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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Julian Assange, Google e Wikileaks

Julian Assange conta seu encontro com Eric Schmidt, presidente do Google, discutindo os problemas políticos enfrentados pela sociedade – da Primavera Árabe ao Bitcoin – e as respostas tecnológicas geradas pela rede global para esses dilemas.

Depois da publicação de Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet e há mais de dois anos asilado na Embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador e editor do WikiLeaks, lança no Brasil seu segundo e mais recente livro, Quando o Google encontrou o WikiLeaks

Ao longo de 168 páginas, Assange discute as consequências da acumulação de poder pelo Google no século XXI e relata seu encontro com Eric Schmidt, presidente do grupo, em 2011. O resultado é um livro fascinante e alarmante, que revela os polos opostos em que esses dois personagens icônicos da atual “era tecnológica” se encontram e suas opiniões divergentes sobre o destino do mundo e das novas tecnologias.

Assange foi procurado pelo executivo quando cumpria prisão domiciliar em Norfolk, na Inglaterra. Na época, o Google estava a caminho de se tornar a empresa mais influente do planeta pelas mãos de Schmidt, uma pessoa de natureza analítica e inteligência sistemática. Ambos debateram questões contemporâneas – da Primavera Árabe ao Bitcoin – e as respostas tecnológicas surgidas na rede global para os atuais dilemas sociopolíticos. 

Para Julian Assange  o potencial libertador da Internet é baseado na ausência de poder estatal. Schmidt, por outro lado, defende que sejam levadas em conta questões de política externa e as relações entre governo e empresas de tecnologia. Tais diferenças estão no cerne de uma disputa ideológica acirrada sobre o futuro da internet, que só se intensificou com os anos.

O livro traz um alerta sobre a natureza ambivalente das tecnologias de informação e comunicação e lembra que redes digitais e seus dispositivos não são neutros. 

“Assange liga nomes, fatos e instituições, deixando evidente que o Google não é uma mera empresa inovadora que distribui aplicativos e constrói plataformas para nos alegrar e nos permitir fazer mais por nós mesmos. O Google se tornou uma corporação que integra o sistema de controle, vigilância e expansão do poder do Estado norte-americano”, analisa o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, na apresentação. 


“Muitas pessoas pensam que o mundo da tecnologia é o mundo da ausência de relações de poder. Este livro mostra que elas estão enganadas. O poder não se faz por meio da tecnologia somente, mas está embutido na própria tecnologia.”

O Google não é a única empresa cujo posicionamento no mercado tem possibilitado um enorme poder político, mas é um exemplo dos perigos da internet corporativa. 


“Desde muito cedo, seus fundadores perceberam que o processamento de informações em grande escala os colocaria no centro de tudo”, afirma Assange. 


“À medida que cresce o monopólio do Google na área de busca e serviços de internet, e ele estende a vigilância industrial para a maior parte da população do planeta, dominando rapidamente o mercado de telefonia móvel e apressando-se para ampliar o acesso à internet no hemisfério sul, ele se torna praticamente a própria internet para muitas pessoas. A influência do Google sobre as escolhas e o comportamento de todos os seres humanos se traduz em um poder concreto de influenciar o rumo da história.”

O livro ganhou destaque na imprensa internacional, noticiado em jornais como The Guardian e The Independent, por fazer parte da empreitada de Assange para revolucionar as formas de acesso à informação. 

Quando o Google encontrou o WikiLeaks apresenta a conversa entre Schmidt e Assange em forma de diálogo transcrito, e inclui ainda um prefácio redigido pelo fundador do WikiLeaks especialmente para a edição brasileira.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Por quê tenho poucos amigos?



CIÊNCIA EXPLICA PORQUE PESSOAS INTELIGENTES TEM MENOS AMIGOS


Muitos de nós já pensamos sobre o que faz uma vida bem vivida. É estar perto da família e de um monte de amigos? Ser cercado por um punhado seleto de pessoas em sua vida? Você já observou aquela pessoa realmente inteligente em sua vida e os amigos ao seu redor? E a quantidade de amigos que ela tem? As pessoas mais inteligentes preferem menos amigos e aqui está o porquê.

O que faria da maioria das pessoas feliz

Uma nova pesquisa, publicada no British Journal of Psychology, fala sobre o que exatamente define uma vida bem vivida. Acontece que os estilos de vida de nossos antepassados formam a base do que nos faz felizes agora. A pesquisa entrevistou aproximadamente 15.000 pessoas entre as idades de 18 a 28 anos de idade. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas relataram menos satisfação com a qualidade de sua vida. A próxima conclusão dos entrevistadores sugere que quanto mais interações frequentes com amigos próximos, maior a felicidade autorrelatada.

Pessoas inteligentes são uma exceção

No entanto, existe uma exceção. Para aqueles com quocientes de inteligência mais elevados, essas correlações diminuem drasticamente. “O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era, portanto, mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI”. Assim, quanto mais inteligente você é, menos está satisfeito com a vida de se socializar com os amigos com mais frequência. Mas por quê?



Pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo

As pessoas com QI mais elevado e com a capacidade de usar sua inteligência são menos propensas a gastarem tempo socializando. Por quê? As pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo. Elas são obrigadas, e talvez um pouco mais orientadas a usarem sua inteligência para criarem algo maior do que elas mesmas.

Por exemplo, pense em alguém que você conhece que foi fazer pós-graduação ou começou seu próprio negócio. Ao perseguir suas ambições e objetivos, essa pessoa teve que minimizar interações sociais. Uma pessoa inteligente, na busca de alcançar algo maior e melhor do que si mesma, pode considerar a interação social como uma distração que a afasta de objetivos a longo prazo, o que, por sua vez, pode afetar seu bem-estar geral.

Ao pensar no longo prazo, o indivíduo mais inteligente prefere ficar em casa e trabalhar por seus sonhos e ambições do que sair em um sábado à noite com alguns amigos. Não é que ele não valoriza a amizade. Mas quando está buscando alcançar a grandeza, julga a socialização como distração.

Como pessoas inteligentes desenvolveram-se de forma distinta durante a evolução do cérebro humano

O cérebro humano evoluiu para atender as demandas do nosso ambiente ancestral na savana. A densidade populacional era baixa e sobrevivíamos com um estilo de vida caçador. Durante estes tempos, ter contato frequente com os amigos ao longo da vida era necessário para a nossa sobrevivência e para posterior reprodução da nossa espécie.

Nos dias de hoje, a nossa vida mudou drasticamente, assim como nossas interações com o outro. As pessoas inteligentes podem ser mais capazes de lidar com os novos desafios que a vida moderna nos lança. Ou seja, têm uma melhor capacidade de resolver problemas evolutivos e mais facilidade em lidar com novas situações.

Quando você é mais esperto, é mais capaz de se adaptar às coisas e tem mais facilidade em fundir suas predisposições ancestrais com o mundo moderno. Viver em uma área de alta população pode ter um efeito menor sobre o seu bem-estar, mas pode ser devido a ser mais capaz de descartar a necessidade de socializar quando está perseguindo seus sonhos e ambições.

Pessoas inteligentes valorizam os relacionamentos de uma maneira diferente

As pessoas inteligentes valorizam amizades e relacionamentos como qualquer outra pessoa, mas tendem a ser mais seletivos sobre a forma como gastam o seu tempo. Não é que eles não valorizam amizades e socialização, é que também valorizam os seus interesses pessoais.
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Transcrito / Tradução de: O Segredo – Fonte: Life Hack


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mentes brilhantes e atitudes das Trevas

Postado por , em 12/02/12 (de ESQUERADA em ESQUERDA)

Esquerda: a prova que faltava!

Pessoas de Esquerda são mais inteligentes que as de Direita, aponta estudo

Um estudo canadense que inclui dados coletados por mais de 50 anos, diz que as pessoas com opiniões políticas de direita tendem a ser menos inteligentes do que as de esquerda. Ao mesmo tempo, adverte que as crianças de menor inteligência tendem a desenvolver pensamentos racistas e homofóbicas na idade adulta.

A pesquisa foi realizada por acadêmicos da Universidade Brock, em Ontário, e coletou a informação em mais de 15 mil pessoas, comparando o seu nível de inteligência encontrado na infância com os seus pensamentos políticos como adultos.

Os dados analisados ​​são dois estudos no Reino Unido em 1958 e 1970. Eles mediram a inteligência das crianças com idade entre 10 e 11 anos. Em seguida, são monitorados para descobrir suas posições políticas após 33 anos de idade. “As habilidades cognitivas são fundamentais na formação de impressões de outras pessoas e ter a mente aberta. Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitar em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso as fornece um senso de ordem”, dizem no estudo publicado no Journal of Psychological Science.

Segundo as conclusões da equipe, as pessoas com menor nível de inteligência gravitam em torno de pensamentos de direita, porque esse os faz sentir mais seguros no poder, o que pode se relacionaa com o seu nível educacional, inclui o jornal britânico.

Mas esta não é a única conclusão a que chegou o estudo

Analisados dados de um estudo de 1986 nos Estados Unidos sobre o preconceito contra os homossexuais, descobriu-se que pessoas com baixa inteligência detectado na infância tendem a desenvolver pensamentos ligados ao racismo e homofobia.

“As ideologias conservadoras representam um elo crítico através do qual a inteligência na infância pode prever o racismo na fase adulta. Em termos psicológicos, a relação entre inteligência e preconceitos podem ser derivadas de qual a probabilidade de indivíduos com baixas habilidades cognitivas apoiarem com ideologias de direita, conservadoras, porque eles oferecem uma sensação de estabilidade e ordem “, acrescentou.

“No entanto, é claro que nem todas as pessoas pessoas prejudicadas são conservadoras”, disse a equipe de pesquisa.