Translate

Mostrando postagens com marcador cérebro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cérebro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Por que desejamos doces quando estamos estressados?




Por que nós desejamos doces quando estamos estressados? - Um pesquisador do cérebro explica nosso desejo por chocolate e outros carboidratos durante tempos difíceis - por Achim Peters/scientificamerican.com*


Embora nosso cérebro seja responsável por apenas 2% do nosso peso corporal, o órgão consome metade de nossas necessidades diárias de carboidratos - e a glicose é seu combustível mais importante. Sob estresse agudo, o cérebro requer cerca de 12% a mais de energia, levando muitos a optar por lanches açucarados. 

Os carboidratos fornecem ao corpo a fonte mais rápida de energia. De fato, nos testes cognitivos, os sujeitos estressados ​​tiveram um desempenho ruim antes de comer. Seu desempenho, no entanto, voltou ao normal depois de consumir alimentos.

Quando estamos com fome, toda uma rede de regiões cerebrais é ativada. No centro estão o hipotálamo ventromedial (VMH) e o hipotálamo lateral. Estas duas regiões no tronco cerebral superior estão envolvidas na regulação do metabolismo, comportamento alimentar e funções digestivas. Existe, no entanto, um porteiro logo acima, o núcleo arcuatus (ARH) no hipotálamo. Se ele registra que o cérebro não tem glicose, esse porteiro bloqueia informações do resto do corpo. É por isso que recorremos aos carboidratos assim que o cérebro indica uma necessidade de energia, mesmo que o resto do corpo esteja bem suprido.

Para entender melhor a relação entre o cérebro e os carboidratos, examinamos 40 sujeitos em duas sessões. Em uma delas, pedimos aos participantes do estudo que fizessem um discurso de 10 minutos na frente de estranhos. Na outra sessão eles não foram obrigados a fazer um discurso. No final de cada sessão, medimos as concentrações de hormônios do estresse, cortisol e adrenalina, no sangue dos participantes. Nós também lhes fornecemos um buffet de comida por uma hora. Quando os participantes fizeram um discurso antes do bufê, ficaram mais estressados ​​e, em média, consumiram 34 gramas adicionais de carboidratos do que quando não faziam um discurso.

Então, e aquele chocolate? Se uma pessoa deseja chocolate à tarde, aconselho-a a comer chocolate para manter-se em forma e manter-se animado. Isso porque, no trabalho, as pessoas costumam ser estressadas e o cérebro tem uma necessidade crescente de energia. Se não comermos nada, é possível que o cérebro use glicose do corpo, destinado ao uso de células de gordura e músculos, e que secretam mais hormônios do estresse. Isso não apenas torna uma pessoa infeliz, mas também pode aumentar o risco de ataques cardíacos, derrame ou depressão a longo prazo. Alternativamente, o cérebro pode economizar em outras funções, mas isso reduz a concentração e o desempenho.

A fim de atender às necessidades aumentadas do cérebro, pode-se comer mais de tudo, como os sujeitos estressados ​​fizeram em nosso experimento, ou tornar mais fácil para o corpo e apenas consumir alimentos doces. Até os bebês têm uma preferência pronunciada pelos doces. Porque seu cérebro é extremamente grande comparado com seus corpos minúsculos, os bebês requerem muita energia. Eles obtêm essa energia através do leite materno, que contém muito açúcar. Com o tempo, nossa preferência por doces diminui, mas nunca desaparece completamente, mesmo quando nos tornamos adultos. A extensão em que essa preferência é preservada varia de pessoa para pessoa e parece depender, entre outras coisas, das condições de vida. Estudos sugerem que pessoas que experimentam muito estresse na infância têm uma preferência mais forte por doces mais tarde na vida.

Para alguns, o cérebro não pode obter sua energia das reservas do corpo, mesmo que haja depósitos de gordura suficientes. A causa mais importante disso é o estresse crônico. Para garantir que seus cérebros não sejam subutilizados, essas pessoas devem sempre comer o suficiente. Muitas vezes, a única maneira de sair de tais hábitos alimentares é deixar um ambiente permanentemente estressante. Assim, embora muitos tendam a ser duros consigo mesmos por comerem muitos doces ou carboidratos, as razões por trás desse desejo nem sempre se devem à falta de autocontrole e podem exigir uma análise mais profunda do estilo de vida e situações estressantes - passadas e presentes. Uma vez que a causa raiz do estresse é abordada, os hábitos alimentares podem, em última instância, resolver-se.
____
Fonte: *tradução livre , para o português, de artigo originalmente publicado no site scientificamerican.com - Imagem: chocolate - pixabay (imagem gratuita)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

A evolução humana não acabou, diz especialista americana




A evolução é um tópico complicado   (Shutterstoc)
A evolução humana “definitivamente não” acabou, diz especialista - Live Science*

A evolução humana acabou?

Essa é a questão feita por Briana Pobiner, uma antropóloga do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, em 17 de maio de 2014.

Os seres humanos estão evoluindo em um ritmo crescente, graças aos avanços da medicina e uma grande população, Pobiner diz na “Future Is Here”, uma conferência de dois dias comemorando o futuro dos seres humanos, do planeta, vida além da Terra e do espaço profundo, oferecida pelo Smithsonian Magazine. Só que, da mesma forma como os humanos estão evoluindo, seus parasitas também evoluem.

“Eu convido vocês a olharem dentro dos olhos de nossos antepassados”, diz Pobiner. “Por que a maioria dos ancestrais humanos foram extintos enquanto o homo sapiens sobreviveu? A resposta tem muito a ver com o cérebro humano”.

O cérebro humano representa apenas cerca de 2% do peso do corpo humano, mas consome 20% da sua energia. As maiores mudanças evolucionárias ocorreram no neocortex, a parte externa do cérebro que processa o pensamento abstrato, o planejamento de longo prazo, a empatia e a linguagem, disse Pobiner.

Como o cérebro humano continua a evoluir, os humanos eventualmente irão desenvolver cabeças gigantes e corpos esqueléticos, como mostrado nos filmes de ficção científica? 


Historicamente, o processo do nascimento limitou o tamanho do cérebro, porque a cabeça dos bebês precisam passar pelo canal do nascimento.

Hoje, entretanto, cirurgias Cesarianas podem contornar esse processo. Pelo menos 46% dos bebês nascidos hoje na China vêm ao mundo por cirurgias Cesarianas, diz Pobiner. Com os avanços na fertilidade e um cuidado pós-natal melhor, ela pergunta, “nós estamos ferrando com a seleção natural?”

A população mundial está crescendo, e uma grande população também evolui rápido, diz Pobiner. Mas, com o aumento do nível do mar e menos terra disponível, doenças transmitidas pela água e pelo ar podem se espalhar mais facilmente, diz Pobiner.

O maior vírus já encontrado foi um vírus descongelado de permafrost, conhecido como Pithovirus. Mesmo que esse parasita não infecte humanos, o que aconteceria se fossem descongelados outros vírus ancestrais que sejam prejudiciais? 

Por exemplo, o vírus da varíola foi erradicado em 1979, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, mas alguns especialistas dizem que eles foram erradicados apenas da superfície da Terra, sobrevivendo em uma forma congelada.

E a evolução humana persiste em outras áreas também, como na seleção sexual. Um estudo recente descobriu que a barba se torna mais atraente quando ela é rara em uma população. Quando um “pico barba” é atingido, ela se torna menos atraente, segundo o estudo. Condições econômicas também influenciam a ausência de barba, como homens desempregados que podem usar barba como sinal de masculinidade, diz Pobiner.

Então a evolução humana acabou? “Definitivamente não”, diz Pobiner. “Enquanto houverem humanos, haverá evolução humana”.
____
Fonte: Human Evolution ‘Definitely Not’ Over, Expert Says – Live Science, *por Tanya Lewis - Imagem:Evolution image via imageZebra/Shutterstoc

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O cérebro crente: porque a ciência é o único caminho para fora do realismo dependente da crença



por Michael Shermer *

O presidente Barack Obama nasceu no Havaí? Eu achei a questão tão absurda, sem mencionar a possibilidade de racismo em sua motivação, que quando eu foi confrontado com “birthers”¹ que acreditam em outra coisa, eu achei difícil até mesmo me concentrar em seus argumentos sobre a diferença entre uma certidão de nascimento e um certificado de nascido vivo. 

A razão é porque uma vez que eu formei uma opinião sobre o assunto, tornou-se uma crença, sujeita a uma série de vieses cognitivos para garantir a sua verosimilhança. 

Eu fiquei irracional? Possivelmente. De fato, é assim que a maioria dos sistema de crença funcionam para a maioria de nós na maioria do tempo.

Nós formamos nossas crenças a partir de uma variedade de razões subjetivas, emocionais e psicológicas no contexto do ambiente criado pela família, amigos, colegas, cultura e sociedade em geral. Depois de formar nossas crenças, nós as defendemos, justificando e racionalizando-as com uma série de razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações racionais. 

Crenças vem primeiro; explicações para as crenças vem em seguida. No meu livro "Cérebro e Crença"², eu chamo esse processo, em que as nossas percepções sobre a realidade são dependentes das crenças que temos sobre ela, de “realismo dependente de crença”. A realidade existe independente das mentes humanas, mas nossa compreensão disso depende das crenças que temos em um determinado momento.

Eu moldei o realismo dependente de crença após o realismo dependente de modelo, apresentado pelos físicos Stephen Hawking e Leonard Mlodinow em seu livro "O Grande Projeto"³. Ali eles argumentam que, já que nenhum modelo é adequado para explicar a realidade, “um não pode ser dito mais real que o outro”. Quando esses modelos são unidos a teorias, eles formam visões de mundo completas.

Uma vez que tenhamos formado crenças e feito compromissos com elas, nós mantemos e reforçamo-as com uma variedade de tendências cognitivas que distorcem nossas percepções para caber nos conceitos da crença. Entre eles temos:

Viés de Ancoragem. Baseando muito fortemente em uma âncora de referência ou peça de informação quando tomamos decisões.

Viés de Autoridade. Valorizando a opinião de uma autoridade, especialmente na avaliação de alguma coisa que concemos pouco.


Viés da Crença. Avaliando a força de um argumento baseado na credibilidade de sua conclusão.

Viés de Confirmação. Procurando e encontrando evidências que confirmem as crenças já existentes e ignorando ou reinterpretando as evidências em contrário.

No topo de todas essas tendências, está o Viés Endogrupal, onde nós valorizamos mais as crenças dos que são membros de nosso grupo e menos nas crenças de quem é de diferentes grupos. Isso é resultado de nossos cérebros tribais nos levando não apenas para fazer tais juízos de valor sobre as crenças mas também de demonizar e descartá-las como sem sentido ou más, ou ambos.

O realismo dependente da crença é impulsionado ainda mais profundamente por um meta-viés chamado de Viés de Ponto Cego, ou a tendência para reconhecer o poder de tendências cognitivas em outras pessoas, mas ser cego para a sua influência em suas próprias crenças. 

Mesmos cientistas não estão imunes, sujeitos ao viés experimentador-expectativa, ou a tendência de observadores perceberem, selecionarem e publicaram dados que corroboram suas expectativas para o resultado de um experimento e ignorar, descartar ou não acreditar em dados que não.

Essa dependência na crença e sua série de tendências psicológicas é porque, na ciência, nós temos mecanismos internos de auto-correção. Controles duplo-cegos rigorosos são necessários, nos qual nem os sujeitos nem os pesquisadores sabem as condições durante a coleta de dados. 

Colaboração com os colegas é vital. Resultados são examinados em conferências e publicações revistas por pares. Pesquisa é replicada em outros laboratórios. Evidências de desconformidade e interpretações contraditórias de dados são incluídas na análise. Se você não buscar dados e argumentos contra sua teoria, alguém o fará, geralmente com grande alegria e em fórum público. Isto é o motivo de o ceticismo ser sine qua non da ciência, a única escapatória que nós temos das armadilhas do realismo dependente da crença criadas por nossos próprios cérebros crentes.

Michael Shermer
*Michael Brant Shermer nasceu em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 8 de setembro de 1954, ele é um psicólogo, escritor e historiador da ciência dos EUA, fundador da revista Skeptic Magazine e diretor da Skeptics Society. Shermer também é colunista da Scientific American (SciAm), revista de divulgação científica dos EUA. É notável por sua longa história ao apresentar informação científica a nível mensal para o público educado geral. Muitos cientistas famosos, incluindo Albert Einstein, tem contribuído com artigos nos últimos 168 anos. É a revista mensal continuamente publicada mais antiga dos Estados Unidos.

Notas:
1- Birthers é como são chamadas as pessoas que duvidam da legitimidade da presidência de Barack Obama por conta de uma teoria da conspiração que afirma que Obama não é nascido nos EUA (NdT)
2- The Believing Brain (Holt, 2011). Publicado em português com o título de Cérebro e Crença. São Paulo: JSN Editora, 2012.
3- The Grand Design (Nova Iorque: Bantam Books, 2010). Publicado em português com o título O grande projeto. São Paulo: Nova Fronteira, 2011
____
Fonte: Scientific American - Tradução: Maurício Moura (reprodução) - Imagem: Pixabay (CC0)

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Qual a velocidade do pensamento?




por Isaac Asimov*

Qual a velocidade do pensamento? Depende do que se entenda por “pensamento”.

Poder-se-ia ter em mente a imaginação. Posso imaginar-me estando nesse exato m omento aqui na Terra e um segundo mais tarde imaginar que estou em Marte ou em Alfa Centauro ou perto de algum distante quasar. Se é isso o que se entende por “pensamento” então pode-se sustentar que o pensamento pode assumir qualquer velocidade, inclusive a infinita.

Sim, mas realmente não fui transportado a tais distâncias, não é? Posso imaginar-me estando presente no momento da formação da Terra, mas isso não significa que participei de alguma viagem no tempo. Posso imaginar-me no centro do Sol, m,as isso não quer dizer que eu consiga realmente sobreviver em tais condições.

Para que a questão  tenha significado num sentido científico, deve-se definir o “pensamento” de tal forma que ele tenha uma velocidade que possa efetivamente ser medida por métodos físicos.

Exemplificando, podemos pensar unicamente devido à existência de impulsos que se propagam de célula nervosa para célula nervosa. Qualquer ação que envolva o sistema nervoso depende desses impulsos. Quando você toca num objeto quente, rapidamente retira a mão, mas isso não pode se dar até que a sensação de calor se transmita de sua mão para o seu sistema nervoso central. e que outro impulso nervoso se transmita do seu sistema nervoso central para seus músculos.

O “pensamento” inconsciente envolvido na situação – “sinto algo me queimando, é melhor retirar a mão antes que ela fique gravemente ferida” – não pode exceder o tempo gasto pelo impulso para percorrer  a distância necessária de ida e volta. Assim, devemos entender por “velocidade do pensamento” a “velocidade do impulso nervoso” ou nenhuma resposta será possível.


Em 1846, o grande fisiologista alemão Johannes Müller, num acesso de pessimismo, afirmou que a velocidade de um impulso nervoso jamais poderia ser medida. Seis anos depois, em 1852, um de seus antigos discípulos, Hermann von Helmholtz, conseguiu medi-la, fazendo uso de um músculo ao qual o nervo ainda estava ligado. 

Helmholtz estimulava o nervo em diferentes pontos e media o tempo decorrido até que o músculo se contraísse. Ao estimular o nervo num ponto mais distante do músculo, a contração demorava mais para ocorrer. A partir do intervalo da demora, ele calculou o tempo que o impulso nervoso levava para percorrer a distância adicional.

A velocidade do impulso nervoso depende da espessura do nervo; quanto mais espesso, mais rápida a propagação. Ele depende também da presença ou ausência de uma camada de material gorduroso isolando o nervo. Um nervo isolado conduz o impulso nervoso mais depressa que um não-isolado.

Os nervos dos mamíferos são os mais finos do reino animal e, nos melhores nervos dos mamíferos, a velocidade do impulso nervoso pode chegar a cerca de 100 metros por segundo, ou se preferirem 360 quilômetros por hora.

Isso pode parecer demasiado pouco. A velocidade do pensamento não é maior do que a de um avião a hélice de modelo antigo. Mas pense que um impulso nervoso pode ir e voltar de um ponto qualquer a outro do corpo humano em menos que 1/25 de segundo (isso representa o tempo gasto de processamento no sistema nervoso central). 

A maior extensão de nervo de um mamífero é a que existe na baleia azul de trinta metros de comprimento e , mesmo assim, o impulso nervoso percorre essa distância, ida e volta, em pouco mais que meio segundo, o que é razoavelmente rápido.
____
Fonte: *Isaac Asimov foi escritor e bioquímico nascido na Russia.  Foi um dos maiores autores de Ficção Científica da História e um dos grandes nomes da divulgação científica de todos os tempos.

domingo, 29 de outubro de 2017

Ciência pode comprovar existência da Alma




Cientistas dizem poder provar a existência da Alma. Segundo a teoria, a alma está contida em estruturas denominadas microtúbulos, localizadas nas células cerebrais. Para isso eles usam uma teoria quântica da consciência.

Stuart Hameroff, do Centro de Estudos de Consciência da Universidade do Arizona, e Sir Roger Penrose, da Universidade de Oxford, trabalham, desde 1996, em uma teoria quântica da consciência, segundo a qual a alma está contida em estruturas denominadas microtúbulos, localizadas nas células cerebrais.

A ideia vem do pressuposto de que o cérebro é um computador biológico, com cem trilhões de neurônios, cujas conexões sinápticas atuam como redes de informação”, afirmam os especialistas, que dizem também que a experiência humana é o resultado dos efeitos da gravidade quântica sobre os microtúbulos, em um processo denominado “redução objetiva orquestrada” (Orch-Or, na sigla em inglês).

Embora seja de consenso científico que a consciência tenha surgido como uma propriedade evolutiva dos organismos biológicos, a teoria Orch-Or afirma que ela é, na realidade, uma característica intrínseca da ação de um universo não computável.

Em uma experiência próxima à morte, por exemplo, os microtúbulos perdem seu estado quântico mas a informação dentro deles não é destruída. Isso significa que, em termos compreensíveis, a alma não morre, mas retorna ao universo”, afirmam os cientistas. 

Além disso, eles argumentam que, no momento da morte, “o coração deixa de bater, o sangue deixa de fluir e os microtóbulos perdem seu estado quântico. A informação quântica nos microtúbulos não é destruída; ela não pode ser destruída; simplesmente é distribuída e se dissipa pelo Universo”.

Fonte: History


Recomendado para você

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Empresa de biotecnologia tentará ressuscitar mortos




Uma empresa de biotecnologia tenta fazer algo cientificamente ousado: ressuscitar 20 pessoas clinicamente mortas. Chamada Bioquark, a companhia da Filadélfia obteve aprovações éticas das entidades de saúde dos Estados Unidos e da Índia para o seu projeto.

A ideia não é dar vida nova a pessoas que faleceram, mas às que hoje vivem somente com o auxílio de aparelhos médicos e não podem viver de maneira independente.

De acordo com Ira Pastor, CEO da Bioquark, este é o primeiro experimento científico do gênero e seus resultados podem representar mais um passo em direção à – talvez possível – reversão da morte dos humanos.

“Para realizar uma iniciativa tão complexa quanto esta, vamos combinar ferramentas de medicina biológica com outros aparelhos médicos existentes usados para a estimulação do sistema nervoso central, em pacientes que apresentam outros problemas severos de falta de consciência”, afirma Pastor.

A empresa americana vai aplicar células-tronco, estimulação nervosa e outros tratamentos em pessoas que sofreram sérios traumas cerebrais.

A iniciativa se apoia em estudos científicos recentes que mostraram existir fluxo sanguíneo e atividade elétrica após a morte de uma célula cerebral, porém em quantidade insuficiente.

A equipem médica da Bioquark espera ver evidências de regeneração na medula espinhal superior e no ritmo cardíaco dos pacientes após as seis semanas de seus primeiros testes com 20 pessoas.

Numa visão futurística, o tratamento pode trazer humanos de volta à vida depois de sofrerem fortes traumas na cabeça.

Alguns peixes e anfíbios podem regenerar partes de seus cérebros após ferimentos graves e a ideia da Bioquark é trazer isso para a humanidade, após um período de pesquisa ainda sem estimativa de conclusão.

“Salvar partes individuais pode ser de grande ajuda, mas é um longo caminho até que seja viável ressuscitar um cérebro totalmente, de maneira funcional, em um estado sem danos”, declarou Pastor, segundo o Telegraph.

Fonte: Pensador Anônimo

Recomendado para você

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Maconha pode deter Alzheimer



Composto ativo da maconha remove proteína tóxica do Alzheimer no cérebro, diz estudo - via Merelyn Cerqueira - jornalciencia.com


Um composto ativo presente na maconha, chamado tetra-hidrocanabinol (THC), tem sido associado a remoção de aglomerados tóxicos da proteína beta-amiloide no cérebro, pensada como responsável pelo surgimento e progressão da doença de Alzheimer.

O resultado, publicado na revista Aging and Mechanisms of Disease, é compatível com estudos anteriores que encontraram evidências de que os efeitos positivos dos canabinoides, incluindo o THC, em pacientes com doenças neurodegenerativas.

“Embora outros estudos tenham oferecido provas de que os canabinoides podem agir como neuroprotetores contra os sintomas da doença de Alzheimer, acreditamos que nosso estudo é o primeiro a demonstrar que eles podem afetar tanto a inflamação, bem como a acumulação de beta-amiloide em células nervosas”, disse um dos membros da equipe, David Schubert, do Instituto Salk para Estudos Biológicos, na Califórnia. Shubert e sua equipe testaram os efeitos do THC em neurônios humanos cultivados em laboratório, simulando os efeitos da doença de Alzheimer.

O composto THC, em especial, não é apenas responsável pela maioria dos efeitos psicológicos causados pelo uso da maconha. Graças as suas propriedades naturais para aliviar dores, ele também tem sido apontado como tratamento eficaz para os sintomas do AIDS, quimioterapia, dores crônicas, estresse pós-traumático e Acidente Vascular Cerebral – derrame.

Logo, ao que tudo indica, o composto parece agir com um verdadeiro fármaco. Agora, os cientistas estão trabalhando para reproduzir uma levedura (fungo) geneticamente modificada que poderá agir de forma mais eficiente na produção de THC do que as versões da molécula sintetizada em laboratório.


Molécula do THC – tetrahidrocanabinol
O THC funciona por meio dos pulmões e através da corrente sanguínea, onde se liga a dois tipos de receptores, o receptor canabinoide (CB) 1 e 2, encontrados na superfície das células de todo o corpo. 

No caso do cérebro, eles se concentram nos neurônios associados ao prazer, memória, pensamento, coordenação e percepção do tempo, e geralmente se ligam a uma classe de moléculas lipídicas, chamadas endocanabinoides, que são produzidas pelo corpo durante as atividades físicas, para promover a sinalização celular no cérebro.

Ao longo dos anos, pesquisadores tem sugerido que ao se ligar com esses receptores, o THC pode ter outros efeitos sobre o envelhecimento do cérebro, porque, aparentemente, ele ajuda o corpo a limpar os acúmulos tóxicos – ou “placas” de beta-amiloides.

Até o momento, ninguém sabe ao certo o que causa a doença de Alzheimer, no entanto, há um consenso de que ela possa ser resultante de uma acumulação de dois tipos de lesões: placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. Não está claro como e quando essas lesões aparecem no cérebro, mas estudos recentes têm associado essas inflamações com proliferação delas no tecido cerebral. Então, ao encontrar algo que alivie essa inflamação, e ao mesmo tempo estimula o corpo a limpá-las, poderíamos estar a caminho do primeiro tratamento eficaz para a doença de Alzheimer.

Entretanto, conforme afirmado anteriormente, os testes só foram realizados em neurônios cultivados em laboratórios. O próximo passo, segundo Schubert e sua equipe, é que esses resultados possam ser observados em ensaios clínicos. E eles já alegaram ter encontrado em uma droga experimental, chamada J147, efeitos semelhantes ao THC, de modo que esses testes poderão ser feitos sem os impasses governamentais devido ao uso de uma planta considerada droga ilícita.

[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / Pixabay ]

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Neurociência comprova: O silêncio faz bem para o cérebro



Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em melhora na saúde | Duas horas de silêncio por dia poderia melhorar a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos

Nos últimos anos, os pesquisadores têm destacado o poder peculiar do silêncio para acalmar nossos corpos, aumentar o volume em nossos pensamentos internos e sintonizar nossa conexão com o mundo. Suas descobertas começam em pesquisas sobre o contrário do silêncio – o barulho.

Muito já se escreveu sobre a “poluição sonora”, uma expressão criada na década de 1960, quando os cientistas descobriram que a exposição diária ao barulho intenso das estradas e aeroportos estava ligada a uma variedade de problemas de saúde: doenças cardíacas, problemas de sono, pressão alta e, menos surpreendentemente, perda auditiva. Os sons podem ser tão intensos que podem até causar danos muito mais imediatos, forte o suficiente para rasgar um buraco em seus tímpanos.

Se a exposição excessiva a sons altos é ruim para nós, a falta de som significa a falta de danos físicos causados pela poluição sonora. O silêncio é neutro. Segundo um artigo de Daniel Gross publicado na revista Nautilus, diversas pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em saúde melhorada, assim como a exposição prolongada e repetida ao ruído pode debilitá-la.

Estudos de fisiologia humana ajudam a explicar: as ondas sonoras vibram os ossos da orelha, que transmitem o movimento para a cóclea em forma de caracol. A cóclea converte as vibrações físicas em sinais elétricos que o cérebro recebe. O corpo reage imediatamente e poderosamente a esses sinais, mesmo no meio do sono profundo. Pesquisas neurofisiológicas sugerem que os ruídos ativam primeiramente a amígdala cerebeloza, aglomerados de neurônios localizados nos lobos temporais do cérebro, associados à formação de memória e à emoção. A ativação solicita uma liberação imediata de hormônios do estresse, como o cortisol. Pessoas que vivem em ambientes barulhentos, muitas vezes experimentam níveis cronicamente elevados de hormônios do estresse.

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde concluiu que os 340 milhões de habitantes da Europa Ocidental – aproximadamente a mesma população dos Estados Unidos – perderam anualmente um milhão de anos de vida saudável por causa do ruído. Eles até argumentaram que três mil mortes por doenças cardíacas eram, em sua raiz, o resultado de ruído excessivo.


Então, a primeira conclusão é que o silêncio é bom pelo o que ele não faz – não acorda, não nos irrita ou não nos mata. Mas quais seriam então seus benefícios pelo que faz?

O artigo de Gross cita algumas pesquisas com interessantes revelações e a maioria delas foi descoberta por acaso, como no caso do pesquisador Luciano Bernardi que realizava um estudo dos efeitos fisiológicos da música em 2006. Bernardi queria mostrar o impacto da música relaxante no cérebro, e, para sua surpresa, descobriu que entre as faixas musicais, em trechos de silêncio inseridos aleatoriamente revelaram-se muito mais relaxantes do que a música “relaxante”. As pausas em branco que Bernardi considerava irrelevantes, em outras palavras, tornou-se o objeto de estudo mais interessante.

Outra pesquisadora citada no artigo que analisou esta questão foi a bióloga regenerativa da Universidade Duke, Imke Kirste. Em 2013, ela estudava os efeitos dos sons no cérebro de ratos adultos. Como Bernardi, ela pensou no silêncio como um controle que não produziria um efeito. Mas para sua grande surpresa, Kirste descobriu que duas horas de silêncio por dia levaram ao desenvolvimento celular no hipocampo, a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos. Isso era profundamente intrigante: a ausência total de insumos estava tendo um efeito mais pronunciado do que qualquer tipo de entrada testada.

O crescimento de novas células no cérebro nem sempre tem benefícios para a saúde. Mas, neste caso, Kirste diz que as células pareciam se tornar neurônios funcionais. “Vimos que o silêncio está realmente ajudando as novas células geradas a se diferenciar em neurônios, e se integrar no sistema”.

Imagine, por exemplo, que você está ouvindo uma música que gosta muito quando o rádio de repente desliga. Neurologistas descobriram que se você conhece bem a música, o córtex auditivo do seu cérebro permanece ativo, como se a música ainda estivesse tocando. “O que você está ‘ouvindo’ não está sendo gerado pelo mundo exterior”, diz David Kraemer, que conduziu esses tipos de experimentos em seu laboratório de Dartmouth College. “Você está recuperando uma memória”. Os sons nem sempre são responsáveis pelas sensações, às vezes nossas sensações subjetivas são responsáveis pela ilusão do som.

Alguns cientistas esperam que essas descobertas possam conduzir a tratamentos potenciais para pessoas com distúrbios associados ao abrandamento do crescimento celular no hipocampo, como demência ou depressão. Mas até agora, pelo menos, a neurociência do silêncio parece sugerir isso: para o cérebro, o silêncio faz bem.

Leia mais no site CICLOVIVO

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Neurocientista diz que meditação altera o cérebro

Neurocientista de Harvard: Meditação altera fisicamente seu cérebro

Via Washington Post | Tradução Luís Oliveira | Buda Virtual*


Sara Lazar, neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, foi uma das primeiras cientistas a analisar os efeitos da meditação no cérebro. 

O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode literalmente mudar seu cérebro. Ela explica:

Q: Por que você começou a pesquisar sobre meditação e os efeitos da prática no cérebro?

Lazar: Um amigo e eu estávamos treinando para a maratona de Boston. Eu tive algumas lesões na corrida, então fui a um fisioterapeuta que me disse para parar de correr e começar a me alongar. Então eu comecei a praticar yoga como uma forma de terapia física. Eu comecei a perceber que era algo muito poderoso, que tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como aquilo funcionava.

O professor de yoga fez todos os tipos de alegações, que a ioga iria aumentar sua compaixão e abrir seu coração. E eu pensava: ‘Yeah, yeah, yeah, eu estou aqui para alongar.” Mas eu comecei a perceber que eu estava mais calma. Eu era mais capaz de lidar com situações mais difíceis. Eu estava mais compassiva e de coração aberto, e capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros.

Eu pensei, talvez fosse apenas efeito placebo. Mas então eu fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência e vi evidências de que a meditação estava sendo associada com diminuição do estresse, diminuição da depressão, ansiedade, dor e insônia, e um aumento da qualidade de vida.

Nesse ponto, eu estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então, eu mudei e comecei a fazer esta pesquisa como um pós-doutorado.

Q: Como você fez a pesquisa?

Lazar: O primeiro estudo analisou os meditadores experientes versus um grupo de controle. Descobrimos que os meditadores experientes têm uma maior quantidade de matéria cinzenta na ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo, e sensorial. O que faz sentido. Quando você está consciente, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, à experiência do momento presente, e reduzindo a cognição, seus sentidos ficam mais aguçados.

Também descobrimos que tinham mais matéria cinzenta no córtex frontal, que está associada com memória de trabalho e tomada de decisões executivas.

É bem documentado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – é mais difícil de entender as coisas e lembrar coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade apresentaram a mesma quantidade de matéria cinzenta de jovens de 25 anos.

Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e as colocamos em um grupo de um programa de redução de estresse baseada em práticas meditativas de atenção plena com duração de 8 semanas.

Meditadores experientes vs iniciantes


Q: O que descobriram?

Lazar: Encontramos diferenças no volume cerebral após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros nos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:

1. A diferença principal, encontramos no cingulado posterior, que está envolvido em divagações mentais, e auto relevância.

2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.

3. A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.

4. Uma área da haste do cérebro chamada de Pons, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladoras são produzidos.

A amígdala, a parte de lutar ou fugir do cérebro que é responsável pela a ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área diminuiu de tamanho no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseado em meditação de atenção plena.

A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress.


Q: Então, quanto tempo é que alguém tem que meditar antes de começar a ver mudanças em seu cérebro?

Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.

Em um programa de redução de estresse baseado na meditação de atenção plena, nossos participantes faziam uma aula semanal. Eles receberam uma gravação e foi dito para que praticassem por 40 minutos por dia em casa. E é isso.

Q: Então, 40 minutos por dia?

Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticavam 40 minutos praticamente todos os dias. Algumas pessoas praticavam menos. Alguns apenas um par de vezes por semana.

Em meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou cerca de meia hora por dia.

Q: Dado o que sabemos a partir da ciência, o que você incentiva os leitores a fazer?

Lazar: Meditação é como exercício. É uma forma de exercício mental, treino da mente, realmente. E assim como o exercício aumenta a saúde, ajuda-nos a lidar com o estresse melhor e promove a longevidade, meditação pretende conferir alguns desses mesmos benefícios.

Mas, cientificamente, ainda é cedo para tentar descobrir o que a prática pode ou não pode proporcionar.

Parece ser benéfico para a maior parte das pessoas. A coisa mais importante se você quer tentar, é: encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também complexo. Você tem que entender o que está acontecendo em sua mente. Um bom professor é fundamental.

Q: Você medita? E você tem um professor?

Lazar: Sim e sim.

Q: Que diferença isso fez na sua vida?

Lazar: Eu venho praticando há 20 anos, por isso teve uma influência muito profunda em minha vida. É muito fundamental. Estresse foi reduzido, me ajuda a pensar com mais clareza. É ótimo para relações interpessoais. Eu tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

*Fonte: http://www.budavirtual.com.br/neurocientista-da-harvard-meditacao-nao-apenas-reduz-o-estresse-a-pratica-altera-fisicamente-seu-cerebro-veja-como-ocorre/ acessado em 11/05/17 14:42


terça-feira, 16 de junho de 2015

Novo tratamento contra Alzheimer pode curar a doença



Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer


Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.



Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.

Fonte: Ciência Online

terça-feira, 24 de março de 2015

Chocolate melhora cognição e combate demência




Uma deliciosa dica da ciência: comer chocolate diariamente pode melhorar sua memória – e combater a demência na velhice. Pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, convidaram 37 pessoas, entre 50 e 69 anos, para ingerir uma quantidade diária de um dos componentes do cacau, o flavanol, por três meses. 

Metade recebeu uma concentração grande (900mg de flavanol), já a outra turma ganhou uma dose menor (10 mg). Enquanto tinham os cérebros escaneados, todos os participantes fizeram testes de memória, antes e depois dos 90 dias de dieta. 

Após a ingestão diária de altas doses de flavanol, os participantes se saíam bem melhor nos jogos de memória. É que as atividades numa região específica do hipocampo (giro dentado), que tem um papel importante na memória, aumentaram nesse grupo de participantes. 

Ainda não se sabe as razões, mas o flavanol consegue melhorar as conexões nessa região do cérebro. E os efeitos não são pequenos. “Se um participante tinha uma memória típica de alguém de 60 anos no começo do estudo, depois dos três meses, aquela pessoa conseguia alcançar a memória de um adulto de 30 ou 40 anos”, explica Scott Small, um dos autores da pesquisa

O único problema é que uma barra normal de chocolate não tem uma quantidade tão grande assim de flavanol. Mas de pouquinho em pouquinho deve dar algum resultado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

5 processos biológicos que seu corpo está fazendo agora e você nem se dá conta disso



1 – Uma questão de cheiro e gosto

Se você acha que apenas seu rosto tem células receptoras de cheiro e gosto, prepare-se para se surpreender: pesquisas realizadas na última década revelaram que partes do corpo humano como rins, coração, espinha, trato respiratório e até mesmo nossas células sanguíneas têm receptores de cheiro e gosto!

Nos rins, cientistas encontraram receptores de cheiro dentro de um componente conhecido como “mácula densa”. Essa região é a responsável por regular a filtragem do sangue e a produção de urina, mas a presença dessas células relacionadas ao cheiro sugere que nossos rins literalmente cheiram e/ou sentem o gosto do xixi que produzimos, quase como se isso fosse uma análise química, digamos assim.

Outro experimento indicou que nosso sangue também consegue sentir cheiro. Bizarro, não é? Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores colocaram células sanguíneas em uma câmara e adicionaram à mistura um componente de odor. Acredite você ou não, as células sanguíneas se movimentavam em direção ao odor.

E não é apenas o sangue que consegue detectar odores, não! O esperma também parece fazer a mesma coisa! Pesquisas indicam que as células reprodutoras masculinas usam seus receptores de cheiro para chegarem até o óvulo. Pelo visto somos muito mais eficientes do que imaginávamos, hein!

2 – As sinapses

O cérebro é um órgão espetacular que, basicamente, controla tudo o que você faz e, inclusive, o que você é. O órgão é tão complexo que a Ciência está longe de poder dizer que sabe tudo sobre ele e, por isso, cada nova descoberta é digna de comemoração.

Por muito tempo o consenso era de que o cérebro humano tinha 100 bilhões de neurônios. Um estudo mais intenso revelou que esse número é, na verdade, menor: ao que tudo indica, temos “apenas” 86 bilhões de neurônios.

A questão surpreendente no quesito neural não é nem o número dessas células, mas a quantidade de conexão feita entre os neurônios. A essas ligações a Ciência deu o nome de “sinapse”.

A todo o momento seu cérebro está criando novas sinapses, e, se para você fica mais fácil entender a imensidão da coisa usando números, vamos a eles: seu cérebro é capaz de produzir 100 trilhões de sinapses – só para você ter ideia, esse número é equivalente a mil vezes o número de estrelas da Via Láctea.

Se ainda não está fácil entender o poder da máquina que você carrega dentro do seu crânio, saiba que, em 2013, cientistas alemães e japoneses tentaram construir uma máquina que fosse capaz de simular o poder do cérebro humano. Para isso, foram necessários 82.944 processadores e, para arquivarem o mesmo número de informações que o cérebro processa em um segundo, essa máquina levou 40 minutos.

3 – Seu ouvido é um termômetro

Evoluímos para nos adaptarmos melhor ao ambiente que nos cerca e, pelo jeito, até mesmo nossos ouvidos, com o passar do tempo, começaram a adquirir outras funções além da básica, que é escutar.

O formato da orelha humana, com tantas dobraduras, não é apenas uma questão de estilo, mas uma forma que nosso corpo encontrou para conduzir melhor as ondas sonoras à nossa volta, de modo que possamos identificar a direção do som que vem até nós. 


O que muita gente nem faz ideia é que, pelo ouvido, conseguimos escutar a temperatura. Sim, você leu certo: escutar a temperatura.

Esse conceito pode até parecer meio sinestésico demais, mas um experimento feito na Grã-Bretanha comprovou que os participantes conseguiam saber se uma xícara de chá continua a bebida quente ou fria apenas ouvindo o barulho do líquido sendo servido.

Os resultados do teste mostraram que 96% dos voluntários conseguiram apontar com exatidão se o chá estava quente ou frio. Há quem acredite que isso acontece devido a diferenças de viscosidade entre o chá quente e o frio, afinal as moléculas do líquido gelado são menos enérgicas – isso faz com que o chá quente, quando derramado na xícara, produza um barulho mais suave que, sem nem nos darmos conta, conseguimos distinguir graças às nossas orelhas poderosas.

4 – Ácido, ácido, ácido, muito ácido

O processo de digestão envolve uma quantidade absurda de ácido clorídrico que derrete o alimento que você ingere. Esse ácido é extremamente corrosivo – capaz de corroer aço, só para você ter ideia – e, mesmo assim, nós vivemos com esse tipo de substância dentro de nós mesmos. Como será que esse ácido não nos derrete também?

Bem... Na verdade, ele nos derrete, sim. Felizmente, nosso estômago é capaz de se regenerar diversas vezes seguidas – ufa! A verdade é que o estômago é formado por células especiais que secretam uma proteína capaz de nos proteger desse banho de ácido.

Funciona assim: depois que o alimento é digerido, as células estomacais neutralizam o efeito do ácido, transformando-o em um material alcalino. Assim o alimento digerido não passa pelo intestino queimando tudo e seu estômago não derrete.

A bizarrice nessa coisa toda está no fato de que mesmo a melhor proteção estomacal não é capaz de livrar o órgão da corrosão. Doses de ácido clorídrico estão, aos poucos, comendo você por dentro. A cada três dias a membrana que reveste seu estômago é substituída por uma nova, ou seja: a pele do seu estômago é completamente corroída duas vezes por semana e renasce ao fim de cada processo.

5 – Câncer

Você pode manter alguns hábitos saudáveis, como não fumar, praticar atividades físicas e tentar manter uma alimentação balanceada, mas a verdade é que mulheres têm 38% de chances de desenvolver algum tipo de câncer – nos homens, as chances sobem para 43%.

As chances são assim tão altas porque, infelizmente, nosso corpo contribui para o desenvolvimento da doença, que surge quando uma célula é danificada de forma que seu DNA seja alterado e se programe para matá-la. Assustadoramente, isso acontece em uma proporção absurda: cada uma das muitas trilhões de células do seu corpo pode sofrer milhares de lesões por dia. Seu corpo é praticamente uma bomba-relógio.

Biologicamente inteligente que somos, nosso corpo conta com a ajuda de algumas enzimas que fiscalizam o DNA das nossas células, na tentativa de deixá-lo saudável e não autodestrutivo. Essas enzimas conseguem identificar erros celulares e, felizmente, na maioria das vezes, dão conta do recado e reconstituem tudo, antes que essas alterações se transformem em doença.

O fato de que algumas pessoas desenvolvem câncer nos prova que esse sistema de regeneração não é o mais efetivo de todos, mas ainda assim é um alívio sabermos que contamos com ele.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Acredite, se quiser, mas antes se ligue nos fatos



Mentiras que você acreditou a vida toda e a ciência prova o contrário


Nesse artigo reunimos alguns mitos ou falsas informações que muitos de nós aprendemos errado, e podemos passar a vida toda julgando ser verdade. 

Como por exemplo você sabia que nem todos os dias possuem 24 horas? Ou que o Monte Everest não é a montanha mais alta do mundo ou que o Deserto do Saara não é o maior deserto do mundo? Leia o artigo e descubra mais assim você pode mandar para aquela pessoa que você conhece que insiste em acreditar nessas coisas.

É verdade que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?

Isso é uma das mentiras que ouvimos frequentemente, embora a chance de que isso ocorra seja ínfima, é perfeitamente possível que isso aconteça. De acordo com o professor de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sílvio Dahmen, tudo se resume à probabilidade. Como há vários locais onde os raios podem atingir, e isso depende de condições atmosféricas ideais, é muito pouco provável que dois raios sejam vistos atingindo um mesmo local, ou seja é uma questão de sorte – ou azar.

O ser humano utiliza apenas 10% do seu cérebro?

O mito de que usamos apenas 10% do nossos cérebros não passa de uma lenda urbana, que afirma que só se utiliza um décimo da capacidade do cérebro, de modo que grande parte dele é inativa. Algumas versões ainda alegam que seriamos “deuses” se fôssemos capazes de usar todo o potencial de nossa massa cinzenta.

Há uma série de argumentos lógicos e estudos para refutar tal teoria como:

1. Se usássemos apenas 90% do nosso cérebro ao sofrermos danos nessas áreas inativas, não deveríamos sofrer danos em nossas funções cerebrais ou até mesmo perdê-las, em outras palavras, você poderia escapar praticamente ileso de um acidente vascular cerebral (comumente chamado de “derrame”).

2. Nosso cérebro custa caro para o restante do corpo quando o assunto é consumo de oxigênio e nutrientes, o que chega a consumir cerca de 20% da energia do organismo, em contraste com o fato que o cérebro representa apenas 2% do peso do corpo. Se o cérebro tivesse tantas áreas obsoletas como dizem a evolução já teria se encarregado de diminuir seu tamanho e aumentar sua eficiência.

3. Através de técnicas como tomografia e ressonância magnética, podemos observar que mesmo durante o sono todas as áreas do cérebro apresentam alguma atividade, exceto em casos de sérios danos.

O assunto é longo abordaremos mais isso num futuro artigo.


O dia tem 24 horas exatas?

Por causa do movimento de translação da Terra ao redor do Sol, a duração do chamado dia sideral é diferente do dia solar (aquele que conhecemos perfeitinho com 24 horas exatas).

Entre uma noite e outra a Terra percorre um trecho de sua órbita em torno do Sol. Um dia solar do ano é consequência do movimento de translação, em um ano, um dia solar se deve ao movimento de translação da Terra, em um dia solar, 0.273% dele se deverá ao movimento de translação. Considerando-se um dia solar de 24 horas, ou 1440 minutos, 3,94 minutos seriam consequência do movimento de translação e 23 horas, 56 minutos e 4 segundos consequência do movimento de rotação.

A cor vermelha irrita os touros?

Os touros são daltônico, ou seja não diferenciam cores primárias como o verde e o vermelho. Por conseguinte possuem dificuldade em enxergar as outras cores também como muitos outros mamíferos, logo a capa poderia ser até cor de rosa que eles não estariam nem ai.

O que realmente provoca a irritação do animal é o movimento do toureiro com a capa e não a cor dela. O movimento age como  uma provocação. Além do fato de que os touros utilizados nas touradas são de uma variedade extremamente agressiva e são criados para apresentarem esse comportamento. O ataque do touro, bem como a sua agressividade dependem da habilidade do toureiro em agitar a capa. Antigamente, o vermelho era importante para “esconder” o sangue por um eventual ferimento durante a tourada.

A água conduz a eletricidade?

A água não conduz a eletricidade e sim as impurezas contidas nela, por exemplo mineiras dissolvidos.

Desde que a água destilada seja purificada e não contenha quaisquer impurezas, ela é incapaz de conduzir eletricidade. As moléculas de água por conta própria não têm carga e como resultado eles não podem trocar elétrons. Sem a troca de elétrons, a eletricidade é incapaz de viajar através da água destilada.

Buracos negros consomem tudo que está por perto?

Os buracos negros, especificamente falando, não têm alcance gravitacional maior do que qualquer outra estrela da mesma massa. Desse modo, se o nosso Sol, de repente se tornasse um buraco negro da mesma massa, o resto dos objetos, incluindo a Terra, não seria afetado gravitacionalmente. A Terra permaneceria em sua órbita atual, assim como o resto dos planetas. (É claro que outras coisas seriam afetadas, como a quantidade de luz e calor que a Terra recebe, ou seja nós ainda estaríamos em apuros, mas não seriamos sugados para dentro do buraco negro.)

Existe uma região de espaço em torno do buraco negro de onde a luz não pode escapar, daí que provém o nome buraco negro. O limite desta região é conhecida como o horizonte de eventos, e é definido como o ponto em que a velocidade de escape a partir do campo gravitacional é igual à velocidade da luz. O horizonte de eventos, é calculado de acordo com a fórmula do Raio de Schwarzschild.

Ler no escuro prejudica a visão?

De acordo com o oftalmologista do Hospital Universitário Clementino Fraga, ligado à Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ),  Ricardo Lamy, não existe nenhum estudo científico que comprove que ler num ambiente pouco iluminado danifique a visão.

De acordo com Lamy, “o que prejudica é o fato que o esforço para a leitura será maior, ocasionando uma contração dos músculos dos olhos que pode terminar em uma dor de cabeça”.

No entanto, Lamy afirma que ler em um local mais iluminado possibilita ao indivíduo enxergar as coisas com um melhor contraste, facilitando a leitura. “A iluminação ideal é aquela que vem por trás da cabeça, não deixar a luz exatamente em cima ou chegando pela frente”, avisa.


O deserto do Saara é o maior deserto do mundo?

Ao contrário do que acreditamos ou o que imaginamos, a definição de um deserto segundo meu velho amigo Dicionário Aurélio é:

"Região que recebe anualmente precipitação de água inferior a 250mm, ou, então em que a precipitação é maior, porém distribuída de forma heterogênea, do que resultam pobreza de vegetação e fraca densidade populacional"

Em outras palavras um lugar seco e inóspito à vida, sendo assim podemos considerar a Antártida o maior deserto do mundo já que ela se encaixa perfeitamente nisso não acham?

A centopeia tem realmente 100 patas?

Embora o nome seja muito sugestivo e quase lógico, as centopeias não possuem 100 pés. Não há um número exato de patas definido para esses insetos rastejantes. O número de pés pode variar entre 15 e 191 pares, dependendo de cada espécie e tamanho. 

O Monte Everest é a maior montanha do mundo?

Embora o Everest seja alto, e, tenha a maior proeminência acima do nível do mar, o título de pico mais elevado do mundo vai para o vulcão Mauna Kea, no Havaí, com quase 2 mil metros a mais que o Everest.

O Mauna Kea é a montanha mais alta do mundo se levarmos em consideração a medição desde a base até ao pico – tem 10 203 metros a partir do fundo do oceano Pacífico (5998 metros abaixo da superfície, e 4205 metros acima).

Frio faz você ficar resfriado?

Não existem evidências de que exista associação entre se expor a baixas temperaturas ou choque térmico, e contrair um resfriado. Em um dos mais famosos estudos a respeito, realizado na Escola de Medicina da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, em 1968, os voluntários foram expostos ao vírus do resfriado comum e posteriormente foram colocados em ambientes gelados ou quentes.

Todos ficaram doentes e a temperatura não interferiu. Apesar das pessoas contraírem mais resfriado no inverno, isso se deve ao fato que elas geralmente ficam mais tempo em lugares fechados o que facilita a proliferação do vírus. Em analogia podemos citar o vírus da dengue. Ele ataca com toda força no verão, e ninguém vem falar que é o calor é que provoca a doença.

Fonte / leia mais em: https://cienciasetecnologia.com/mentiras-que-voce-acreditou-vida-toda-e-ciencia-prova-o-contrario/