quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Não somatize doença!

O que você não resolve em sua mente, seu corpo transforma em doença. Transformar (conflitos psíquicos) em afecções de órgãos ou em problemas psicossomáticos.


Somatizar

Todos nós sabemos, ou deveríamos saber que uma determinada somatização de quaisquer tipos de sentimentos e pensamentos negativos, situações mal resolvidas, palavras não ditas geram problemas ainda maiores do que somente o stress. Hoje em dia, já se é comprovado a total influência mental e emocional em seu estado de saúde.

Sabemos que obviamente não se trata somente disso, porém como o próprio título deste artigo diz o que você não resolve em sua mente seu corpo transforma em doença. E como isso funciona?

Muito simples você acumula dentro de si tudo que deveria se livrar. Stress acumulado, preocupações, sentimentos negativos, enfim, tudo o que não deve lhe pertencer. Isso gera a tal falada “somatização”. Você concorda comigo que se seu corpo está com algum problema, para que você saiba que ele não está bem, ele precisa “avisar”? Isso envolve: sistema muscular, sistema respiratório, sistema cardiovascular entre outros.

Sinais cerebrais

Apesar de mudar de pessoa para pessoa, a somatização é explicada cientificamente. Raiva, paixão, tristeza, medo e uma série de emoções causam alterações no organismo, liberando ou inibindo a produção de substâncias, como adrenalina, cortisol e serotonina.

Quando a pessoa fica durante muito tempo submetido a uma situação diferente, ela desencadeia mudanças no sistema nervoso autônomo, responsável pelos batimentos cardíacos, pela temperatura corporal, pela digestão, pela respiração e pela sexualidade. Além disso, provoca mudanças no sistema endocrinológico, que produz uma série de hormônios, e no sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo.

Desse modo, a bagunça no corpo começa e os sintomas aparecerem – o local escolhido depende da herança genética e racial de cada pessoa. 

“O indivíduo tende a somatizar nas áreas do corpo que já estão mais fragilizadas ou já tiveram um problema no passado. Depende das reações e da composição física de cada pessoa”, afirma o Dr. Leonard Varea. 

Então faça uma limpeza em seu “lixo” interior, livre-se do que pode lhe trazer danos maiores. Ame-se e resolva-se consigo mesmo para que seu corpo e sua mente não somatizem e lhe tragam possíveis novas doenças.

Fonte: Compartilhado de O Segredo

Saiba mais: 

O quanto as nossas emoções influenciam o nosso corpo



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resultado de uma Guerra Nuclear

O que aconteceria se 100 bombas nucleares explodissem na Terra?

Mortes instantâneas e graduais, mudança climática radical e até alteração no DNA: o impacto seria desastroso! 

Um grupo de cientistas norte-americanos desenvolveu um estudo para analisar o que aconteceria com o planeta - e a humanidade -  diante de uma guerra nuclear regional de média proporção. 

Como cenário, desenharam uma suposta guerra entre a Índia e o Paquistão, países que têm um poderio nuclear bem inferior à Rússia, EUA e China. 

Levando em consideração que o arsenal mundial é de 17 mil armas, foi estipulado o uso de 100 ogivas do tamanho da bomba lançada em Hiroshima. Os resultados foram estes: 

1) Fuligem: Cinco megatons desse material seriam liberados e absorveriam o calor do Sol. Parte desse material poderia voltar à Terra em forma de chuva. 

2) Resfriamento: A temperatura da superfície terrestre cairia cerca de 16,6ºC em um ano e outros 16 cinco anos depois. Acredita-se que o clima demoraria 20 anos para se restabelecer. 

3) Menos chuvas: O resfriamento provocaria uma queda de chuvas de 9% em 5 anos e 4,5% depois de 26 anos. 

4) Geadas: De 2 a 6 anos após o ataque, as temporadas livres de geadas seriam reduzidas entre 10 e 40 dias. Consequentemente, os períodos de cultivo diminuiriam. 

5) Camada de ozônio: Seria reduzida de 20 a 25% por causa das reações químicas que afetariam a atmosfera. Após 10 anos, poderia se recuperar, sendo apenas 8% mais fina que atualmente. Esse fenômeno provocaria um aumento de queimaduras e câncer de pele, a redução do crescimento dos vegetais e a mudança de DNA em algumas plantas e bactérias. 

Fonte: RT / History
Imagem: Shutterstock.com

sábado, 11 de fevereiro de 2017

10 frutas e legumes que os cães adoram

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Se você é dono de cachorro, você sabe o quão importante é dar a comida certa para eles, certo? 

Quem ama quer que seu animal viva durante muito anos saudável. E para ter saúde, nada melhor do que regrar bem aquilo que se ingere.

1. Maçãs (menos o caroço)

Uma maçã por dia, mantém o veterinário afastado? Isso pode ser verdade, maçãs contêm antioxidantes que ajudam a aumentar a imunidade. Além disso, são doces… Apenas certifique-se de jogar fora o núcleo (caroço), já que as sementes da maçã podem ser prejudiciais para nossos filhotes caninos.

 2 . Espinafre

Os espinafres não só têm um alto teor de ferro, mas também contém cálcio que contribuiu para a saúde óssea. Espinafres também contém propriedades anti-inflamatórias/ anti-câncer, por meio de flavonóides e carotenóides.

 3. Abóbora

Cozinhada, fresca ou enlatada, os patudos adoram lamber este deleite saboroso. Abóbora ajuda na digestão problemática. Funciona para a constipação e diarreia.

 4. Feijão verde

É uma junção de fibra e crocante. O feijão verde também oferece um conjunto de vitaminas e nutrição. Eles são um alimento de baixas calorias, ideal para peludos que gostam de comer entre as refeições.

5. Melancia

É uma fruta cheia de licopeno antioxidante. As melancias são suaves o suficiente para a maioria dos caninos poderem comer. Além de ser repleta de nutrientes, a suculência é suficiente para adicionar um pouco de hidratação extra em um dia quente.

 6. Cantalupo

Estes deleites saborosos são suaves, fáceis de digerir para a maioria dos nossos amiguinhos, já para não falar da quantidade de vitaminas. Cheio de beta-caroteno, estudos têm demonstrado que o beta-caroteno pode reduzir e prevenir o crescimento de cataratas.

 7. Cenouras

Não são apenas um deleite de alimento para filhotes com sobrepeso em uma “dieta”, mas as cenouras também são ótimas aleadas para uma boa higiene oral. Cenouras naturalmente limpam e polem os dentes. Esta também parece ser uma boa alternativa aos sapatos que eles tanto gostam de roer.

 8. Mirtilos

Dado como um tratamento raro e ocasional, estas bolinhas azuis de antioxidantes têm surgido em alimentos comerciais para cachorrinho nos últimos anos. Mirtilos fornecem os mesmos benefícios para a saúde tanto para caninos como para seus donos.

9. Peras

Este tratamento saudável do coração é elevado na fibra dietética. As peras são doces, suculentas e a maioria dos nossos bebês aprecia o sabor e textura.

10. Batata Doce

Dos alimentos favoritos do feriado, devem ser deleites o ano inteiro. As batatas doces contêm quantidades elevadas de aminoácidos, que são bons para os músculos magros se tornarem fortes e realçam propriedades antioxidantes  (outros tipos de batata podem ser tóxicos aos cães)

Veja também o que é proibido dar aos cães:


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O maior deslizamento de gelo já filmado

O fotógrafo americano James Balog e sua equipe estavam viajando pela Groenlândia. Eles tinham colocado câmeras em volta do Círculo Ártico e passaram horas juntando material sobre mudanças no gelo.

Enquanto eles estavam montando seu equipamento para um documentário, eles simplesmente esperavam que fizesse um tempo bom e tirar algumas belas fotos daquela paisagem glacial impressionante.

Eles não estavam esperando registrar nada emocionante. Então, de repente, bem em frente a eles, parte da camada de gelo começou a se mover...Testemunharam com seus próprios olhos o momento em que um pedaço de gelo de milhares de anos, do tamanho da ilha de Manhattan (em Nova Iorque), simplesmente quebrou e afundou no mar...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Julian Assange, Google e Wikileaks

Julian Assange conta seu encontro com Eric Schmidt, presidente do Google, discutindo os problemas políticos enfrentados pela sociedade – da Primavera Árabe ao Bitcoin – e as respostas tecnológicas geradas pela rede global para esses dilemas.

Depois da publicação de Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet e há mais de dois anos asilado na Embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador e editor do WikiLeaks, lança no Brasil seu segundo e mais recente livro, Quando o Google encontrou o WikiLeaks

Ao longo de 168 páginas, Assange discute as consequências da acumulação de poder pelo Google no século XXI e relata seu encontro com Eric Schmidt, presidente do grupo, em 2011. O resultado é um livro fascinante e alarmante, que revela os polos opostos em que esses dois personagens icônicos da atual “era tecnológica” se encontram e suas opiniões divergentes sobre o destino do mundo e das novas tecnologias.

Assange foi procurado pelo executivo quando cumpria prisão domiciliar em Norfolk, na Inglaterra. Na época, o Google estava a caminho de se tornar a empresa mais influente do planeta pelas mãos de Schmidt, uma pessoa de natureza analítica e inteligência sistemática. Ambos debateram questões contemporâneas – da Primavera Árabe ao Bitcoin – e as respostas tecnológicas surgidas na rede global para os atuais dilemas sociopolíticos. 

Para Julian Assange  o potencial libertador da Internet é baseado na ausência de poder estatal. Schmidt, por outro lado, defende que sejam levadas em conta questões de política externa e as relações entre governo e empresas de tecnologia. Tais diferenças estão no cerne de uma disputa ideológica acirrada sobre o futuro da internet, que só se intensificou com os anos.

O livro traz um alerta sobre a natureza ambivalente das tecnologias de informação e comunicação e lembra que redes digitais e seus dispositivos não são neutros. 

“Assange liga nomes, fatos e instituições, deixando evidente que o Google não é uma mera empresa inovadora que distribui aplicativos e constrói plataformas para nos alegrar e nos permitir fazer mais por nós mesmos. O Google se tornou uma corporação que integra o sistema de controle, vigilância e expansão do poder do Estado norte-americano”, analisa o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, na apresentação. 


“Muitas pessoas pensam que o mundo da tecnologia é o mundo da ausência de relações de poder. Este livro mostra que elas estão enganadas. O poder não se faz por meio da tecnologia somente, mas está embutido na própria tecnologia.”

O Google não é a única empresa cujo posicionamento no mercado tem possibilitado um enorme poder político, mas é um exemplo dos perigos da internet corporativa. 


“Desde muito cedo, seus fundadores perceberam que o processamento de informações em grande escala os colocaria no centro de tudo”, afirma Assange. 


“À medida que cresce o monopólio do Google na área de busca e serviços de internet, e ele estende a vigilância industrial para a maior parte da população do planeta, dominando rapidamente o mercado de telefonia móvel e apressando-se para ampliar o acesso à internet no hemisfério sul, ele se torna praticamente a própria internet para muitas pessoas. A influência do Google sobre as escolhas e o comportamento de todos os seres humanos se traduz em um poder concreto de influenciar o rumo da história.”

O livro ganhou destaque na imprensa internacional, noticiado em jornais como The Guardian e The Independent, por fazer parte da empreitada de Assange para revolucionar as formas de acesso à informação. 

Quando o Google encontrou o WikiLeaks apresenta a conversa entre Schmidt e Assange em forma de diálogo transcrito, e inclui ainda um prefácio redigido pelo fundador do WikiLeaks especialmente para a edição brasileira.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado

Em ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’, os jornalistas destrincham o WikiLeaks e exploram as peças de um quebra-cabeça nas manchetes mundiais. Eles examinam a cultura da internet que tornou possível a revelação de informações sigilosas e os hackers fanáticos que formaram a base do WikiLeaks. Exploram os eventos secretos que o site divulgou, da revelação de execuções de civis no Quênia em 2008 à avalanche de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos em 2010. 

Os autores ainda analisam as implicações das revelações do WikiLeaks e desvelam a natureza contraditória de Julian Assange - um homem elogiado pela Anistia Internacional em 2009, mas que, menos de um ano depois, seria acusado pela polícia sueca de crimes sexuais.

"Com direitos já vendidos para oito países, ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’ é o primeiro relato detalhado sobre o fenômeno WikiLeaks. Do lançamento do site, em 2006, até os mais recentes acontecimentos neste drama que define uma era, o livro conta a verdadeira história por trás das manchetes, em um registro cativante e revelador que traz o leitor até o momento presente. 

Os autores, jornalistas do The Guardian liderados por David Leigh, editor investigativo, e Luke Harding, correspondente em Moscou, estiveram no centro da cobertura do maior vazamento de informações secretas da história. Trabalhando com o correspondente do Guardian em Nova York, EdPilkington, eles tiveram acesso sem precedentes aos personagens principais dessa história, de diplomatas e políticos ao ex-porta-voz do WikiLeaks,Daniel Domscheit-Berg, e o próprio Julian Assange. 

Em ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’, os jornalistas destrincham o fenômeno WikiLeaks e exploram as muitas peças de um quebra-cabeça que continua a dominar as manchetes mundiais. Eles examinam a cultura da internet que tornou possível a revelação de informações sigilosas e os hackers fanáticos que formaram a base do WikiLeaks. 

Exploram os eventos secretos que o site divulgou, da revelação de execuções de civis no Quênia em 2008 à avalanche de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos em 2010. Os autores ainda analisam as implicações das mais recentes revelações do WikiLeaks e desvelam a natureza estranha e contraditória de Julian Assange – um homem elogiado pela Anistia Internacional em 2009, mas que, menos de um ano depois, seria acusado pela polícia sueca de crimes sexuais. 

Até agora, a história do WikiLeaks foi revelada de maneira fragmentada. O livro ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’ apresenta o quadro completo...

...Quem quiser saber mais detalhes do vazamento o livro é super indicado: http://acesse.vc/v2/c0223de0. Garanto que não vão se arrepender, principalmente quem gosta de investigação e espionagem. Vale muito a pena ser lido para ver quanta besteira os governantes estão fazendo por ai. Detalhe: Os relatórios secretos citados no decorrer do livro, estão em anexo no final dele."

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Monet pintando as "Ninfeias" em Giverny

Já imaginou ver Claude Monet (1840-1926) pintando suas Ninfeias em Giverny? Pois é, publicamos aqui um vídeo raríssimo (dizem que é o único existente) gravado em 1915, onde mostra o artista em pleno desenvolvimento de uma de suas obras.



Monet viveu em Giverny de 1883 até sua morte em 1926 e muitas de suas obras retratam cenas sua propriedade, cheia de plantas, flores coloridas, lago, jardins e a charmosa ponte em estilo japonês, sem falar nas Ninfeias, inspiração para muitas de suas obras (que estão no Musée L’Orangerie em Paris).

Hoje, a propriedade abriga a Fundação Monet e a casa onde o artista morou, atualmente é um museu dedicado a ele.

O local fica aberto à visitação de 29 de março a 1 de novembro, durante os meses em que o jardim está mais florido e belo. E funciona todos os dias, das 9:30h as 18h (última entrada as 17:30h).


Fonte: http://parissempreparis.com.br/filme-rarissimo-mostra-monet-pintando-as-ninfeias-em-giverny/

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Aloha Spirit

Aloha é uma palavra da língua havaianausada como forma de saudação ou despedida, que significa "olá" ou "tchau".

Originalmente a palavra era usada exclusivamente como uma demonstração de afeto, paz, misericórdia, e compaixão. Posteriormente, perto do século XIX, começou a ser usada para cumprimentar ou se despedir de alguém. 

A palavra aloha está imbuída com algumas características do povo havaiano, como a amizade, hospitalidade e cordialidade.

Aloha Spirit

Aloha Spirit, ou em português, Espírito Aloha, é muito mais do que uma palavra, é um estilo de vida e uma técnica que pode ser aplicada em qualquer vida. Esta técnica é caracterizada por uma regra: abençoar tudo e todos que representam aquilo que um indivíduo quer.

O aloha spirit indica que a palavra aloha tem um significado bem mais profundo do que simplesmente "amor", "olá" ou "tchau". É uma mentalidade constante de aceitação, um caminho que possibilita solucionar qualquer problema e alcançar qualquer objetivo.

O espírito aloha está cheio de uma energia positiva que está relacionada com um Poder Universal conhecido como Mana. A utilização desse recurso permite alcançar verdadeira felicidade, saúde e prosperidade.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Memória

"Memória é coisa recente. 
Até ontem, quem lembrava?
A coisa veio antes, ou antes, veio a palavra?
Ao perder a lembrança, grande coisa não se perde.
Nuvens são sempre brancas.
O mar? Continua verde."                                                      

– Paulo Leminski



Imagem: A Persistência da Memória
Artista: Salvador Dalí
Dimensões: 0 ft 9 in x 1 ft 1 in
Material: Tinta a óleo sobre tela
Localização: Museu de Arte Moderna (desde 1934)
Criação: 1931
Período: Surrealismo

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

6 falsas premissas que impulsionam a desigualdade

Oxfam: 6 falsas premissas que impulsionam a desigualdade


Relatório aponta os discursos disseminados por corporações e super-ricos para influenciar políticas que os favoreçam



Divulgado na segunda 16, o último relatório da Oxfam revelou que só oito indivíduos (todos homens) detêm a mesma riqueza que os 3,6 bilhões que fazem parte da metade mais empobrecida do planeta.



Além disso, o abismo entre ricos e pobres está aumentando em uma velocidade muito maior do que se esperava, em parte devido às estratégias do topo da pirâmide econômica, habitado por grandes corporações e os "super-ricos", utilizadas para influenciar políticas e garantir regras que os favoreçam, mesmo que em detrimento do restante da sociedade.



"A atual economia do 1% baseia-se em uma série de falsas premissas que fundamentam muitas das políticas, investimentos e atividades de governos, empresas e indivíduos ricos, e que não satisfazem as necessidades de pessoas em situação de pobreza e da sociedade de uma maneira geral", afirma o estudo da Oxfam. 



O documento produzido pela ONG inglesa, que busca combater o aumento da desigualdade, elenca as falsas seis premissas que acabam por acirrar o fosso entre ricos e pobres: 



1 - O mercado está sempre certo e o papel dos governos deve ser minimizado



A crença inabalável no poder do mercado, aliada a uma visão negativa do papel do Estado na economia, é o alicerce do neoliberalismo. Na verdade, diz o relatório, não existe confirmação de que o mercado seja o melhor meio de organização para a vida em sociedade. Ao contrário. Para a Oxfam, os mercados precisam ser cuidadosamente geridos, a fim de proteger os interesses das pessoas.



"Vimos como a corrupção, o favorecimento ou o nepotismo distorcem os mercados em detrimento de pessoas comuns e como o crescimento excessivo do setor financeiro exacerba a desigualdade", diz o estudo, lembrando da crise financeira de 2008.



Além disso, existem exemplos práticos de como a privatização de serviços considerados essenciais, como a saúde, a educação ou o abastecimento de água, acaba por prejudicar os mais pobres, em especial, as mulheres. 



2 - Nas empresas, o lucro e o retorno para os acionistas deve estar acima de tudo 



A minimização de custos fiscais e trabalhistas e a maximização da receita são consideradas a fórmula para melhorar a rentabilidade das empresas e torná-las mais "eficientes".



No entanto, a busca pelo lucro acima de tudo e pelos maiores retornos possíveis aos acionistas acaba por aumentar, de maneira desproporcional, a renda dos que já são ricos, ao mesmo tempo em que pressiona negativamente trabalhadores, fornecedores, comunidades e o meio ambiente.



O estudo pede que as empresas busquem um "capitalismo sustentável", com geração de lucros razoável e uma remuneração mais justa para os trabalhadores. 



3 - A riqueza individual extrema é sinal de sucesso



O estudo defende que a concentração de renda nas mãos de poucos indivíduos é "economicamente ineficiente, politicamente corrosiva e prejudicial para o nosso progresso coletivo". Embora existam evidências contrárias, afirma a Oxfam, muitos ainda acreditam que chega-se ao topo da pirâmide trabalhando duro e contando com uma boa dose de talento. Outra falsa premissa é que os super-ricos contribuem para o crescimento econômico.



Dados do FMI citados pelo estudo revelam, porém, que países menos desiguais crescem mais e por mais tempo. Por outro lado, países com muitos bilionários crescem mais lentamente. 



4 - O crescimento do PIB deve ser o principal objetivo econômico 



Considerada a ferramenta padrão para se dimensionar a economia de um país, a soma de todos os bens e serviços produzidos por empresas, governos e indivíduos, isto é, o Produto Interno Bruto (PIB) foi classificado pela revista The Economist como um "indicador de prosperidade problemático".



Por ser uma média, o índice não leva em consideração a desigualdade e, além disso, não computa o trabalho doméstico não-remunerado realizado por uma enorme quantidade de mulheres no mundo todo. O estudo cita a Zâmbia, cujo PIB está crescendo a taxas elevadas, justamente quando o número de pessoas em situação de pobreza aumentou. 



5 - Nosso modelo econômico é neutro em relação ao gênero



Outra premissa falsa é a de que não existem diferenças de classe, raça e gênero dentro do modelo econômico vigente. Dentro desta lógica, os resultados alcançados por indivíduos são determinados exclusivamente por suas habilidades e esforços. Essa linha de pensamento, afirma a Oxfam, leva, entre outros, à perpetuação das distorções e das desigualdades de gênero. 



"Modelos econômicos neoliberais não somente ignoram essas barreiras, mas também prosperam graças às normas sociais que enfraquecem as mulheres. Países com grandes setores orientados para a exportação são particularmente beneficiados por uma grande força de trabalho pouco qualificada e sem voz. Muitos desses trabalhos são reservados às mulheres devido à sua “desvantagem competitiva”, afirma o estudo. 



Além de tradicionalmente ocuparem cargos e funções com remuneração mais baixa, as mulheres recebem, em média, salários 23% menores do que os dos homens na mesma função e são massivamente responsáveis pelo trabalho doméstico não-remunerado - "que não é contabilizado no PIB, mas sem o qual as economias não funcionariam". 



Segundo a ActionAid, as mulheres que vivem nos países em desenvolvimento poderiam somar 9 trilhões de dólares a suas rendas caso seu salário e acesso a trabalho remunerado fossem iguais aos dos homens



Além disso, cortes nos serviços públicos, na segurança no emprego e em direitos trabalhistas costumam afetar a força de trabalho feminina de maneira desproporiconal. 



6 - Os recursos do nosso planeta são ilimitados



As consequências negativas do modelo econômico atual não atinge apenas a raça humana. Tal modelo, baseado na exploração sem limites do meio ambiente, parte da premissa de que os recursos naturais são ilimitados e devem ser explorados ao bel-prazer de empresas e governos. No entanto, esse modelo "colabora intensamente" para a ocorrência de mudanças climáticas descontroladas.



"A ênfase cada vez maior na maximização dos lucros e retornos de curto prazo agrava a cegueira ambiental das nossas economias, uma vez que qualquer perspectiva de longo prazo é suprimida", diz o relatório. 



Segundo estimativas da Oxfam, os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por metade de todas as emissões globais de gases que agravam o aquecimento global. No entanto, as consequências mais graves das mudanças climáticas (como eventos extremos) serão sentidas pelas comunidades mais pobres. 



Confira o relatório da Oxfam na íntegra: