sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mais que porra #Facebook?!

A popular mãozinha do Facebook, símbolo de 'like' usado para quem quer 'curtir' as publicações dos outros internautas, está sendo usada em um protesto contra o próprio Facebook.

Uma montagem mostra a mão em outra posição, com os dedos unidos e virados para cima em posição de indignação.

O desenho com as cores e estilo similar ao usado pela rede social foi publicado no Facebook pelo site brasileiro Blue Bus, especializado em publicidade, com um texto que faz referência ao fato de as publicações não chegarem mais a todos os seguidores dos perfis e páginas.

O Facebook vem limitando o envio das postagens aos seguidores a um número cada vez mais reduzido ao mesmo tempo em que oferece o serviço pago de propagação das mensagens, procedimento que tem irritado muitos internautas.

"Já faz tempo que o Facebook mostra o conteúdo apenas para a minoria dos nossos fãs", diz o texto que acompanha a imagem, que convida os seguidores do site a acompanhar seu conteúdo também por outras redes como o Twitter, Google+, Pinterest ou pelo Flipboard.

"Não confie no Facebook, lá nosso conteúdo só é mostrado para uma minoria e quem decide para quem mostrar não somos nós, são eles ;)", acrescenta o comentário, que teve centenas de 'likes' e compartilhamentos em poucas horas.

fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,maozinha-do-facebook-e-usada-em-protesto-contra-o-facebook,181809,0.htm

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Falha :: O brasileiro não merece ser enganado pelo IPEA

Em meio a inúmeros escândalos como as obras da Copa, compra da refinaria de Pasadena, Mais Médicos, porto de Cuba etc., eis que surge uma pesquisa produzida por um Instituto do governo, oportunamente, para mudar o foco das atenções. Inclusive, para justificar os recentes casos de abusos sexuais em trens e metros de São Paulo que estavam aparecendo na mídia. Coincidência?

*Bene Barbosa

A pesquisa de percepção sobre a violência contra a mulher divulgada recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) gerou grande repercussão ao concluir que 63% dos brasileiros concordavam com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Mas era mentira. Um equívoco de quase 40 pontos percentuais.

A constatação dos graves erros cometidos no levantamento sobre a violência contra a mulher nos revela, nitidamente, o interesse do órgão em subsidiar o governo na manipulação da opinião pública. Um lobby para impressionar a imprensa nacional e internacional, forjar campanhas e desfocar a ineficiência do Estado, que covardemente insiste em jogar a culpa da falta de segurança pública em seus cidadãos.

Não é a primeira vez que o IPEA solta uma pesquisa suspeita e com graves falhas de metodologia. Há pouco tempo divulgou um levantamento concluindo que negros eram mortos só porque eram negros. Outros dois estudos divulgados em 2013 pelo mesmo Instituto sobre armas de fogo no Brasil apresentam, abertamente, o interesse do órgão em subsidiar a Política de Desarmamento do governo federal.  O estudo "Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras" e o "Impactos do Estatuto do Desarmamento Sobre a Demanda Pessoal de Arma de Fogo" são exemplos claros de dados meticulosamente manipulados para tentar provar a tese de que o número de armas de fogo tem relação objetiva com o índice de homicídios.

O esforço conceitual para atrelar o número de homicídios à posse de arma de fogo tem sido a principal atividade do órgão, em seus estudos sobre segurança pública. Durante apresentação do Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, no Rio de Janeiro, Daniel Cerqueira, diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest/Ipea), afirmou, categoricamente, que "a taxa de homicídio no Brasil é de 26 por cem mil habitantes, porém esse número poderia estar em torno de 13, não fosse a corrida armamentista dos anos 90".

Conforme o órgão, maior controle, menor número de homicídios. Não foi o que aconteceu, tendo, ao contrário, apresentado crescimento de 15,1% entre 2000 e 2011 (período em que foi implantado o Estatuto do Desarmamento no país). Os dados são do Mapa da Violência 2013, editado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos.

Outra questão relevante e que merece esclarecimento é o fato dos dados estatísticos sobre a distribuição e prevalência de armas de fogo presentes em um dos estudos serem retirados do SIM/Datasus.

A prevalência das armas de fogo no Brasil é controlada pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da Polícia Federal, sendo esse o único órgão com essa competência. Já o SIM/Datasus é o sistema do Ministério da Saúde que armazena dados de mortes registradas na rede pública.

Sendo assim, mais uma vez, pudemos ver que as pesquisas deste Instituto não representam a realidade e, tão pouco, tem um compromisso sério com a análise dos temas. Um órgão que se vale da missão de instruir o conhecimento pela metodologia científica não pode favorecer bases ideológicas para construção de um discurso falacioso. O brasileiro não merece ser enganado pelo IPEA, para isso já contamos com as promessas políticas em um ano eleitoral.

*Bene Barbosa é especialista em segurança pública e presidente do Movimento Viva Brasil.

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Saúde :: 2+5 :: A dieta do homem das cavernas

Quer diminuir em 42% sua chance de morrer em qualquer idade? A receita parece fácil: coma sete ou mais porções de frutas e verduras todo santo dia. 

Esse é o resultado de uma nova pesquisa feita pela University College of London (UCL), que foi publicada no final de março no Journal of Epidemiology & Community Health.

Os pesquisadores usaram os dados da Pesquisa de Saúde da Inglaterra para investigar os hábitos nutricionais de mais de 65 mil pessoas de 2001 a 2013. Comer sete ou mais porções de vegetais reduziu os riscos de morrer por câncer em 25% e de morrer por causas cardíacas em 31%. No total, a redução do risco de morrer por qualquer causa para quem ingere essa quantidade diária de vegetais foi de 42%.

Legumes crus e folhas parecem ser ainda mais benéficos do que frutas nessa proteção. A pesquisa quantificou o peso de cada uma dessas porções na saúde das pessoas, e a correlação é direta. O efeito protetor aumenta à medida que mais porções diárias de vegetais são adicionadas ao cardápio.

O resultado da pesquisa inglesa reforça com mais destaque a recomendação nutricional do governo australiano ("Vá para 2 + 5" ), ou seja, coma duas porções de frutas e cinco de verduras todos os dias. Os britânicos sugerem hoje cinco porções diárias (sem especificar de que) e os americanos alertam a população que, quanto mais vegetais, melhor. A investigação ainda mostra que sucos (principalmente envasados e feitos a partir de frutas congeladas) não apresentam efeito protetor.

Os pesquisadores apontam que, mesmo para quem não consegue chegar às sete porções diárias, adicionar qualquer quantidade desse tipo de alimento, em qualquer momento da vida, já traz benefícios no combate à obesidade e na promoção da saúde.

Nas últimas semanas, outro estudo de pesquisadores da Suécia (publicado no European Journal of Clinical Nutrition) mostrou que a "dieta do homem das cavernas" se tem duas vezes mais eficiente na redução do peso corporal do que as dietas convencionais. Nesse tipo de orientação nutricional, a pessoa deve comer mais frutas, verduras e carnes magras do que alimentos do tipo pães, massas, grãos (arroz) e derivados de leite. A dieta tem esse nome porque é baseada no que o homem pré-histórico comia, provavelmente, antes de ter se tornado um agricultor (há cerca de 12 mil anos).

Na pesquisa, mulheres na pós-menopausa com excesso de peso foram divididas em grupos com padrões nutricionais distintos (um seguindo uma dieta convencional, com redução do total de calorias, e o outro, com uma dieta que diminuía drasticamente massas e derivados de leite). O grupo da "dieta do homem das cavernas" reduziu seu peso, em média, em 6,2 kg no final de seis meses. O outro grupo perdeu, em média, 2,6 kg. Ao final de dois anos, a diferença entre os grupos foi menor, o que mostra que não deve ser fácil, para o ser humano do mundo contemporâneo, se alimentar como seu ancestral paleolítico.

Além disso, mudanças na dieta de forma isolada têm efeito muito menor do que quando combinadas com hábitos de vida mais saudáveis, como a incorporação de uma rotina de atividades físicas. Difícil vai ser convencer as gerações mais novas, cada vez mais plugadas e estáticas. 


domingo, 6 de abril de 2014

Mahatma Gandhi, racista e pedófilo?

Matéria que encontrei na Internet por acaso, no blog do Paulo Lopes, e acredito que é verdade, pois já havia ouvido esse relato de um parente que morou dois anos na Índia. Vejam só nos ensinamentos de quem muitos se fiam, Gandhi nunca foi um Avatar, era apenas um homem cheio de defeitos que pregava um conceito torpe, no qual ama-se a humanidade mas se despreza as pessoas como indivíduos. A não agressão contra um agressor nenhuma vantagem tem...

"Gandhi fazia "afagos noturnos" em garotas, incluindo uma sua sobrinha Joseph Lelyveld, ex-editor executivo do The New York Times, escreveu um livro -- Great Soul -- que revela uma faceta desconhecida Mahatma Gandhi. A biografia revela que o homem que liderou a Índia até à independência era racista, bissexual e praticava diariamente o contrário do que professava para a humanidade.

O livro afirma que Gandhi tinha "afagos noturnos", sem roupa, com raparigas de 17 anos, incluindo a sua sobrinha, e que se apaixonou por um arquiteto e culturista alemão judeu, Hermann Kallenbach, pelo qual o líder indiano terá deixado a esposa, em 1908. "Gandhi escreveu a Kallenbach sobre como ele 'tomou completamente posse' do seu corpo" e que isto era "escravatura com vingança".

O indiano deu alcunhas particulares ao alegado casal - Upper House para ele e Lower House para Kallenbach - e teria prometido ao alemão "não olhar de forma luxuriosa para qualquer mulher". "Os dois então prometeram 'mais amor, e ainda mais amor... tanto amor que eles esperavam que o mundo nunca antes ter visto'", diz o livro.

Outra revelação prende-se com o racismo expresso por Gandhi numa visita à África do Sul, num período em que reinava o "apartheid naquele país". "Fomos colocados numa prisão para os Kaffirs. Posso compreender não sermos misturados com os brancos, mas sermos colocados ao mesmo nível que os nativos parece-se demasiado para aturar. Os Karrifs são entendidos como não civilizados", teria dito o indiano durante a visita.

O Wall Street Journal fez um resumo da forma como o livro do ex-editor executivo do NY Times descreve Gandhi: "Sexualmente estranho, incompetente político, louco fanático, racista implacável e um auto-propagandista, professando o seu amor pela humanidade como conceito quando na realidade desprezava as pessoas como indivíduos"."

terça-feira, 1 de abril de 2014

Aviação :: Bruce Dickinson e o #AIRLANDER



Lá vem o Bruce Dickinson para aprontar mais uma das suas. Não basta apenas saber pilotar aviões, não é mesmo?

Segundo a BBC, o vocalista do Iron Maiden já teria investido quase um milhão de reais no desenvolvimento do possível maior dirigível do mundo. Chamado de ”HAV Airlander”, o gigante que híbrido/ecologicamente correto é 60 metros mais longo que um Boing 747, voa em até 100 km/h e é capaz de suportar uma carga de 50 toneladas. Bruce teria dito que planeja dar uma volta no mundo com o novo brinquedo, passando inclusive pela Amazônia, e transmitir tudo ao vivo pela internet. 

A concepção do dirigível foi do exército americano, que não deu continuação ao processo por carecer de recursos financeiros. O primeiro vôo do balãozinho potente que está marcado para 2016 nos céus do sul da Inglaterra e será pilotado pelo próprio Bruce, que além de convidar algumas celebridades ainda não reveladas para a aventura, disponibilizou duas passagens para quem estiver interessado em participar da estreia. 

Tá afim de ganhar as entradas? 

Entra no site da Airlander, pegue todos os detalhes e faça suas malas, meu camarada!


Win 2 tickets for Airlander's maiden flight! from Airlander by Hybrid Air Vehicles on Vimeo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O que havia por detrás do Golpe de 64

Elite econômica que deu golpe no Brasil tinha braços internacionais, diz historiadora 



Martina Spohr, coordenadora do CPDOC/FGV, dá detalhes sobre a atuação do alto empresariado na deposição de Jango: “trabalho com a existência de uma elite orgânica transnacional e anticomunista”

Por Felipe Amorim e Rodolfo Machado, em Opera Mundi

Além de atuar no movimento civil-militar que conspirou e depôs o presidente João Goulart em 1964, a elite empresarial brasileira também manteve, ao longo de todos os anos sessenta, estreito vínculo com o capital estrangeiro, numa “relação íntima” com os interesses dos executivos norte-americanos. A afirmação é da historiadora Martina Spohr, coordenadora da área de Documentação do CPDOC da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e estudiosa do regime ditatorial que vigorou no Brasil até 1985.

Como muitos pesquisadores que se debruçam sobre o período, Martina concebe o 31 de março como um golpe classista e empresarial-militar. No mestrado, “Páginas golpistas: anticomunismo e democracia no projeto editorial do IPES (1961-1964)”, concluído em 2010 pela UFF (Universidade Federal Fluminense), Martina esmiuçou o projeto editorial do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, organização fundada com o objetivo público de defender a “livre iniciativa” e a “economia de mercado”, mas que funcionou, na prática, como um ponto de encontro de acadêmicos conservadores, empresários e militares empenhados em desestabilizar o governo de João Goulart (1961-1964).

No doutorado, em andamento na UFRJ (com uma bolsa-sanduíche na Brown University, nos EUA), Martina aprofundou a pesquisa sobre os civis que fizeram o regime militar. Por conta de seu trabalho na chefia do setor de Documentação do CPDOC/FGV, começou a colecionar indícios de que muitos dos empresários brasileiros que atuaram com destaque na conspiração pré-64 também buscavam criar uma espécie de rede empresarial anticomunista com fortes laços em todo o continente.

Um desses homens de negócios era o paulista Paulo Ayres Filho, empresário da indústria farmacêutica. Seu acervo particular — que reúne cartas, recortes de jornal, papéis importantes e cópias de grande parte da documentação do extinto Ipês-SP — foi doado, pelos herdeiros, ao CPDOC/FGV, que tradicionalmente trabalha com a organização e a preservação de arquivos particulares da elite brasileira. Esse material, tratado por Martina, faz parte do rol de fontes primárias que compõem a pesquisa provisoriamente intitulada “Elite orgânica transnacional: a rede de relações político-empresarial anticomunista entre Brasil e Estados Unidos (1961-1968)”.

“Trabalho com a existência de uma elite orgânica transnacional, que não estava só no Brasil e tinha seus braços internacionais. Personagens importantes do empresariado latino-americano estavam de alguma maneira envolvidos com norte-americanos”, afirma Martina, explicando que foi a partir de Paulo Ayres Filho, anticomunista ferrenho e um dos fundadores do Ipês, que pôde começar a mapear essa rede.

Prendeu em particular a atenção da pesquisadora uma série de correspondências “de cunho bastante pessoal, chegando mesmo a ser íntimo”, entre Ayres Filho e David Rockefeller, multimilionário e magnata do petróleo. David e seu irmão Nelson (vice-presidente dos EUA de 1974 a 1977) eram dois dos maiores entusiastas da Aliança para o Progresso, projeto político que sintetizava os interesses dessa “elite orgânica transnacional”: um programa anticomunista de integração regional levado a cabo pelos EUA no auge da Guerra Fria para lutar contra o que seus defensores chamavam de “cubanização” do continente.

Paulo Ayres Filho teve atuação destacada em um importante episódio que evidenciava o elo entre os altos capitalistas do continente. Em 1963, evento sediado em Nova York proporcionou um encontro informal de empresários das Américas congregando 67 homens de negócios de 11 países do continente. Na ocasião, cinco executivos brasileiros — quase todos importantes lideranças do Ipês — puderam estabelecer contato com os altos escalões da política e da economia dos Estados Unidos. Paulo Ayres Filho foi um deles. E o principal, diga-se: foi escolhido porta-voz do grupo de latino-americanos para encontrar pessoalmente o presidente John F. Kennedy.

Não por acaso, um dos temas preferidos pelos norte-americanos no encontro foi justamente a discussão da Aliança para o Progresso. Na documentação analisada, Martina Spohr pôde constatar que os empresários dos EUA tinham grande interesse em tornar o projeto conhecido (de maneira positiva, obviamente) no Brasil. Por outro lado, os brasileiros aproveitaram o ensejo para criticar certos aspectos da política externa econômica dos Estados Unidos que prejudicavam seus interesses comerciais.

Além disso, em entrevistas concedidas a jornais após a volta para o Brasil, também é possível perceber “uma certa militância política dos empresários brasileiros”. Uma tentativa, conforme explica Martina, de “conscientizar” a elite econômica brasileira, que se sentia “ameaçada” pelo contexto político do país. “Eles estavam chamando o empresariado a participar do processo. E os norte-americanos incentivavam esse tipo de discurso”, afirma a historiadora.

A pesquisa desenvolvida por Martina, entretanto, não fica restrita à atuação dos empresários brasileiros na conspiração que culminou com a derrubada de João Goulart. Até 1968 — ano que marca a radicalização da ditadura brasileira com a edição do AI-5, a chegada da linha dura ao poder e o consequente afastamento de muitos dos setores liberais que haviam apoiado o golpe —, Paulo Ayres Filho recorrentemente viajaria aos EUA para palestrar nas principais universidades do país, “com o objetivo de trazer algum tipo de legitimidade para o novo governo do Brasil”.

Apesar do apoio norte-americano, parcelas do establishment internacional estavam questionando o regime brasileiro pelo rompimento institucional e inconstitucional que representou o golpe de 64 e a tomada do poder pela força. “Havia uma busca desse empresariado para tentar justificar a ‘revolução’. E não só nos EUA; eles também foram para países como Alemanha e França”, assinala Martina Spohr.

”Companheiros da aliança”: selo brasileiro emitido em 14 de março de 1966 fazendo referência à Aliança para o Progresso (WikiCommons)

Ajustados e Desejaustados

Transcrição de um trecho do discurso de Martin Luther King, em 1963, na universidade de Western Michigan. Não é um sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.

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Descriminalização e legalização da maconha corre o mundo

Legalização da maconha ganha impulso no mundo


AP  - 17/02/2014

MONTEVIDÉU - Em uma antiga mansão colonial na Jamaica, políticos analisam leis com menos restrições sobre o uso da maconha na terra de Bob Marley. No Marrocos, um dos maiores produtores de haxixe do mundo, dois importantes partidos políticos pensam em legalizar o cultivo da planta, pelo menos para fins médico e industrial.
Na Argentina, o chefe da agência que combate o tráfico de drogas, um padre católico que serviu muito tempo em bairros pobres, onde as drogas causam grandes estragos, pediu um debate público sobre a regulamentação da maconha.

Das Américas à Europa, ao Norte da África e além, a legalização da maconha vem sendo discutida. Principalmente depois que o Uruguai fez História como o primeiro país a legalizar a cannabis, em dezembro, seguido pelos estados de Colorado e Washington, nos Estados Unidos.

Cansados da violência associada ao tráfico de drogas e da ineficácia de práticas repressivas, os políticos estão animados com o incentivo, em sua maioria nos Estados Unidos, apesar da oposição dos conservadores. Alguns estão dispostos a testar políticas baseadas na saúde pública e não insistir na proibição, e há aqueles que vislumbram um setor potencialmente lucrativo na regulação da Cannabis.

- Vários países estão dizendo “isso nos desperta curiosidade, mas não acredito que podemos seguir esse caminho” - disse Sam Kamin, professor de Direito da Universidade de Denver, que ajudou a elaborar os regulamentos sobre a maconha no Colorado. - Aos Estados Unidos vai custar dizer “não podem legalizar, não podem descriminalizar”, porque isso está acontecendo aqui.

Os Estados Unidos, que muitas vezes condicionam a assistência a outros países para o progresso na luta contra o narcotráfico, estão sendo mais abertos a outras alternativas para essa luta.

O próprio presidente dos EUA, Barack Obama, disse recentemente à revista “The New Yorker“ que considera a maconha menos perigosa do que o álcool, e que é importante que sigam adiante com os experimentos com a legalização dos estados de Washington e Colorado, especialmente porque os negros são presos em maior proporção do que os brancos, mesmo que o nível de consumo seja semelhante.

Seu governo criticou as taxas de prisão por delitos relacionados com as drogas nos Estados Unidos e obrigou bancos a aceitarem o dinheiro de lojas quem vendem a maconha.

Estas medidas refletem o quanto mudou a posição do governo dos EUA nos últimos anos. Em 2009, o Departamento de Justiça disse que não iria perseguir as pessoas que usavam a maconha para fins medicinais. Em agosto, a agência disse que não iria mais interferir nas leis do Colorado e de Washington que regulam o cultivo e a venda de maconha para uso recreativo, mediante ao pagamento de impostos.

Funcionários do governo e ativistas de todo o mundo estão de olho e não deixam passar despercebido o silêncio do governo dos EUA diante as mudanças nesses dois estados e no Uruguai.

Existe “um sentimento de que os EUA não estão mais tão obcecados com a guerra contra as drogas como no passado” e que outras nações têm espaço de manobra para explorar outras alternativas, segundo Ethan Nadelmann, diretor da organização sem fins lucrativos "Drug Policy Alliance", com sede em Nova York.

O medo de retaliação dos EUA frustrou as reformas na Jamaica, incluindo uma campanha em 2001 para aprovar o consumo privado de maconha por adultos. Mas "as coisas mudaram", expressou Delano Seiveright, diretor da "Ganja Law Redorm Coalition-Jamaica".

No ano passado, um comitê legislativo jamaicano se reuniu com organizações a favor do consumo de maconha, em um hotel em Kingston, e discutiram os próximos passos, incluindo uma iniciativa de curto prazo para descriminalizar o porte de drogas.

Políticos influentes estão cada vez mais receptivos à ideia de limitar as restrições sobre o consumo da maconha. O ministro da Saúde disse que estava "totalmente a favor" de seu uso para fins medicinais.

Incentivados pelos experimentos do Uruguai, Washington e Colorado, legisladores de Marrocos aumentam a pressão para permitir o uso da maconha para fins médicos e industriais. Eles dizem que isso iria ajudar os pequenos agricultores, que vivem de seu cultivo, mas são obrigados a vender a planta para traficantes de drogas, sempre expostos às campanhas de erradicação.

Em outubro, legisladores do Uruguai, México e Canadá se reuniram no Colorado para ver de perto como o estado está tratando o tema. Eles visitaram um dispensário de maconha para fins medicinais e cheiraram plantas de maconha com códigos de barras, enquanto o proprietário do local acompanhava a visita.

- No México, existem espaços como este, mas patrocinados por homens armados - disse o legislador mexicano René Fujiwara Montelongo.

Não há pressão generalizada para que se legalize a maconha no México, onde dezenas de milhares de pessoas morreram em decorrência da violência do narcotráfico. Mas na Cidade do México, que é mais liberal, a ideia é suavizar ainda mais as leis, aumentando a quantidade de maconha que uma pessoa pode ter em sua posse para uso pessoal, permitindo que seja possível cultivar até três plantas e que os consumidores possam frequentar clubes para fumantes.

Os opositores, porém, temem que a legalização aumente o uso de drogas entre os jovens.

Vinte estados dos EUA permitem a maconha para fins medicinais e vários discutem a possibilidade de permitir o uso recreativo.

Alguns países europeus, como Espanha, Bélgica e República Tcheca liberaram as leis sobre a maconha, mas a Holanda, famosa por seus cafés onde é possível usar a droga, recuou e começou a fechar esses estabelecimentos que funcionam perto de escolas e proibir a venda da droga a turistas.

No entanto, existe uma campanha para legalizar o cultivo de Cannabis. Lá, é legal vender maconha, mas como não é legal cultivá-la, esses locais precisam recorrer ao mercado negro.

Na América Latina e no Caribe, onde alguns países descriminalizaram a posse de pequenas quantidades de drogas, da maconha à cocaína, há uma grande oposição à legalização.

Presidentes em exercício e ex-presidentes da Colômbia, México, Guatemala e Brasil pedem uma revisão ou até mesmo o fim da guerra contra o narcotráfico. O padre católico Juan Carlos Molina, que lidera a luta contra o tráfico de drogas na Argentina, diz que está seguindo a ordem da presidente Cristina Kirchner de mudar o foco e se concentrar no tratamento e não na repressão. Argentina também disse que está pronta para discutir abertamente sobre a possibilidade de legalização da maconha.

- Acredito que a Argentina mereça uma boa discussão sobre este tema. Nós somos capazes de fazê-lo. É uma questão fundamental para o país - disse Molina em entrevista à Rádio del Plata.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/legalizacao-da-maconha-ganha-impulso-no-mundo-11619154#ixzz2xUzxjQg9


sábado, 29 de março de 2014

Espaço :: Colonização do Planeta Marte

Criar uma ocupação humana permanente em Marte, no ano de 2025, exigirá formação e treinamento Mars One - Marte 1, sediado na Holanda, anunciou hoje seus planos de construir postos avançados baseados em terra. A iniciativa irá replicar, simulando as duras condições de construção, uma isolada colônia no planeta vermelho.
 
sério. Para preparar seus futuras astronautas para a tarefa; o projeto de exploração espacial privada
Kristian von Bengston — cofundador da Copenhagen Suborbitals, é o homem a frente do esforço particular para construir e lançar um foguete sub-orbital tripulado — ele é o líder do empreendimento para estabelecer vários postos avançados de treinamento em locais ainda a serem determinados. 

Mais de 200.000 pessoas se inscreveram  para essa missão que vai colonizar Marte, mesmo sendo uma missão só de ida. Os colonizadores não voltarão à Terra. Dentre os inscritos já foram selecionados 1058 candidatos(as) aptos, destes serão escolhidos e treinados de 24 a 40 candidatos. As missões, programadas para iniciar em 2025, levarão 4 colonos (2 homens e 2 mulheres) por vez.

No momento Von Bengstone está procurando empresas de construção e patrocinadores. As primeiras colônias, inicialmente, serão simulações e não irão conter um sistema real suporte à vida, entretanto os mesmos vão ser adaptados, com implantação de novas tecnologias, de acordo com a demanda.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Codecs de vídeo para MAC OS X e Quicktime

Tal como em qualquer outro sistema operacional, para a reprodução de certo ficheiros multimídia é necessária a instalação de codecs. Bem, eu venho dar uma ajuda recomendando alguns softwares perfeitos para a função.

Codecs Mac OS X
  • Perian 1.1.4
Codecs Mac OS X
Este é o must dos codecs para Mac. É descrito como o “canivete suíço do QuickTime”. Ele permite reproduzir quase tudo no QuickTime. Aqui fica a lista completa de suporte do Perian:
  • Formatos suportados: AVI, DIVX, FLV, MKV, GVI, VP6, and VFW
  • Tipos de vídeo: MS-MPEG4 v1 & v2, DivX, 3ivx, H.264, Sorenson H.263, FLV/Sorenson Spark, FSV1, VP6, H263i, VP3, HuffYUV, FFVHuff, MPEG1 & MPEG2 Video, Fraps, Snow, NuppelVideo, Techsmith Screen Capture, DosBox Capture
  • Tipos de áudio: Windows Media Audio v1 & v2, Flash ADPCM, Xiph Vorbis (in Matroska), and MPEG Layer I & II Audio, True Audio, DTS Coherent Acoustics, Nellymoser ASAO
  • Tipos de áudio: Windows Media Audio v1 & v2, Flash ADPCM, Xiph Vorbis (in Matroska), and MPEG Layer I & II Audio, True Audio, DTS Coherent Acoustics, Nellymoser ASAO
  • Suporte AVI para: AAC, AC3 Audio, H.264, MPEG4, and VBR MP3
  • Suporte de legendas para SSA/ASS e SRT
Perian 1.1.4
Licença: Open Source
Sistema Operacional: 10.4.7 +
Download: Perian 1.1.4 [3.6 MB]
Homepage: Perian

  • Windows Media Components for QuickTime
Flip4MacO Perian consegue reproduzir quase tudo, mas é apenas “quase”. O que falta no Perian é o suporte a WMA e WMV, e a solução para isso é o Windows Media Components for QuickTime.

O Windows Media Components permite abrir ficheiros WMA e WMV diretamente no QuickTime. Há ainda o Flip4Mac, que tráz também um player.
E com isto, deve poder abrir todo o tipo de média no seu Mac. Espero que seja um post útil e fico à espera de mais sugestões.

Licença: Freeware
Sistema Operacional: Mac OS 10.4 +
Download: WM Components 2.2.3.7 [10,7 MB]
Homepage: Windows Media Components for Quick Time