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sábado, 11 de janeiro de 2020

Sobre Sincronicidade, as "Coincidências Múltiplas"

Sobre a Sincronicidade ou as "Coincidências Múltiplas"

por Nassim Haramein



"É importante saber que você está criando sua realidade, mas em resposta a realidade está criando você."
Nassim Haramein

Coincidências Múltiplas


"Pierre Weil (2003) diz que quando desejamos algo, desencadeamos uma “corte celestial” que se encarrega de criar os mecanismos para a sua realização.

Às vezes esses anjos podem estar disfarçados em “pessoas comuns”, como eu e você, que se encarregam de “entregar pessoalmente as nossas encomendas”.

Em outras palavras, as sincronicidades são as expressões de um espaço divino, no qual os anjos se encarregam de estabelecer a relação significativa entre nossos estados interiores e fenômenos exteriores. Os anjos realizam a síntese em sintonia com pessoas que estão abertas para ela.

A sincronicidade, segundo Doucy Douek, um estudioso do assunto, “é a linguagem do divino para orientar nossa vida. E o divino atua tanto dentro quanto fora de nós”.

Ainda de acordo com Doucy Douek esse princípio universal está relacionado com a intuição.

Portanto, cada um tem a sua maneira especial de acessar: A sincronicidade abre um caminho para você escutar a si mesmo e ativa sua intuição. O resto é com você.

Às vezes precisamos de muita coragem para abandonar estruturas que construímos durante a vida e seguir os sinais que nos indicam novos caminhos."


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Fonte: via "Vida Ele e Bem Estar", postagem original: "Comunidade Espiritual" - Imagem: "LonerWolf: Synchronicity: 7 Ways to Interpret and Manifest It" (Pinterest / Reprodução) - Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Pólo Norte Magnético continua mudança em direção à Sibéria

Nosso planeta está inquieto e seus pólos estão vagando...

É claro que o pólo norte geográfico está no mesmo lugar que sempre esteve, mas seu equivalente magnético – indicado pelo N em qualquer bússola – está em mudança rápida em direção ao interior da Sibéria, na Rússia, em velocidades recordes que os cientistas não compreendem completamente. 

“O movimento de mudança do polo norte desde os anos 90 esta muito mais rápido do que em qualquer momento há pelo menos quatro séculos”, disse ao FT o especialista geomagnético Ciaran Beggan, do British Geological Survey (BGS) 

Pólo Norte Magnético continua mudança em direção à Sibéria em ritmo misteriosamente rápido



"Vale ressaltar que, embora o ritmo seja notável, o movimento em si não é. O pólo norte magnético nunca esta   realmente estacionário , devido a flutuações no fluxo de ferro fundido dentro do núcleo do nosso planeta, que afetam o comportamento do campo magnético da Terra.

“Desde sua primeira descoberta formal em 1831, o pólo norte magnético viajou cerca de 1.450 milhas (2.250 km)”, explica o Centro Nacional de Informações Ambientais (NCEI) da NOAA em seu site. “Essa perambulação geralmente tem sido bastante lenta, permitindo que os cientistas acompanhem sua posição com bastante facilidade”.

Essa lenta caminhada acelerou muito ultimamente. Nas últimas décadas, o pólo norte magnético acelerou a uma velocidade média de 55 quilômetros (34 milhas) por ano.

Os dados mais recentes sugerem que seu movimento em direção à Rússia pode ter abrandado para cerca de 40 quilômetros por ano, mas, mesmo assim, comparado com medidas teóricas que remontam a centenas de anos, esse é um fenômeno que os cientistas nunca haviam testemunhado antes.

“O movimento de mudança do polo norte desde os anos 90 esta muito mais rápido do que em qualquer momento há pelo menos quatro séculos”, disse à FT o especialista geomagnético Ciaran Beggan, do British Geological Survey (BGS) . “Realmente não sabemos muito sobre as mudanças no núcleo que o estão impulsionando a aceleração”.

Embora os pesquisadores não possam explicar completamente as principais flutuações que afetam a extrema inquietação do Pólo Norte, eles podem mapear o campo magnético da Terra e calcular sua taxa de mudança ao longo do tempo, o que nos ajuda a prever como ele poderá ser distribuído no futuro.

Esse sistema produz o que é chamado de World Magnetic Model (WMM): uma representação do campo que fornece tudo em termos de geo-orientação, desde ferramentas de navegação como GPS a serviços de mapeamento e aplicativos de bússola para consumidores, sem mencionar os sistemas usados ​​pela NASA, FAA e militares, entre outras instituições. como navios de transporte e todas as marinhas do mundo.

O Modelo Magnético Mundial é o modelo padrão usado pelo Departamento de Defesa dos EUA, pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e pela Organização Hidrográfica Internacional (IHO), para sistemas de referência de navegação, atitude e rumo usando o sistema do campo  geomagnético. Também é amplamente utilizado em sistemas civis de navegação e direção. 

Apesar da importância, os poderes de previsão do WMM – como o próprio pólo norte magnético – não são imutáveis, e as leituras precisam ser atualizadas a cada cinco anos para manter o modelo preciso.

“Desde que observações magnéticas de satélite adequadas estejam disponíveis, a previsão do WMM é altamente precisa na data de seu lançamento e, posteriormente, se deteriora no final do período de cinco anos, quando deve ser atualizado com os valores revisados ​​dos coeficientes do modelo, “ o NCEI explica.

Esse é o ponto que estamos fazendo agora, com os órgãos que mantêm o WMM – o NCEI e o BGS – tendo finalmente  atualizado o modelo na semana passada.

A atualização chega um ano antes do previsto devido o aumento da velocidade incomum com a qual o pólo norte magnético está mudando de localização, afetando todos os sistemas de localização, o que significa que as previsões do WMM se deterioraram mais rapidamente do que o habitual neste ciclo, apesar da recente desaceleração.

Embora as flutuações da velocidade pareçam loucas, na verdade é uma gama de movimentos de pólos mais moderada do que aconteceu na história da Terra: quando os pólos magnéticos se afastam o suficiente da posição, eles podem se INVERTER, algo que acontece a cada centenas de milhares de anos, com efeitos catastróficos para toda a vida planetária .

Não há como saber com certeza quando isso pode acontecer a seguir, mas se e quando acontecer, poderá ter sérias implicações para toda a humanidade. Enquanto isso, os novos dados do WMM são bons até 2025 e, com certeza, não há previsão de inversão iminente por enquanto."
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Fonte: https://www.sciencealert.com/earth-s-magnetic-north-pole-is-drifting-towards-siberia-at-a-mysteriously-rapid-pace | Earth's Magnetic North Pole Keeps Moving Towards Siberia at a Mysteriously Fast Pace - Tradução, imagens e agradecimentos: Thoth3126  / Thoth3126@protonmail.ch (Reprodução parcial com objetivo de estudo e divulgação científica) 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O que é Sincronicidade?

"Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não relacionados com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".

"Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não relacionados com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".

O termo foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém Jung demorou ainda mais 21 anos para concluir a obra "Sincronicidade: um princípio de conexões acausais", onde o expõe e propõe o início da discussão sobre o assunto. Uma de suas últimas obras foi, segundo o próprio, a de elaboração mais demorada devido à complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.

Em termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a(s) pessoa(s) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente, uma sincronia.

A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi este princípio, que Jung sentiu abrangido por seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo, justamente o que uniu o médico psiquiatra Jung ao físico Wolfgang Pauli, dando início às pesquisas interdisciplinares em Física e Psicologia

Ocorre que a sincronicidade se manifesta às vezes atemporalmente e/ou em eventos energéticos acausais, e em ambos os casos são violados princípios associados ao paradigma científico vigente. Segundo Rocha Filho (2007), inclusive o insight pode ser um fenômeno sincronístico, assim como muitas descobertas científicas que, de acordo com dados históricos, ocorreram quase simultaneamente em diferentes lugares do mundo, sem que os cientistas tivessem qualquer contato.

Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, e essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".

Fundamentação

As leis naturais são verdades estatísticas, absolutamente válidas ante magnitudes macrofísicas, mas não microfísicas. Isto implica um princípio de explicação diferente do causal. Cabe a indagação se em termos muito gerais existem não somente uma possibilidade senão uma realidade de acontecimentos acausais. Para isto, há de se confrontar com o consolidado pensamento de causalidade circundando tudo, e tratar de separar a causalidade da acausalidade.

CausalidadeCasualidade ← Acausalidade

A acausalidade é esperável quando parece impensável a causalidade. Ante a casualidade, só resulta viável a avaliação numérica ou o método estatístico. As agrupações ou séries de casualidades hão de ser consideradas casuais enquanto não se ultrapasse os limites da probabilidade. Pois, caso seja ultrapassado, implica-se um princípio acausal ou "conexão transversal de sentido".

Experimentos científicos de Rhine

A prova decisiva para a existência de vinculações acausais reside nos experimentos científicos de Joseph Banks Rhine efetuados a partir de adivinhação em Cartas de Zener, ainda que também tenham sido experimentados dados.


Sendo a média estatística de prováveis 5 acertos sobre 25 cartas, se chegaria a três conclusões seguintes:

  1. Superação da probabilidade estatística.
  2. A distância não afeta os resultados: não se pode tratar de um fenômeno de força ou energia.
  3. O tempo tampouco altera os resultados do experimento.

Faz-se necessário ressaltar que o envolvimento do sujeito experimentador influencia diretamente nos resultados da experiência, e, consequentemente, na ocorrência de eventos sincronísticos. Carl Jung, em sua obra "Sincronicidade, um princípio de conexões acausais", aduz que o "ceticismo e a resistência produzem o contrário, isto é, criam disposições desfavoráveis no sujeito".

Exemplos

Abaixo seguem dois exemplos citados pelo próprio Jung, trechos extraídos do livro "Sincronicidade", de C. G. Jung - tradução de Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha, OSB - 13ª edição, Editora Vozes, 2005:

"Uma jovem paciente sonhou, em um momento decisivo de seu tratamento, que lhe presenteavam com um escaravelho de ouro. Enquanto ela me contava o sonho, eu estava sentado de costas à janela fechada. De repente, ouvi de trás de mim um ruído como se algo golpeasse suavemente a janela. Dei meia volta e vi que foi um inseto voador que chocava contra ela. Abri-a e o apanhei. Era a analogia mais próxima a um escaravelho de ouro que se pode encontrar em nossas latitudes, a saber, um escarabeido (crisomélido), a Cetonia aurata, que, ao que parece, ao contrário de costumes habituais, se via na necessidade de entrar em uma sala escura precisamente naquele momento. Tenho que dizer que não me havia ocorrido algo semelhante nem antes nem depois disso, e que o sonho daquela paciente segue sendo um caso único em minha experiência."

"Na manhã do dia 1º de abril de 1949 eu transcrevera uma inscrição referente a uma figura que era metade homem, metade peixe. Ao almoço houve peixe. Alguém nos lembrou o costume do "Peixe em Abril" (primeiro de abril). De tarde, uma antiga paciente minha, que eu já não via por vários meses, me mostrou algumas figuras impressionantes de peixe. De noite, alguém me mostrou uma peça de bordado, representando um monstro marinho. Na manhã seguinte, bem cedo, eu vi uma outra antiga paciente, que veio me visitar pela primeira vez depois de dez anos. Na noite anterior ela sonhara com um grande peixe. Alguns meses depois, ao empregar esta série em um trabalho maior, e tendo encerrado justamente a sua redação, eu me dirigi a um local à beira do lago, em frente à minha casa, onde já estivera diversas vezes, naquela mesma manhã. Desta vez encontrei um peixe morto, de mais ou menos um pé (30 cm) de comprimento, sobre a amurada do lago. Como ninguém pôde estar lá, não tenho ideia de como o peixe foi parar ali."

Modalidades

Carl Jung defende que os fenômenos sincronísticos podem ser agrupados em três categorias:

  1. Coincidência de um estado psíquico do observador com um acontecimento objetivo externo e simultâneo, que corresponde ao estado ou conteúdo psíquico (p. ex., o escaravelho), onde não há nenhuma evidência de uma conexão causal entre o estado psíquico e o acontecimento externo e onde, considerando-se a relativização psíquica do espaço e do tempo tal conexão é simplesmente inconcebível.
  2. Coincidência de um estado psíquico com um acontecimento exterior correspondente (mais ou menos simultâneo), que tem lugar fora do campo de percepção do observador, ou seja, espacialmente distante, e só se pode verificar posteriormente.
  3. Coincidência de um estado psíquico com um acontecimento futuro, portanto, distante no tempo e ainda não presente, e que só pode ser verificado também posteriormente.

Ademais, Jung acrescenta que "nos casos dois e três, os acontecimentos coincidentes ainda não estão presentes no campo de percepção do observador, mas foram antecipados no tempo, na medida em que só podem ser verificados posteriormente. Por este motivo, diz que semelhantes acontecimentos são "sincronísticos", o que não deve ser confundido com"sincrônicos"."
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Fonte: reprodução adaptada do verbete 'Sincronicidade', da Wikipédia, a enciclopédia livre - Imagem: 'O quê é sincronicidade?' edição de imagem ph/pixabay - Cartas de Zener - Domínio Público (CC0)


"Não posso provar a você que Deus existe, mas meu trabalho provou empiricamente que o 'padrão de Deus' existe em cada homem, e que esse padrão é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformada." ~C. G. Jung

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

O que é "Dividir para governar"?

Dividir para conquistar ¹


Charge de Fenan (2012), mostrando políticos de um lado, cordão de policiais da tropa de choque separando-os da população, do outro lado, confusa e dividida com pensamentos difusos e objetivos diferentes uns dos outros. - Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar - ou governar), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem."


"Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar - ou governar), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.

Esse conceito foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera), Filipe II da Macedonia e imperador francês Napoleão (divide ut regnes). Também há o exemplo de Aulo Gabínio, que repartiu a nação judaica em cinco convenções, conforme relatado no livro I de A Guerra dos Judeus (De bello Judaico), do historiador Flávio Josefo.

Em Geografia, 8.7.3, Estrabão relata que a Liga Aqueia foi gradativamente dissolvida sob a posse romana da Macedonia, porque eles não lidavam com todos os estados da mesma maneira.

Na era moderna, Traiano Boccalini, em La bilancia politica, cita 'divide et impera' como um princípio comum na política. O uso desta técnica refere-se ao controle que o soberano possui sobre populações ou facções de diferentes interesses, que juntas poderiam ser capazes de se opor ao seu governo.

Sendo assim, o governante precisa evitar que os diferentes grupos e populações se entendam, pois uma união poderia causar uma oposição forte demais.

Maquiavel cita uma estratégia militar parecida no livro IV de A Arte da Guerra (Dell'arte della guerra), dizendo que um capitão deve se esforçar ao máximo para dividir as forças do inimigo, seja fazendo-o desconfiar dos homens que confiava antes ou dando-lhe motivos para separar suas forças, enfraquecendo-as.

A estratégia de divisão e regra tem sido atribuída aos soberanos que variam de Luís XI para os Habsburgos. Edward Coke denuncia no Capítulo I da Quarta Parte dos Institutos, relatando que quando foi exigido pelos Lordes e Comuns que poderia ser um dos principais motivos para que eles tenham um bom sucesso no Parlamento, foi respondido: 

'Eritis insuperabiles, Si inseparabiles fueritis Explosum est illud diverbium.:. Divide, e impera, cum radix & imperii vértice em obedientium consenso rata sunt

[Você seria insuperável se eram inseparáveis. Este provérbio, Dividir para reinar, foi rejeitado, uma vez que a raiz e o ápice da autoridade são confirmadas pelo consentimento dos sujeitos.]

Por outro lado, em uma variação menor, Sir Francis Bacon escreveu a frase 'separa et impera' em uma carta a James I. Em 15 de fevereiro de 1615 James Madison fez esta recomendação em uma carta a Thomas Jefferson de 24 de outubro de 1787, que sintetiza a tese de O Federalista "Divide et impera, o reprovado axioma da tirania, é sob certas (algumas) qualificações, a única política, pela qual uma república pode ser administrada em princípios justos."

Em paz perpétua: um esboço filosófico por Immanuel Kant (1795), Apêndice um, 'divide et impera' é a terceira das três máximas políticas, sendo as outras 'Fac et excusa' (Agir agora, e pedir desculpas mais tarde) e 'Si fecisti', nega (quando você cometer um crime, negá-lo).

Basicamente, os elementos dessa técnica envolvem:
  • Criar ou estimular divisões entre os indivíduos com o objetivo de evitar alianças que poderiam desafiar o soberano;
  • Auxiliar, promover e dar poder político para aqueles que estão dispostos a cooperar com o soberano;
  • Fomentar a inimizade e desconfiança entre os governantes locais;
  • Incentivar gastos sem sentido que reduzam a capacidade de gastos políticos e militares.

Historicamente, esta estratégia foi utilizada de muitas maneiras diferentes pelos impérios que buscaram expandir seus territórios.

O conceito também é mencionado como uma estratégia de ação do mercado na economia para obter o máximo dos jogadores em um mercado competitivo."


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Fonte: 1- Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre: "dividir para conquistar" (reprodução)
Imagem: "A Estratégia de Dividir e Conquistar", por Fenan - 2012 (Reprodução/Pinterest)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Nova pesquisa sugere que Planeta 9 pode ser um Buraco Negro

Misterioso Planeta Nove pode ser um buraco negro, sugerem novas pesquisas

Por Harry Pettit, The Sun - via The New York Post (tradução livre)


Representação artística do Planeta Nove, ponto escuro no espaço com a Via láctea ao fundo, por Tom Ruen / Wikimedia Commons
Representação artística do misterioso Planeta Nove - Crédito: Tom Ruen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

"Um objeto misterioso que antes se pensava ser um planeta não descoberto, nos limites do nosso Sistema Solar, poderia ser um minúsculo buraco negro, afirma um estudo.

Os especialistas argumentam há anos que um nono mundo distante em nosso Sistema Solar, conhecido como Planeta Nove, orbita o Sol em uma região bem além de Netuno.

Também conhecido como Planeta X, a ideia foi apresentada em 2016 pelos astrônomos para explicar as órbitas instáveis ​​de objetos distantes.

Segundo eles, o mundo hipotético poderia ter uma massa cerca de 10 vezes a da Terra e levar até 20.000 anos para orbitar o Sol.

No entanto, um novo estudo sugere que o Planeta Nove não é um planeta.

Em vez disso, uma equipe de cientistas liderada pela Universidade de Durham afirma que é um buraco negro do tamanho de uma bola de boliche.

Se estiverem corretos, dizem que poderão encontrar evidências na forma de flashes de radiação ejetados do objeto.

Especificamente, os raios gama devem ser criados por interações entre uma substância misteriosa chamada matéria escura ao redor do buraco negro.

Com base em previsões anteriores da massa do Planeta Nove, o buraco negro seria tão denso que só poderia ser do tamanho de uma bola de boliche.

Por ser tão pequeno, é improvável que o buraco negro represente qualquer ameaça à Terra - por enquanto.

A equipe agora planeja encontrar evidências cruciais para apoiar sua teoria maluca.


O hipotético Planeta Nove nunca foi observado pelos cientistas, e ainda não está claro se ele realmente existe.

Astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia propuseram a idéia de explicar as órbitas instáveis ​​de objetos distantes.

Os corpos espaciais em questão estão no Cinturão de Kuiper, uma região além de Netuno repleta de planetas anões e detritos gelados.

Os cientistas acham que a atração gravitacional de um nono planeta ainda não descoberto no sistema solar pode estar colocando os objetos em órbitas estranhas.

O Planeta Nove também está envolvido em uma estranha teoria da conspiração.

Conspiracionistas alegam há anos que um planeta errante chamado Nibiru pode um dia se chocar com a Terra, destruindo toda a vida como a conhecemos.

Alguns dizem que Nibiru é, de fato, o Planeta Nove. Eles acham que sua órbita elíptica um dia o levará ao caminho do nosso planeta."

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

23 Frases de Friedrich Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu na cidade de Röcken em 15 de outubro de 1844, faleceu em Weimar, no dia 25 de agosto de 1900, ambas  na AlemanhaFoi um influente filósofo alemão do século XIX. Sua maior obra é o livro Assim falou Zaratustra, que influenciou significativamente o mundo moderno. Longe de ser um escritor de simples aforismas, é considerado um grande estilista da língua alemã, como o provaria Assim Falou Zaratustra, livro que ainda hoje é de dificílima compreensão estilística e conceitual.

Muito pode ser compreendido na obra de Nietzsche como exercício de pesquisa filológica, no qual unem-se palavras que não poderiam estar próximas ("Nascer póstumo"; "Deus Morreu", "delicadamente mal-educado", etc… ).

Adorava a França e a Itália, porque acreditava que eram terras de homens com espíritos-livres. Admirava Voltaire, e considerava como último grande alemão Goethe, humanista como Voltaire. Naqueles países passou boa parte de sua vida e ali produziu seus mais memoráveis livros. Detestava a arrogância e o anti-semitismo prussianos, chegando a romper com a irmã e com Richard Wagner, por ver neles a personificação do que combatia - o rigor germânico, o anti-semitismo, o imperativo categórico, o espírito aprisionado, antípoda de seu espírito-livre. Anteviu o seu país em caminhos perigosos, o que de fato se confirmou catorze anos após sua morte, com a primeira grande guerra e a gestação do Nazismo.

Seus principais interesses foram: epistemologia, ética, ontologia, filosofia da história e psicologia. Idéias notáveis: Morte de Deus, Vontade de Poder, Eterno retorno, Super-Homem, Perspectivismo, Apolíneo e Dionisíaco. Influências: Heráclito, Platão, Montaigne, Spinoza, Kant, Goethe, Schiller, Schopenhauer, Heine, Emerson, Poe, Wagner e Dostoiévski. Influenciados: Rilke, Jung, Iqbal, Jaspers, Heidegger, Bataille, Rand, Sartre, Camus, Deleuze, Foucault, Derrida e Sigmund Freud.

Conheça 23 frases e pensamentos do grande filósofo alemão Friedrich Nietzsche:

"A felicidade do homem está em 'eu quero'; a felicidade da mulher, em 'ele quer.' "

"Amamos a vida não porque nos habituamos com a vida, mas porque nos habituamos a amar."

"Aquele que luta contra monstros deve acautelar-se, para não se tornar também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."

"Aquilo que se faz por amor, parece ir sempre além dos limites do bem e do mal."

"As paisagens insignificantes existem para os grandes paisagistas; as paisagens raras e notáveis são para os pequenos."

"É necessário ter o caos aqui dentro para gerar uma estrela."

"Eis a fórmula da felicidade: um Sim, um Não, uma linha reta, uma meta..."

"Existo, logo penso."

"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar em ti."

"Há homens que nascem póstumos."

"Não é a força mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade."

"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas."

"Não há fatos, só interpretações."

"Não há nada que deprima mais o ser humano (mais depressa) do que a paixão do ressentimento."

"Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter de mudar as nossas opiniões."

"O filósofo, como o entendo, é um explosivo terrível na presença do qual tudo está em perigo."

"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo."

"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Extraterrestres, nossos irmãos na Grande Luz

Terrestres e Extraterrestres - Irmãos na Grande Luz


Nebulosa de Orion / Crédito: NASA, ESA, M. Robberto
Por Wagner Borges*

"Um dos grandes sonhos da humanidade é o de viajar para além da Terra... Conhecer as estrelas e desvendar os mistérios siderais. Porém, o homem mal conhece a si mesmo. Quer viajar para fora do planeta, mas, sequer descobriu como viajar por dentro de si mesmo.

Atualmente, fala-se muito de Multiverso e de tantas outras possibilidades no infinito da vida... Contudo, são bem poucos os que notam os “muitos versos” que se desdobram no Multiverso do coração.

O homem é capaz de se admirar olhando para o céu coalhado de estrelas; no entanto, também é capaz de toldar o céu de seu próprio coração com pesadas nuvens de mágoa e incompreensão. Por causa disso, muitos sonham com a descida de divindades, anjos, espíritos, mestres ou extraterrestres, na esperança de que eles tragam a solução para o vazio consciencial de suas vidas.

Porém, de que adiantaria a presença de algum ser celeste, por fora, se o coração do homem for miserável, por dentro?

Então, muitos esperam a salvação descer do céu, mesmo que o céu de seus corações permaneça sujo e nublado de medo e egoísmo.

Fico pensando que, um dia, quando houver algum contato direto com outras raças do universo, talvez o lance não role do jeito que muitos esperam. Talvez os visitantes estelares venham apenas ensinar aquilo que o coração de cada um já vem tentando dizer, há muito tempo:

- É preciso crescer!
- Felicidade é um estado de consciência.
- A consciência é imortal.
- Cada ser é centelha vital do Todo que está em tudo.
- Tudo o que vive é seu próximo.
- É preciso amar, viver, sorrir e seguir...

Também torço para que esse dia tão esperado chegue logo. Não para que alguém das estrelas me salve de minha própria ignorância, não! Isso é responsabilidade minha mesmo. Mas para que eu encontre brilhando nos olhos extraterrestres, o mesmo brilho que já brilha nos olhos de cada terrestre.

Sim, quero ver neles, independentemente de suas formas ou do lugar que venham, o mesmo brilho do Eterno que habita em todos os seres. Quero chamá-los de irmãos queridos, dançar e brincar com eles, como igual.

Não quero ser salvo por ninguém! Não é necessário, pois isso é tarefa minha e faz parte do meu aprendizado como consciência viva. E, no final das contas, talvez os nossos irmãos siderais apenas digam: 'Siga o seu coração... e seja feliz!'

P. S. Terrestres ou extraterrestres, encarnados ou desencarnados, todos nós viemos da Grande Luz. O TODO ESTÁ EM TUDO!

Paz e Luz."

São Paulo, 24 de junho de 2007.

Nota: Reprodução de texto publicado no Site Holístico, www.eurooscar.com, (Terrestres e Extraterrestres - Irmãos na Grande Luz) com fins de divulgação da cultura da paz. Se trata de citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Esse texto foi escrito por *Wagner Borges (IPPB), durante o Seminário Especial de Ufologia, Ciência e Espiritualidade, que ocorreu em junho de 2007, em São Paulo, Brasil - Imagem: Nebulosa de Orion / Crédito: NASA, ESA, M. Robberto (Space Telescope Science Institute/ESA) e Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team (Wikimedia Commons / CC0)