quinta-feira, 20 de novembro de 2014

MITOS SOBRE O VÍCIO EM CRACK

Muito antes de ele trazer pessoas para seu laboratório, na Universidade de Columbia, para fumar crack, Carl Hart viu os efeitos da droga em primeira mão. Crescendo na pobreza, ele assistiu os parentes se tornarem viciados em crack, vivendo na miséria e roubando de suas mães. Amigos de infância acabaram em prisões e necrotérios.

Esses viciados pareciam escravizados pelo crack, como ratos de laboratório que não conseguiam parar de pressionar a alavanca para obter mais cocaína, mesmo quando eles estavam morrendo de fome. O crack fornecia a poderosa dopamina ao centro de recompensa do cérebro, de modo que os viciados não poderiam resistir a uma outra dose.

Pelo menos era assim que Dr. Hart pensava quando ele começou a sua carreira de pesquisador na década de 1990. Como outros cientistas, ele esperava encontrar uma cura para o vício neurológico, algum mecanismo de bloqueio da atividade da dopamina no cérebro, de modo que as pessoas não sucumbissem ao desejo de outra forma irresistível para a cocaína, heroína e outras drogas altamente viciantes.

Mas, depois, quando ele começou a estudar os viciados, ele viu que as drogas não eram tão irresistíveis, afinal.

“Oitenta a 90 por cento das pessoas que usam crack e metanfetamina não ficam viciadas”, diz o Dr. Hart, professor associado de psicologia. “E o pequeno número de pessoas que se tornam viciadas não se parecem com as populares caricaturas de zumbis.”, disse em entrevista ao NY Times.

Dr. Hart recrutou viciados oferecendo-lhes a chance de fazer 950 dólares, enquanto fumavam crack feito a partir de cocaína farmacêutica. A maioria dos entrevistados, assim como os viciados que ele conheceu crescendo em Miami, eram homens negros de bairros de baixa renda. Para participar, eles tinham que viver em uma enfermaria de hospital por várias semanas durante o experimento.

No início de cada dia, com pesquisadores assistindo através de um espelho unidirecional, uma enfermeira colocava uma certa dose de crack em um tubo – a dose variava diariamente. Apesar de fumar, o participante ficava de olhos vendados para que não pudesse ver o tamanho da dose desse dia.

Em seguida, depois do uso inicial, eram oferecidas a cada participante mais oportunidades, durante o dia, para fumar a mesma dose. Mas, a cada vez que a oferta era feita, os participantes também podiam optar por uma recompensa diferente, a qual poderiam obter quando finalmente deixassem o hospital. Às vezes, a recompensa era de US $ 5 em dinheiro, e às vezes era um voucher de R $ 5 para mercadoria em uma loja.

Quando a dose de crack era relativamente alta, o participante, normalmente, escolhia continuar a fumar durante o dia. Mas quando a dose era menor, era mais provável a escolha do prêmio alternativo.

“Eles não se encaixavam na caricatura do viciado em drogas que não conseguem resistir à próxima dose”, disse Hart. “Quando eles receberam uma alternativa para parar, eles fizeram decisões econômicas racionais.”

Quando a metanfetamina substituiu o crack como o grande flagelo da droga nos Estados Unidos, Dr. Hart trouxe viciados em metanfetamina em seu laboratório para experimentos semelhantes – e os resultados mostraram decisões igualmente racionais. Ele também verificou que quando aumentou a recompensa alternativa para US $ 20, os viciados em metanfetamina e crack escolheram o dinheiro. Os participantes sabiam que iriam receber o dinheiro somente no fim do experimento, semanas depois, mas eles ainda estavam dispostos a esperar, abrindo mão do prazer imediato da droga.

As descobertas feitas Dr. Hart o fizeram repensar tudo o que ele tinha visto na juventude, como ele relata em seu novo livro, “Alto Preço”. É uma combinação fascinante de memórias e ciência: cenas dolorosas de privação e violência acompanhadas por análise serena do histórico de dados e resultados de laboratório. Ele conta histórias horripilantes – sua mãe o atacou com um martelo, seu pai encharcado com um pote de calda fervente – mas então ele olha para as tendências que são estatisticamente significativas.

Sim, diz ele, algumas crianças foram abandonadas pelos pais viciados em crack, mas muitas famílias de seu bairro foram dilaceradas antes do crack – incluindo a sua. (Ele foi criado em grande parte por sua avó.) Sim, os primos se tornaram viciados em crack, vivendo em um galpão abandonado, mas tinham abandonado a escola e estavam desempregados, muito antes do crack.

“Parece haver muitos casos em que as drogas ilícitas têm pouco ou nenhum papel para a ocorrência daquelas situações degradantes”, escreve o Dr. Hart, agora com 46 anos. Crack e metanfetamina podem ser especialmente problemáticas em alguns bairros pobres e áreas rurais, mas não porque as próprias drogas são tão potentes.

“Se você está vivendo em um bairro pobre privado de todas as opções, há uma certa racionalidade em continuar a tomar uma droga que vai lhe dar algum prazer temporário”, disse o Dr. Hart em uma entrevista, argumentando que a caricatura de viciados em crack escravizados vem de uma má interpretação das famosas experiências com ratos.

“O principal fator é o ambiente, se você está falando de seres humanos ou ratos”, disse Hart. “Os ratos que continuam pressionando a alavanca para a obtenção de cocaína são os que foram criados em condições solitárias e não têm outras opções. Mas quando você enriquece o seu ambiente, dando-lhes acesso a doces e deixando-os brincar com outros ratos, eles deixam de pressionar a alavanca”.

“Guerreiros contra as drogas” podem ser céticos em relação a seu trabalho, mas alguns outros cientistas estão impressionados. “O argumento geral de Carl é persuasivo e referendado pelos dados”, disse Craig R. Rush , um psicólogo da Universidade de Kentucky que estuda o abuso de estimulantes. “Ele não está dizendo que o abuso de drogas não é prejudicial, mas ele está mostrando que as drogas não transformam as pessoas em lunáticos. Elas podem parar de usar drogas quando são fornecidos reforçadores alternativos”.

via NY Times (tradução: Visão Ampla).


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mobiliário Universal

Que tal uma poltrona que pode se adaptar em qualquer cômodo da casa, até em numa parede curva? Conheça o novo conceito em design de móveis, a invenção russa denominada mobiliário universal.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Atmosfera solar


A Lua :: The Moon


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O relativismo e a verdade

Putnam (foto) nos diz que: (1) a verdade é independente da justificação aqui e agora, mas não de toda justificação. 

Afirmar que um enunciado é verdadeiro é afirmar que ele poderia ser justificado, e (2) presume-se que a verdade seja estável e "convergente"; se um enunciado assim como sua negação pudessem ser "justificados", mesmo em condições tão ideais quanto se possa esperar, não haveria sentido em pensar o enunciado como tendo um valor-de-verdade"(3)

Portanto, sem pretender formular uma exata definição de verdade, Putnam explica a noção de verdade como uma idealização da aceitabilidade racional e, portanto, como um conceito-limite objetivo e transcultural. Para Putnam (1983), a verdade é um ideal regulador em direção ao qual nossa investigação racional deve convergir. Para a maioria dos enunciados, existem condições epistêmicas melhores e piores, embora Putnam saliente que: 

"Não há uma simples regra geral ou método universal para saber que condições são melhores ou piores para justificar um juízo empírico arbitrário." (p. XVII)

Ainda que Putnam reconheça que a "verdade" é tão vaga e dependente do interesse e do contexto quanto nós, e que não há uma matriz fixa e a-histórica de padrões de racionalidade, uma tese central do seu realismo interno é que se trata de uma questão objetiva a de:

"qual seria o veredicto se as condições fossem suficientemente boas, um veredicto a que a opinião deveria ‘convergir’ se fôssemos razoáveis."(4) 

Em termos comparativos, "deve haver um sentido objetivo em que alguns juízos sobre o que é ‘razoável’ são melhores que outros."(5) Não importa qual seja o contexto histórico e cultural.

1. (Cf. Siegel, 1987) 
2. (Cf. Harré e Krausz, 1996) 
3. (Putnam, 1981, p. 56) 
4. (1983, p. XVIII) 
5. (Putnam, 1987, p. 74)

sábado, 8 de novembro de 2014

Pontos de Lagrange Sol-Júpiter e asteróides troianos

O Sol e Júpiter são os dois maiores objetos do sistema solar. Eles criam regiões interessantes de interação gravitacional chamadas de Pontos de Lagrange, que são lugares estáticos relativamente a Júpiter (acompanham o movimento orbital de Júpiter). Os asteróides em verde e os vermelhos do lado oposto da órbita de Júpiter estão concentrados em três pontos de Lagrange, resultando nesse padrão que vemos.





sexta-feira, 7 de novembro de 2014

LSD, o DMT e outras substâncias no tratamento de depressão, ansiedade e adições

Drogas psicodélicas voltam aos laboratórios e aos divãs 


Entre o Prozac e o LSD há um abismo. Aos poucos ele se estreita


Após meio século de proibição, o uso do LSD, o DMT e outras substâncias ganha estudos para o tratamento de depressão, ansiedade e adições 



Quando o químico Albert Hoffmann fez o primeiro teste com o ácido lisérgico, que descobrira por acidente em seu laboratório na Suíça em 1943, era o auge da Segunda Guerra Mundial. Os carros estavam proibidos. Então lá foi ele de bicicleta para casa, após ingerir 250 microgramas de LSD, sem saber que, no caminho, seria assombrado por alucinações, seguidas por radiante felicidade e uma explosão de sons e cores, da memória e da imaginação. 


A surpresa com os efeitos psicodélicos só não foi maior que a imediata esperança de a droga servir um dia à psiquiatria. Até hoje os adeptos celebram o Dia da Bicicleta. Mas seu uso terapêutico, aventado nos anos 1960 por promissoras pesquisas, infelizmente acabara tolhido pela guinada proibicionista. Mas só até poucos anos atrás. Entre o velho Prozac, símbolo da geração que abraçou drogas legais para aplacar as dores da mente, e o LSD da contracultura ainda há um abismo, mas que começa a se estreitar com o florescimento da ciência psicodélica. 

É a “primavera” da área, diz a Scientific American em artigo que repassa os vários estudos recentes. Em 2012, uma análise de dados colhidos nos anos 1960 indicou que o LSD pode tratar o alcoolismo. Quatro meses atrás, uma pesquisa realizada na Suíça, onde Hoffmann divisou seu potencial médico, mostrou que, associado à psicoterapia, o ácido reduz a ansiedade em pacientes terminais. 

Resultados semelhantes com MDMA, ayahuasca e psilocibina têm sido chancelados por estudos de ressonância magnética. Depressão, ansiedade, estresse pós-traumático e adições, antes intratáveis, divisam chances de cura. “É, definitivamente, uma renascença”, diz Rick Doblin, fundador da MAPS, associação criada em 1986 para apoiar tais estudos. 

“Há hoje mais pesquisa com psicodélicos do que nos últimos 45 anos.” 

 Claro, ainda há entraves. O governo americano, norte das políticas do tipo no mundo, resiste em retirar tais drogas do chamado “Schedule I”, de “alto potencial de abuso e nenhuma aplicação médica aceita”. Para ter acesso a elas, é preciso vencer a burocracia da FDA (agência regulatória de remédios), DEA (de combate aos entorpecentes) e comitês de ética. Mas já foi pior. Em 1990, quando o psiquiatra Rick Strassman quis pesquisar o efeito curativo do DMT, defrontou-se com uma situação digna de Kafka. 

Para testar a droga em humanos, era preciso receber autorização da FDA, que exigia comprovação de sua segurança. Mas, para isso, era preciso testá-la e a DEA pedia justamente o O.K. da FDA antes de liberar a droga para os testes. “Eu chamo o primeiro artigo que publiquei de ‘e se eu for atropelado por um ônibus antes de publicar qualquer dado?’”, brinca Strassman. 

“Temia morrer antes de a pesquisa servir para algo.” Isso sem falar do preconceito. “Jovens pesquisadores tinham interesse, mas também medo de se associar a uma área tão contaminada por publicidade negativa no passado.” 

 A questão remonta aos anos 1960 dos hippies e Timothy Leary. Quando começou seus experimentos com LSD, Leary era um respeitado psicólogo de Harvard testando a droga para reabilitação social e cura de adições. Os resultados eram animadores. Mas ele logo foi alçado a guru. No auge do movimento hippie, a droga que podia abrir as portas da percepção transformou-se no símbolo da contracultura e acabou vitimada cientificamente por isso. 

Leary foi preso pela onda proibicionista de Richard Nixon, que tornou ilegais todas as drogas psicodélicas em 1970, até para pesquisa. A ONU seguiu o caminho. Foi o fim. “Verdade que perdemos muito em novos tratamentos para os males psiquiátricos mais difíceis”, diz o professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, Charles Grob. “Mas talvez nossa cultura não estivesse preparada para lidar com elas da forma prudente de hoje.” Paradoxalmente, os psicodélicos podem ser a nova fronteira para males para os quais as farmacêuticas não acham soluções. 

“O interesse cresce, enquanto as objeções diminuem”, diz Strassman. “O peso das evidências é tal que uma crítica moral seria vista como obscurantista”. 

Tanto que a virada deu-se a partir de pesquisas na Johns Hopkins, uma das instituições mais respeitadas do mundo. Em 1995, um estudo sobre o uso da psilocibina para tratar ansiedade terminal, publicado por um renomado cientista em um periódico de peso, deixou frutos e o centro virou referência em psicodélicos e adição. 

“Conduzir esse trabalho aqui ajuda a credibilidade”, diz Albert Garcia-Romeu, que ali pesquisa sobre tabagismo, com resultados “promissores”. 

Para ir além, é, porém, preciso realizar testes com humanos, longos e caros. A esperança está em gente como Amanda Feilding. A aristocrata britânica, fã da “expansão da autoconsciência”, criou uma fundação para financiar pesquisas com psicodélicos, como o de Mark Bolstridge, do Imperial College de Londres, sobre psilocibina para tratar depressão severa. 


Há pouco, a equipe recebeu um financiamento público de 500 mil libras, graças aos primeiros resultados bancados por Feilding. Assim, a pesquisa caminha num ciclo virtuoso. “A maré está virando, gradualmente, em favor dos psicodélicos”, diz Bolstridge. “Tenho certeza de que, em breve, os psicodélicos ganharão todo o respeito que merecem.” 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Psicanálise como fofoca: o rompimento entre Freud e Jung

Freud e Jung no banho turco, 1907
Psicanálise, grosso modo, consiste em fofoca estilizada. A cura (ou adaptação) pela fala que se revela na catarse sublimadora das minudências inconfessáveis do analisado, que fofoca de si pra si aquilo que cora de vergonha de contar pra alguém. 

O grande inventor do método foi o fofoqueiro Freud, que revelou pra humanidade as elucubrações inconfessáveis do subconsciente, que todo mundo varria pra debaixo do tapete. 

E seu primeiro grande seguidor foi Carl Gustav Jung, que logo em seguida bateu o pezinho e se rebelou contra o mestre. Como duas comadres fofoqueiras estilosas, ambos romperam para nunca mais.


A razão da ruptura foi a insistência de Jung em buscar algum sentido de transcendência maior para a psique humana. Cientista radical, Freud negava qualquer hipótese de cheiro de metafísica em seus trabalhos. 

Já Jung sismava com a mania de Freud de reduzir toda a psicopatologia da vida cotidiana a apelos inconscientes sexuais. O confronto de ambos deu-se sobretudo na disputa simbólica do inconsciente. 

Enquanto Freud destrinchava a tragédia grega e outras mitologias procurando as razões da perversão, da histeria, do desejo reprimido do filho pela mãe e de outras pulsões ocultas, Jung negava a abrangência absoluta das pulsões sexuais e ampliava o leque antropológico das referências mitológicas e antropológicas no subconsciente, proclamando o tal inconsciente coletivo que se alimentaria até mesmo do que desconheceria culturalmente. 

Na verdade, talvez inconscientemente, um compensava sua inabilidade no outro. Freud, com seu cientificismo rigoroso, talvez invejasse a fome de transcendência de Jung, que, por sua vez, "freudianamente" cortou o cordão umbilical com seu tutor paterno afetivo. Freud por fim fez biquinho pra o que ele chamou de "xamanismo" de Jung e o desapossou do cargo simbólico de herdeiro. As virtuosas comadres da fofoca estilizada nunca mais confabulariam até o túmulo.

Fofocas virtuais à parte, a única vez que procurei uma analista, busquei uma que fosse Junguiana, justamente pelo lado menos cientificista e mais transcendental (miraculoso?) de Jung. 

Queria, na verdade, um guru com pendores intelectuais que me oferecesse uma mágica. Precisava de um milagre, não exatamente me adaptar aos meus problemas (pressuposto da psicanálise). 

A senhora em questão polidamente sugeriu a hipótese de jogar as cartas para mim: Tarô - um método arquetípico de análise Junguiana. Dei meia volta e abandonei minha primeira e última sessão de análise. 

Gosto de acreditar em milagres, mas não a este ponto. Prefiro me enganar de maneiras mais sutis. Decepcionei Freud e Jung ao mesmo tempo, duvidando de um e me desapontando com o outro.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

1 minuto de reflexão com Albert Einstein

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito." ~Einstein



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Asteróide 2014 UR116 vai cair na Europa

O meteorito Chlyabinsk, em 2013, rasgando os céus da Rússia
Rússia - Mais um asteróide, com possível rota de colisão com a Terra, foi detectado por cientistas. Desta vez é o 2014 UR116, que foi descoberto por astrônomos russos, segundo informou o jornal 'Izvestia'. 

Segundo a reportagem, o corpo celeste cairia sob o continente europeu, mas sem uma data ainda precisa. O tamanho do asteróide é de 370 metros, isto é, é 20 vezes maior do que o de meteorito Chelyabinsk (foto), que atingiu a região da Sibéria em fevereiro do ano passado. 

Devido ao seu tamanho, o 2014 UR116 será incluído na lista de “potencialmente perigosos”. Até agora, é impossível determinar a data exata da possível colisão com a Terra, uma vez que o asteroide foi descoberto apenas recentemente. 

No mais, as órbitas desses corpos celestes costumam mudar de curso muitas vezes. Os cientistas russos garantes, no entanto, que não haveria a Terra estaria livre de risco pelos próximos dois anos. Este é o terceiro asteroide desse tipo descoberto pela rede russa de telescópios robóticos Máster, que opera desde 2010. Os outros dois asteróides, 2013 UG1 e 2013 SW24, têm tamanhos de 250 e 125 metros, respectivamente.