sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sonda Curiosity revela grandes descobertas em Marte

Pesquisas feitas há mais de 1 ano foram finalmente reveladas pela Agência Espacial Norte Americana 


Após perfurar o solo de Marte e analisar amostras de seu material, a sonda Curiosity da NASA descobriu compostos orgânicos, os blocos de construção da vida que contém carbono, no subsolo do Planeta Vermelho. E não pára por aí! Além disso, os instrumentos da sonda detectaram água no subsolo de Marte, isso tudo após anunciarem a detecção de um grande pico de gás metano na atmosfera do Planeta Vermelho!

Apesar das grandes descobertas não servirem como prova de que a vida existiu ou existe em Marte, os investigadores afirmam que essa é a primeira vez que orgânicos foram confirmados em rochas do Planeta Vermelho, o que conclui um dos grandes objetivos da missão!

"Este é realmente um grande momento para essa missão", comenta John Grotzinger, cientistas da missão Curiosity, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA.

O instrumento SAM do rover detectou clorobenzeno e vários outros compostos de carbono contendo cloro em amostras de uma rocha chamada "Cumberland", que a sonda havia perfurado em maio de 2013.

O instrumento utiliza um forno minúsculo para "cozinhar" as amostras, e em seguida, analisa os gases que são produzidos. As rochas e o solo marciano são ricos em perclorato, que pode destruir ou alterar os compostos orgânicos durante esse processo de aquecimento, o que complicou a detecção da sonda Curiosity.

"Esta é a primeira detecção de compostos orgânicos em amostras de Marte", comenta Caroline Freissinet, do Goddard Space Flight Center da NASA. Freissinet também é autora principal do artigo que detalha os resultados de Cumberland, publicados no Journal of Geophysical Research.

A presença de perclorato em Marte é tão grande que fica difícil saber se a amostra de Cumberland original continha clorobenzeno e os outros compostos do cloro, ou alguns outros tipos de produtos orgânicos.

No que diz respeito a "vida em Marte", até agora é impossível dizer se os orgânicos detectados em Cumberland foram produzidos por organismos vivos. A NASA está planejando uma nova missão para o Planeta Vermelho, que deverá acontecer em 2020. Ela terá como objetivo a coleta de amostras e um possível retorno à Terra. Em 2020, os cientistas esperam ter amostras de materiais rochosos de Marte, e estudá-las de maneira muito mais profunda.

Sobre as outras grandes descobertas feitas pela sonda Curiosity, a detecção de um pico intrigante e misterioso de gás metano na atmosfera de Marte (observado entre o final de 2013 e o início de 2014) sugere que podem haver formas de vida que produziram essa grande quantidade repentina de metano, porém, até o momento, não há como dizer se essa grande produção de metano tem origem biológica ou não. Outra grande descoberta revelada pela missão trata da proporção de hidrogênio para deutério (também conhecido como "hidrogênio pesado") nas amostras de Cumberland, que fornecem pistas importantes sobre quando o Planeta Vermelho perdeu sua água de superfície.

A sonda Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012, e agora está explorando a região do Monte Sharp, que se eleva a 5,5 km a partir do centro da enorme cratera Gale.

Fonte: NASA
Imagens: NASA / JPL-Caltech / MSSS

sábado, 13 de dezembro de 2014

10 Hotspots para Observar o Céu Noturno no Brasil

Gosta de observar as estrelas? Então essa lista vai te interessar. Abaixo temos as dez melhores cidades no Brasil para observar o céu noturno. Geralmente os astrônomos recomendam você ir para locais que estão no minimo 50 km dos centros urbanos, onde não haja poluição luminosa.

O Brasil está repleto de locais ideais para fazer observações, veja:

- Sossêgo (PB), fica a 237 km de João Pessoa

- Arcoverde (PE), fica a 252 km do Recife

- Itacuruba (PE), fica a 466 km do Recife

- Pé de Serra (BA), fica a 173 km de Salvador

- Anápolis (GO), fica a 55 km de Goiânia

- Itabira (MG), fica a 99 km de Belho Horizonte

- Nova Friburgo (RJ), fica a 137 km do Rio de Janeiro

- Atibaia (SP), fica a 60 km de São Paulo

- Paranaguá (PR), fica a 90 km de Curitiba

- Novo Hamburgo (RS), fica a 60 km de Porto Alegre

Veja um exemplo de um belo céu noturno aqui mesmo no Brasil:



O vídeo time-lapse acima, não é somente mais um vídeo time-lapse, na verdade é um vídeo de extrema beleza que fará você ganhar cinco minutos do seu dia para ver essas imagens

O projeto brasileiro com qualidade inédita “Mandacaru” relatou as circunstâncias para registrar o vídeo: “Saímos do Rio de Janeiro, bairro de Copacabana, em um fusca de ano 1994, com destino o sertão do Ceará”. 



“Foram mais de 2.700 km de ida, viajamos durante três dias, 900 km por dia, em média, 14 horas por dia de direção”. 



O Mandacaru também relata os problemas que tiveram durante sua viagem: “O primeiro problema ocorreu na Serra de Petrópolis, o motor do fusca parou”. “Não podíamos abortar nossa viagem!” 

Através de uma ligação e com todo o empenho e esforço possível, o motor voltou a funcionar e eles puderam continuar com sua missão. Chegando perto do destino eles dormiram em hotéis de beira de estrada durante a noite. 

Faltando 300 km para chegarem a Parambu, Ceará, eles perceberam que o motor do carro começou a trabalhar com apenas dois cilindros. “Foram os 300 km mais longos, demorados e sofridos de nossas vidas”. 



“Percorremos de fusca aproximadamente 2363.12 km para chegarmos em uma cidade, onde existem cinco moradores, ficamos no local mais de duas semanas, registrando imagens raras”. 
Chegando ao Sertão dos Inhamuns, onde a umidade do ar fica entre 33% e 45%, assim deixando a atmosfera com pouca umidade e a poluição do ar e a poluição luminosa no local é praticamente 0% ao redor de seus 63 km quadrados, assim eles acreditam que lá exista um dos melhores pontos de observação do Brasil



Caso queiram saber toda essa história entre no FACEBOOK.
https://www.facebook.com/CaravanaTimeLapse

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

5 processos biológicos que seu corpo está fazendo agora e você nem se dá conta disso

1 – Uma questão de cheiro e gosto

Se você acha que apenas seu rosto tem células receptoras de cheiro e gosto, prepare-se para se surpreender: pesquisas realizadas na última década revelaram que partes do corpo humano como rins, coração, espinha, trato respiratório e até mesmo nossas células sanguíneas têm receptores de cheiro e gosto!

Nos rins, cientistas encontraram receptores de cheiro dentro de um componente conhecido como “mácula densa”. Essa região é a responsável por regular a filtragem do sangue e a produção de urina, mas a presença dessas células relacionadas ao cheiro sugere que nossos rins literalmente cheiram e/ou sentem o gosto do xixi que produzimos, quase como se isso fosse uma análise química, digamos assim.

Outro experimento indicou que nosso sangue também consegue sentir cheiro. Bizarro, não é? Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores colocaram células sanguíneas em uma câmara e adicionaram à mistura um componente de odor. Acredite você ou não, as células sanguíneas se movimentavam em direção ao odor.

E não é apenas o sangue que consegue detectar odores, não! O esperma também parece fazer a mesma coisa! Pesquisas indicam que as células reprodutoras masculinas usam seus receptores de cheiro para chegarem até o óvulo. Pelo visto somos muito mais eficientes do que imaginávamos, hein!

2 – As sinapses

O cérebro é um órgão espetacular que, basicamente, controla tudo o que você faz e, inclusive, o que você é. O órgão é tão complexo que a Ciência está longe de poder dizer que sabe tudo sobre ele e, por isso, cada nova descoberta é digna de comemoração.

Por muito tempo o consenso era de que o cérebro humano tinha 100 bilhões de neurônios. Um estudo mais intenso revelou que esse número é, na verdade, menor: ao que tudo indica, temos “apenas” 86 bilhões de neurônios.

A questão surpreendente no quesito neural não é nem o número dessas células, mas a quantidade de conexão feita entre os neurônios. A essas ligações a Ciência deu o nome de “sinapse”.

A todo o momento seu cérebro está criando novas sinapses, e, se para você fica mais fácil entender a imensidão da coisa usando números, vamos a eles: seu cérebro é capaz de produzir 100 trilhões de sinapses – só para você ter ideia, esse número é equivalente a mil vezes o número de estrelas da Via Láctea.

Se ainda não está fácil entender o poder da máquina que você carrega dentro do seu crânio, saiba que, em 2013, cientistas alemães e japoneses tentaram construir uma máquina que fosse capaz de simular o poder do cérebro humano. Para isso, foram necessários 82.944 processadores e, para arquivarem o mesmo número de informações que o cérebro processa em um segundo, essa máquina levou 40 minutos.

3 – Seu ouvido é um termômetro

Evoluímos para nos adaptarmos melhor ao ambiente que nos cerca e, pelo jeito, até mesmo nossos ouvidos, com o passar do tempo, começaram a adquirir outras funções além da básica, que é escutar.

O formato da orelha humana, com tantas dobraduras, não é apenas uma questão de estilo, mas uma forma que nosso corpo encontrou para conduzir melhor as ondas sonoras à nossa volta, de modo que possamos identificar a direção do som que vem até nós. O que muita gente nem faz ideia é que, pelo ouvido, conseguimos escutar a temperatura. Sim, você leu certo: escutar a temperatura.

Esse conceito pode até parecer meio sinestésico demais, mas um experimento feito na Grã-Bretanha comprovou que os participantes conseguiam saber se uma xícara de chá continua a bebida quente ou fria apenas ouvindo o barulho do líquido sendo servido.

Os resultados do teste mostraram que 96% dos voluntários conseguiram apontar com exatidão se o chá estava quente ou frio. Há quem acredite que isso acontece devido a diferenças de viscosidade entre o chá quente e o frio, afinal as moléculas do líquido gelado são menos enérgicas – isso faz com que o chá quente, quando derramado na xícara, produza um barulho mais suave que, sem nem nos darmos conta, conseguimos distinguir graças às nossas orelhas poderosas.

4 – Ácido, ácido, ácido, muito ácido

O processo de digestão envolve uma quantidade absurda de ácido clorídrico que derrete o alimento que você ingere. Esse ácido é extremamente corrosivo – capaz de corroer aço, só para você ter ideia – e, mesmo assim, nós vivemos com esse tipo de substância dentro de nós mesmos. Como será que esse ácido não nos derrete também?

Bem... Na verdade, ele nos derrete, sim. Felizmente, nosso estômago é capaz de se regenerar diversas vezes seguidas – ufa! A verdade é que o estômago é formado por células especiais que secretam uma proteína capaz de nos proteger desse banho de ácido.

Funciona assim: depois que o alimento é digerido, as células estomacais neutralizam o efeito do ácido, transformando-o em um material alcalino. Assim o alimento digerido não passa pelo intestino queimando tudo e seu estômago não derrete.

A bizarrice nessa coisa toda está no fato de que mesmo a melhor proteção estomacal não é capaz de livrar o órgão da corrosão. Doses de ácido clorídrico estão, aos poucos, comendo você por dentro. A cada três dias a membrana que reveste seu estômago é substituída por uma nova, ou seja: a pele do seu estômago é completamente corroída duas vezes por semana e renasce ao fim de cada processo.

5 – Câncer

Você pode manter alguns hábitos saudáveis, como não fumar, praticar atividades físicas e tentar manter uma alimentação balanceada, mas a verdade é que mulheres têm 38% de chances de desenvolver algum tipo de câncer – nos homens, as chances sobem para 43%.

As chances são assim tão altas porque, infelizmente, nosso corpo contribui para o desenvolvimento da doença, que surge quando uma célula é danificada de forma que seu DNA seja alterado e se programe para matá-la. Assustadoramente, isso acontece em uma proporção absurda: cada uma das muitas trilhões de células do seu corpo pode sofrer milhares de lesões por dia. Seu corpo é praticamente uma bomba-relógio.

Biologicamente inteligente que somos, nosso corpo conta com a ajuda de algumas enzimas que fiscalizam o DNA das nossas células, na tentativa de deixá-lo saudável e não autodestrutivo. Essas enzimas conseguem identificar erros celulares e, felizmente, na maioria das vezes, dão conta do recado e reconstituem tudo, antes que essas alterações se transformem em doença.

O fato de que algumas pessoas desenvolvem câncer nos prova que esse sistema de regeneração não é o mais efetivo de todos, mas ainda assim é um alívio sabermos que contamos com ele.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sonido fantasma perturba pessoas ao redor do mundo

Zumbido misterioso vem sendo ouvido em todo o mundo


Conhecido como Hum, um constante e monótono som vem sendo constantemente ouvido em diversos lugares, sobretudo na Inglaterra e Escócia.

Mas o que forma o zumbido, e por que só afeta uma pequena porcentagem da população em determinadas áreas, é um mistério, apesar de uma série de investigações científicas.

Relatórios começaram a surgir durante a década de 1950 a partir de pessoas que nunca tinham ouvido nada de anormal até então. De repente, elas eram atormentadas por um zumbido chato de baixa freqüência , latejante ou um estrondo.

Os casos parecem ter vários fatores em comum: Geralmente, o zumbido é apenas ouvido dentro de casa, e é mais forte à noite do que durante o dia. Também é mais comum em ambientes rurais ou suburbanos; relatos do zumbido são raros em áreas urbanas, provavelmente por causa do barulho de fundo constante em cidades populosas.

Quem ouve o Hum?

Apenas cerca de 2% das pessoas que vivem em uma determinada área Hum está propensa a ouvir o som, e a maioria delas tem entre 55 e 70 anos, de acordo com um estudo realizado em 2003 pelo consultor acústico Geoff Leventhall, de Surrey, na Inglaterra.

A maioria das pessoas que ouvem a Hum o descrevem como um som semelhante a um motor diesel em marcha lenta nas proximidades. E o Hum levou praticamente cada um deles a ponto do desespero:

“É um tipo de tortura, às vezes, você só quer gritar,” disse o aposentado Katie Jacques, de Leeds, Inglaterra. 

Leeds é um dos vários lugares da Grã-Bretanha onde o zumbido apareceu recentemente. 

“É pior à noite”, disse Jacques. “É difícil dormir com esse som pulsando no fundo.”

Sendo descartados como malucos, a maioria das pessoas que ouvem o Hum têm uma audição perfeitamente normal. Elas queixam-se de dores de cabeça, náuseas, tonturas, sangramento nasal e distúrbios do sono. Pelo menos um suicídio no Reino Unido foi acusado ao Hum, segundo a BBC.

As zonas Hum

Bristol, na Inglaterra, foi um dos primeiros lugares na Terra onde o Hum foi relatado. Na década de 1970, cerca de 800 pessoas na cidade costeira relataram ter ouvido um som vibrando constantemente, que acabou por ser atribuído a circulação de veículos e fábricas locais trabalhando em turnos de 24 horas.

Outro Hum famoso ocorreu perto Taos, no sul dos Estados Unidos, na primavera de 1991. A equipe de pesquisadores da Universidade do Novo México e outros especialistas regionais foram incapazes de identificar a origem do som.

Windsor, no Canadá, é outro local onde constantemente se ouve o Hum. Pesquisadores da Universidade de Windsor recentemente analisaram o Hum local e tentaram determinar sua causa.
Os pesquisadores também têm investigando o Hum em Bondi, uma área costeira de Sydney, na Austrália, durante vários anos, sem sucesso.

O que causa o Hum?

A maioria dos pesquisadores que investiga o Hum expressa alguma confiança de que o fenômeno seja real, e não resultado de histeria em massa ou extraterrestres transmitindo sinais para a Terra a partir de suas naves espaciais.

Equipamentos industriais são geralmente a primeira fonte de suspeita do zumbido. Em um exemplo, Leventhall foi capaz de traçar o ruído a unidade de aquecimento central de um prédio vizinho em Kokomo, cidade do estado de Indiana, EUA.

Outras fontes suspeitas incluem linhas de alta pressão de gás, linhas de energia elétrica, dispositivos de comunicação sem fio, entre outros. Há alguma especulação de que o zumbido possa ser o resultado da radiação eletromagnética de baixa frequência, audível apenas para algumas pessoas. Fatores ambientais também têm sido responsabilizados, incluindo microssismos muito fracos – tremores de terra de baixa frequência que podem ser gerados pela ação das ondas do mar.

Outras hipóteses, incluindo experimentos militares e comunicações de submarinos, também foram levantadas. Por enquanto, os ouvintes da Hum devem recorrer a dispositivos para reduzir ou eliminar o ruído irritante.

Leventhall, que recomenda que alguns ouvintes façam alguma terapia cognitivo-comportamental para aliviar os sintomas causados ​​pelo zumbido, não está confiante de que o enigma seja resolvido em breve.

“Tem sido um mistério durante 40 anos, então ele pode muito bem continuar a ser um por muito mais tempo”, Leventhall disse à BBC. 

Fonte: LiveScience

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

MITOS SOBRE O VÍCIO EM CRACK

Muito antes de ele trazer pessoas para seu laboratório, na Universidade de Columbia, para fumar crack, Carl Hart viu os efeitos da droga em primeira mão. Crescendo na pobreza, ele assistiu os parentes se tornarem viciados em crack, vivendo na miséria e roubando de suas mães. Amigos de infância acabaram em prisões e necrotérios.

Esses viciados pareciam escravizados pelo crack, como ratos de laboratório que não conseguiam parar de pressionar a alavanca para obter mais cocaína, mesmo quando eles estavam morrendo de fome. O crack fornecia a poderosa dopamina ao centro de recompensa do cérebro, de modo que os viciados não poderiam resistir a uma outra dose.

Pelo menos era assim que Dr. Hart pensava quando ele começou a sua carreira de pesquisador na década de 1990. Como outros cientistas, ele esperava encontrar uma cura para o vício neurológico, algum mecanismo de bloqueio da atividade da dopamina no cérebro, de modo que as pessoas não sucumbissem ao desejo de outra forma irresistível para a cocaína, heroína e outras drogas altamente viciantes.

Mas, depois, quando ele começou a estudar os viciados, ele viu que as drogas não eram tão irresistíveis, afinal.

“Oitenta a 90 por cento das pessoas que usam crack e metanfetamina não ficam viciadas”, diz o Dr. Hart, professor associado de psicologia. “E o pequeno número de pessoas que se tornam viciadas não se parecem com as populares caricaturas de zumbis.”, disse em entrevista ao NY Times.

Dr. Hart recrutou viciados oferecendo-lhes a chance de fazer 950 dólares, enquanto fumavam crack feito a partir de cocaína farmacêutica. A maioria dos entrevistados, assim como os viciados que ele conheceu crescendo em Miami, eram homens negros de bairros de baixa renda. Para participar, eles tinham que viver em uma enfermaria de hospital por várias semanas durante o experimento.

No início de cada dia, com pesquisadores assistindo através de um espelho unidirecional, uma enfermeira colocava uma certa dose de crack em um tubo – a dose variava diariamente. Apesar de fumar, o participante ficava de olhos vendados para que não pudesse ver o tamanho da dose desse dia.

Em seguida, depois do uso inicial, eram oferecidas a cada participante mais oportunidades, durante o dia, para fumar a mesma dose. Mas, a cada vez que a oferta era feita, os participantes também podiam optar por uma recompensa diferente, a qual poderiam obter quando finalmente deixassem o hospital. Às vezes, a recompensa era de US $ 5 em dinheiro, e às vezes era um voucher de R $ 5 para mercadoria em uma loja.

Quando a dose de crack era relativamente alta, o participante, normalmente, escolhia continuar a fumar durante o dia. Mas quando a dose era menor, era mais provável a escolha do prêmio alternativo.

“Eles não se encaixavam na caricatura do viciado em drogas que não conseguem resistir à próxima dose”, disse Hart. “Quando eles receberam uma alternativa para parar, eles fizeram decisões econômicas racionais.”

Quando a metanfetamina substituiu o crack como o grande flagelo da droga nos Estados Unidos, Dr. Hart trouxe viciados em metanfetamina em seu laboratório para experimentos semelhantes – e os resultados mostraram decisões igualmente racionais. Ele também verificou que quando aumentou a recompensa alternativa para US $ 20, os viciados em metanfetamina e crack escolheram o dinheiro. Os participantes sabiam que iriam receber o dinheiro somente no fim do experimento, semanas depois, mas eles ainda estavam dispostos a esperar, abrindo mão do prazer imediato da droga.

As descobertas feitas Dr. Hart o fizeram repensar tudo o que ele tinha visto na juventude, como ele relata em seu novo livro, “Alto Preço”. É uma combinação fascinante de memórias e ciência: cenas dolorosas de privação e violência acompanhadas por análise serena do histórico de dados e resultados de laboratório. Ele conta histórias horripilantes – sua mãe o atacou com um martelo, seu pai encharcado com um pote de calda fervente – mas então ele olha para as tendências que são estatisticamente significativas.

Sim, diz ele, algumas crianças foram abandonadas pelos pais viciados em crack, mas muitas famílias de seu bairro foram dilaceradas antes do crack – incluindo a sua. (Ele foi criado em grande parte por sua avó.) Sim, os primos se tornaram viciados em crack, vivendo em um galpão abandonado, mas tinham abandonado a escola e estavam desempregados, muito antes do crack.

“Parece haver muitos casos em que as drogas ilícitas têm pouco ou nenhum papel para a ocorrência daquelas situações degradantes”, escreve o Dr. Hart, agora com 46 anos. Crack e metanfetamina podem ser especialmente problemáticas em alguns bairros pobres e áreas rurais, mas não porque as próprias drogas são tão potentes.

“Se você está vivendo em um bairro pobre privado de todas as opções, há uma certa racionalidade em continuar a tomar uma droga que vai lhe dar algum prazer temporário”, disse o Dr. Hart em uma entrevista, argumentando que a caricatura de viciados em crack escravizados vem de uma má interpretação das famosas experiências com ratos.

“O principal fator é o ambiente, se você está falando de seres humanos ou ratos”, disse Hart. “Os ratos que continuam pressionando a alavanca para a obtenção de cocaína são os que foram criados em condições solitárias e não têm outras opções. Mas quando você enriquece o seu ambiente, dando-lhes acesso a doces e deixando-os brincar com outros ratos, eles deixam de pressionar a alavanca”.

“Guerreiros contra as drogas” podem ser céticos em relação a seu trabalho, mas alguns outros cientistas estão impressionados. “O argumento geral de Carl é persuasivo e referendado pelos dados”, disse Craig R. Rush , um psicólogo da Universidade de Kentucky que estuda o abuso de estimulantes. “Ele não está dizendo que o abuso de drogas não é prejudicial, mas ele está mostrando que as drogas não transformam as pessoas em lunáticos. Elas podem parar de usar drogas quando são fornecidos reforçadores alternativos”.

via NY Times (tradução: Visão Ampla).


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mobiliário Universal

Que tal uma poltrona que pode se adaptar em qualquer cômodo da casa, até em numa parede curva? Conheça o novo conceito em design de móveis, a invenção russa denominada mobiliário universal.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Atmosfera solar


A Lua :: The Moon


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O relativismo e a verdade

Putnam (foto) nos diz que: (1) a verdade é independente da justificação aqui e agora, mas não de toda justificação. 

Afirmar que um enunciado é verdadeiro é afirmar que ele poderia ser justificado, e (2) presume-se que a verdade seja estável e "convergente"; se um enunciado assim como sua negação pudessem ser "justificados", mesmo em condições tão ideais quanto se possa esperar, não haveria sentido em pensar o enunciado como tendo um valor-de-verdade"(3)

Portanto, sem pretender formular uma exata definição de verdade, Putnam explica a noção de verdade como uma idealização da aceitabilidade racional e, portanto, como um conceito-limite objetivo e transcultural. Para Putnam (1983), a verdade é um ideal regulador em direção ao qual nossa investigação racional deve convergir. Para a maioria dos enunciados, existem condições epistêmicas melhores e piores, embora Putnam saliente que: 

"Não há uma simples regra geral ou método universal para saber que condições são melhores ou piores para justificar um juízo empírico arbitrário." (p. XVII)

Ainda que Putnam reconheça que a "verdade" é tão vaga e dependente do interesse e do contexto quanto nós, e que não há uma matriz fixa e a-histórica de padrões de racionalidade, uma tese central do seu realismo interno é que se trata de uma questão objetiva a de:

"qual seria o veredicto se as condições fossem suficientemente boas, um veredicto a que a opinião deveria ‘convergir’ se fôssemos razoáveis."(4) 

Em termos comparativos, "deve haver um sentido objetivo em que alguns juízos sobre o que é ‘razoável’ são melhores que outros."(5) Não importa qual seja o contexto histórico e cultural.

1. (Cf. Siegel, 1987) 
2. (Cf. Harré e Krausz, 1996) 
3. (Putnam, 1981, p. 56) 
4. (1983, p. XVIII) 
5. (Putnam, 1987, p. 74)

sábado, 8 de novembro de 2014

Pontos de Lagrange Sol-Júpiter e asteróides troianos

O Sol e Júpiter são os dois maiores objetos do sistema solar. Eles criam regiões interessantes de interação gravitacional chamadas de Pontos de Lagrange, que são lugares estáticos relativamente a Júpiter (acompanham o movimento orbital de Júpiter). Os asteróides em verde e os vermelhos do lado oposto da órbita de Júpiter estão concentrados em três pontos de Lagrange, resultando nesse padrão que vemos.