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sábado, 21 de março de 2026

Foguete SLS da missão Artemis II já está na 39B aguardando a janela de lançamento

O chão parece conter a própria respiração. Ainda não há contagem regressiva audível, nenhum rugido cortando o ar — mas há movimento. E ele diz tudo.

NASA 

Na manhã de 20 de março de 2026, a missão Artemis II deu um passo concreto rumo ao espaço profundo. O foguete Space Launch System (SLS), acoplado à cápsula Orion, chegou à plataforma de lançamento 39B, no Kennedy Space Center, na Flórida. Um trajeto de pouco mais de seis quilômetros que levou cerca de 11 horas para ser concluído — não por limitação, mas por precisão.

Transportado pelo histórico crawler da NASA, o conjunto avançou lentamente, a menos de 1 km/h. Um deslocamento quase silencioso para um equipamento de 98 metros de altura. Não era pressa. Era cuidado. Era o tipo de movimento que carrega décadas de engenharia, bilhões de dólares e um objetivo que ultrapassa qualquer cálculo: voltar à Lua com gente a bordo.

Agora, já posicionado na plataforma, o sistema entra na fase final de preparação. A janela de lançamento se abre no dia 1º de abril, com oportunidades que se estendem até o dia 6. É nesse intervalo que o mundo pode assistir ao início de uma nova etapa da exploração humana.

A bordo estarão quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além do canadense Jeremy Hansen. Eles não pousarão na Lua. A missão é outra. Durante cerca de dez dias, a tripulação vai orbitar o satélite natural da Terra e retornar — um voo de teste, mas longe de ser simples.

Cada sistema será colocado à prova em condições reais. Navegação, comunicação, suporte à vida. Tudo precisa funcionar com precisão absoluta. Não há margem confortável quando se trata de espaço profundo.

A Artemis II é, na prática, o elo entre o passado e o que ainda está por vir. Desde o fim do programa Apollo, em 1972, nenhuma missão tripulada cruzou essa fronteira. Agora, mais de cinco décadas depois, o cenário volta a se desenhar.

Mas há algo diferente desta vez.

A NASA não fala apenas em retorno. Fala em permanência. Em construir uma presença sustentável na Lua, em preparar caminhos que levem, futuramente, a Marte. Pode soar distante — e talvez seja. Mas toda travessia começa com um primeiro passo firme.

E é exatamente isso que está em jogo.

Depois de anos de atrasos, ajustes técnicos e revisões cuidadosas, Artemis II precisa acontecer — e precisa dar certo. Não apenas como demonstração tecnológica, mas como afirmação de que a exploração espacial ainda ocupa um lugar estratégico no futuro da humanidade.

O foguete está na plataforma. Os sistemas, em revisão final. A tripulação, em preparação. O silêncio que antecede o lançamento não é vazio. É trabalho minucioso para o pessoal da NASA e a expectativa acumulada de quem está acompanhando as notícias e vídeos da missão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Famosa foto, da Terra vista de longe, completa 25 anos




Em 14/02/2015 completou-se 25 anos desde que a Voyager tirou uma foto da Terra fazendo sua órbita no Sistema Solar. Nosso planeta — a 6 bilhões de quilômetros da nave — é esse pequeno pálido ponto azul iluminado por um raio de Sol. Trata-se de uma imagem icônica, e todas as pessoas que gostam de ciência conhecem a importância dela.


A foto foi feita a pedido de Carl Sagan, que convenceu a NASA de que os gastos para tirar a foto valiam a pena, mesmo que ela não tivesse valor científico. Essa foto, ele argumentou, nos mostrará “nosso lugar no Universo“. Muitos se opuseram à ideia porque apontar para o sol poderia danificar os equipamentos da sonda interplanetária. Mas no final, graças à tenacidade de várias pessoas e da ajuda de Richard Truly, administrador da NASA na época, a foto acabou sendo tirada. 


Veja o que diz Sagan:



domingo, 28 de dezembro de 2014

Matemática estabelece maneira mais eficiente para chegar em Marte




O Planeta Vermelho é tão cheio de encantos que nós aqui do Mega Curioso temos um espaço especial dedicado somente a notícias sobre Marte. Quando o assunto é colonizar o planeta vizinho, uma das maiores preocupações é, sem dúvidas, a viagem até lá, afinal não deve ser muito simples mandar pessoas até outro planeta, não é mesmo?

A boa notícia, nesse sentido, é que alguns pesquisadores parecem ter descoberto um novo jeito de ir para Marte – e gastando menos dinheiro ainda! Um dos problemas maiores de enviar pessoas ao planeta ao lado é o tanto de combustível que uma viagem desse porte iria exigir. Além disso, Terra e Marte estão em constante movimento e em desalinho, então é difícil calcular com precisão um percurso eficiente. Os dois planetas ficam perfeitamente alinhados a cada 26 meses, apenas.

Matematicamente falando

E, se você é do tipo que diz que matemática é uma coisa inútil, está na hora de rever seus conceitos, pois é graças a um grupo de matemáticos que uma nova estratégia de rota está sendo desenvolvida.

Mapear uma viagem da Terra até Marte é uma tarefa de extrema complexidade, afinal a distância entre os dois planetas está constantemente diminuindo ou crescendo, dependendo de como suas órbitas estão ao redor do Sol. Além disso, é preciso levar em conta questões de gravidade na Terra, em Marte e no espaço entre um planeta e outro. Deu para entender a dificuldade da coisa?

Foi com esse problema em mãos que os matemáticos Francesco Topputo e Edward Belbruno resolveram calcular o caminho até Marte de um jeito diferente, de modo que os movimentos do Planeta Vermelho fossem favoráveis a essa nova possibilidade de rota. Para isso, os caras usaram um conceito chamado “captura balística”, que é o oposto de qualquer outra lógica já utilizada até agora para criar uma rota de viagem.

Como funciona

A ideia é direcionar a aeronave para a órbita de Marte e não para Marte em si, usando uma lógica já conhecida que lança aeronaves à órbita da Lua. O novo plano de viagem pretende colocar as naves na órbita do Planeta Vermelho a uma velocidade inferior à de Marte. Isso faria com que a gravidade do planeta desacelerasse a nave, a colocasse em órbita e a fizesse pousar.

Esse novo método, só para você ter ideia, consegue economizar 25% do combustível necessário para a viagem, o que é uma vantagem gigantesca em relação aos outros métodos de cálculo de rota. A diminuição de combustível deixa a nave mais leve e permite que a viagem tenha mais carga, o que seria primordial para o caso de uma futura missão humana. Dessa forma, seria possível também que uma aeronave levasse mantimentos aos tripulantes que se arriscassem a ficar no Planeta Vermelho.

Como a aeronave seria enviada em uma velocidade mais lenta, a viagem em si se tornaria mais lenta e poderia levar alguns meses a mais do que as outras rotas existentes, que estimam seis meses de viagem. Ainda assim, haveria a economia de combustível, que é a principal preocupação do momento. Além disso, esse esquema dispensa a espera do alinhamento ideal entre a Terra e Marte, o que só acontece a cada 26 meses. E aí, se fosse possível, você se arriscaria em uma viagem espacial de quase um ano?

Fonte: Gizmodo
Imagens: NASA

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

X-37B o avião espaçonave secreto dos EUA

O X-37B regressou à Terra em segurança, na sexta-feira depois de quase dois anos no espaço numa missão secreta.




O avião secreto da Força Aérea norte-amerciana - o X-37B - aterrou em segurança no passado dia 17, na base aérea de Vandenberg, na Califórnia, depois de 22 meses em órbita no espaço.



Esta é a terceira missão desta aeronave e a mais longa até à data. A missão, que teve início em dezembro de 2012, levou o X-37B, que se assemelha a uma nave espacial em miniatura, a orbitar em torno do planeta Terra durante 675 dias, um número sem precedentes. As duas missões anteriores duraram 225 e 469 dias.

A Força Aérea norte-americana mantém em segredo os objetivos e detalhes da missão. Segundo a agência France Presse, que refere a opinião de especialistas, esta pequena máquina de cinco toneladas e 8,9 metros de comprimentos fará parte de um programa de espionagem ultramoderno.
Reuters

X-37B na base de Vandenberg

O secretismo em torno das missões deste avião levantou também especulações várias: umas apontam que o X-37B transportava equipamento de espionagem, outras dizem que o avião pode ser usado para capturar satélites de outras nações ou incapacitar o programa espacial chinês.

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4190019

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Relatório da ONU diz que camada de Ozônio, protetora da Terra, está se recuperando



Relatório das Nações Unidas apresenta melhores índices em 35 anos. Gases estufa ajudam na recomposição, mas ampliam aquecimento global.

do G1
Imagem cedida pela NASA mostra comparações da camada de ozônio em 17 de setembro de 1979, 7 de outubro de 1989, 9 de outubro de 2006 e 1 de outubro de 2010 (Foto: AP Photo/NASA)


A frágil camada de ozônio que protege a Terra está começando a se recuperar, principalmente por causa da progressiva eliminação, desde a década de 80, de alguns elementos químicos de latas de refrigerantes e aerossol, informou um painel científico das Nações Unidas em uma rara notícia positiva sobre a saúde do planeta.

Cientistas disseram que o crescimento demonstra que a união mundial pode neutralizar o desenvolvimento de uma crise ecológica.

Pela primeira vez em 35 anos, cientistas foram capazes de confirmar um aumento estatístico significativo e sustentado no ozônio estratosférico, que nos protege da radiação solar que causa câncer de pele, danos à agricultura e outros problemas.


De 2000 a 2013, os níveis de ozônio cresceram 4 por cento em latitudes norte a cerca de 30 milhas (48 kms) de altura, disse o cientista da Nasa, Paul A. Newman. Ele é um dos autores de uma avaliação do ozônio feita a cada quatro anos por 300 cientistas, divulgada pelas Nações Unidas.

“É uma vitória para a diplomacia e a ciência o fato de que fomos capazes de trabalharmos juntos”, disse o químico Mario Molina. Em 1974, Molina e F. Sherwood Rowland foram autores de um estudo científico que previa o esgotamento do ozônio. Eles ganharam o Prêmio Nobel em 1995 pelo trabalho.

A camada de ozônio vinha se tornando cada vez mais fina desde o final dos anos 70. Clorofluorcarbonos produzidos pelo homem, chamados de CFCs, emitiam cloro e bromo, que destruíam as moléculas de ozônio suspensas no ar. Após um alerta de cientistas, países ao redor do mundo concordaram com um tratado em 1987 para eliminar progressivamente os CFCs. Os níveis desses elementos em alturas de 30 a 50 milhas estão diminuindo.

As Nações Unidas estimaram em um relatório anterior que, sem o pacto, em 2030, dois milhões de casos extras de câncer de pele seriam registrados por ano no mundo.

Paradoxalmente, gases de efeito estuda, que retém o calor – considerados a maior causa do aquecimento global – também estão ajudando a reconstituir a camada de ozônio, disse Newman. O relatório diz que a ampliação do nível de dióxido de carbono e outros gases esfria a estratosfera superior, e o ar mais frio aumenta a quantidade de ozônio.

E, em outra tendência preocupante, os elementos químicos que substituíram os CFCs contribuem para o aquecimento global e estão aumentando, disse a cientista estudiosa de atmosfera do MIT, Susan Solomon. No momento, eles não representam grande ameaça, mas é esperado que aumentem dramaticamente até 2050 e façam “uma enorme contribuição” para o aquecimento global.

A camada de ozônio ainda está longe de ser recuperada. Elementos químicos devoradores de ozônio e de longa duração que ainda permanecem na atmosfera criam anualmente um buraco no extremo do Hemisfério Sul, e o buraco não foi fechado. Além disso, a camada de ozônio ainda está cerca de 6 por cento mais final do que na década de 80, segundo cálculos de Newman.

Os níveis de ozônio estão “em ascensão, mas ainda não chegaram lá”, disse ele.

Paul Wapner, professor de políticas ambientais globais na American University, disse que as descobertas são “boas notícias em um cenário geralmente sombrio” e enviam uma mensagem de esperança aos líderes mundiais que irão se encontrar no final deste mês em Nova York para um encontro das Nações Unidas sobre clima.

“O precedente é realmente importante porque a sociedade está encarando outro sério problema ambiental mundial, as alterações climáticas”, disse Molina, professor em San Diego e na Cidade do México. O cientista de 71 anos disse que achou que não viveria para ver o dia em que a camada de ozônio estaria se recompondo.

No início desta semana, a ONU anunciou que os níveis atmosféricos do principal gás de efeito estufa, o dióxido de carbono, bateram outro recorde em 2013. O aumento em relação a 2012 foi o maior salto em três décadas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Sistema Terra-Lua



Oito dias após sua despedida da Terra, a espaçonave Galileo - foto ao lado - olhou para trás e captou esta vista deslumbrante da Terra e da Lua. A imagem foi tirada à uma distância de cerca de 6,2 milhões de quilómetros (3,9 milhões de milhas). A foto abaixo foi construída a partir de imagens obtidas com o violeta, vermelho, e filtros infravermelhos de 1,0 mícron.

A Lua está em primeiro plano, movendo-se da esquerda para a direita. A Terra, brilhante, colorida, contrasta fortemente com a Lua, que reflete apenas cerca de um terço da luz solar do que a Terra. O contraste e as cores foram trabalhados por um computador avançado, para melhorar a visibilidade de ambos os objetos.

A Antárctida é visível através das nuvens (abaixo). O lado mais distante da Lua é visto; a zona sombreada no final do alvorecer é o pólo sul da Bacia Aitken, uma das maiores e mais antigas formações de impacto lunares.




Fonte: http://www.nasa.gov