segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como baixar vídeos do #Facebook


Ultimamente, muitos programas têm ajudado as pessoas a baixar vídeos do YouTube sem complicações. Entretanto, com o crescimento das redes sociais, em especial do Facebook, não ficamos satisfeitos: é preciso baixar os vídeos legais da rede social mais popular do mundo.

Por conta de restrições de acesso, uma solução como as disponíveis para YouTube não é viável: basicamente, porque precisamos estar logados no Facebook para poder ver os vídeos publicados por nossos amigos.

Nesta hora que entra o VideoCacheView – um programinha muito simples que ajuda a baixar vídeos de qualquer página acessada pelo seu navegador. Não apenas do Facebook.

A seguir, mostramos como fazer para salvar no PC os vídeos que você quiser:

 

1. Baixe e instale o VideoCacheView


Depois de rodar o programa, uma lista com todos os arquivos que estão na memória cache do navegador é exibida. No entanto, fica impossível saber qual é qual pois os nomes estão criptografados.

 

2. Encontre e assista ao vídeo

Chega a hora de assistir ao vídeo. Aqui, um ponto muito importante: é preciso esperar que o vídeo carregue completamente. Tudo isso, na página do Facebook, claro.

 

3. Atualizar a lista no VideoCacheView

Depois de ver o vídeo – ou pelo menos, carregá-lo inteiro - volte à janela do VideoCacheView e digite F5 para atualizar a lista.


Se estiver muito difícil de identificar qual é a última versão, clique em "Last Accessed Date" (Data do Último Acesso) para classificar os resultados por data.

 

4. Obter o arquivo

Encontrado o vídeo, é hora de baixar o arquivo. Dentre as várias formas, há a opção de clicar no botão Play na barra de ferramentas, copiar o arquivo a outra pasta ou abrir o diretório do arquivo.


Leve em consideração que os vídeos baixados vêm no mesmo formato da página de origem – na maioria das vezes, FLV - que você já sabe como abrir - MP4 e MPG.

Se quiser um player que rode qualquer formato, basta instalar o VLC Media Player.

sábado, 19 de julho de 2014

Cronica :: João Ubaldo Ribeiro :: "Antessala do Inferno"

Não está na moda acreditar no inferno, mas encaro isso com suspeita, pois não dizem que a maior vitória de Satanás é não acreditarem nele? Aliás, atrevendo-me a adivinhar a estratégia do Inimigo, imagino que deve ser assim mesmo, pois ao desdenhar da sua dele existência e das penas avernais, seus prepostos e futuras almas sob seu domínio vão fazendo o trabalho dele sem lhe dar cuidados.

A expressão "estar como o Diabo gosta" deixa de ser brincalhona e passa a aplicar-se seriamente ao Brasil. Correndo o risco de soar cínico, chego a sugerir que a crença na existência do inferno seja fomentada pelos óbvios descrentes que nos governam. (Ou então crêem, mas acham que Deus olha para o outro lado e não os vê nas muitas horas em que estão perpetrando todo tipo de bandidagem; e, claro, confiam em que a misericórdia divina é infinita, esquecendo que é infinita, mas não otária.)

Funcionaria, se é que não já funciona, como excelente ópio do povo. Acreditar no inferno pode ser, para muitos brasileiros, a única maneira de manter uma relativa sanidade mental. Já se viu que, neste vale de lágrimas, os salteadores que se instalaram em todos os poderes, em todos os níveis, em todos os graus desta federação de meia-tigela, nunca vão pagar por nada. Por conseguinte, resta ao cidadão ultrajado, roubado, menosprezado e vilipendiado botar fé em que Satanás, mais dia menos dia, cuidará do assunto à sua maneira. Não foi à toa que, como é mostrado no livro de Jó, Deus criou Satanás e tem uma certa curiosidade paternal sobre ele e suas realizações, vamos dizer que o acha um mal necessário.

Talvez até não seja tão ridículo assim imaginar um inferno como nas ilustrações de Gustave Doré para A Divina Comédia, ou mesmo pior, com lagartões comendo o sujeito vivo, poças de excremento onde se é obrigado a chafurdar ("saíste do metafórico para o literal", poderá brincar um diabão letrado, ao aplicar esse tratamento no próximo senador que for dar com os costados lá), tentar dormir em catres permanentemente úmidos, frios, cheios de pulgas, aranhas, baratas e ratazanas, com o sono frequentado por pesadelos medonhos. Por que não? Todo homem constrói seu próprio inferno e, se é assim que pensa no inferno um desses meliantes, assim seu inferno será. Peço desculpas pela teologia de botequim, mas creio estar dando minha contribuição para a estabilidade social do País. Existe inferno, tem que existir.

Inicialmente, pensei em tomar emprestada a expressão aplicada por um senador ao Congresso Nacional (ou somente ao Senado, não tenho certeza, mas me responsabilizo pela extensão): casa de tolerância. Mas depois pensei na grande injustiça contra as prostitutas assim cometida pelo senador e não quis repeti-la aqui. Não estou fazendo graça, não, é uma injustiça mesmo.

Quantas prostitutas (só estou tratando das profissionais, as idôneas) se locupletaram do dinheiro público? Quantas prostitutas afanaram verbas destinadas a obras de saneamento, merendas escolares e todo tipo de programa, até mesmo os destinados a matar a fome dos mais miseráveis? Ou seja, quantas prostitutas encheram o pandulho à custa da fome de uma criança? Quantas prostitutas mantêm escravos a seu serviço?

Quantas prostitutas mentem como rotina, se valem de truques jurídicos para tirar o toba da seringa e enriquecem por fraude, concussão, advocacia administrativa e todo tipo de tramoia concebível? Quantas prostitutas têm entrada na polícia ou respondem a processos criminais, descontando-se que não têm imunidade nem foro especial e são tratadas com santimonial hipocrisia até pelos fregueses?

Quantas prostitutas contribuem todos os dias para a descrença geral, o cinismo, a desmoralização das instituições democráticas, o "cada um cuide de si", "farinha pouca, meu pirão primeiro", "se eu não meter a mão, neguinho vem e mete", "vassífu o avião, que eu não sou piloto" e mais lemas que hoje orientam nosso comportamento? Será exagero aqui do poeta oferecer a hipótese de que o Brasil tem muitíssimo melhor exemplo em suas putas que em seus parlamentares?

Os congressistas talvez se enganem um pouco com a imagem do Congresso e de seus membros. Enganam-se para melhor, pois pouco falta para, na usança popular, político, deputado, senador, vereador etc. virarem sinônimos perfeitos de ladrão esperto e impune. Pelo interior do Brasil, já há muita gente apelidada pejorativamente de Político ou deputado e sei de pelo menos um proprietário de jegues, Luís Olegarino, lá de Itaparica, que se recusa a chamar seus animais de qualquer nome que, mesmo remotamente, lembre políticos. "O bichinho nasce e eu vou logo difamando?", diz Luís.

Ninguém os respeita. Pela frente, sim, a maior parte com medo de desagradar a autoridade. Fomos, quase todos nós, criados para ter uma postura subserviente diante da autoridade e agir como se o ocupante de cargo público não existisse para servir ao cidadão. Outra parte por puxassaquismo. E ainda outra parte por admiração, pois considera a política, conforme o exemplo vindo de cima, o caminho mais seguro para o sujeito "se fazer". Tanto assim que se contam nos dedos os políticos que não encerram a carreira com o patrimônio opulentamente engordado, tudo dentro desta "legalidade" indecente, que não se faz nada para mudar.

A coisa pública é conduzida como feudo, aceita-se tudo e não se responde por nada, dentro de um sistema podre, imoral e delinquente, sem valores que não os da pilhagem, sem ética que não a do silêncio conivente, sem ideal que não a prosperidade pessoal. O País é governado por decretos-lei com o nome artístico de medidas provisórias. O Congresso, para o povo, não é nada, não serve para nada além de roubar e dar despesa. E ainda falam em imagem. Nem se olhem no espelho, que o espelho ou quebra ou cospe em vocês. E, sim, o inferno existe, pensem nisso.

NOTA: Crônica publicada originalmente no Jornal "O GLOBO",edição de 8 de março de 2009, Rio de Janeiro

João Ubaldo morreu na madrugada de 18/07/14, em casa, no Leblon, Rio de Janeiro, aos 73 anos.

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (Itaparica, 23 de janeiro de 1941 — Rio de Janeiro, 18 de julho de 2014) foi um escritor, jornalista, roteirista1 e professor brasileiro, formado em direito e membro da Academia Brasileira de Letras. Foi ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa. 

Ubaldo Ribeiro teve algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema, além de ter sido distinguido em outros países, como a Alemanha. É autor de romances como Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos, que causou polêmica e ficou proibido em alguns estabelecimentos, e Viva o Povo Brasileiro, tendo sido, esse último, destacado como samba-enredo pela escola de samba Império da Tijuca, no Carnaval de 1987.5 Era pai do ator e apresentador Bento Ribeiro. (fonte: wikipédia)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Vegetarianismo :: Vegetais ouvem quando são comidos

Plantas captam vibrações de seus predadores como defesa

Já é de conhecimento geral que plantas podem sentir e reagir a mudanças de temperatura, ventos fortes e até ao toque humano. Mas elas conseguem escutar? A resposta é um pouco mais aterrorizante do que você imagina.

Apesar de não terem uma estrutura para captar o som como nós temos, um novo estudo da Universidade do Missouri aponta que plantas podem discernir o som de predadores por pequenas vibrações causadas em suas folhas – e reforçar suas defesas em resposta. Isso significa que, em tese, elas podem “ouvir” enquanto estão sendo comidas.

A reação é algo similar ao nosso sistema imunológico – a partir do primeiro contato com um inseto ou bactéria, a planta consegue se defender melhor de ataques futuros do mesmo predador. Dessa forma, a planta pode não reagir da primeira vez que é atacada por uma lagarta; mas, na próxima vez que ela “escutar” o mesmo animal a comendo, ela vai concentrar suas defesas e se transformar em um prato não muito gostoso para ela.

Esse estudo pode levar a uma menor necessidade de inseticidas e pesticidas na agricultura, uma vez que possa se estimular a defesa natural das plantas imitando o som de seus predadores.

Fonte: http://bit.ly/1roaOaD - acessado em 18/07/2014 - as 22h14

terça-feira, 8 de julho de 2014

Desenho dos Simpsons previu contusão de Neymar?

"Os Simpsons" prevê contusão de Neymar na Copa do Mundo

Em episódio do desenho sobre o Mundial do Brasil, Homer é árbitro de jogo contra Alemanha e não dá pênalti no camisa 10, que sai de campo na maca

O desenho animado "Simpsons" previu a contusão que tirou Neymar da Copa do Mundo. No episódio em que a família visita o Brasil durante o Mundial, o craque brasileiro se machuca em uma decisão contra a Alemanha. Homer é o árbitro da partida e se nega a dar um pênalti "cavado" pelo camisa 10. Quem avisa sobre o "teatro" do jogador é a filha Maggie.

Na história, após cair na área na tentativa de conseguir um pênalti, Neymar deixa o campo de maca. Depois, é enterrado pela máfia que havia comprado o jogo, sob o olhar de Homer.





Na vida real, Neymar sofreu uma forte joelhada de Zuñiga, nesta sexta-feira, no duelo entre a seleção brasileira e a Colômbia pelas quartas de final. O Brasil superou o rival por 2 a 1 e pegará a Alemanha na semifinal, mas o camisa 10 fraturou a terceira vértebra da coluna e não poderá mais disputar a competição.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

"Olhe para cima" :: Look up, de Gary Turk

Look Up, curta escrito, dirigido e estrelado por Gary Turk; com o texto de um poema Inglês, falando sobre a forma de interação da sociedade após as redes sociais, e de como estamos deixando de viver alguns aspectos bons da vida, fora destas redes.

O conceito está em uma história de amor vivida num mundo; no qual se vive constantemente em busca de formas mais fáceis de conectar as pessoas, que entretanto acaba resultando, na prática, em mais tempo que passamos sozinhos.

"Essa mídia que chamamos de social é tudo menos social", o mosaico das redes é formado por "nossos melhores pedaços", editados, visando à autopromoção. Mas e onde estão as nossas emoções de verdade? – questiona Gary. "Somos uma geração de idiotas: celulares inteligentes e pessoas tolas", resume.

O vídeo nos leva a refletir sobre esse mundo flodado de bytes, pixels e likes. Look Up propõe que busquemos nossa forma mais genuína de interagir, de uma maneira mais sensorial e não digital. "Quando estamos muito ocupados olhando para baixo [mexendo no celular], nós não vemos as oportunidades que perdemos", diz Gary Turk.

Então, que tal OLHARMOS PARA CIMA!?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Abrindo a Mente :: A Servidão Moderna

A Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, mas a escravidão não acabou. Ela simplesmente foi assumido novas formas... O problema do trabalho, seja ele qual for, não é o trabalho, é a repetição, é a rotina, é o fastio. Não somos máquinas! O ser humano tem impresso em sua origem divina a criação, somos todos criadores.

O trabalho tem que ser criativo, para que seja divino. Da maneira como é desenvolvido hoje, o trabalho, torna-se o inferno da rotina; marca registrada e pedra fundamental do capitalismo selvagem e insustentável. Vivemos tempos de torpe e cruel valorização do ter em detrimento do ser.  O sistema estabelecido transforma o ser humano num produto a ser consumido, simplesmente ignorando sua natureza divina.

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"A Servidão Moderna" é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina.

O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.

O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de ATACAR DE FRENTE A ORGANIZAÇÃO DOMINANTE DO MUNDO (Wall St.).

Não devemos deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.

Capítulos do Filme e do Livro

I: Epigrafo
II: A servidão voluntária
III: A organização territorial e o habitat
V: A Alimentação
VI: A destruição do meio ambiente
VIII: A colonização de todos os setores da vida
IX: A medicina mercantil
X: A obediência como segunda natureza
XI: A repressão e a violência
XII: o dinheiro
XIII: Não há alternativa na organização social dominante
XIV: A imagem
XV: A diversão
XVI: A linguagem
XVII: A ilusão do voto e da democracia parlamentar
XVIII: O sistema mercantil totalitário
XIX: Perspectivas
XX: Epílogo

O texto e o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados, divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados. Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada, intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.

Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.

( Jean-François Brient e Victor León Fuentes )


sábado, 10 de maio de 2014

Albert Einstein :: Frases

“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.” 

“Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.”

“Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.”
“Somos todos muito ignorantes, mas nem todos ignoramos as mesmas coisas.” 

“Os grandes espíritos sempre encontrarão violenta oposição por parte dos medíocres. Estes últimos não podem entender quando um homem não sucumbe impensadamente a prejuízos hereditários senão quando, honestamente e com coragem, usa sua inteligência.”

“É mais fácil destruir um átomo do que um prejuízo.”

“Dificuldades e obstáculos são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade.”

“Se vais sair à frente para descrever a verdade, deixa a elegância para o alfaiate.”

“Não penso no futuro, pois ele chegará em seu momento”

“O segredo da criatividade está em dormir bem e abrir a mente às possibilidades infinitas. O que é um homem sem sonhos?”

“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor… Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.” 

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” 

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” 

“Estranha criatura o homem: não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer.” 

“O dia está a minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.” 

“Lembre-se que as pessoas podem tirar tudo de você, menos o seu conhecimento.” 

“O único lugar onde Sucesso vem antes de trabalho é no dicionário.” 

“Basta de dizer a D’us o que Ele deve fazer.” 

“Quando recebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente, e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.” 

“Se minha Teoria da Relatividade resultar exitosa, a Alemanha me reclamará como alemão, a Franca declarará que sou um cidadão do mundo. Se minha teoria resultar equivocada, a França dirá que sou alemão e a Alemanha, que sou judeu.” 

Albert Einstein (Ulm, 14 de março de 1879 — Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão, posteriormente radicado nos Estados Unidos, que desenvolveu a teoria da relatividade geral, um dos dois pilares da física moderna (ao lado da mecânica quântica).

Embora mais conhecido por sua fórmula de equivalência massa-energia, E = mc2 (que foi chamada de "a equação mais famosa do mundo"), foi laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 "por seus serviços à física teórica e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico". O efeito fotoelétrico foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica. (wikipedia)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Economia e Política :: Europa, o rapto



O rapto da Europa: A dívida, a financeirização e o espaço político europeu (pt. 2)

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Por Provisional University, em seu site, em 13/3/14 | Tradução: Aukai Leisner

Segunda parte do material produzido durante o encontro “O novo rapto da Europa”, em Madrid no começo deste ano, que reuniu movimentos, intelectuais e alguns grupos institucionais para debater e propor alternativas à crise do capitalismo global. Concentrado na questão da dívida, como modo de governança na atual fase de precarização e fragmentação sociais, o texto aborda iniciativas tais como o partido Coligação de Esquerda Radical (o Syriza), que pode ganhar as próximas eleições na Grécia, plataformas comuns de luta pela moradia na Espanha, com o uso da tática de escrache contra banqueiros, e o grupo Blockupy Frankfurt, na Alemanha, que promoveu grandes protestos e ações diretas contra instituições financeiras ligadas à Troica, no ano passado.

Introdução da Provisional University

Esse é o segundo de uma série de posts sobre a participação da Provisional University no recente evento O novo rapto da Europa, em Madri. Pode-se ler sobre os detalhes do evento e algumas reflexões sobre a importância da Europa para os movimentos sociais, em nosso primeiro post (traduzido aqui). O evento foi organizado em torno de cinco grupos de trabalho, cada um enfocando uma dimensão diferente dos movimentos sociais europeus. 

Foram eles: dívida e financeirização; democracia; comuns; tecnopolítica e produção cultural. Nós participamos do grupo de dívida e financeirização e do grupo dos comuns. O formato em si era interessante, porque participantes de todas as partes da Europa trabalharam juntos de maneira consistente por quase três dias para elaborar discussões, análises comuns e futuras linhas de ação e discussão. Em alguns casos, os grupos trabalharam na produção de um documento. Os resultados logo estarão disponíveis e vamos publicá-los...

Dívida, Financeirização e Europa

O grupo de trabalho situou a questão da dívida e da financeirização no contexto europeu. Tivemos participantes de várias organizações trabalhando as questões da recusa da dívida e a inadimplência, incluindo o Syriza [N.E.: Coligação da Esquerda Radical, principal partido de oposição na Grécia e segunda força no parlamento], a International citizen audit network e o Corporate europe observatory (que participa do processo Blockupy). Havia também ativistas oriundos de grupos que focavam a dívida pessoal (em vez da soberana), incluindo a Plataforma de Afectados por la Hipoteca e a European Action Coalition for the Right to Housing and the City. As questões estão obviamente interligadas, particularmente na Espanha e na Irlanda, onde booms na habitação e dívidas de hipoteca fazem parte do contexto de salvamento dos bancos e crises de dívida soberana correlatas.

As discussões dividiram-se essencialmente em duas dimensões: uma análise coletiva da questão da dívida e da insolvência; e as possibilidades de ação numa escala europeia. Grande parte da análise que elaboramos será disponibilizada pelos organizadores num texto a ser publicado. O que queremos focar aqui é a questão de como organizar movimentos trans-europeus em torno da questão da dívida.
Neste ponto, alguns dos tópicos discutidos no primeiro post desta série são relevantes. A dívida tem emergido como um mecanismo chave para a exploração econômica da riqueza social, e também para a governança política da crise e para a imposição da austeridade. Isso talvez seja mais evidente nos “países do salvamento”, em que a Troica adotou a posição de “emprestador de última instância” para impor a austeridade. No entanto, em outros países da zona do euro a ameaça do temido spread dos títulos bancários tem sido mobilizada de maneira similar — da Itália à Eslovênia à Bélgica.

Importante notar, no entanto, que a relação entre a dívida do governo e a austeridade vai além dos países da zona do euro e da crise do euro. Em particular, o Reino Unido se destaca como um país em que a necessidade de controlar o gasto público constituiu o pano de fundo ideológico para um experimento neoliberal, talvez tão significativo quanto o grego, que está remodelando completamente a relação entre público e privado e a base da reprodução social naquele país.

Desse modo, é interessante examinar como os movimentos em torno da dívida podem assumir uma dimensão europeia, mas também como podem exercer um papel na produção de um sujeito político europeu. No workshop, nós discutimos muitos projetos diferentes, mas aqui gostaríamos de priorizar dois: organizar um apoio em escala europeia ao Syriza, caso eles se tornem o maior partido na Grécia; e uma “escrache” europeia em torno das eleições europeias vindouras.

Apoiando o Syriza

Pesquisas recentes apontam que o Syriza ganhará as próximas eleições gerais na Grécia. Neste momento, o Syriza representa a única organização política defendendo o não pagamento da dívida que tem chance de estar numa posição de agir no curto prazo. Se o Syriza conquistar uma maioria significativa nas próximas eleições europeias, é possível que sejam convocadas eleições antecipadas. 

O governo atual é também bastante instável, de modo que as eleições seriam chamadas a qualquer momento durante o próximo ano. É interessante notar que o Syriza não está atuando em uma posição em que se pode trabalhar em direção a um cenário ideal para lidar com a questão da dívida. Se entendi bem, eles reconhecem que eles provavelmente chegarão ao poder numa situação em que movimentos sociais e partidos políticos em quase todos os outros países europeus encontram-se demasiado enfraquecidos para pautar o não-pagamento. Assim, sua estratégia é negociar com a Troica sobre a dívida e convocar uma conferência europeia da dívida com vistas a fomentar um apoio por uma resposta em larga escala. Se a Troika se recusar a negociar com o Syriza, não está claro o que vai acontecer, mas há o risco de que o programa do partido perca credibilidade – o que implica o risco consequente de um aumento do apoio à extrema-direita nazista.

A organização de um movimento social europeu para apoiar o Syriza e visibilizar o apoio público ao repúdio e/ou negociação da dívida poderia ser uma estratégia interessante aqui. Embora seja ambiciosa, as mobilizações pela Europa (que reconhecidamente não tem chance de ser grande coisa) poderiam encorajar os movimentos gregos e gerar um impacto nas narrativas da mídia, que por certo retratarão o Syriza como gregos negligentes, ideologicamente guiados, que não querem assumir responsabilidade pela bagunça “que eles criaram”. Ademais, apresenta-se como uma oportunidade de propor argumentos contra a dívida e construir movimentos correlatos em cada país. Finalmente, com uma mobilização coletiva simultânea ocorrendo através da Europa, compartilhando um conjunto de aspirações, objetivos e demandas comuns, um tal curso de ação possa fazer parte da construção de um sujeito e um projeto político coletivos desde baixo. Aqui vale a pena lembrar que a produção de sujeitos políticos democráticos é um processo material e prático em que ações, palavras e símbolos, todos têm seu papel.

O escrache europeu

A discussão sobre um potencial “escrache” europeu também foi interessante como uma potencial práxis que encarne essa dimensão subjetiva europeia. Um escrache é uma forma de protesto que surgiu na Argentina mas que foi recentemente usada com grande sucesso pela Plataforma de Afectados por la Hipoteca, na Espanha. O PAH havia preparado uma lei que tratava do cancelamento retroativo da dívida de pessoas inadimplentes com a hipoteca, uma moratória sobre os despejos e a conversão de espaços vazios pertencentes a bancos em moradia popular (sobre o tema, escrevemos aqui). Na Espanha, propostas legislativas que conseguem 500 mil assinaturas devem ser levadas ao parlamento. O PAH obteve um número bem maior e a proposta foi conduzida ao parlamento, mas foi de fato ignorada pelos dois principais partidos.

A resposta do PAH a esse episódio foi dizer que os políticos estavam ignorando o povo. Eles convidaram membros do parlamento para comparecer a suas reuniões e para descobrir a realidade da crise da habitação, e quando esses chamados não foram atendidos, eles organizaram protestos em frente aos locais de trabalho e casas dos representantes eleitos que se opuseram à legislação. Isso foi extraordinariamente polêmico na Espanha, mas foi bastante efetivo em visibilizar a crise da representação, o abismo entre a classe política e as pessoas, e a clara priorização do setor financeiro pela classe política, no que diz respeito ao gerenciamento da crise hipotecária e habitacional.

No grupo de trabalho sobre dívida e financeirização, nós discutimos a possibilidade de um escrache em torno dos temas da dívida e da austeridade e focamos nas eleições europeias. Algumas possibilidades foram levantadas aqui. Um exemplo envolveria pressionar os políticos a assinar ou apoiar uma declaração que previa que se fossem eleitos eles apoiariam a Grécia ou outro país em busca da negociação ou repúdio de sua dívida. Se eles descumprissem a promessa, escraches seriam organizados em seus locais de trabalho, casas ou durante suas aparições públicas.

A lógica política imediata aqui implicada é simples. Em casa, os políticos dão suporte à austeridade porque “o dinheiro não está aqui” e “não podemos gastar o dinheiro que não temos”. Quando vão à Europa, no entanto, eles continuam a endossar, com pouca ou nenhuma legitimidade democrática, as mesmas políticas (disciplina fiscal, Banco Central Europeu etc), que cria a própria “falta de dinheiro”, tão frequentemente referida no âmbito doméstico.

Os benefícios dos escraches, em termos de construção de movimento, são muitos. Em primeiro lugar, chama-se a atenção, a um nível local, para a importância de instituições europeias e sua natureza completamente antidemocrática. Em segundo lugar, se ele contribuir para o sucesso eleitoral do bloco de esquerda no parlamento europeu, seria um resultado vantajoso vis-à-vis movimentos sociais. Em terceiro lugar, representaria um experimento interessante em termos de práticas materiais por meio das quais um sujeito europeu pode começar a tomar forma. Se uma campanha de escrache fosse levada a cabo em vários países europeus, propondo o mesmo mote – a rejeição da dívida e da austeridade – abrir-se-ia espaço para uma rede de práticas comuns operando através da Europa, compartilhando um conjunto de visões, demandas e discursos.

Algo como um escrache europeu operaria de modo bastante diferente de um processo como Blockupy Frankfurt. Até agora, o processo do Blockupy tem sido uma das tentativas mais significativas de agir a um nível europeu, engajar-se  com instituições europeias e , uma vez que é essencialmente tocado por movimentos sociais alemães e acontece na Alemanha, de desafiar a governança nacionalista norte-sul da crise. Não conhecemos de perto o processo do Blockupy, mas arriscamos a sugerir que ele padece de uma potencial limitação. Assim como os protestos anti ou alterglobalização que vieram antes, o Blockupy é primordialmente, senão exclusivamente, um evento significativo e atrativo para pessoas que já participam dos movimentos sociais. É um evento que reúne coletivos e ativistas da Europa em uma única localidade física. Não há dúvida de que isso tem um papel importante na europeização dos movimentos. No entanto, há uma diferença importante entre construir redes entre movimentos sociais radicais já existentes e a experimentação com práticas que fazem nascer um sujeito político europeu.

O último, orientado em direção a uma Europa dos 99%, envolve necessariamente práticas que transcendam a separação rígida entre os movimentos e a sociedade mais ampla, que prevalece na maior parte dos países europeus.  Não deve envolver práticas fetichistas ou marcadas por identidades ideológicas mas, ao contrário, práticas que estejam abertas para interpolar e envolver a sociedade civil ampla no espaço político e público europeu, antecipados pelas práticas elas mesmas. É essa a diferença entre ligar em rede movimentos europeus (uma meta em si importante) e construir um sujeito político europeu.

O escrache é interessante aqui porque foi algo que teve ressonâncias amplas na população da Espanha, incluindo aqueles que votam em partidos de direita. Se se poderia ou não atingir sucessos semelhantes em outros países e numa escala europeia, no entanto, é uma questão que fica em aberto.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Comportamento :: 10 fatos deprimentes sobre bullying

Você já se sentiu intimidado na escola? Nos Estados Unidos, as chances são de que quase todos os adultos tenham experimentado isso em algum momento da vida: cerca de 80% de todas as crianças norte-americanas contam terem sido assediadas por seus pares. Já no caso do Brasil, os números não são tão alarmantes, mas ainda são dignos de atenção.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2012, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 7,2% dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações dentro da escola, e 20,8% praticaram algum tipo de bullying contra os colegas nos 30 dias anteriores a pesquisa. A grande diferença entre os números aponta que este tipo de ação é normalmente realizada em grupo, geralmente contra uma única pessoa.

Porém, o bullying moderno vai muito além de ficar chateado na escola:

 

10. Ele destrói suas futuras perspectivas de emprego

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A velha visão da escola padrão diz que o bullying é uma “parte natural do crescimento”, algo que deixamos para trás quando nós chegamos à vida adulta e ao mundo do trabalho. Contudo, uma pesquisa sugere que não só isto é falso, mas também que sofrer bullying pode garantir que a vítima nunca sequer comece a trabalhar.

Em 2013, um grupo de pesquisadores decidiu conferir o que alguns jovens adultos que tinham sido incluídos em um estudo de bullying uma década e meia atrás estavam fazendo da vida. Em seus vinte e poucos anos, o grupo cresceu e aparentemente mudou. Entretanto, quando os médicos responsáveis pelo estudo foram um pouco mais fundo, encontraram alguns resultados chocantes. Aqueles que tinham sido vítimas de bullying no Ensino Médio eram quase duas vezes menos propensos a manter um emprego do que aqueles que não foram intimidados.

Sem nenhuma surpresa, isso teve um efeito dominó sobre as finanças das vítimas. Os indivíduos que tinham sofrido bullying eram muito mais propensos a viver em situação de pobreza e fazer más decisões financeiras. A cereja desse bolo deprimente é que eles também tendem a sofrer de problemas de saúde, levando a dívidas crescentes.

 

9. Danifica a sua saúde mental

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Quantos de vocês ainda lembram dos piores momentos de sua infância? Aquele vez em que você molhou as calças quando estava velho demais ou quando foi completamente humilhado por um professor arrogante? Agora imagine ter esse sentimento em relação a toda a sua infância. Seria destruidor, certo?

Se levarmos em conta pesquisas recentes, a resposta é um sonoro “sim”. Como outra etapa do estudo que citamos anteriormente, os pesquisadores observaram os efeitos em saúde mental a longo prazo do bullying na infância. Adultos que foram intimidados na escola sofreram níveis incapacitantes de ansiedade e agorafobia, além de serem propensos a graves ataques de pânico. Enquanto isso, aqueles que responderam ao bullying tornando-se bullies também eram propensos a depressões terríveis e sentimentos de pânico. Em suma, a crueldade que tinha acontecido até 15 anos antes ainda estava causando estragos na vida das suas vítimas.

 

8. Pode colocar você em problemas com a lei

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Não é nenhum segredo que o bullying às vezes foge tanto ao controle que as autoridades são chamadas para lidar com o caso. Contudo, embora possamos esperar que os valentões passem por encontros negativos com a lei, surpreendentemente, suas vítimas muitas vezes experimentam a mesma coisa.

De acordo com vários estudos, ser intimidado a longo prazo quando criança aumenta suas chances de ser preso. Um estudo estimou que quase um quarto de todas as crianças que sofrem bullying vão acabar em uma cela em algum momento.

O problema é que a infância tardia e início da adolescência são os momentos em que estamos destinados a aprender habilidades sociais e como ser parte da sociedade. Se gastarmos todo esse tempo apanhando e ouvindo ofensas, se juntar à sociedade já não parece uma conquista desejável. Crianças que são maltratadas a longo prazo se fecham. Elas se desconectam do mundo à sua volta e se tornam tristes, irritadas e amargas. Toda essa a raiva e amargura tendem a sair quando chegam à idade adulta, resultando em brigas, pequenos crimes e até mesmo algum tempo na prisão.

 

7. Afeta toda a economia

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Não são apenas aqueles que foram vítimas deste tipo de intimidação que têm de viver com as consequências dela. De acordo com pesquisas recentes, o bullying afeta a todos nós, quer estejamos envolvidos ou não. Nos EUA, a violência juvenil custa à economia US$ 158 bilhões dólares a cada ano.

Este valor foi encontrado pela Plan International, uma instituição de caridade dedicada aos direitos das crianças. Eles calcularam o dinheiro público desperdiçado por crianças assustadas não indo à escola e ganhos futuros perdidos para aqueles que abandonam os estudos para escapar de seus agressores. A instituição ainda ressalta que esta é apenas uma estimativa: o número real é provavelmente muito maior. Isso significa que os Estados Unidos perdem quase o dobro do orçamento da educação federal, anualmente, para o bullying.

 

6. Aumenta a violência sexual

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A maioria de nós consideraria o bullying na infância e a violência sexual na adolescência coisas completamente diferentes. Contudo, um estudo conjunto entre o Centro de Controle de Doenças e a Universidade de Illinois (ambos dos EUA) diz o contrário. De acordo com a pesquisa, há uma diversas evidências de uma relação entre violência sexual e bullying.

No estudo, foram considerados “violência sexual” atos como puxar roupas tentando expor alguma parte do corpo, assim como apalpar ou segurar genitais. Felizmente, apenas uma pequena minoria das crianças parecia sair do bullying para avançar para qualquer uma dessas coisas. Mas os pesquisadores também observaram que os problemas pioram à medida que as crianças ficam mais velhas, culminando em coisas bem mais sérias. Os valentões às vezes “transplantam” seus impulsos sexuais em suas vítimas, enquanto alguns meninos (desta vez, que foram vítimas do bullying) ficam tão assustados com a ideia de serem gays que assediam sexualmente meninas para provar sua heterossexualidade.

 

5. Nos torna suscetíveis ao suicídio

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Estudos afirmam que adolescentes que sofrem com gozações são cerca de 2,5 vezes mais propensos a tentar se matar. Entretanto, o que é menos conhecido é que este risco permanece com você ao longo da vida. Em 2007, um estudo britânico descobriu que adultos que tinham sido vítimas de bullying na escola eram duas vezes mais propensos a tentar o suicídio na vida adulta.

O estudo incluiu mais de 7 mil pessoas, indo desde jovens adultos até idosos. A pesquisa foi especificamente controlada para outros fatores, como abuso sexual na infância, pais violentos e adolescentes que fugiram de casa. No entanto, os autores concluíram que o bullying por si só poderia causar um aumento significativo no risco de suicídio enquanto adultos.

Em essência, o bullying fica com você. E o que parece ser um pouco de diversão inofensiva na escola poderia, na realidade, ser uma sentença de morte a longo prazo.

 

4. Prejudica todos os envolvidos

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Até agora, focamos principalmente na bagagem à qual as vítimas ficam presas ao longo da vida, porém os próprios bullies também podem sofrer.

Em quase todos os índices importantes, os valentões se saem tão mal quanto ou ainda pior do que suas vítimas. Eles são mais propensos a se envolver em comportamentos de risco, ter resultados financeiros negativos e sofrer com problemas sociais quando adultos. O único ponto em que eles vão melhor do que as suas vítimas é na saúde e, mesmo assim, o resultado é pior do que aqueles que nunca se envolveram com bullying.

Então, o que está acontecendo? Este é apenas um sintoma do clássico caso do valentão sofredor, no qual uma criança desconta sua dor interior violentando outras? Talvez. Mas estudos têm mostrado que muitas crianças normais, sem problemas sérios, também se tornam bullies. Inacreditavelmente, pode ser que o simples ato de praticar o bullying mexe com o autor da violência, tanto quanto com a vítima.

 

3. Nós não podemos resolvê-lo

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Nesse momento, você deve estar se sentindo um pouco deprimido. No entanto, pelo menos há um raio de luz no final do túnel. É só colocar dinheiro suficiente em campanhas anti-bullying e tudo vai ser resolvido, certo? Bem, desculpe desapontá-lo ainda mais, mas a Universidade de Arlington (EUA) diz o contrário.

Em um estudo publicado no “Journal of Criminology”, os pesquisadores examinaram mais de 7 mil crianças em 195 escolas diferentes, com e sem programas anti-bullying. As escolas com procedimentos de prevenção ao bullying apresentavam maiores taxas de bullying do que aquelas sem. De acordo com os autores do estudo, coisas como “semana anti-bullying” não apenas despertam as crianças para o conceito de implicar com os outros, mas também involuntariamente lhes dão informações sobre como se esquivar do castigo depois.

Porém, nem toda a esperança está perdida. Os pesquisadores sugerem que programas mais sofisticados poderiam ajudar a identificar a dinâmica valentão-vítima e criar políticas de prevenção sob medida. Contudo, a não ser que um monte de pessoas estejam dispostas a dar muito dinheiro para estes projetos, eles provavelmente nunca sairão do papel.

 

2. Crianças recompensam os seus agressores2

Se nós, adultos, somos impotentes para ajudar as crianças vítimas de bullying, é tentador pensar que talvez os nossos próprios filhos possam fazer a diferença. Só espere sentado: um estudo recente da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) revelou que, quanto mais praticam bullying, mais populares as crianças do ensino fundamental ficam.

Isso cria um problema enorme para os ativistas. Se as crianças associam ser um valentão a ser o mais legal da sala e resistir ao bullying com apanhar e perder seu lanche, então elas sempre vão ficar do lado dos valentões. Na verdade, apenas 2% das crianças universalmente adoradas em qualquer série e 2% de crianças universalmente desprezadas parecem imunes à necessidade de intimidar, de acordo com o estudo. Para todos os outros, agir como um idiota total é uma fórmula garantida de escada social.

 

1. É da natureza humana

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Toda sociedade na história da humanidade teve valentões, de uma forma ou de outra. Se você quer colocar a culpa em algo, não precisa ir além da evolução.

O bullying existe em todo o reino animal e, em primatas, tem uma função muito específica. Os chimpanzés ou macacos que não conseguem obedecer a uma dinâmica de grupo podem colocar em perigo todos à sua volta – ou pelo menos tornar o grupo menos eficaz em sobreviver. Então, um pouco de bullying pode manter os primatas rebeldes na linha.

Os seres humanos não precisam mais da estrita conformidade e total cooperação para sobreviver, mas a nossa vontade de zoar os outros permanece. A coisa toda é nada mais do que um retrocesso, um apêndice séptico envenenando todo o corpo da humanidade. E nós estamos presos a ele [Listverse, Veja, IBGE].

domingo, 4 de maio de 2014

Solowheel, a máquina de andar

por Scott Tharler

Solowheel: US$1.800. Foto: Inventist.
Não tenho nada contra quem gosta do Segway - ou da Ryno - mas depois de andar em um Solowheel na semana passada na CES, olho para essas pessoas da mesma forma que olhava os “pilotos” de velocípede quando passei andar de bicicleta.

Diferentemente do Segway, o Solowheel têm apenas uma roda – e não há onde se segurar (aviso às crianças: mesmo que estejam com as mãos livres, não enviem mensagens de texto enquanto andam de Solowheel). Mas como o Segway, os sensores giroscópicos do Solowheel permitem virar, acelerar e desacelerar, andar para frente e para trás. Ele também reaproveita a energia quando desacelera ou desce uma ladeira, como um carro híbrido. Com uma carga completa da bateria de fosfato de ferro-lítio de 39V (LiFePO4) e o motor de 1kW, o Solowheel percorre de 24 a 32 quilômetros a 16 km/h.

Duas grandes diferenças entre os dois veículos são o preço e o tamanho. Um Solowheel novo é cerca de 25% mais barato que um Segway. E quando ambos são dobrados, o Segway cabe no porta-malas de um carro, enquanto o Solowheel fica do tamanho de um assento de banqueta, bem mais portátil.

Talvez seja difícil perceber isso, com tamanha desenvoltura e habilidade exibidas no vídeo abaixo, mas andar em um Solowheel requer alguma prática. A parte mais difícil é subir nele. Quem nunca andou em um tende a fixar um dos tornozelos no pad central, encostar em uma parede e virar o monociclo enquanto prende o tornozelo esquerdo, ficando em pé rapidamente. Os usuários mais avançados começam fixando só uma perna, dão um pulinho de skatista e encaixam a outra perna quando ele começa a andar.

A minha unidade de demonstração tinha rodinhas, o que é aceitável só se você andar em linha reta, mas não quando precisa virar. O truque para se manter equilibrado é ficar na posição mais ereta possível. E o centro do corpo não deve entrar na equação, como em um monociclo comum, a menos que você prefira se esborrachar como se tivessem puxado o tapete sob seus pés…

fonte: http://vroom.discoverybrasil.uol.com.br/solowheel-o-monociclo-eletrico/