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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mineração na Lua e em Asteróides



Mineração Espacial - Há uma equipe de bilionários sonhadores procurando vaga na próxima corrida do ouro e nos trilhões de dólares em potenciais recursos inexplorados. O grupo é liderado pelas estrelas do Google, Larry Page e Eric Schmidt, juntamente com James Cameron e o empresário entusiasta do espaço Peter Diamandis.

 Representação artística de mineração espacial. Crédito/Imagem: spacefactor.com

O autor Brian Caulfield especula que este grupo se uniu para minerar asteróides, procurando metais preciosos, que são essenciais para a eletrônica que passou a dominar o nosso mundo. A NASA já demonstrou capacidade em pousar uma sonda num asteróide.

Juntamente com a busca de metais preciosos, existe uma enorme preocupação sobre como podemos atender a incrível demanda de energia proveniente dos EUA, Europa e China, com a Rússia, a Índia, o Brasil e outros que não estão muito atrás. Estamos obviamente preocupados em fazê-lo de uma maneira limpa e amigável à Terra. Foi cientificamente demonstrado que a queima de carvão, gás e vários combustíveis fósseis  são uma armadilha de calor para a atmosfera terrestre. A energia nuclear na sua forma atual, num processo chamado fissão, produz subprodutos radioativos nocivos que se tornam cada vez mais difíceis de armazenar. Recursos alternativos, como o solar e eólico, são promissores, mas são difíceis de implementar em uma escala global. O espaço pode muito bem conter a chave para o futuro da energia limpa na Terra.


Você pode ou não ter ouvido falar de Hélio-3. Hélio-3 é um gás que é encontrado em quantidades minúsculas na Terra. O Hélio-3 é emitido regularmente pelo sol, mas é ele é incapaz de atravessar nossa atmosfera para a Terra. A Lua não tem uma atmosfera, e tem absorvido Hélio-3 em sua superfície por bilhões de anos. Há uma quantidade insondável de Hélio-3 na Lua. A razão pela qual o Hélio-3 é tão importante é que os cientistas acreditam que é o ingrediente chave de uma reação (fusão) nuclear, o que proporcionaria energia sensacionalmente eficiente na Terra, com praticamente nenhum desperdício ou radiação.

Os cientistas acreditam que existe mais de 1 milhão de toneladas métricas (1 tonelada é igual a 1.000 kg) de Hélio-3 armazenado logo nos primeiros metros da superfície das Luas. É especulado que ao aquecer o solo da Lua a 600 graus Fahrenheit (315ºC), o Hélio-3 pode ser extraído e trazido de volta à Terra. A teoria é que apenas 25 toneladas de Hélio-3 seriam capazes de produzir energia suficiente para alimentar todos os Estados Unidos por um ano inteiro. Isso equivale a mais de 40.000 anos de energia para os EUA. Isso representa também um valor econômico de 3 bilhões de dólares por tonelada. Os EUA não são o único país a tentar obter uma fatia dessa ação. Rússia e China já anunciaram planos para estabelecer bases na Lua na próxima década. Índia, Japão e Alemanha mostraram interesse semelhante.

A idéia de um grupo, de alguns dos seres humanos mais bem sucedidos, que sempre vivem em busca de iniciar uma joint venture com os recursos da mina do espaço deve chamar atenção. A especulação é que eles estão focados em asteróides, mas eles também poderiam estar olhando para a Lua? Quem não estaria interessado em, no que poderia ascender a mais de US$ 3.000.000.000.000.000,00. São 3 quatriliões de dólares orbitando a Terra. Apenas o tempo dirá, mas espera-se ver a mineração espacial começando nos próximos15 anos.

Este tópico traz algumas perguntas inacreditáveis ​​para as quais ninguém parece ter uma resposta clara. O que pode ser afetado e qual efeito pode ter a remoção de Hélio-3 e outros metais na Lua e em outros corpos celestes? Podemos alterar negativamente seu comportamento e sua órbita para sempre? Quem na Terra pode reivindicar legalmente a superfície das Luas como suas? O primeiro a chegar, será o primeiro a se servir? Quando falamos trilhões e trilhões de dólares, haverá ganância. Qual órgão vai fiscalizar todos esses procedimentos? As Nações Unidas? Podemos esperar argumentações de advogados da Lua e da advocacia lunar?

Estamos entrando em uma hora diferente de qualquer outra na história da Via Láctea. Podemos assim esperar ver debates, decisões e ações diferentes de qualquer outras.


Fonte: Mike Awada/ASTOUNDE (tradução livre)


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Aviões hipersônicos são "inevitáveis", diz NASA




Conceito artístico do hipersônico Lockheed Martin SR-72
A NASA, agência espacial norte-americana, diz que os aviões hipersônicos são "inevitáveis"

Durante um fórum sobre o futuro da aeronáutica, representantes da NASA descreveram a inevitabilidade dos aviões de passageiros capazes de viajar a uma velocidade de cerca de 4.800 km/h. 

A aeronave hipersônica não só permite uma viagem de passageiros mais rápida, mas também pode levar a uma resposta mais rápida à tragédias de ordem global.

Tecnologia veloz

Em um fórum aeronáutico, realizado no mês passado, grandes mentes de líderes tecnológicos globais falaram sobre o futuro do vôo e da aeronave. O fórum recebeu palestrantes da NASA, Mojave Air e Space Port, e membros do U.S. House Committee on Science, Space, and Technology.

Você pode imaginar viajar para qualquer ponto do mundo em apenas algumas horas, ou menos? Ir mais rápido do que a velocidade do som é a nova fronteira da aviação, uma vez que os tempos de viagem parecem ter estagnado nos últimos 30 anos. 

O diretor do Centro de Pesquisa de Vôo Armstrong, da NASA, David McBride, afirmou que a tecnologia para os aviões de passageiros supersônicos (mais rápidos do que a velocidade do som) e hipersônicos (cinco ou mais vezes mais rápidos que a velocidade do som) estão bem ao nosso alcance.

"É inevitável que as tecnologias hipersônicas aconteçam", disse Curtis Bedke, ex-chefe da força aérea norte-americana (USAF).

Tecnologia veloz - O futuro do vôo hiper-rápido pode decolar muito em breve | Crédito: NASA

Um desenvolvimento recente, na obtenção de aeronaves hipersônicas destinadas ao grande público, vem do projeto de pesquisa militar conjunta entre Estados Unidos e Austrália chamado Hypersonic International Flight Research Experimentation (HIFiRE). 

O motor-foguete desenvolvido por eles passou por testes com a ajuda da Boeing, a maior empresa aeroespacial do mundo, e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR). O sistema atingiu uma altitude de 278 quilômetros, a uma velocidade 7,5 vezes mais rápida do que a velocidade do som.

Indo Além

"O que é excitante sobre o setor aeroespacial hoje é que estamos aqui, de repente, em um ponto onde as coisas estão acontecendo em todo o mundo, em áreas em que simplesmente não acontecia nada por um bom tempo", disse o ex-general da USAF, Curtis Bedke.

A tecnologia está crescendo rápido. Os sistemas de vôo super-rápidos, bem como os sistemas rápidos de viagens terrestres, costumavam parecer conceitos desenhados completamente da ficção científica. Mas as inovações tecnológicas tornam possíveis muitas impossibilidades anteriores. 

O tempo dos vôos super-longos parece estar dando lugar à era da viagem hiper-rápida. Além das viagens de lazer, os aviões hipersônicos vão poder melhorar a resposta durante emergências médicas e socorro a desastres.

Referências: ScienceAlert, Space.com | Fonte: Futurism.com (tradução livre)


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Black Knight: satélite extra-terrestre ou detrito espacial?




O que a maioria das pessoas não sabe é que 6.000 satélites foram lançados em órbita terrestre desde que a União Soviética enviou o Sputnik 1 ao espaço em 1957. Esses satélites artificiais têm vários objetivos, como meios de comunicação, navegação e exploração . As estimativas sugerem que cerca de 3.600 até agora permaneceram em órbita, dos quais muito menos ainda está em operação. Uma vez que estes satélites cumprem o seu propósito e atingem a expectativa de vida, eles se tornam nada mais do que lixo espacial.

"Black Knight": Este estranho objeto tem orbitado a Terra há 50 anos

É muito fácil detectar alguns deles, orbitando nos céus, incluindo o maior de todos, a Estação Espacial Internacional. No entanto, nenhum deles corresponde ao Black Knight, um satélite altamente misterioso e muito debatido, com forte narrativa.

Enquanto alguns argumentam que o Black Knight já está em órbita há mais de cinco décadas, outros dizem que é menos tempo do que isso - e há aqueles que argumentam que ele já estava lá há 13.000 anos. Seu propósito e origem permanecem desconhecidos, embora existam indicações que ele já enviou sinais à Terra. Quem deu a esse objeto seu nome sinistro, acrescenta mais um enigma à natureza espinhosa da história, e é incerto quem foi o primeiro a descobri-lo também.


Foto da NASA, de 1998, de restos espaciais, que
- de acordo com alguns teóricos da conspiração -
seria de um satélite extraterrestre, o "Black Knight"
Não surpreendentemente, os teóricos da conspiração vieram à mesa. Como eles explicam, a origem do Black Knight está ligada a extra-terrestres. A comunidade científica e acadêmica descarta todas essas teorias. Então, como explicar o barulho em torno do Black Knight?

A raiz da história começa com Nikola Tesla, que supostamente ouviu sons do espaço em 1899. Ele considerou que os sons eram possivelmente de vida inteligente não na Terra, talvez habitantes de Marte. Décadas depois, em 1968, os astrônomos confirmaram que ele realmente ouviu sinais de rádio, mas eles vieram através de outros objetos naturais no espaço.

Tesla nunca afirmou que ouviu sinais provenientes de um satélite que orbitava a Terra, mas há aqueles que acreditam ainda que ele estava ouvindo transmissões de um satélite em órbita, que não era outro senão o Black Knight.

Em 1954, alguns jornais, incluindo The San Francisco Examiner e St. Louis Post-Dispatch, publicaram algumas opiniões, escritas por Donald Edward Keyhoe, ex-aviador naval da Marinha e famoso pesquisador de OVNIs. Keyhoe continuamente publicou histórias em várias revistas, como Weird Tales, Flying Aces, The Saturday Evening Post e Reader's Digest.

Nos jornais foi publicada a crença de Keyhoe de que os extraterrestres haviam visitado a Terra. Ele também escreveu alguns livros em que afirmou que a Força Aérea dos Estados Unidos detectou dois satélites orbitando a Terra em 1954, quando na verdade, nenhuma tecnologia desse tipo existia.


O "Black Knight"
imagem capturada durante a missão STS-88 (1998)
Por outro lado, nos meados da década de 1950, era um momento em que a ficção científica alcançava seu pico de popularidade.

Os livros de Keyhoe rivalizavam com aqueles escritos por H.G. Wells, Arthur C. Clarke e Issac Asimov. Juntamente com uma série de filmes e programas de televisão, essas histórias alimentaram a imaginação do público sobre viagens espaciais e possíveis encontros com vida extraterrestre. Os céticos afirmam que muito do que escreveu Keyhoe era para ajudar na promoção de seus próprios livros.

No entanto, em 1960, durante a Guerra Fria, a Time Magazine afirmou que a Marinha dos EUA estava ciente de um satélite que tinha uma órbita incomum. Inicialmente, a revista afirmou que era um satélite espião soviético, mas depois declarou que se tratava de um satélite, dos Estados Unidos, fora de órbita.

Ao longo dos anos, os relatórios do satélite Black Knight se acumularam, mas, de acordo com muitos, são o resultado de histórias não confirmadas, repórteres exagerados e fotografias super-interpretadas. Como diz o astronauta da NASA, Jerry Ross, o objeto e todas as especulações sobre isso são simplesmente os resultados de um erro.

Além disso, Martina Redpath, do Planetário Armagh da Irlanda do Norte, duvida que o Black Knight seja qualquer coisa menos de que um "uma confusão de histórias completamente não relacionadas". Redpath também afirmou que muitos dos relatórios relacionados sobre o assunto são "observação científica não usual" que nutrem o mito do Black Knight.

Uma possível explicação para o mistério pode ser encontrada em dezembro de 1998, quando aconteceu uma missão do ônibus espacial à Estação Espacial Internacional (ISS). Durante a missão, que envolveu caminhadas espaciais; o Coronel Ross e o Dr. James Newman tentavam instalar cobertores térmicos, para fazer ajustes que reduziriam a perda de calor e economizariam energia na ISS. Os cobertores estavam presos ao traje espacial do Coronel Ross e, a medida que eram instalados, um deles se perdeu no espaço. Quando ele percebeu que um tinha desaparecido, o cobertor já estava longe dos astronautas e eles não conseguiram recuperá-lo.

Como a NASA explica, detritos, independentemente do seu tamanho, podem escapar da estação em missões que exigem caminhada espacial. Tal como aconteceu em dezembro de 1998, quando alguns itens acabaram se soltando e tornando-se detrito espacial. Geralmente, a maioria desses objetos são oficialmente catalogados pelo US SSN (Space Surveillance Network).

A Estação Internacional, vista pelo ônibus espacial Atlantis, em 23 de maio de 2010, durante a missão STS-132.
Por isso, o objeto fotografado durante a missão em 1998, conhecida como STS-88, amplamente reivindicada como sendo do satélite Black Knight, é, de acordo com o jornalista espacial James Oberg, provavelmente um cobertor térmico que foi relatado como perdido durante a atividade extraveicular conduzida pelo Coronel Ross e pelo Dr. Newman.

Em uma entrevista, concedida em 2014, o Cel. Ross também afirmou que "as teorias da conspiração são divertidas para quem trabalha nelas, mas um desperdício de inteligência valiosa", no contexto de todas as teorias que envolvem o Black Knight. Essas declarações acabarão com a intriga a respeito do Black Knight? A resposta é que provavelmente não.

Fonte: The Vintage News (tradução livre)


sábado, 10 de fevereiro de 2018

O mistério do Octavius: um navio fantasma do século 18




O mistério do Octavius: um navio fantasma do século XVIII foi descoberto com o corpo do capitão encontrado congelado em sua mesa, ainda segurando sua caneta

A sabedoria marítima abunda em histórias de navios fantasmas, os navios que navegam nos oceanos do mundo, tripulados por uma equipe fantasma e destinados a nunca aportar. O mais conhecido desses contos é o do Mary Celeste. Mas uma das histórias mais estranhas deve ser o mistério do Octavius.

A história começa em 1761 com o Octavius ​​ancorado no porto de Londres para carregar uma carga destinada à China. Este majestoso navio a vela deixou o porto com uma tripulação completa, o capitão, sua esposa e filho. Eles chegaram com segurança na China e descarregaram sua carga. 

Uma vez carregados novamente eles zarparam com mercadorias destinadas às praias britânicas, mas como o clima estava excepcionalmente quente, o capitão decidiu navegar para casa através da Passagem do Noroeste, uma viagem que na época não havia sido realizada. Essa foi a última vez que alguém ouviu falar sobre o navio, a tripulação ou a carga dele. O Octavius ​​foi declarado perdido.

Em 11 de outubro de 1775, o navio baleeiro Herald estava trabalhando nas águas geladas da Groenlândia quando viu um veleiro. Ao aproximar-se do navio, a tripulação viu que o navio estava castigado pelo tempo - as velas estavam esfarrapadas, rasgadas e penduradas sobre os mastros.

O capitão do Herald ordenou então uma abordagem ao navio, que eles identificaram como sendo o Octavius. A tripulação chegou ao convés para e encontrou-o deserto. Eles abriram a escotilha do navio e desceram a escada para a penumbra abaixo do tombadilho, onde uma visão terrível encontrou seus olhos. 

Eles encontraram toda a tripulação de 28 homens morta em seus aposentos. Na cabine do capitão, eles o encontraram sentado em sua mesa, com a caneta na mão e com o diário de bordo do navio aberto na mesa à sua frente. O tinteiro e outros itens do dia-a-dia ainda estavam em seu lugares na mesa. Virando-se, viram no beliche uma mulher embrulhada em um cobertor, congelada até a morte, junto com o corpo de um menino.

O grupo de abordagem estava aterrorizado; eles pegaram o diário de bordo do navio e deixaram rapidamente do Octavius. Saindo em pânico, eles acabaram perdendo as páginas do meio do diário, que estavam congeladas e soltas da encadernação. Os marinheiros chegaram de volta ao Herald com apenas as primeiras e últimas páginas do diário de bordo, entretanto elas foram suficientes para que o contra-mestre determinasse do Herald pelo menos uma parte da história da viagem. 

O capitão do Octavius ​​tentou navegar na Passagem do Noroeste, mas seu navio ficou preso no gelo do Ártico, e toda a tripulação perecera. A última posição registrada do navio foi 75N 160W, que colocou o Octavius ​​a 250 milhas ao norte de Barrow, no Alasca.

Quando o Octavius ​​foi encontrado na costa da Groenlândia, ele deve ter se solto do gelo em algum momento e completou sua viagem pela passagem para sair do outro lado, onde encontrou o Herald. A tripulação do Herald ficou assustada com o Octavius ​​e temeu que fosse amaldiçoada, então eles simplesmente deixaram o navio fantasma à deriva e, até hoje, ninguém nunca mais o avistou.

O autor David Meyer tentou rastrear a história do Octavius. Em seu blog, ele considera a idéia de que o Octavius ​​poderia ser o mesmo navio que o Gloriana, que foi tripulado em 1775 pelo capitão do Try Again, John Warrens. Ele registrou que encontrou uma tripulação congelada que havia morrido há 13 anos e a data da descoberta foi assustadoramente semelhante - 11 de novembro de 1762. Seriam histórias da mesma embarcação? Na história de Gloriana, não há menção à Passagem do Noroeste, que permanece até hoje um lugar cercado de mistério e magia, mas que apimenta um pouco mais o conto do Octavius.

Isso dá uma excelente história de fantasmas para ser contada em torno de uma fogueira. Será que o Octavius ​​acabou encalhando e afundando, ou ele ainda navega os 7 mares com uma tripulação caveira em seu leme?

Fonte: https://www.thevintagenews.com/2017/11/28/frozen-at-his-desk/ (tradução livre)



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O Pálido Ponto Azul, por Carl Sagan




A foto "The Pale Blue Dot",
tirada a seis bilhões de quilômetros da Terra,
pela Voyager 1, em 6 de junho de 1990.
Crédito: NASA
Para iniciar essa semana, na qual será lançado o Falcon Heavy, foguete mais poderoso desde o Saturn V, que tal refletirmos sobre uma das imagens mais marcantes da história da exploração espacial?

A imagem ao lado foi enviada à Terra pela sonda Voyager 1, em 1990. Vista a seis bilhões de quilômetros, a Terra é um minúsculo ponto (a mancha azulada-branca que se encontra aproximadamente no meio da faixa marrom) perdida na vastidão do espaço profundo.

Nessa fotografia, o tamanho aparente da Terra é menor do que um pixel; o planeta aparece como um pequeno ponto na imensidão do espaço, no meio de um raio solar captado pela lente da câmera.

A Voyager 1, que tinha completado sua missão principal e estava deixando o Sistema Solar, recebeu comandos da NASA para virar sua câmera e tirar uma última fotografia da Terra em meio a vastidão espacial, a pedido do astrônomo e escritor Carl Sagan.

A imagem faz parte de uma série de imagens do Sistema Solar denominada Retrato de Família. Devido a essa foto, Carl Sagan criou o livro "Pálido Ponto Azul" em 1994. Vale a pena ver um tributo ao eterno Carl Sagan e uma conscientização sobre onde nós estamos:



"A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.

De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.

Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.

Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.

Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul." 

Carl Sagan: em palestra proferida na Universidade de Cornell (13/10/1994)

Fonte: http://www.planetary.org/explore/space-topics/earth/pale-blue-dot.html (edição e tradução livre)
Bibliografia: Livro "Pálido Ponto Azul" (Português), por Carl Sagan 



sábado, 3 de fevereiro de 2018

Nave espacial do tempo irá monitorar erupções solares




Espaçonave do tempo irá monitorar enormes erupções solares que irradiam do Sol por Sarah Knapton, Editora de Ciências, The Telegraph¹ - A Agência Espacial do Reino Unido está financiando uma nave espacial meteorológica para monitorar enormes explosões solares que irradiam do Sol, o que poderia acabar com as comunicações na Terra.

A nave Lagrange ficará estacionada entre a Terra e o Sol monitorando as ejeções solares. CRÉDITO: ESA

A Grã-Bretanha está desempenhando um papel importante na missão da Agência Espacial Europeia (ESA), que dará alertas dias antes de uma tempestade solar perigosa.

As tempestades ocorrem quando o Sol expulsa material radioativo super-aquecido que pode interromper a tecnologia moderna, causando tempestades geomagnéticas que afetam a operação e navegação de satélites, sistemas de comunicação e redes elétricas.

Um recente estudo da ESA estimou que o potencial impacto socioeconômico na Europa, a partir de um único evento de clima espacial extremo, poderia chegar a 15 bilhões de euros. No entanto, grande parte desse dano poderia ser evitado através de previsões precisas.


Pontos de Lagrange - a nave da ESA será posicionada no L5
CREDITO: ESA
A missão, batizada de "Lagrange", terá uma nave espacial colocada em um ponto fixo entre o Sol e a Terra. Nos chamados "pontos de lagrange", que são áreas entre dois grandes corpos onde as forças gravitacionais se equilibram, permitindo que um objeto permaneça "estacionado" entre eles.

Três, das quatro equipes que desenvolvem a espaçonave e os instrumentos, são da Grã-Bretanha; University College London, Airbus UK e o Science & Technology Facilities Council.

"O tempo espacial é ranqueado como o quinto risco mais relevante, no último Registro Nacional de Riscos do Reino Unido, como sendo de alta probabilidade e de risco médio para a vida cotidiana do Reino Unido", disse o Dr. Jonny Rae (UCL Mullard Space Science Laboratory) que está ajudando a projetar os monitores de vento solar.

"Mas, ao mesmo tempo, estamos expandindo significativamente o número de satélites operacionais através de novas tecnologias e serviços para aplicações como telefones celulares, TV, navegação, serviços financeiros e seguros, bem como a observação da Terra, por isso é cada vez mais importante configurarmos sistemas de alerta com antecedência".


A imagem do Sol mostra as ejeções coronais, que
podem afetar as comunicações na Terra.

CRÉDITO: ESA
A atividade solar pode afetar os serviços de navegação por satélite, como o Galileo, devido aos efeitos do tempo espacial na atmosfera superior. Isso, por sua vez, pode afetar a aviação, o transporte rodoviário, o transporte marítimo e quaisquer atividades que dependam do posicionamento preciso.

Na Terra, as companhias aéreas comerciais também podem sofrer danos em componentes eletrônicos de aeronaves e aumentar as doses de radiação para tripulações em altitudes de longo curso. Os efeitos do tempo espacial no solo podem incluir danos e interrupções nas redes de distribuição de energia, aumentar a corrosão em tubulações e degradação das transmissões de rádio.

No passado, houve várias grandes tempestades geomagnéticas que causariam hoje danos significativos ao nosso mundo eletrônico moderno. Em 1989, a costa leste dos EUA e do Canadá ficou sem energia por nove horas.

Em 2003, a Suécia sofreu um apagão elétrico e estimou-se que 10% da frota mundial de satélites possuía algum tipo de anomalia ou mau funcionamento.

Em 1859, uma enorme tempestade solar, denominada "Carrington Event", derrubou sistemas de telégrafo em todo o mundo, em alguns casos, dando choques elétricos nos operadores. Era tão poderoso que alguns sistemas de telégrafo continuaram funcionando, embora o fornecimento de eletricidade tivesse sido interrompido.


As auroras boreais, capturadas esta semana
na Islândia, por Ollie Taylor, fotógrafo britânico
CRÉDITO: OLLIE TAYLOR
As tempestades solares também são responsáveis ​​pelas auroras espectaculares, vistas perto dos polos.

A Agência Espacial do Reino Unido comprometeu 22 milhões de euros, ao longo de 4 anos, para o programa Space Situational Awareness (SSA) da ESA.

A ESA planeja selecionar o projeto final para a nave espacial e seus instrumentos em cerca de 18 meses.

O Ministro da Ciência inglês, Sam Gyimah, afirmou: "Este projeto tem potencial, para especialistas em espaço e engenharia do Reino Unido, para ajudar a assegurar que as redes vitais de comunicação, navegação e energia sejam protegidas e é um excelente exemplo do que podemos conseguir através da colaboração científica contínua com nossos parceiros europeus."

Fonte: 1- The Telegraph: Weather spacecraft will monitor huge solar flares erupting from the Sun (tradução livre)


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Guerra nuclear foi evitada por Aliens, declarou astronauta veterano




Astronauta que caminhou na Lua afirma: Guerra nuclear foi evitada por Aliens

Edgar Dean Mitchell (17/09/1930 – 04/02/2016)
6º homem a pisar na lua - Crédito: NASA
“Extraterrestres amantes da paz ajudaram a salvar a América da guerra nuclear com a extinta URSS”, afirmou o astronauta Edgar Mitchel, homem da missão Apollo enviado à lua pela NASA. O sexto homem a pisar na superfície da Lua fez essa revelação espantosa em 2015 - menos de 1 ano antes de falecer - de que os alienígenas vieram à Terra para evitar uma guerra nuclear entre os EUA e a antiga URSS, então comandada pela Rússia.

O astronauta Edgar Mitchell, um veterano da missão Apollo 14 em 1971, declarou em 2015 ao Mirror Online que fontes militares de alto escalão do exército dos EUA testemunharam a presença de vários UFOs durante testes de armas

O veterano astronauta do Projeto Apollo de conquista da Lua diz que alienígenas tripulando UFOs vieram à Terra em paz em uma missão de parar a humanidade de destruir a si mesma em um conflito nuclear entre EUA-URSS.

O astronauta foi muito franco sobre a sua crença na existência de extraterrestres desde que ele pousou na superfície da Lua, como um astronauta do Projeto Apolo, da NASA, tornando-se uma das figuras mais proeminentes da comunidade mundial UFO - acrônimo para Unidentified Flying Objects (em português OVNI, Objetos Voadores Não Identificados).

Ele nos disse que insiders dentro dos círculos militares testemunharam vários objetos estranhos que voavam sobre as bases de mísseis e da famosa academia de White Sands, onde a primeira bomba nuclear (pelo menos em nossa atual civilização) foi detonada no planeta em 1945.

Edgar Mitchell cresceu no Novo México perto tanto da zona de testes de bombas assim como da área de Roswell, onde os ufólogos acham que um dos mais famosos encontros UFO do mundo aconteceu, com a queda de uma até três espaçonaves alienígenas, resgatadas pelos militares dos EUA, com cerca de nove corpos de aliens mortos.

“Você não conhece a área como eu a conheço”, declarou em entrevista ao Mirror Online. “White Sands foi um campo de testes para armas atômicas – e era nisso que os extraterrestres estavam interessados”.

“Eles queriam saber sobre as nossas capacidades militares atômicas”.

“Minha própria experiência conversando com algumas pessoas, deixou claro que os ETs estavam tentando nos impedir de ir para uma guerra nuclear e ajudar a criar a paz na Terra.”

 Edgar Mitchell numa caminhada pela Lua, em 1971 (Imagem: NASA/ RR Auction)

Mitchell também sugeriu que ele tinha ouvido histórias semelhantes de pessoas que prestavam serviço em bases de mísseis nucleares durante as partes mais tensas do século 20.

“Falei com muitos oficiais da Força Aérea que trabalharam nesses silos durante a Guerra Fria”, continuou ele. “Eles me disseram que UFOs freqüentemente eram vistos sobrevoando  as bases e muitas vezes desativando (com feixes de luz) os seus mísseis”.

“Outros oficiais a partir de bases na costa do Pacífico disseram-me que os mísseis - em voos de teste - frequentemente eram derrubados por espaçonaves alienígenas”.

“Havia um monte de atividade extraterrestre naqueles dias.”

Perguntamos a Nick Pope, (Ele trabalhou 21 anos no Ministério do Governo Britânico da Defesa (1985-2006). Suas funções basicamente era investigar relatos de avistamentos de OVNIs, para ver se tinham algum significado de ameaça) ex-funcionário do Ministério da Defesa britânico e pesquisador sobre o fenômeno UFO, se ele acreditava nas declarações de Edgar Mitchell.

“Edgar Mitchell é um homem honrado e verdadeiro, que eu tive o privilégio de conhecer”, disse ele. “Mas tanto quanto eu estou ciente, a maioria das suas informações sobre este problema não vem de coisas que ele experimentou por si mesmo, mas a partir de coisas que a ele foi dito por outros.

“Claramente, por causa de quem ele é, ele teve acesso e contato com funcionários do governo dos EUA, militares e na comunidade de inteligência ao mais alto nível, mas porque – muito compreensivelmente – ele nunca poderá citar suas fontes, não podemos ter certeza se essas pessoas estavam sendo corretas com ele, ou mesmo se eles estavam a par de qualquer informação classificada sobre UFOs.“

Pope disse que “a idéia de que os extraterrestres amantes da paz estão aqui para alertar a humanidade sobre nossos caminhos destrutivos” é popular entre aqueles que têm uma visão no estilo da Nova Era sobre o fenômeno UFO.

“É um pensamento agradável, mas se eu estou sendo cético, eu saliento que é quase exatamente o enredo do clássico de 1951 filme de ficção científica O Dia em que a Terra Parou”, continuou ele. “Não foi certamente alguns intrigantes avistamentos de OVNIs em torno de instalações nucleares, e em torno de bases militares de modo mais geral, mas uma explicação alternativa é que alguns destes avistamentos são atribuíveis à atividade de espionagem envolvendo aviões espiões secretos ou drones (??).”


“Dado que o Universo tem cerca de 15 bilhões de anos, se nós estamos sendo visitados, é improvável que estamos lidando com uma civilização apenas algumas centenas de anos à nossa frente, portanto, histórias de alienígenas conseguindo perturbar alguns de nossos testes de armas são rebuscadas.

“As chances são de que eles estariam alguns milhões de anos à frente de nós e poderiam fazer tudo o que quisessem.” Então, o que você pensa sobre o assunto? Em quem você acreditaria, num homem que esteve na superfície da Lua, um astronauta ou em um burocrata que trabalhou para o governo britânico? Você decide…

Fonte:  thoth3126.com.br e mirror.co.uk (edição livre)


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vacina contra nicotina. Fumar nunca mais?




Cientistas estão fazendo progressos em uma vacina contra nicotina, que poderá fornecer proteção vitalícia contra as propriedades viciantes da droga - O vício em nicotina tem sido objeto de muita discussão em sites como www.ProjectKnow.com, que também enfatizam o quão difícil é deixar o hábito. 

Essa vacina, entretanto, dá aos fumantes em todo o mundo uma esperança; acredita-se que este método poderia ajudar não só aqueles atualmente adictos, mas potencialmente prevenir o vício futuro.

O vício em nicotina ocorre quando a droga atinge o cérebro. Pesquisadores do Weill Cornell Medical College, em Nova York, criaram um anticorpo que destruirá a nicotina imediatamente após sua introdução no sistema. 

O conceito não é novo, o avanço aqui é o fato de que a nova vacina pode ser administrada uma vez e ter efeitos que durem por toda a vida. A nova vacina permite que o fígado produza anticorpos dominantes de nicotina, de forma constante ao longo de sua vida, interrompendo a ação da droga antes que ela tenha chance de ser assimilada por seu sistema. 

No que diz respeito ao seu corpo, a nicotina nunca entrou em seu sistema - o indivíduo vacinado recebe anticorpos que o impedem de sentir prazer ao fumar, já que eles bloqueariam a entrada da nicotina no cérebro.

A vacina provou ser eficaz em ratos e depois disso com primatas, parentes próximos dos seres humanos. Os estudos com ratos mostraram uma produção constante dos anticorpos, uma vez que receberam a vacina. 

Quando administrados tanto a vacina como a nicotina, a freqüência cardíaca manteve-se estável em relação aos camundongos, que ficavam relaxados apenas com nicotina. O plano é obter essa vacina, em uma forma que seja aceita pelo corpo humano, o mais rápido possível.

O Dr. Ronald Crystal, presidente do Genetic Medicine, no Weill Cornell, falou sobre o efeito da vacina: "Eles saberão se começarem a fumar de novo, eles não sentirão prazer, por causa da vacina contra nicotina, e isso pode ajudá-los a deixar de lado o hábito." 

Quanto às futuras aplicações, Crystal declarou: "Assim como os pais decidem dar a seus filhos uma vacina contra o HPV, eles podem decidir usar uma vacina para nicotina. É claro que teremos de pesar nos riscos versus benefícios, e pode levar anos de estudos para se estabelecer esse limite".

A vacina é uma má notícia para as empresas de tabaco, que reunem milhões de pessoas sob as brasas, mas é boa para a humanidade como um todo. Não podemos deixar de nos perguntar se isso poderia futuramente levar a outras vacinas de luta contra dependência. É possível fazer o corpo ou a mente humana pararem de desejar açúcar, cafeína, álcool ou drogas pesadas que arruinam a vida?

Science Translational Medicine

Fonte: Mike Awada | Astounte (tradução livre)


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Tecnologia 3D pode decifrar mensagens em rochas do Neolítico



Misteriosas mensagens gravadas em rochas na Escócia, há 5.000 anos atrás, podem em breve ser descodificadas usando escaneamento 3D


Cerca de 6.000 rochas que exibem gravações distintivas de "copo e anéis", juntamente com outras gravuras antigas, pontilham a paisagem da Grã-Bretanha, com pelo menos um terço encontrado na Escócia. Arqueólogos já ofereceram várias explicações sobre o significado desses símbolos estranhos. Alguns disseram que os antigos os inscreveram para cerimônias rituais. Outros acreditam que as esculturas serviram muito mais propósitos práticos, que possivelmente seriam marcadores territoriais, em antigas rotas comerciais, ou mapearam as estrelas no céu.

No entanto, nas palavras de George Currie, um arqueólogo amador que descobriu algumas das 670 esculturas de rochas na Escócia, "muitas têm simbolismo que remonta a milhares de anos e sabemos pouco sobre por que eles foram criados".

Um porta-voz da Historic Environment Scotland (HES) observou que "o propósito e o significado da arte na rocha, para comunidades pré-históricas e mais recentes, são mal compreendidos". Em 2016, a HES recebeu 807 mil libras (cerca de US$ 1,1 milhão de dólares) do Conselho de Pesquisa de Artes e Humanidades, para realizar um projeto de cinco anos para restabelecer esse link perdido com o passado pré-histórico da Escócia.

Marcas de copo e anéis. Fonte: Historic Environment Scotland
Talvez nunca possamos descobrir os significados completos das gravuras, mas o projeto, que faz uso de scanners 3D, buscará respostas documentando e analisando um grande número de exemplos de escultura em rocha. Um resultado é esperado provavelmente até 2021: um banco de dados com modelos 2D e 3D de algumas das pedras decoradas será criado, e talvez surjam também algumas teorias.

A Universidade de Edimburgo e a Escola de Arte de Glasgow estão envolvidas nas atividades do projeto, e o escaneamento deverá revelar novas conexões entre os símbolos, anteriormente esquecidos, e as esculturas na rocha. Alguns estão dizendo que voltam aos dias do Neolítico.

Currie também foi convidado a participar das atividades. Durante um período de mais de uma década, ele conseguiu descobrir, fotografar e localizar por GPS 670 rochas únicas. Enquanto copos e anéis estão entre os símbolos mais recorrentes em todas, existem outras que aparecem com freqüência, como formas de ferradura ou algumas que relembram pegadas humanas.


Rocha com marcas de copos e anéis, 
em Achnabreck.
Fonte: Historic Environment Scotland
Em declarações ao Mail Online, Currie, que vem de Dundee, disse que "a idéia é cobrir toda a Escócia para gravar toda a arte rupestre em 3D sempre que possível". No entanto, ele observa, existem certos desafios, como, por exemplo, o equipamento de varredura será trazido até alguns dos locais de interesse. Nem todas as rochas repousam em terrenos de fácil acesso.

Potencialmente, o projeto poderia responder a muitas outras questões, como por que as pessoas revisitavam as rochas, inscrevendo novos símbolos sobre rochas que já tinham gravuras. Enquanto isso, novas descobertas ainda estão sendo encontradas nas escavações de rochas, com uma grande descoberta de um exemplo anteriormente não registrado, relatado pelos repórteres da BBC Scotland Highlands and Islans, em 2014.

Arqueólogos tropeçaram em uma nova arte na rocha, com gravuras de copos e anéis, enquanto tentavam relocar uma rocha no condado de Ross-shire. Ao examinar a rocha, a equipe ficou deslumbrada ao encontrar marcas correspondentes também do outro lado da pedra. A descoberta contou como rara.


As marcas de copos e anéis
sobrevivem em grande número
na Escócia e ofereceram uma
 grande variedade de significados.
Autor: Rept0n1x, CC BY-SA 3.0
Embora a Grã-Bretanha seja o foco do interesse em esculturas de copos e anéis, esses símbolos não são encontrados exclusivamente na ilha. 

Diferentes de um lugar para o outro, exemplos foram documentados no exterior, sendo muitos localizados na Irlanda e na Escandinávia, sendo exemplo, Hartola, na Finlândia, onde os pesquisadores apontam que as marcas do copo são notavelmente mais amplas em comparação com as escocesas. 

Mais pode ser visto na região italiana do Piemonte, na Suíça, na Sardenha e em Israel. Formas similares também podem ser encontradas mais longe, como no Gabão e na Austrália.

A pesquisa atual que está sendo realizada na Escócia, e que está ativa desde janeiro de 2017, esperamos que um dia desencadeie interesse internacional. 

Um maior esforço na criação de um banco de dados global, poderia nos fornecer uma compreensão mais profunda, do estranho trabalho de arte de nossos antepassados, ​​dispostos sobre rochas de regiões selvagens.

Fonte: https://www.thevintagenews.com/2018/01/23/mystery-messages/ (tradução livre)


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