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sábado, 10 de março de 2018

EUA planeja espaçonave para destruir asteróides




O governo dos Estados Unidos tem planos para uma espaçonave destruidora de asteróides - Em 2135, há uma pequena chance de que um asteróide atinja a Terra. Então os cientistas começaram a projetar uma nave espacial que poderia usar armas nucleares para explodi-lo.

A nave OSIRIS-REx, da NASA, irá até Bennu obter uma amostra que será devolvida à Terra em 2023. (NASA)

Cientistas da NASA desenvolveram um plano para tomar cuidado com um asteróide que tem uma em 2.700 chances de atingir a Terra, em 21 de setembro de 2135. Qual a solução?

Explosão com armas nucleares.

O asteróide, conhecido como Bennu, está orbitando atualmente o Sol a cerca de 54 milhões de milhas da Terra. O objeto espacial de 488 metros de largura, e 34 milhões de toneladas, provavelmente não vai atingir a Terra, mas não é da natureza do governo dos Estados Unidos se sentar ocioso quando existe uma ameaça potencial - não importa o quão improvável - existe. A NASA, a Administração Nacional de Segurança Nuclear e dois laboratórios de armas do Departamento de Energia se reuniram para projetar uma nave espacial que possa explodir o asteróide Bennu se ele chegar muito perto.

HAMMER TIME

De acordo com a Buzzfeed News, a Hypervelocity Asteroid Mitigation Mission for Emergency Response spacecraft, abreviando: HAMMER  ("Espaçonave de Resposta de Emergência para Missão de Alta Velocidade de Mitigação de Asteróides"), poderia usar uma das duas táticas para combater um impacto. Se um asteróide é pequeno o suficiente, o HAMMER usaria um "impactador" de 8,8 toneladas para esmagar o objeto. Mas, se o asteróide for muito grande, a nave espacial levaria a bordo um dispositivo nuclear para explodi-lo.

O físico David Dearborn, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, sugeriu até, para a Buzzfeed News, que várias naves HAMMER podiam ser lançadas na frente do asteróide, para diminuí-lo de tamanho e alterar seu curso.

A nave espacial HAMMER (direita) e o foguete de lançamento (à esquerda). Crédito: LLNL

A idéia da nave HAMMER veio de um relatório de 2010, publicado na revista Acta Astronautica, sobre a defesa de nosso planeta de objetos próximos da Terra (NEOs - near-Earth objects). "As duas respostas consideradas realistas são o uso de uma nave espacial funcionando como um pêndulo cinético ou transportadora de explosivo nuclear para desviar o NEO que se aproximar", afirmou o relatório.

Infelizmente, a nave espacial pode nunca ser construída, e os cientistas da NASA se recusaram a fornecer uma estimativa de custo para o projeto. A recente missão OSIRIS-REx da agência, já em direção a Bennu, está custando mais de 800 milhões de dólares - então o custo provavelmente é um sério impedimento para a aprovação do projeto HAMMER.

Os cientistas que estão por trás desse projeto vão apresentar seu trabalho em maio de 2018, na oficina de Disrupção Catastrófica no Sistema Solar, no Japão. Mesmo que a NASA e seus colaboradores tenham luz verde para avançar com o projeto, é importante lembrar que o HAMMER tem uma chance de 0.0003% de atingir a própria Terra.

Estar preparado, especialmente quando os cientistas estão conscientes da possibilidade de uma colisão de asteróides, é imperativo; mas é improvável que este asteróide cause qualquer tipo de cenário do dia do juízo final, como aconteceu no filme "Armageddon", blockbuster de 1998. Bruce Willis e Ben Affleck provavelmente terão que ficar fora disso.

Referências: BuzzFeed, Inverse
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Fonte: futurism.com - The Government Has Plans for an Asteroid-Destroying Spacecraft (tradução livre)

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Resiliência: Bonsai sobreviveu a bomba de Hiroshima e ainda floresce




O poder da resiliência: Esta árvore de bonsai, de 393 anos de idade, sobreviveu aos séculos, a explosão atômica de Hiroshima, e ainda floresce até hoje

O Bonsai de Yamaki - Crédito da imagem: Sage Ross, via Wikimedia Commons

Se quatro anos parecerem muito tempo, deixe-me ajudar a colocar as coisas em perspectiva.

A bela árvore de bonsai representada acima - vamos chamá-lo de "Bonsai de Pinheiro de Yamaki" - começou sua jornada pelo mundo por volta de 1625. Foi aí que a família Yamaki começou a treinar a árvore, trabalhando pacientemente, geração após geração, para podar a árvore transformando-o no pequeno e majestoso exemplar que é hoje.

Sem dúvida, ao longo dos séculos, o antigo bonsai testemunhou muitos dias, bons e maus, no Japão - foram alguns altos e baixos. Mas nada foi tão baixo quanto o que aconteceu em 6 de agosto de 1945, quando os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima, devastando a cidade e deixando 140 mil civis mortos. 

A bomba explodiu a 3 km da casa dos Yamaki. Mas desafiando as chances, o Pinheiro Yamaki sobreviveu à explosão. (Foi protegido por uma parede que cercava o berçário de bonsais dos Yamaki.) A família também sobreviveu à explosão, sofrendo apenas pequenos cortes de vidro voador.

Três décadas depois, em um ato de perdão bastante notável, a família Yamaki doou o pinheiro (juntamente com outras 52 árvores apreciadas) aos Estados Unidos, durante a celebração bicentenária de 1976. Entretanto, eles nunca disseram nada sobre os traumas pelos quais a árvore passou e sobreviveu. 

Somente em 2001, quando uma geração mais nova dos Yamakis visitou Washington, os cuidadores do United States National Arboretum aprenderam a história completa sobre a resiliência da árvore. A árvore sobreviveu ao pior do que o homem poderia jogar sobre ela. E manteve sua beleza intacta. Certamente você pode fazer o mesmo quando a vida coloca desafios menores em seu caminho.

Você pode ver mais de perto o Pinheiro Yamaki no vídeo abaixo:


Fonte: Open Culture (tradução/edição livre)


sábado, 22 de abril de 2017

O que fazer no caso de um ataque nuclear?

Por enquanto o Brasil tem se mantido neutro e talvez por isto ainda não  tenha sofrido ameaças ou atentados terroristas. Nosso país também tem se mantido distante das tensões entre Estados Unidos e Coréia do Norte...

Fato é que a pesquisa por "Terceira Guerra Mundial" subiu bastante este ano, com a escalada do radicalismo. No caso de uma grande guerra mundial há possibilidade de ataques nucleares. Você saberia o que fazer, onde se esconder, se a cidade que você mora for alvo de uma bomba nuclear?

Michael Dillon, pesquisador do Lawrence Livermore National Laboratory, nos Estados Unidos, analisou números, dados e possibilidades. Os trabalhos visam explicar, através de um detalhado estudo, quais seriam os locais mais seguros para se sobreviver na eminência de um ataque nuclear.




Onde se proteger da explosão?

Um dos seus maiores e mais imediatos objetivos, segundo o cientista, é evitar as consequências da radiação fatal, liberada pela detonação da bomba. Para isso a recomendação é imediatamente a de se buscar um abrigo subterrâneo, construído com tijolos grossos ou concreto e, preferencialmente, sem janelas.

Se esconder no subsolo de um prédio de apartamentos de cerca de cinco andares, construído com tijolos, já faria com que você ficasse exposto a aproximadamente apenas 1/200 da quantidade da radiação externa.

Você deve seguir para um abrigo mais forte apenas se ele estiver visível e, próximo, a cerca de 5 minutos a pé. Caso o local subterrâneo, de tijolos ou concreto, estiver a 15 minutos ou mais de distância o melhor é permanecer por um tempo no abrigo em que você está mesmo, para não sofrer os efeitos diretos da radiação.

Confira o estudo, clicando no link (inglês, em pdf):


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resultado de uma Guerra Nuclear



O que aconteceria se 100 bombas nucleares explodissem na Terra?

Mortes instantâneas e graduais, mudança climática radical e até alteração no DNA: o impacto seria desastroso! 

Um grupo de cientistas norte-americanos desenvolveu um estudo para analisar o que aconteceria com o planeta - e a humanidade -  diante de uma guerra nuclear regional de média proporção. 

Como cenário, desenharam uma suposta guerra entre a Índia e o Paquistão, países que têm um poderio nuclear bem inferior à Rússia, EUA e China. 

Levando em consideração que o arsenal mundial é de 17 mil armas, foi estipulado o uso de 100 ogivas do tamanho da bomba lançada em Hiroshima. Os resultados foram estes: 

1) Fuligem: Cinco megatons desse material seriam liberados e absorveriam o calor do Sol. Parte desse material poderia voltar à Terra em forma de chuva. 

2) Resfriamento: A temperatura da superfície terrestre cairia cerca de 16,6ºC em um ano e outros 16 cinco anos depois. Acredita-se que o clima demoraria 20 anos para se restabelecer. 

3) Menos chuvas: O resfriamento provocaria uma queda de chuvas de 9% em 5 anos e 4,5% depois de 26 anos. 

4) Geadas: De 2 a 6 anos após o ataque, as temporadas livres de geadas seriam reduzidas entre 10 e 40 dias. Consequentemente, os períodos de cultivo diminuiriam. 

5) Camada de ozônio: Seria reduzida de 20 a 25% por causa das reações químicas que afetariam a atmosfera. Após 10 anos, poderia se recuperar, sendo apenas 8% mais fina que atualmente. Esse fenômeno provocaria um aumento de queimaduras e câncer de pele, a redução do crescimento dos vegetais e a mudança de DNA em algumas plantas e bactérias. 

Fonte: RT / History
Imagem: Shutterstock.com