranha e as ilhas são estranhas. Agora, se falamos de vida em ilhas, podemos ter um resultado mais estranho ainda, principalmente se a ilha em questão envolver atividades paranormais ou acidentes de navio, além de outros bizarros que iremos conferir a seguir.

Conheça as 10 ilhas mais estranhas do mundo e prepare-se para se deparar com um lado totalmente inexplorado desses lugares:

1 – Great Blue Hole

Encontrado fora da costa de Belize, esse local não é realmente uma ilha. É na verdade o oposto de uma ilha! É um enorme buraco no oceano repleto de vida aquática: o Great Blue Hole é considerado um dos maiores pontos de mergulho do mundo. Porém, isso não impede o local de ser assustador de fato.

2 – Ilha de Páscoa

Pertencente ao Chile, essa ilha do Pacífico está cheia de enormes estátuas conhecidas como moai. Ninguém sabe por que os antigos polinésios construíram essas estátuas, mas com certeza o trabalho não foi nada fácil.

3 – Ilhas flutuantes do lago Titicaca

Inteiramente feita pelo homem, essas ilhas flutuantes são feitas com juncos por uma tribo local chamada Uros. Há muito tempo, a tribo provavelmente tornou essas ilhas flutuantes seus lares, a fim de evitar problemas com outras tribos locais. Hoje em dia os Uros ainda habitam as ilhas flutuantes e vivem da pesca e do turismo.

4 – Ilha de Hashima

Hoje, essa antiga colônia de mineração japonesa se assemelha a um navio de guerra deserto, não é mesmo? Mas isso tem um motivo: os japoneses encheram o local de trabalhadores escravos da China e da Coréia durante a Segunda Guerra Mundial e, como você pode imaginar, uma experiência nesse local pode ser terrivelmente assustadora.

5 – Christmas Island

Esse território australiano localizado no Oceano Índico é o lar de uma das maiores e mais espetaculares migrações de animais na Terra. Todos os anos cerca de 120 milhões de caranguejos fazem uma viagem de um mês longo fora das florestas da ilha para a praia, a fim de acasalar.

É um local lindo, porém assustador ao mesmo tempo devido a quantidade de animais migrantes.



6 – Isola La Gaiola

Localizado ao largo da costa de Nápoles, na Itália, quase todos os proprietários desta ilha foram encontrados assassinados, afogados ou terminaram em uma ruína econômica. Não surpreendentemente ela foi abandonada há algum tempo e é considerada amaldiçoada pelos moradores das proximidades. Assustador!

7 – A Ilha Tashirojima

Também conhecida como “A Ilha dos Gatos”, esse pequeno local tem aproximadamente 100 habitantes (humanos). Acontece que o local tinha uma infestação de ratos, quando em 1850 os gatos foram introduzidos para “resolver o problema”. Depois de muitos moradores terem ido embora, foi a população de gatos que saiu do controle e eles são tudo o que você verá no local.

8 – Palmyra

Embora não tecnicamente uma ilha, mas sim um atol, este pedaço de paraíso despovoado no Pacífico Norte tem sido o lar de algumas ocorrências muito estranhas, desde a sua descoberta há várias centenas de anos. Os visitantes muitas vezes relataram sentir uma estranha sensação de desgraça iminente.

Para tornar as histórias ainda piores, houve um assassinato na ilha em 1974, de um casal (Malcolm “Mac” Graham III e Eleanor LaVerne “Muff” Graham) que infelizmente escolheu o lugar errado para acampar. Aparentemente, um homem chamado Buck Duane Walker teve a mesma ideia, então você já pode tirar suas próprias conclusões.

9 – A Ilha das Bonecas

Localizada em um canal perto da Cidade do México, essa ilha esconde uma história aterrorizante: diz-se que um homem, chamado de “Don Julian”, aparentemente louco, resolveu abandonar sua família e morar na ilha. Ali ele alegou que um espírito de uma menina o visitava, quando decidiu pendurar bonecas em todos os locais para agradá-la, já que a mesma queria que ele “virasse um fantasma como ela”. No final das contas o homem acabou com sua própria vida se afogando.

10 – Ilhas Fiji

Parece um paraíso, ao olharmos à paisagem magnífica dessas ilhas,  e hoje realmente são, mas isso não foi o caso por um longo trecho da história. Como escreveu um explorador antigo, as tribos da ilha têm uma longa história de canibalização, torturas e desrespeito para com as crianças e os idosos.



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Vencendo a rigidez mental



RIGIDEZ MENTAL – QUANDO SUA FORMA DE PENSAR TE IMPEDE DE CRESCER

A psicóloga Jennifer Delgado Suárez nos explica os aspectos da rigidez mental.

Albert Einstein disse que “a mente que se abre a uma nova ideia nunca retorna ao seu tamanho original.” No entanto, abrir a mente é um exercício complicado, muito mais do que gostaríamos de admitir.

Na verdade, a rigidez mental já começamos a construir a partir do nascimento. Cada aprendizagem abre novas portas, mas também fecha outras.

À medida que crescemos e formamos nossa própria imagem do mundo, estamos cheios de estereótipos, preconceitos e crenças que são muito difíceis de remover. No entanto, a rigidez mental não se refere apenas às ideias, mas, acima de tudo, a maneira de pensar.

A rigidez mental nos torna prisioneiros, diminui nossa capacidade de adaptação, criatividade, espontaneidade e positividade. Nos prendemos a velhos padrões que nos impedem de crescer intelectualmente e emocionalmente.

Na verdade, as pessoas rígidas mentalmente são aquelas que:

Pensam que só há um “modo adequado” de fazer as coisas.

Assumem que a sua perspectiva é a única correta e que o resto está errado.

Não estão abertas à mudança porque isso assusta-as.

Se apegam ao passado e recusam se mover.

Mas se alguma coisa caracteriza pessoas com rigidez mental é o desejo de ter razão a todo custo. Elas não percebem que este desejo é extremamente prejudicial porque a possibilidade de estar errado e cometer erros é, justamente, a principal ferramenta de aprendizado e crescimento.

Nós não podemos crescer, não podemos realmente assimilar novos conhecimentos, seja a nível intelectual ou emocional, se não nos dermos conta de que o que sabemos ou cremos pode estar errado ou pelo menos insuficiente.

Na verdade, uma das principais características das pessoas que têm uma certa flexibilidade mental é ser capaz de perceber que decisões erradas não são “más decisões”, em última análise, qualquer decisão é boa se for seguida por uma outra decisão de vermos o lado positivo disso.

Flexibilidade mental é justamente saber que qualquer decisão que tomamos, sempre abre diante de nós um mundo de possibilidades.

Portanto, a flexibilidade mental é estarmos dispostos a equivocar-nos, não ter medo dos erros e tentar entender e abraçar as coisas novas ou pontos de vista diferentes dos nossos.

A Rigidez Mental como resistência inconsciente

A pessoa que desenvolve uma maneira muito rígida de pensar, de certa forma, estão se protegendo. De fato, a rigidez mental pode também ser entendida como uma resistência psicológica. Em certo ponto, quando uma ideia vai contra o que você pensa, você experimenta uma sensação estranha que lhe confunde, paralisa e faz com que você feche às razões.

Assim, muitas pessoas simplesmente rejeitam o argumento, sem analisar. No entanto, a boa notícia é que quando isso acontece é porque algo no seu interior se dá conta que há um problema, algo precisa ser resolvido, embora o processo seja doloroso.

De fato, em muitos casos, perceber que algo que você acreditava cegamente por anos não é verdade, ou pelo menos não é toda a verdade, pode causar uma dor enorme que pode dar lugar a uma crise existencial.


Como Abrir a Caixinha

A boa notícia é que a flexibilidade mental é uma habilidade que pode ser desenvolvida e aprendida.

1. Concentre-se em suas emoções

Quando você está tentado a rejeitar completamente uma ideia, observe como você se sente. Se você se sentir desconfortável com o que você ouve, é provável que a rigidez em sua maneira de pensar esconde uma resistência inconsciente.

Pergunte a si mesmo o que tem medo. Se você responder honestamente, irá descobrir muitas coisas. Na verdade, quanto mais medo você sente, mais iluminará essa resistência.

2. Alimente o desejo de crescer

A curiosidade continua sendo uma das ferramentas mais poderosas que temos à nossa disposição para crescer como pessoas.

Em vez de aceitar as velhas idéias, pergunta-se “por que”. Se começar a questionar tudo que você sempre deu como certo, não só encontrará respostas novas como também descobrirá um novo mundo, muito mais vasto.

3. Desenvolver empatia

Em alguns casos, você provavelmente não concorde com as idéias, as formas de pensar e atitudes dos outros. No entanto, em vez de rejeitá-los de imediato, tente se colocar no lugar deles para entender de onde vêm esse ponto de vista.

Se você rejeitar o que não sabe ou não gosta, você será a mesma pessoa de antes, mas se você tentar entender o outro, terá caminhado um passo além e crescerá.

4. Abrace os erros

Ter certa flexibilidade mental significa não ter medo dos erros, significa estar disposto a aproveitar as novas oportunidades, mesmo que isso signifique se equivocar.

Se trata de entender a vida como um contínuo aprendizado, onde cada erro não é um passo atrás, mas sim um passo a frente em nossa evolução, pois nos permite desfazermos velhos padrões já enraizados.

5. Não busque a verdade absoluta

Toda vez que assumimos uma verdade como um fato imutável, significa que paramos de olhar nessa direção e, portanto, começamos a morrer um pouco todos os dias nessa área. Assim, é importante não se prender a uma única maneira de ver as coisas e manter uma mente aberta.

O mais importante para se livrar da rigidez mental é não buscar a verdade absoluta, simplesmente, porque ela não existe.

(Autor: Tales Luciano Duarte )
(Fonte: yogui.co )


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Maconha pode deter Alzheimer



Composto ativo da maconha remove proteína tóxica do Alzheimer no cérebro, diz estudo - via Merelyn Cerqueira - jornalciencia.com


Um composto ativo presente na maconha, chamado tetra-hidrocanabinol (THC), tem sido associado a remoção de aglomerados tóxicos da proteína beta-amiloide no cérebro, pensada como responsável pelo surgimento e progressão da doença de Alzheimer.

O resultado, publicado na revista Aging and Mechanisms of Disease, é compatível com estudos anteriores que encontraram evidências de que os efeitos positivos dos canabinoides, incluindo o THC, em pacientes com doenças neurodegenerativas.

“Embora outros estudos tenham oferecido provas de que os canabinoides podem agir como neuroprotetores contra os sintomas da doença de Alzheimer, acreditamos que nosso estudo é o primeiro a demonstrar que eles podem afetar tanto a inflamação, bem como a acumulação de beta-amiloide em células nervosas”, disse um dos membros da equipe, David Schubert, do Instituto Salk para Estudos Biológicos, na Califórnia. Shubert e sua equipe testaram os efeitos do THC em neurônios humanos cultivados em laboratório, simulando os efeitos da doença de Alzheimer.

O composto THC, em especial, não é apenas responsável pela maioria dos efeitos psicológicos causados pelo uso da maconha. Graças as suas propriedades naturais para aliviar dores, ele também tem sido apontado como tratamento eficaz para os sintomas do AIDS, quimioterapia, dores crônicas, estresse pós-traumático e Acidente Vascular Cerebral – derrame.

Logo, ao que tudo indica, o composto parece agir com um verdadeiro fármaco. Agora, os cientistas estão trabalhando para reproduzir uma levedura (fungo) geneticamente modificada que poderá agir de forma mais eficiente na produção de THC do que as versões da molécula sintetizada em laboratório.


Molécula do THC – tetrahidrocanabinol
O THC funciona por meio dos pulmões e através da corrente sanguínea, onde se liga a dois tipos de receptores, o receptor canabinoide (CB) 1 e 2, encontrados na superfície das células de todo o corpo. 

No caso do cérebro, eles se concentram nos neurônios associados ao prazer, memória, pensamento, coordenação e percepção do tempo, e geralmente se ligam a uma classe de moléculas lipídicas, chamadas endocanabinoides, que são produzidas pelo corpo durante as atividades físicas, para promover a sinalização celular no cérebro.

Ao longo dos anos, pesquisadores tem sugerido que ao se ligar com esses receptores, o THC pode ter outros efeitos sobre o envelhecimento do cérebro, porque, aparentemente, ele ajuda o corpo a limpar os acúmulos tóxicos – ou “placas” de beta-amiloides.

Até o momento, ninguém sabe ao certo o que causa a doença de Alzheimer, no entanto, há um consenso de que ela possa ser resultante de uma acumulação de dois tipos de lesões: placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. Não está claro como e quando essas lesões aparecem no cérebro, mas estudos recentes têm associado essas inflamações com proliferação delas no tecido cerebral. Então, ao encontrar algo que alivie essa inflamação, e ao mesmo tempo estimula o corpo a limpá-las, poderíamos estar a caminho do primeiro tratamento eficaz para a doença de Alzheimer.

Entretanto, conforme afirmado anteriormente, os testes só foram realizados em neurônios cultivados em laboratórios. O próximo passo, segundo Schubert e sua equipe, é que esses resultados possam ser observados em ensaios clínicos. E eles já alegaram ter encontrado em uma droga experimental, chamada J147, efeitos semelhantes ao THC, de modo que esses testes poderão ser feitos sem os impasses governamentais devido ao uso de uma planta considerada droga ilícita.

[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / Pixabay ]

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Bomba populacional ameaça o Planeta




ELON MUSK:
POUCOS SE PREOCUPAM COM A CATÁSTROFE QUE AMEAÇA A HUMANIDADE
CEO adverte para a bomba populacional, que deve "explodir" em menos de um século!

De acordo com Elon Musk, um dos homens mais influentes do mundo e CEO da empresa SpaceX, o mundo segue em direção a um colapso - e cada dia mais rapidamente. Musk fez essa afirmação em um post no Twitter. 

Com base em um artigo científico, publicado pela conceituada revista New Scientist, que aborda os problemas sociais iminentes que as pessoas terão de enfrentar, Musk disse: “A população mundial segue em ritmo acelerado rumo ao colapso, mas parece que poucas pessoas percebem ou se preocupam com isso”. 

O artigo, intitulado “The World in 2076: The Population Bomb Has Imploded” (“O Mundo em 2076: A Bomba Populacional Implodiu”, na tradução), foi publicado em novembro de 2016, e seu autor, Fred Pearce, alerta para as graves consequências do envelhecimento populacional se não houver uma reposição geracional. 

Um dos exemplos mencionados, e talvez o mais expressivo, fala do Japão, onde há uma taxa de fecundidade de apenas 1,4 filho por cada mulher. Enquanto isso, em países como a Itália ou a Alemanha, espera-se que a população seja reduzida à metade nos próximos 60 anos. 

Fonte: Instituto de Estrategia - Imagem: Heisenberg Media/Flickr/CC BY 2.0


domingo, 6 de agosto de 2017

Poluição das águas



Educação Ambiental | Meio Ambiente | Ecologia: Poluição das águas
por Dr.ª Sônia Lúcia Modesto Zampieron | Biólogo João Luís de Abreu Vieira

Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na Natureza. Suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.

Planeta Água

Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água - da ordem de 113 trilhões de m3 - está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.

A água nunca é pura na Natureza, pois nela estão dissolvidos gases, sais sólidos e íons. Dentro dessa complexa mistura, há uma coleção variada de vida vegetal e animal, desde o fitoplâncton e o zooplâncton até a baleia azul (maior mamífero do planeta). Dentro dessa gama de variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida (como ocorre com os insetos). Enfim, a água é componente vital no sistema de sustentação da vida na Terra e por isso deve ser preservada, mas nem sempre isso acontece. A sua poluição impede a sobrevivência daqueles seres, causando também graves conseqüências aos seres humanos.

Poluição

A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações. 

Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde da retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.

Sobre a contaminação agrícola temos, no primeiro caso, os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, enviando grandes quantidades de substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. 

No segundo caso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios locais, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo ainda para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que, em grandes quantidades, é tóxico. 

Isso também afetaria as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que seriam impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.


Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carreados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos (que são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos, quando em pequena quantidade). 

As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado "chorume", líquido que precisa novamente de tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.

Enfim, a poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização.

A eutrofização é causada por processos de erosão e decomposição que fazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividade biológica, permitindo periódicas proliferações de algas, que tornam a água turva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seu apodrecimento, aumentando sua toxidez para os organismos que nela vivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas).

Educação Ambiental

A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. 

Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. 

A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.

Dentro desse contexto, uma grande parcela da contenção da "saúde das águas" cabe a nós, brasileiros, pois se a Terra parece o Planeta Água, o Brasil poderia ser considerado sua capital, já que é dotado de uma extensa rede de rios, e privilegiado por um clima excepcional, que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo seu território.

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O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m3 disponíveis para a vida terrestre, 17 trilhões foram reservados ao nosso país. No processo de reciclagem, quase a totalidade dessa água é recolhida pelas nove grandes Bacias Hidrográficas aqui existentes. 

Como a água é necessária para dar continuidade ao crescimento econômico, as Bacias Hidrográficas passam a ser áreas geográficas de preocupação de todos os agentes e interesses públicos e privados, pois elas passam por várias cidades, propriedades agrícolas e indústrias. No entanto, a presença de alguns produtos químicos industriais e agrícolas (agrotóxicos) podem impedir a purificação natural da água (reciclagem) e, nesse caso, só a construção de sofisticados sistemas de tratamento permitiriam a retenção de compostos químicos nocivos à saúde humana, aos peixes e à vegetação.

Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos de água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio - mais irracional - de que a técnica pode fazer tudo. 

Técnicas sofisticadíssimas estão sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líquido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do qual o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer à população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada. Vejam a que ponto tivemos que chegar.

Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

Fonte: Artigos, Internet.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Mecânica Quântica: O Universo está em nós



O Comportamento do nosso Universo
Texto de Bernardo Sommer
Compartilhado de DESPERTAR COLETIVO

Um dos mistérios mais estudados das ciências é a natureza e o comportamento do nosso universo. 

A Física, em especial, tem sido o ramo do conhecimento que mais a fundo têm investigado esse assunto dividindo-se em dois grandes ramos com visões bem divergentes a respeito de nosso universo: A física cartesiana e a quântica.

Um relógio determinístico

Segundo a física cartesiana o universo funciona como uma máquina perfeita, um relógio cósmico com todas as suas engrenagens funcionando harmônica e automaticamente, sem intervenção de nenhuma força externa. 

Durante muitos anos essa visão do cosmos foi aceita amplamente no meio acadêmico, pois se encaixava perfeitamente nos parâmetros observados na mecânica clássica de Newton e sua lei da gravitação universal. 

Ou seja, vendo o macro-cosmos rodopiar a nossa volta, imaginar aquilo tudo como um grande relógio não era muito difícil, ainda mais numa época onde a engenharia estava se desenvolvendo gradativamente e que eventualmente daria inicio a revolução industrial.

A incerteza como princípio

A coisa começou a complicar quando se passou a estudar o universo a nível subatômico. No micro-cosmos, as leis da física clássica simplesmente não existem! Bem diferente da máquina perfeita observada a nível macro. Nos estudos do elétron, Heisenberg foi quem postulou o princípio da incerteza, baseado na impossibilidade de se determinar a posição e o momento de um elétron ao mesmo tempo. 

Isso acontece porque dependendo da medição que é feita, o elétron se comporta de uma maneira diferente. Ao tentar determinar a posição, o elétron se comporta como partícula, ao tentar medir o momento, o elétron se comporta como onda, daí a impossibilidade de se obter ambas as medidas simultaneamente. Essa descoberta trouxe algumas implicações tão sérias que dividiu a física ao meio. Criando toda uma nova visão sobre a realidade! Nascendo, assim, a Fisica Quântica.

O Gato Zumbi

Como vimos, a física quântica se baseia na incerteza, postulando que o observador tem papel determinante na manifestação do universo, pois é a partir da observação que os eventos acontecem.

Para ilustrar esse conceito, foi desenvolvido o experimento do Gato de Schrödinger, a saber: Um gato, junto com um frasco contendo veneno, é posto em uma caixa lacrada protegida contra incoerência quântica induzida pelo ambiente. Se um contador Geiger detectar radiação então o frasco é quebrado, liberando o veneno que mata o gato. 

A mecânica quântica sugere que depois de um tempo o gato está simultaneamente vivo e morto. Mas, quando olha-se dentro da caixa, apenas se vê o gato ou vivo ou morto, não uma mistura de vivo e morto. 

Ou seja, só se determinará se o gato está morto ou não depois que o observador abrir a caixa, antes disso, ambas as possibilidades existem a nível quântico. É o verdadeiro gato zumbi.

Ciência e espiritualidade fazendo as pazes

Um dos grandes cientistas da atualidade no ramo da física quântica é o físico Amit Goswami. Ele veio ao Brasil a uns anos atrás e deu uma entrevista no Roda Viva. Vale a pena assistir essa entrevista. 



Abaixo um trecho bem interessante que tem a ver com o que estamos discutindo aqui:

Rose Marie Muraro (Entrevistadora): O que mais me espanta na Física é o problema da medição quântica de Heisemberg, que você, realmente, acha que deve ter um observador olhando e que modifica a realidade, por exemplo, transforma a onda em partícula. 

Eu gostaria de saber… isso aí houve uma grande briga de Einstein com Niels Bohr. Eu gostaria de saber, em escala cósmica, onde não há observadores, se há um observador supremo, na sua opinião, e se ele cria matéria ou como se faz esse fenômeno?

Amit Goswami: Essa é a questão fundamental, Rose Marie, porque.. qual é o papel do observador? É a pergunta que abre a integração entre Física e espiritualidade. Na Física Quântica, por sete décadas, tentou-se negar o observador. De alguma forma, achava-se que a Física deveria ser objetiva. Se dessem um papel ao observador, a Física não seria mais objetiva. 

A famosa disputa entre Böhr e Einstein, a que se refere essa disputa, basicamente, sempre terminava com Bohr ganhando a discussão, mostrando que não há fenômeno no mundo a menos que ele seja registrado. 

Bohr não usou a consciência.. mas atualmente, vem crescendo o consenso, muito lentamente, de que a Física Quântica não está completa, a menos que concordemos que nenhum fenômeno é um fenômeno, a menos que seja registrado por um observador, na consciência de um observador. E isso se tornou a base da nova ciência. É a ciência que, aos poucos, mas com certeza, vem integrando os conceitos científicos e espirituais.

Outro expoente no assunto é o pesquisador Nassim Haramein, físico suíço que dedicou toda sua vida estudando a física quântica e o universo. Nassim foi um pouco além dos físicos tradicionais. Além até mesmo da física quântica e propôs uma nova perspectiva, bem mais próxima dos conceitos esotéricos que dos conceitos científicos, sem contudo, fugir do embasamento acadêmico para postular suas teorias. 

De acordo com Nassim Haramein o observador não só determina como o universo se manifesta, como é ele o agende dessa manifestação. Nosso universo seria como um imenso fractal onde cada parte reflete o todo, como um holograma. De fato, Haramein provou matematicamente que cada partícula contém a massa de todo o universo e que cada uma delas está conectada com todas as outras.

Um exemplo claro de como ele ilustra a natureza fractal do universo e a influencia do observador sobre ele é a constante busca pela partícula fundamental. Ontem a partícula fundamental da matéria era o átomo. 

Depois, entramos no reino das partículas sub-atômicas como prótons e neutros. Hoje, é o tal Bóson de Higgs. Amanhã, só Deus sabe! Segundo o físico, o universo é infinito tanto no macro-cosmo quanto no micro. Basta que o observador “procure” que ele irá encontrar partículas cada vez menores, uma vez que o próprio ato de contemplar, cria a realidade. Da mesma forma, nunca seriam encontradas as “fronteiras do universo”, uma vez que quanto mais longe se olha, mais realidade é criada, analogamente.

Meu universo é você

Saindo um pouco das teorias da física, contudo nos aprofundando ainda mais na “abstração” do que seria o universo, uma corrente filosófica havaiana conhecida como Ho´oponopono possui uma visão bem mais radical sobre o que seria o mundo fisico. 

De acordo com o Ho´oponopono o universo está dentro de cada um de nós! A corrente filosófica resume sua teoria em seis postulados:

1. O universo físico é uma realização dos seus pensamentos.

2. Se seus pensamentos são cancerosos, eles criam uma realidade física cancerosa.

3. Se seus pensamentos são perfeitos, eles criam uma realidade física transbordando AMOR.

4. Você é 100% responsável por criar seu universo físico como ele é.

5. Você é 100% responsável por corrigir os pensamentos cancerosos que criam uma realidade doente.

6. Não existe lá fora. Tudo existe como pensamentos em sua mente.

Dr. Joe Vitale, um dos divulgadores dessa visão, conta a história do terapeuta havaiano Ihaleakala Hew Len que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles. 

O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa. À medida que ele melhorava, o paciente também melhorava. 

Ao ser perguntado pelo Dr Vitale o que fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas pessoas, Ihaleakala disse “Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado”

Ou seja, o que nós experimentamos no universo de bom ou ruim, experimentamos porque foi exatamente isso que criamos e para mudar o universo a nossa volta, incluindo nisso, as pessoas, temos que mudá-los dentro de nós! Muito radical para você? A ciência caminha nessa direção.



Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/o-comportamento-do-nosso-universo/


segunda-feira, 31 de julho de 2017

LSD no tratamento do Alcoolismo



O LSD pode ser Utilizado no Combate ao Alcoolismo

O ácido lisérgico (LSD), um dos mais potentes alucinógenos conhecidos, pode ser usado no tratamento de dependentes de álcool, sugere artigo publicado no Journal of Psychopharmacology

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega analisaram os resultados de seis estudos feitos nos anos 60 e 70 com pessoas que tomaram o alucinógeno enquanto tentavam se manter abstinentes da bebida. 

Um dos estudos relatados mostrou que o índice de abstinência foi de 59% entre as pessoas que ingeriram LSD, contra 38% no grupo de controle. Em outro, os que receberam a dose da droga psicodélica revelaram 15% mais chances de se manter sóbrios seis meses depois do tratamento.

Segundo os autores do artigo, os neurocientistas Pål-Orjan Johansen e Teri Krebs, as alterações sensoriais e as diferentes percepções psíquicas desencadeadas pelo alucinógeno parecem ajudar as pessoas a ver a si mesmas e a seus problemas de diferentes perspectivas. 

Assim, sugerem Johansen e Teri, o LSD pode agir como uma espécie de catalisador químico do “momento da clareza”, como denominam com base nos relatos de pacientes em tratamento. Os pesquisadores, porém, são enfáticos ao afirmar que o estudo explora apenas o potencial do LSD como estratégia de redução de danos no caso da dependência de álcool. 

O uso recreativo da droga pode causar dependência psicológica e desencadear surtos psicóticos. Os resultados, porém, reforçam outras pesquisas que apontam o potencial de uso terapêutico dos alucinógenos.

Recentemente, por exemplo, comprovou-se que a metilenodioximetanfetamina (MDMA), psicoativo do ecstasy, pode atenuar sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e que a psilocibina, substância encontrada em cogumelos alucinógenos, pode aliviar a ansiedade e a dor em pacientes com câncer terminal. 

As principais dificuldades para estudar as drogas psicodélicas, afirmam os autores do artigo, ainda são a resistência de universidades e da indústria farmacêutica em financiar esse tipo de pesquisa e a burocracia para obter as drogas de forma legal.

Fonte: Mente e Cérebro / Psicologado


Dr. Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Unifesp, explica como políticas radicais de combate às droga pode prejudicar cientistas no estudo de substâncias alucinógenas, como o LSD, e seu uso no tratamento terapêutico de doenças. 

Xavier acredita que estudar essas substância não é fazer apologia às drogas e explora também as dificuldades que o dependente químico enfrenta para deixar o vício:


domingo, 23 de julho de 2017

"Qualidade" também podem ser sintoma de transtorno mental



16 doenças mentais que confundimos com virtudes
Reprodução de: ESTÚDIO DA MENTE

O que diferencia um comportamento razoável de outro patológico é a intensidade, frequência e grau de prejuízo que causa para a própria pessoa e os outros.

Nossa sociedade não é das mais saudáveis mentalmente, visto que psicopatas são CEO’s, estelionatários podem ser políticos e malandro é o bon vivant encostado em casa e sustentado pelos pais.

Então o fato é que aquilo que é visto como virtude na real pode dar indícios de um fundo patológico que ninguém percebe.

Aquela pessoa ultra-alegre que sempre anima as festas pode ser afetada por algum transtorno de humor sem que você desconfie.

A virtude é sempre um comportamento opcional, como alguém que poderia ficar fechado, mas prefere se relacionar com os outros, ou seja tem liberdade real de fazer uma coisa ou outra. Agora, se a pessoa não tem a opção de se abrir e ter outro comportamento, então o fato de se fechar não é uma virtude, mas uma prisão psicológica.

Essa lista não é definitiva nem deve ser tomada ao pé da letra, mas vista com certa leveza e bom humor, enxergando uma pista para aquele comportamento estranho do seu vizinho, parente, amigo ou parceiro amoroso. Em última instância você também pode estar na lista.

Nem todas as pessoas que têm essas características têm a psicopatologia, mas todas as pessoas com o distúrbio costumam ter esses pontos em comum, ou seja, um item isolado não faz o diagnóstico completo (normalmente mais de cinco em cada patologia).

Sexy a sensualidade está longe de ser um problema, principalmente em contexto adequado ela é um afrodisíaco para conquistar alguém para intenções afetivas ou sexuais. Mas se ela é inadequada, invasiva, exagerada, dramática e acompanhada de uma necessidade desesperada de chamar atenção pode ser sinal de Transtorno de Personalidade Histriônico.

Esse anseio por admiração e comportamento persistente e manipulativo pode apontar para sérios problemas de relacionamentos e impedir uma vida com estabilidade emocional e construção de histórias consistentes e significativas.

Dedicação pessoal excessiva ou devota existem pessoas que vivem de maneira quase religiosa seus relacionamentos amorosos, endeusando seus parceiros como se fossem a única razão de viver. Elas costumam ter comportamentos parecidos com time de futebol, partido político ou religião, pois caem de cabeça e demonstram uma fé “inabalável”.

Se essa entrega toda vier acompanhada de um sentimento de vazio intenso e oscilações de humor e comportamentos destrutivos, pode estar longe do seu eixo pessoal e ter indícios de um transtorno difícil de diagnosticar como o de Personalidade Borderline.

Obstinação – a pessoa que persegue os próprios objetivos pode chegar muito longe. O problema é quando, sem nenhuma perspectiva, ela segue como um trator insistindo teimosamente no resultado ao qual se apegou na imaginação.

Pode ter uma personalidade obsessiva e não ser alguém que segue seus sonhos. Mesmo que quisesse desistir não conseguiria, mas não porque é virtuosa e sim por padecer do transtorno de personalidade obsessivo.

Bonzinho – uma pessoa de bom coração sabe exatamente quando deve ou não ajudar a outra e sabe se posicionar sobre sua capacidade de beneficiar ou dar um basta. Já as boazinhas podem ter um comportamento submisso, passivo e dependente da aprovação de outras pessoas. Fazem o bem mais por medo, covardia ou falta de opção do que por virtude.

Na verdade não sabem se posicionar e enfrentar as pessoas de frente. Ela pode ser portadora de Transtorno de Personalidade Dependente e nem saber que na verdade se submete por não ter capacidade de seguir suas próprias escolhas.

Organização pessoal – é lindo ver uma casa bem arrumada sem ter que ficar falando para as visitas “não repara na bagunça”. O problema é quando a pessoa é obcecada por deixar tudo limpo e não consegue sentar quieta e relaxar se algo está fora do lugar. Ser limpo e organizado é sinal de saúde, mas ser obcecado por isso pode ser doença.


Dieta incrível – sabe aquela pessoa que você tem inveja porque faz dieta à risca ou que malha desesperadamente para ter barriga negativa? Pois é, se essa pessoa consegue ter uma filosofia de vida, é natural, tranquilo e opcional, está tudo certo. O problema é se ela faz isso como resultado de uma sensação crescente de ansiedade caso não malhe ou esteja no peso, ou se ela tiver sempre a certeza de estar fora do peso (muito acima) e não consegue perceber que já está muito magra ou musculosa.

Nesses casos, pode haver uma suspeita de um Transtorno Dismórfico Corporal, que altera a imagem corporal, faz a pessoa não notar com precisão qual a forma real e usar métodos cada vez mais drásticos para chegar no ponto “ideal”.

Meiguice – uma pessoa querida, calada, que aceita tudo e não se opõe a nada pode ser só uma pessoa meiga e querida. Mas se ela nunca consegue se posicionar, enfrentar obstáculos e barrar abusos então talvez tenha algum problema de fobia social que a impede de lidar com acontecimentos da vida cotidiana sem ficar alarmada imaginando uma catástrofe.

Alegria intensa – ter na turma de amigos alguém que sabe se divertir e tem mil ideais é indispensável.

Mas se esse amigo não consegue para quieto, fala pelos cotovelos, é inconveniente, se acha a pessoa mais incrível do mundo e perde a noção do bom senso, pode ser que esteja num acesso de mania e precise de tratamento.

Autenticidade – tem gente que acha que é uma virtude falar tudo que vem na cabeça. Ledo engano. A incapacidade de filtrar os conteúdos mentais e falar qualquer coisa inconveniente na mesa do jantar pode ser sinal de verborreia um sintoma que está presente em várias doenças mentais.

Produtividade – é bem verdade que ser uma pessoa produtiva ganha destaque no mundo em que vivemos, mas o problema é se esse desempenho é resultado do excesso de necessidade de se antecipar, fazer tudo com perfeição tendo controle de cada tarefa e “fazendo tudo para ontem”.

Um desempenho aparentemente formidável pode ter como pano de fundo a ansiedade.

Perfeccionismo – quando alguém se gaba de que seu único defeito é ser perfeccionista acredite. O perfeccionismo pode tornar uma pessoa ranzinza, chata, metódica, procrastinadora e de presença pesada e cheia de impedimentos.

Transtorno de personalidade obsessiva pode estar acometendo essa pessoa que na verdade não consegue caminhar com tranquilidade pela vida e está sempre pressionada por um ditador interno.

Pessoa cheia de opinião – ele pode até ser o líder da turma e tomar a dianteira de todas as conversas, digno de inveja, mas se ele não tiver um tempero de afetuosidade, capacidade de dar espaço para os outros brilharem e terem sua vez pode ser que você esteja na presença de um portador de Transtorno de Personalidade Narcisista.

Certamente a presença dessa pessoa pode ser legal por alguns minutos, mas com o tempo você terá vontade de manda-la calar a boca de tanto autoelogio que ouvirá. Muitas pessoas com personalidade passiva costumam se associar aos narcisistas, mas certamente é o tipo de pessoa que acaba falando sozinha e dizendo que os outros “têm inveja dela, por isso se afastam”.

Diversão no bar – tem sempre um amigo que é o primeiro a chegar no bar e o último a sair e provavelmente aguenta todas as rodadas com todo mundo. Está presente em todas as reuniões e sempre entornando um copo na mão, se gabando de que não é fraquinho para bebida.

Pode ser que ele esteja no grau mais alto de alcoolismo, que implica numa tolerância maior ao álcool e uma impossibilidade de se divertir sem o acessório etílico na mão. Se ele só sabe se divertir bebendo e está sempre forjando um encontro social para ter ocasião de beber isso já é uma pista.

Liderança assertiva e dura – é muito comum grandes chefões de empresas terem comportamento impiedoso, frio, preciso e até cruel.

Há quem admire essa filosofia pitbull que esmaga quem se oponha ao seus interesses, mas a realidade é que isso pode ser sinal de Transtorno de Personalidade Antissocial, a antiga psicopatia.

Justiceira – ter senso de justiça e lutar para que os direitos sejam cumpridos é um dever de todo cidadão, mas o problema é quando isso vira justificativa para acessos de descontrole emocional, raiva e atitudes violentas.

A raiva costuma ser resultado de pessoas perfeccionistas que se acham superiores aos outros e imaginam que sempre têm razão. Pode ser que esse comportamento seja resultado do Transtorno Explosivo Intermitente e mereça atenção especializada.

Visionárias – existem pessoas que parecem ter a cabeça na lua e viver com ideias extraordinárias que nunca saem do papel, mas que são sentidas como incríveis e à frente de seu tempo.

Muitas vezes esse comportamento excêntrico que é visto com certo humor por pessoas queridas pode ser resultado de um quadro mais grave de Transtorno de Personalidade Esquizotípica que leva essas pessoas a se sentirem isoladas e esquisitas frente às demais.

ALERTA: o importante é ver nessas características indícios para buscar mais informações, sem que se faça um autodiagnóstico descuidado. Para isso, procure a associação de um especialista médico psiquiatra e de um psicólogo ou hipnoterapeuta (terapeuta que usa a hipnose para tratamentos mais rápidos e efetivos) para suporte emocional.


terça-feira, 18 de julho de 2017

O "Mito de Er" ou "Teoria da Reminiscência" (Platão)



O MITO DA REMINISCÊNCIA
por Marilena Chaui

É preciso explicar como, vivendo no mundo sensível, alguns homens sentem atração pelo mundo inteligível. Como, nunca tendo tido contato com o mundo das idéias, jamais tendo contemplado as idéias, algumas almas as procuram? De onde vem o desejo de sair da caverna? 

Mais do que isto, como os que sempre viveram na caverna podem supor que exista um mundo foram dela, se os grilhões e os altos muros não deixam ver nada externo? 

Para decifrar este enigma, Platão narra o Mito de Er, também conhecido como o Mito da Reminiscência, da anamnese, que vimos ser inseparável da antiga idéia da alétheia (o não-esquecido).

O pastor Er, da Panfília, é conduzido pela deusa até o Reino dos Mortos, para onde (como já vimos) segundo a tradição grega, sempre foram conduzidos os poetas e adivinhos. Ele encontra as almas dos mortos serenamente contemplando as idéias. Devendo reencarnar-se, as almas serão levadas para escolher a nova vida que terão na Terra. São livres para escolher a nova vida terrena que desejam viver. 

Após a escolha, são conduzidas por uma planície onde correm as águas do rio Léthe (esquecimento). As almas que escolheram uma vida de poder, riqueza, glória, fama ou vida de prazeres, bebem água em grande quantidade, o que as faz esquecer as idéias que contemplaram. As almas dos que escolhem a sabedoria quase não bebem das águas e por isso, na vida terrena, poderão lembrar-se das idéias que contemplaram e alcançar, nesta vida, o conhecimento verdadeiro. Desejarão a verdade, serão atraídas por ela, sentirão amor pelo conhecimento, porque, vagamente, lembram-se de que já a viram e já a tiveram. 


Por isso, no Mênon, quando o jovem escravo analfabeto se torna capaz, orientado pelas perguntas de Sócrates, de demonstrar o Teorema de Pitágoras, Platão faz Sócrates dizer que conhecer é lembrar, e o filósofo dialético, como o médico que faz o paciente lembrar-se, suscita nos outros a lembrança do verdadeiro. Se já não tivéssemos estado diante da verdade, não só não poderíamos desejá-la como, chegando diante dela, não saberíamos identificá-la, reconhecê-la.

Os intérpretes se dividem muito acerca do Mito de Er. Seria o mito uma alegoria para dizer que os homens nascem dotados de razão, que as idéias são inatas ao seu espírito, que a verdade não pode vir da sensação, mas apenas do pensamento? 

Ou seria o Mito de Er uma primeira apresentação da teoria platônica da imortalidade da alma que será exposta no Fédon? Por enquanto deixaremos a questão em suspenso e a ela voltaremos quando analisarmos a psicologia platônica. Aqui devemos enfatizar dois pontos.

● Em primeiro lugar, que Platão, através de dois mitos - o da caverna e o de Er - recupera a antiga noção da alétheia (o não-esquecido), ainda que a transforme profundamente, como vimos. 

Para um pensamento que toma a verdade como evidência, o verdadeiro é a retidão do olhar espiritual, isto é, a correspondência entre a idéia e a sua representação intelectual. Somos co-autores do verdadeiro.

● Em segundo lugar, que Platão precisa recorrer aos mitos para explicar por que, sem possuirmos conhecimentos verdadeiros, desejamos o conhecimento verdadeiro. Precisa explicar que, de algum modo, já estamos na posse de alguma noção (ainda que muito vaga) da verdade e que é ela que nos empurra para a dialética. 

Independentemente da discussão sobre o que Platão realmente pensava dos mitos que narrou, podemos dizer que possuem a função de afirmar que nascemos do verdadeiro e destinados a ele. Sem isto, a dialética seria uma técnica impossível, pois não teria o que atualizar em nossa alma.

Fonte: O Cortiço Filosófico
http://regisfilosofo.blogspot.com.br/2010/04/o-mito-da-caverna-e-o-mito-da.html | Marilena Chauí